8. TER ÖNLEYİCİ ÜRÜNLER
8.4. Etkilerinin Değerlendirilmesi
A emoção é a linguagem antes da linguagem. (ZAZZO, 1995, p.15)
No domínio afetividade estão agrupadas as funções relacionadas às emoções, sentimentos e paixão, que funcionam como demonstradores das formas pelas quais as pessoas são afetadas pelo mundo interno e externo. Segundo Mahoney (2004, p.17) “O afetivo é, portanto indispensável para energizar e dar
direção ao ato motor e ao cognitivo.”.
As primeiras manifestações de afetividade têm sua origem nas sensações de bem e mal estar, relacionadas ao equilíbrio do organismo e sua manifestação visa à sobrevivência. Ocorrem nas crianças, num estádio tão elementar, que “não se pode evidentemente distinguir entre o signo e a sua causa”. (WALLON, 1941/1995, p. 137).
(...) a afetividade corresponde à energia que mobiliza a pessoa para o ato, enquanto ao conhecimento corresponde o poder estruturante que modela a ação a partir das condições disponíveis no momento (...). (PRANDINI, 2004, p.36)
Na teoria Walloniana, a emoção aparece com maior destaque, é considerada a base da afetividade e consiste, segundo o autor “[...] essencialmente em
sistemas de atitudes que respondem a uma determinada espécie de situação. Atitudes e situação correspondente implicam-se mutuamente, constituindo uma maneira global de reagir [...].” (WALLON, 1941/1995, p. 140).
Para Wallon (1941/1995, p.140), a emoção “é como uma espécie de prevenção
que depende mais ou menos do temperamento, dos hábitos dos indivíduos”,
ela desencadeia reflexos e é contagiante. Está sempre acompanhada de alterações faciais e de postura, provoca execução de gestos, é intensa e permanece fora de controle pela consciência. É por meio do contágio que se explica sua função basicamente social.
À emoção compete unir os indivíduos entre si através das suas reações mais orgânicas e mais íntimas, devendo esta confusão ter como conseqüência as oposições e os desdobramentos de que poderão surgir gradualmente as estruturas da consciência. (WALLON, 1941/1995, p. 143)
“As emoções, que são a exteriorização da afetividade, estimulam assim
mudanças que tendem, por outro lado, a reduzi-las.” (WALLON, 1941/1995, p.
143). Como ressaltado por Dantas (1992, p.86), “a razão nasce da emoção e
vive da sua morte”.
Sentimento, de acordo com o autor, é uma representação da afetividade, ou seja, quando o individuo não tem, “reações instantâneas e diretas como na
emoção”, pois a reprime, impondo controle e criando obstáculos para amenizar
sua potência (MAHONEY; ALMEIDA, 2007, p. 21), por intermédio da consciência simbólica que permite ao individuo pensar sobre o que sente.
Já a paixão surge, assim como o sentimento, com o aparecimento e o progresso das representações mentais. A paixão “revela o aparecimento do
autocontrole para dominar uma situação: tenta para isso silenciar a emoção [...] caracteriza-se pelo ciúme, exigências, exclusividade” (MAHONEY; ALMEIDA,
2007).
Eis a afirmação de Wallon:
Os emotivos e os sentimentais representam dois tipos de indivíduos de temperamentos nitidamente distintos. O sentimental pertence ao tipo dos que ficam ao abrigo da tempestade emotiva, visto ser antes de tudo um ideativo cuja ideação liquida a todo instante a tensão emotiva. [...] O apaixonado, habitualmente, se mantém senhor de suas reações afetivas. Diante de impulsos emotivos, caminha para o raciocínio. (WALLON, 1971, p. 151)
O autor estabelece, pois, diferenças entre os indivíduos, “a diferença entre o
apaixonado e o sentimental, está na necessidade de transformar em fatos suas representações” (WALLON, 1971, p. 152). Entre o apaixonado e o emotivo, a
qual não se sabe fugir” (WALLON, 1971, p. 152), possui reações de ordem
subjetiva que sufocam a noção da realidade exterior.
Essas informações poderão colaborar para o entendimento da maneira de ser e agir do professor, de acordo com o momento afetivo vivenciado por ele, e, para esse trabalho, em específico, entender sua relação, na atividade docente, com computador, considerando-se que, segundo a teoria Walloniana, “ser
adulto significa ter desenvolvido uma consciência moral: reconhecer e assumir com clareza seus valores e dirigir suas decisões e escolhas de acordo com eles”. (MAHONEY; ALMEIDA, 2007, p. 24).
O capítulo seguinte apresentará os procedimentos metodológicos utilizados para a realização dessa pesquisa.
Capítulo III
Trajetória Metodológica
O sinal é outro. Um ainda não é um: quando ainda faz parte com todos.
3 Trajetória Metodológica
Os sujeitos desta pesquisa são professores universitários do curso de pedagogia de uma faculdade da região metropolitana de São Paulo. Este curso acontece no período noturno e atuam, nele, 12 professores.
Além do curso de pedagogia, a instituição possui outros cursos, nas mais diversas áreas de formação, no entanto, referente à formação para área educacional, tem-se: letras, matemática, física e química.
A escolha dessa instituição de ensino superior justifica-se, por: ela estar iniciando a utilização de ambientes virtuais de aprendizagem; oferecer aos professores e alunos diversos laboratórios de informática, devidamente, equipados e recursos áudios-visuais, diversos, para utilização em sala de aula; e, também, pelos projetos iniciados, no curso de pedagogia, para utilização das TIC.
Conhecer esse momento do curso de pedagogia apresentou-se como uma possibilidade de trazer subsídios importantes para a problemática que esta pesquisa se propunha estudar, tendo em vista, o novo cenário educacional, em que os professores poderiam ser inseridos.
São dois os projetos iniciados no curso de pedagogia: o primeiro, tem o objetivo apresentar aos alunos softwares educacionais referentes ao nível de ensino que atuarão e possibilitar e eles sua avaliação; o segundo, referem-se, à utilização de um ambiente virtual de aprendizagem, esse ambiente possui, de maneira geral, todos os recursos, normalmente, encontrados nesses ambientes, como: fórum, bate-papo, conferência, correio, centro de recursos, etc., como já detalhado no capítulo sobre os recursos tecnológicos.
O detalhamento do andamento desses projetos será apresentado nesse mesmo capítulo, quando se discutirá o contexto de atuação dos professores.
3.1 Levantamento de dados
O primeiro contato, para a realização da pesquisa, foi feito com a coordenadora do curso, que, gentilmente, se colocou à disposição para mediar o contato com os professores e sugeriu uma forma de coleta de dados.
Todos os professores do curso de pedagogia foram convidados a participar e, na expectativa de alcançar a todos, elaborou-se um questionário que, aplicado como piloto, se mostrou ineficaz pela oferta insuficiente de dados dos respondentes e pelo pequeno número de devolutivas. Pensou-se, então, em outro tipo de instrumento que levasse os professores, ainda que num grupo menor, a expor com maior liberdade suas emoções e sentimentos. Pensou-se, também, que seria importante levar o depoente a refletir sobre como o computador o afetou no passado, presente e futuro. O depoimento de um professor, como piloto, mostrou a eficácia desse procedimento. Propôs-se, então, um depoimento escrito com a seguinte comanda: "Qual sua relação com
o computador em seu trabalho docente, ontem, hoje e amanhã. Se possível, ilustre com descrição de situações.".
No decorrer do processo de levantamento de dados, constatou-se a necessidade de um segundo depoimento, desta vez oral, que foi aplicado pessoalmente pelo pesquisador, com o propósito de aprofundamento e compreensão das emoções e sentimentos, revelados pelo próprio sujeito4. Nesse processo para coleta de dados, várias visitas à instituição de ensino foram realizadas, e essas ocasiões permitiram a realização de observações impressionistas que serão utilizadas no decorrer do trabalho.
3.1.1 Depoimento Escrito – 1ª Etapa de levantamento de dados
4
Os professores foram informados pela coordenadora do curso sobre a realização da pesquisa e quanto à importância de sua participação.
Devido à dificuldade de encontrar com os professores, pois eles chegam, à faculdade, próximo do horário de sua aula, e vão embora logo ao seu término, o contato ocorreu de três maneiras diferentes: para alguns professores entregou-se a comanda, em mãos; outros professores receberam a comanda das mãos da coordenadora do curso e, um terceiro grupo de professores, recebeu a comanda do departamento de apoio da faculdade.
Para a devolução dos depoimentos, ficou combinado com os professores que eles poderiam marcar um dia para entregá-los diretamente ao pesquisador; entregar ao departamento de apoio da faculdade; ou, ainda, se preferissem, enviar por e-mail.
Do total de 12 professores que atuam no curso de pedagogia, 10 deram seu depoimento escrito. Dois deles deixaram seu depoimento no departamento de apoio da faculdade e os demais enviaram por e-mail.
3.1.2 Depoimento Oral – 2ª Etapa de levantamento de dados
Para a realização dessa etapa do levantamento de dados, foi enviado, aos 10 professores participantes da primeira etapa, um e-mail, explicando a necessidade de mais um depoimento e pedindo ao professor que agendasse, de acordo com sua disponibilidade, um dia, horário e local para o encontro. Cinco professores se disponibilizaram a participar, também, dessa etapa.
Todos os encontros aconteceram na própria faculdade e desencadearam-se a partir da leitura do depoimento escrito. O professor complementava o depoimento anterior relatando suas emoções e seus sentimentos atuais, além dos vivenciados na ocasião. Buscou-se não interromper, nem conduzir o depoimento. No final de cada tema, caso o professor não tivesse mencionado as emoções e os sentimentos, solicitava-se um detalhamento a esse respeito.
Os professores mostraram-se receptivos e participaram desse segundo depoimento de maneira pró-ativa e tranqüila, relatando, não apenas as emoções e os sentimentos, mas também fornecendo outros detalhes, o que valorizou, ainda mais, essa segunda etapa de levantamento de dados.
Em relação aos professores que participaram, do depoimento oral, todos são formados para atuarem na área educacional e desenvolvem, exclusivamente, a função de professor, exceto a professora Maristela que exerce, também, a função de pesquisadora na área educacional. Os professores possuem entre 10 e 20 anos de experiência no ensino superior e suas idades variam entre 43 e 65 anos.
3.1.3 Observações impressionistas
Chamo de observações impressionistas, pois não foram observações sistemáticas com dia, hora e local determinado; essas observações aconteceram em todos os momentos em que se esteve na instituição. Nelas puderam ser observados os ambientes, como: salas de aula, laboratórios de informática, sala dos professores, etc. Essas observações serão utilizadas no decorrer das considerações finais do trabalho.
3.1.4 Caracterização dos professores
Entre o primeiro e o segundo depoimento houve, também, um contato com os professores, via e-mail, solicitando alguns dados para sua caracterização; as informações solicitadas foram: formação acadêmica, tempo de docência em cada nível de ensino e idade.
O objetivo do levantamento dessas informações foi sua utilização na apresentação dos professores, além de ser usada como subsídio no momento da análise dos relatos.
Apenas três professores responderam esse e-mail, por isso, no momento do segundo depoimento, esses dados, também, foram levantados.
Sintetizando, ao final do processo de levantamento de dados, tínhamos: cinco professores participaram das três etapas, ou seja, depoimento escrito, depoimento oral e disponibilização dos dados de caracterização; um professor participou de duas etapas: depoimento escrito e dados de caracterização; e quatro professores participaram apenas da primeira etapa, depoimento escrito.