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Esnaflıkla Ġlgili Anılar

4.5. DEĞĠġĠM VE DÖNÜġÜM SÜREÇLERĠYLE GAZĠANTEP ÇARġI VE

5.3.3. Esnaflıkla Ġlgili Anılar

Esta seção faz uma compilação de matérias, artigos e estudos encontrados a respeito de novos produtos no Brasil, apresentando um panorama geral do nível de evolução no processo de lançamentos em relação a outros países.

Numa primeira busca por informações na Internet sobre como as empresas no Brasil trabalham com lançamento de produtos, a impressão não é positiva. Títulos como “Empresas brasileiras inovam 40% menos que o ideal”; “Por que o Brasil é ruim de inovação?” e “Faltam condições para inovação tecnológica nas empresas brasileiras” são comuns.

As empresas brasileiras inovam 40% menos que o ideal, a taxa de inovação no país não é suficiente para manter a competitividade das companhias no mercado mundial (JULIBONI, 2007). Juliboni (2007) mostra que o número de inovações lançadas pelas empresas brasileiras está crescendo, mas numa velocidade inferior ao desejável. A taxa média de inovação das empresas brasileiras é de 33% quando deveria ser no mínimo de 50% de acordo com Olívio Ávila, diretor-executivo da Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras. Como comparação, a Coréia do Sul tem uma taxa próxima de 70% com quase 150.000 novas patentes depositadas no sistema mundial de patenteamento em 2004, enquanto que o Brasil apresentou no mesmo período o requerimento para cerca de 30.000 patentes.

Nóbrega (2007) questiona por que o Brasil é ruim de inovação. Explica como a falta de alta dose de confiança nas relações pessoais, falta de líderes de empresas pragmáticos e a falta de meritocracia como causas para a dificuldade de inovar. Nóbrega destaca que a culpa pela dificuldade que as empresas encontram no Brasil para lançamento de produtos não está nas empresas e em seus processos, mas sim do grupo humano envolvido com o processo. O jornalista aponta que em países inovadores existe alto nível de confiança nas relações entre os profissionais, cooperação e reciprocidade nas relações sociais. Nóbrega (2007) acrescenta que em países inovadores a ética está arraigada no dia-a-dia

busca de soluções. Em países inovadores, as lideranças são mais pragmáticas e menos ideológicas que não hesitam em assumir posições impopulares em prol do futuro da empresa. Henard e Szymanski (2001) destacam entre as determinantes do desempenho de um novo produto a dedicação das pessoas envolvidas no processo, assim como a competência no desenvolvimento das tarefas, corroborando com os apontamentos de Juliboni (2007). Todos estes comportamentos e atitudes não são usualmente encontrados e apreciados de modo geral em empresas no Brasil. A Figura 11 apresenta um ranking de paises que tem um ambiente que estimula a inovação.

Figura 11 - O índice global de nações do Insead segundo a capacidade de criar um ambiente que estimula a inovação

2.84 2.86 2.87 2.88 2.88 2.97 3.01 3.03 3.10 3.12 3.14 3.21 3.35 3.38 3.47 3.48 3.48 3.57 3.64 3.66 3.66 3.67 3.68 3.71 3.72 3.77 3.81 3.85 3.90 3.95 3.97 3.99 4.06 4.10 4.16 4.32 4.48 4.81 4.89 5.80 - 1.00 2.00 3.00 4.00 5.00 6.00 7.00 40 Bras il 39 Portugal 38 África do Sul 37 México 36 Hungria 35 Es lováquia 34 Tailândia 33 Chile 32 República Tcheca 31 Es tônia 30 Kuwait 29 China 28 Nova Zelândia 27 Es panha 26 Malás ia 25 Noruega 24 Itália 23 Índia 22 Áus tria 21 Is lândia 20 Irlanda 19 Coréia do Sul 18 Is rael 17 Aus trália 16 Luxem burgo 15 Bélgica 14 Em irados Árabes 13 Finlândia 12 Suécia 11 Dinam arca 10 Hong Kong 9 Holanda 8 Canadá 7 Cingapura 6 Suíça 5 França 4 Japão 3 Reino Unido 2 Alem anha 1 Es tados Unidos

Fonte: NOBREGA, C. Porque o Brasil é ruim de inovação?. Disponível em:

A construção da Figura 11 envolve oito aspectos: instituições e políticas, capacidade humana, infra-estrutura, sofisticação tecnológica, negócios e mercado de capitais, conhecimento, competitividade e riqueza; O índice varia entre 1 e 7.

Ao concluir o artigo, Nóbrega (2007) expõem que no Brasil a inovação não prospera, pois não existe confiança baseada em reciprocidade. Ainda completa que nossas tecnologias sociais para garantir a reciprocidade são deficientes. A confiança e o senso de justiça são essenciais para a evolução humana, formando a base da cooperação social, o que não ocorre no Brasil visto que aqui imperam atitudes morais destorcidas em que as pessoas não se preocupam se a sua atitude vai ou não atrapalhar ou prejudicar o terceiro.

Toledo (2006) apresenta que a gestão do processo de desenvolvimento de um novo produto nas empresas brasileiras, apontam que de maneira geral, pequenas e médias empresas no Brasil têm o desenvolvimento de novos produtos focados em aspectos técnicos do produto não abrangendo, em sua maioria, aspectos gerenciais do projeto de inovação nas empresas. Os autores acrescentam que ferramentas gerenciais de controle e desenvolvimento de novos produtos são desconhecidas. Indicadores de desempenho do projeto não são usualmente estabelecidos, assim como reuniões formais de avaliação das atividades ao longo do desenvolvimento de novos produtos.

Os altos executivos das empresas no Brasil estão preocupados com a inovação, mas encontram inúmeras dificuldades. Musa e Ramos (2004) descrevem que a palavra inovação tem muitos significados entre as empresas dos mais diferentes segmentos no Brasil. A inovação é vista como sinônimo de criatividade, lançamento de novos produtos e serviços e desenvolvimento de novas tecnologias e processos. Independente do significado, inovação é um fato cada vez mais

presente na realidade empresarial brasileira. A inovação é considerada essencial ou muito importante por 96% dos presidentes de grandes empresas, de acordo com levantamento realizado pelo Monitor Group, no segundo semestre do ano passado, junto a aproximadamente 40 executivos das mais diversas indústrias no Brasil desde o setor e seguros e rede de hotéis, até serviços financeiros, metalurgia e mineração. Os autores expõem que apesar dessa grande aceitação, a implantação de sistemas claros de gestão, incentivo e avaliação dentro das empresas ainda engatinha. Prova disso é que, embora praticamente todos os presidentes concordem com a importância do tema, 52% deles estão insatisfeitos ou muito insatisfeitos com os processos de gestão das idéias em suas empresas. Musa e Ramos complementam que entre as barreiras identificadas para uma maior eficiência e eficácia da inovação destacam-se a ausência de uma cultura corporativa voltada para a inovação, a burocracia interna, a falta de planejamento estratégico claro, a deficiência em processos estruturados de comunicação e alinhamento organizacional para a inovação, além de dificuldades na gestão de projetos.

Empresas inovadoras no Brasil apresentam que a orientação exportadora é a principal característica distintiva para a empresa inovadora. A seguir pode ser apontado o tamanho da empresa, apresentando uma relação positiva entre a probabilidade de inovar e o tamanho da empresa. Por último, na análise agregada para a inovação, destacam-se as origens estrangeiras ou mistas do capital e a variação industrial como variáveis capazes de auxiliar na classificação de empresas inovadoras (KANNEBLEY, PORTO e PAZZELO, 2003). Diferentemente do que usualmente é ressaltado na literatura empírica sobre o tema, o tamanho das empresas não se demonstrou como a principal variável discriminadora da atividade inovadora em nenhuma das formas analisadas, mas que essa é uma característica

entre tamanho da empresa e inovação para o mercado não pode ser generalizada para toda a indústria. O tamanho, conforme apresentado na análise para a variável dependente inovação, é relevante para definir a probabilidade de uma empresa ser inovadora, mas não necessariamente para definir que a empresa seja inovadora para o mercado.

Deste modo, a revisão realizada sobre o desenvolvimento de produtos e inovações no Brasil revela uma série de deficiências. Juliboni (2007) apresentou que o número de inovações no Brasil está aumentando, mas ainda permanece abaixo da média desejada. As empresas no Brasil ainda necessitam percorrem um longo caminho a fim de aperfeiçoar o processo de inovação. Poucas empresas têm o processo de lançamento de produtos desenvolvidas na rotina de sua gestão, assim como também se encontra uma falta de valorização da mentalidade científica. No Brasil não é comum encontrar uma relação de confiança e reciprocidade dentro das organizações, que seria fundamental para o ganho de qualidade e velocidade no lançamento de novos produtos (NOBREGA, 2007). No Brasil, lançamentos de produtos usualmente cuidam apenas dos aspectos técnicos, mas ficam a dever no gerenciamento das rotinas que envolvem os lançamentos de produtos (TOLEDO, 2006). Em síntese, as empresas no Brasil, de modo geral têm interesse abaixo da média se comparadas com países concorrentes globais (JULIBONI, 2007). Também não se promovem hábitos e a cultura inovadora dentro das organizações, seja uma melhora na atitude e comportamento ou mesmo uma melhora na gestão dos processos de lançamento de produtos (NOBREGA, 2007).