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4.4. Çalışanların Kurumda Diğer Çalışanlardan Beklentisi

4.4.2. Etik Davranışlar

As diferentes definições de capacidade tecnológica encontradas na literatura demonstram o conteúdo abstrato do conceito e a interdependência com o âmbito de análise no qual o mesmo está sendo empregado. Algumas definições têm como base elementos estruturais e outras, elementos funcionais e estratégicos da empresa. Em algumas, o foco relaciona-se com o âmbito interno da empresa ou seus elementos específicos e outras inserem o conceito num âmbito mais amplo.

Em uma definição mais geral do conceito, que enfoca o processo de aplicabilidade de conhecimentos à atividade econômica, a capacidade tecnológica

(CT) é definida por Marcovicth (1994, p.175) como o ato de “saber usar o conhecimento disponível no processo decisório, na produção doméstica, na imitação, na transferência, na difusão ou em qualquer outro mecanismo que traga incremento à produtividade e à qualidade dos produtos”. Esta definição é similar à apresentada por Westphal et al. (1984, pg. 4) que definem capacidade tecnológica como a “aptidão para usar efetivamente o conhecimento tecnológico”.

De um ponto de vista mais restrito, algumas definições sugerem que os recursos humanos sejam o locus em que as capacidades tecnológicas estão incorporadas (PACK, 1987; ENOS, 1991), desconsiderando a possibilidade de incorporação das CT pelas organizações.

Parte dos autores define capacidade tecnológica como esforços internos para assimilar, adaptar e/ou criar tecnologia (LALL, 1982, 1987; DAHLMAN; WETPHAL, 1982; BELL, 1982). Tais esforços estão ligados aos aprimoramentos em termos de processos e de organização da produção, em produtos, em equipamentos e em projetos técnicos.

Bell e Pavitt (1993, 1995) apresentam uma definição ampla e atribuem certa “natureza difusa” a CT. Segundo os autores, a capacidade tecnológica incorpora os recursos necessários para gerar e gerir mudanças tecnológicas. Tais recursos se acumulam e são incorporados em indivíduos (aptidões, conhecimentos e experiência) e nos sistemas organizacionais. Guan e Ma (2003), também com base na abordagem da firma baseada em recursos, definem as capacidades tecnológicas como um tipo especial de ativo ou recurso que inclue tecnologia, produto, processo, conhecimento, experiência e organização. Já Neves (2000, pg. 22), ao definir CT como “faculdade de utilizar, aprimorar e desenvolver instrumentos, métodos e processos, utilizados no seu processo produtivo e gestão”, foca sua construção nos componentes de processo e de gestão industrial de uma empresa.

Biggs, Shah e Srivastava (1995) ampliam o escopo da definição, incorporando a dimensão de interação empresa-ambiente externo e atribuem importância aos mecanismos de aprendizagem no processo de acumulação. Para os autores, capacidades tecnológicas são as informações e as habilidades - técnicas, administrativas e institucionais - que permitem que as empresas utilizem equipamento e tecnologia eficientemente. Segundo os autores, capacidades tecnológicas, além da habilidade de gerar inovações de ponta e a simples soma de educação, treinamento e esforços da empresa para absorver e desenvolver o

conhecimento aplicado na produção, compreendem o aprendizado dos indivíduos no decurso do trabalho na empresa e a forma em que a empresa reúne e motiva os indivíduos a funcionar como uma organização e interage com seu ambiente externo. Os autores categorizam capacidades tecnológicas em três grupos funcionais: capacidade de investimento, a capacidade de produção e os mecanismos de aprendizagem.

Estes autores coadunam com trabalhos que relacionam o avanço tecnológico ao nível da firma como um processo de aprendizagem (MALERBA, 1992; LALL, 1992; GARVIN, 1993; DODGSON, 1993; HITT et al., 2000). Como afirmam Romijn e Albaladejo (2002), a aprendizagem resulta em capacidade tecnológica, conhecimento e habilidades necessárias para a empresa escolher, instalar, operar, manter, adaptar, melhorar e desenvolver tecnologias.

Em uma abordagem de elementos estruturais e de natureza difusa, Leonard-Barton (1998) sugere que as capacidades tecnológicas de uma empresa são compostas por sistemas físicos (equipamentos e instalações), sistemas de gerenciamento, qualificações e conhecimentos de seus empregados e normas e valores da empresa. Também Figueiredo (2005), com foco no ambiente interno, menciona que a capacidade tecnológica de uma empresa está armazenada em pelo menos quatro componentes (Figura 6): sistemas técnicos físicos (máquinas e equipamentos, sistemas baseados em tecnologia de informação, softwares em geral, plantas de manufatura); pessoas (conhecimento tácito, experiências e capacidades dos recursos humanos); sistema organizacional (conhecimento acumulado nas rotinas, nos procedimentos, nas instruções, na documentação, na implementação de técnicas de gestão, nos processos e fluxos de produção e nos modos de realizar certas atividades nas organizações); e produtos e serviços (parte mais visível da capacidade tecnológica que refletem o conhecimento tácito das pessoas e da organização e dos seus sistemas físicos e organizacionais).

Figura 6 - Dimensões da capacidade tecnológica

Fonte: Figueiredo (2005)

Algumas definições do conceito abrigam a identificação de tipos de capacidades com base nas dimensões funcional e estratégica da empresa. Panda e Ramanathan (1996) definem capacidades tecnológicas como um conjunto de capacidades funcionais (criação/desenho, produção, marketing e serviços, aquisição e suporte) especificadas segundo o nível de atuação da empresa (estratégica, tática e suplementar) e refletidas no desempenho das várias atividades tecnológicas da empresa. Os autores avançam no sentido de detalhar as diferentes capacidades por funções associadas com as diferentes esferas de uma organização. No entanto, estabelecem um sentido linear e isolado de capacidades tecnológicas para cada dimensão funcional, o que, dada a interdependência de funções de uma empresa, nem sempre é possível ser feito ou pertinente.

Como se pode observar na revisão de literatura apresentada, o conceito de capacidade tecnológica consiste em uma construção de segunda ordem que contempla multidimensões. Neste trabalho, a capacidade tecnológica é definida como sendo um conjunto de esforços, de habilidades (operativas, organizacionais e relacionais) e de conhecimentos ancorados num constante fluxo de aprendizagem necessários para absorção, uso, adaptação, desenvolvimento e transferência de tecnologias. Essa definição congrega as capacidades de absorção, de operação, de

inovação (adaptação e geração) e de suporte/direção e considera as dimensões físico-operacional, organizacional e relacional (Figura 7).

Figura 7 – Composição e dimensões da capacidade tecnológica de referência

Fonte: Elaboração própria

A seguir, apresentam-se aspectos relacionados à construção de índices e a evolução da mensuração de atividades vinculadas à Ciência, Tecnologia & Inovação (CT&I). O item subsequente focará trabalhos específicos à mensuração de capacidade tecnológica foco do trabalho.

3.3 Sistemas de mensuração e evolução de indicadores e índices

Benzer Belgeler