2.3. MUHTEVA İNCELEMESİ
2.3.4. Eserde Alıntı Yapılan Kaynaklar
Quanto à forma de organização da previdência fechada complementar, a experiência internacional tem demonstrado que ela pode se dar tanto pelos regimes facultativos quanto pelos regimes obrigatórios. Os regimes facultativos são instituídos voluntariamente pelos seus patrocinadores e pelos participantes. Já nos regimes obrigatórios, os empregadores têm a obrigação de filiar seus empregados a um regime de previdência privada.
Essa obrigação pode ter várias formas, tais como convênios ou acordos coletivos de trabalho, instituição legal que obriga o desconto em folha de pagamento e recolhimento das contribuições junto ao regime da previdência social.
Em geral, segundo RELNAUD (1995), é possível classificar os arranjos previdenciários complementares em quatro grandes categorias que diferem na cobertura, no papel dos atores e no campo de atuação: os regimes de empresa, os regimes setoriais, os regimes nacionais e os planos individuais.
Os regimes de previdência patrocinados por empresas representam a modalidade predominante no setor privado, pois ao empregador é destinado papel relevante na implantação e execução dos planos de benefícios. Esse regime, adotado no Reino Unido, na Irlanda, na Alemanha e na Espanha, somente cobre parcialmente os assalariados mais qualificados do setor privado.
Os regimes setoriais são geridos de forma paritária, por representantes dos empregadores e dos empregados. Esse regime, seguido por Holanda e Finlândia, cobre todos os trabalhadores assalariados das empresas pertencentes aos setores em questão.
Os regimes nacionais asseguram uma cobertura universal em todo o território nacional, sendo considerados, em alguns países (Chile), como “semi-públicos” na medida em que são geridos por instituições financeiras autorizadas pelo Estado. Grécia, França e Suécia são países que adotam esse regime de organização da previdência complementar.
Já os planos individuais estão baseados na acumulação de poupanças realizadas somente pelo trabalhador. Na Dinamarca, realiza-se a partir da inscrição voluntária em planos de bancos ou companhias de seguro de vida, e no Reino Unido, o participante deve substituir sua filiação do regime complementar público ou em regime de empresa pelo plano individual de benefícios.
No Brasil, existem dois desses arranjos de previdência complementar: o regime das empresas patrocinadoras ou instituidores e os planos individuais.
Em geral, a entidade fechada de previdência complementar em funcionamento no país é uma pessoa jurídica de direito privado, constituída sob a forma de fundação ou sociedade civil, sem finalidade lucrativa, com autonomia administrativa e financeira, que tem por objetivo receber contribuições, aplicar os recursos aportados e pagar benefícios previdenciários programáveis (aposentadoria por tempo de contribuição, por idade, e especial) e não-programáveis (aposentadoria por invalidez e pensão por morte) aos participantes.
Um fundo de pensão bem estruturado, na visão de CAPELO (1986), deve ser uma pessoa jurídica em separado da(s) empresa(s) patrocinadora(s), estar integrado com o regime da previdência social, ter caráter permanente, ter um porte mínimo para se manter atuarialmente equilibrado, constituir e gerir com eficácia os ativos financeiros que se confrontam com as reservas acumuladas, sustentar-se com baixas despesas administrativas e de investimentos e ser dirigido com probidade e ética com vistas ao atendimento das partes envolvidas.
Algumas das funções operacionais de uma entidade previdenciária, que devem ser identificadas e atribuídas, incluem cobrança de contribuições, manutenção de registros, análise atuarial, políticas de captação de recursos e contribuições, gerenciamento de ativos e passivos (para planos de benefício definido e mistos), estratégias de investimentos (tanto para planos de benefício definido quanto para planos de contribuição definida), divulgação de informações aos membros do plano e observância dos regulamentos. Essas responsabilidades e suas atribuições deverão ser claramente definidas nos documentos da entidade previdenciária.
A constituição e funcionamento de um fundo de pensão, bem como a aplicação dos seus respectivos estatutos, regulamentos e convênio de adesão dependem de autorização do órgão regulador (CGPC-Conselho de Gestão da Previdência Complementar) e do órgão fiscalizador (SPC-Secretaria de Previdência Complementar) do Ministério da Previdência Social.
O estatuto de uma entidade fechada de previdência complementar é o documento que regula e fixa a estrutura administrativa, de gestão e deliberação, forma de aplicação dos recursos, sua natureza, duração e caracteriza os patrocinadores, participantes e beneficiários.
O regulamento é o conjunto de regras que dispõem sobre o elenco de benefícios, critérios para concessão e formas de custeio, descrevendo assim, os direitos e deveres das partes envolvidas.
O convênio de adesão é a declaração que fixa as condições de adesão do patrocinador ou instituidor de um plano de benefícios a ser celebrado com o fundo de pensão.
As entidades fechadas podem ser classificadas de duas maneiras. A primeira está relacionada com os planos que administram, podendo ser de plano comum, quando administram planos acessíveis ao universo dos participantes, ou multiplano, quando gerenciam planos para diversos grupos de participantes, com independência patrimonial.
A segunda classificação se refere a seus patrocinadores ou instituidores, podendo ser singulares, quando estiverem vinculadas a apenas um patrocinador ou instituidor, ou multipatrocinadas, quando reunirem mais de um patrocinador ou instituidor.
Pode-se observar pela FIG. 3.1, que inicialmente, os fundos de pensão recebem as contribuições dos patrocinadores e dos participantes, em seguida com a sua estrutura administrativa já em funcionamento realizam investimentos dos recursos financeiros entre os segmentos de aplicação autorizados (renda fixa, renda variável, imóveis e operações com participantes) pela legislação que regula os investidores institucionais, a fim de obterem rendimentos líquidos que irão acrescer as reservas capazes de pagarem os benefícios previdenciários prometidos aos participantes.
A FIG. 3.1 ilustra a dinâmica geral de funcionamento de uma entidade fechada de previdência complementar, em que as contribuições monetárias, aditadas do retorno das aplicações de patrimônio acumulado, devem fluir para o fundo em ritmo suficiente para pagar benefícios no curto prazo – que podem incluir desde aposentadoria até seguros de invalidez, morte e desemprego - e para constituir paulatinamente reservas destinadas a cumprir as obrigações de longo prazo do fundo de pensão, as quais serão exauridas à medida que a população de participantes amadureça.
Contribuição do Patrocinador ($) Contribuição dos Part icipant es ($) (+) (+) Aplicação dos r ecur so s (gest ão int erna ou externa) (-) (-) (-)
- Administrativas (despesas correntes) - de Investimentos (corret agens, impostos,out ros)
Elaboração do autor.
D esp esas
(emprést imos e f inanciamento imobiliário) (empreendiment os, aluguéis, fundos e t errenos) (ações, part icipações, ouro, f undos e derivat ivos)
F und o d e
Operações com Participantes
Pensão
Renda Fixa
Renda Variável
Imóveis
( t í t ulos públicos e privados, CDB, f undos e derivat ivos)
( Plano d e B enef í cio s)
- Out ros Benef í cios
F igura 3 .1 - E s que m a ge ra l de f unc io na m e nt o de um f undo de pe ns ã o .
B enef í ci o s ao s p ar t i cip ant es
- Programáveis - de Risco - Auxílios - Pecúlio
O custo de um plano de benefícios depende, em proporção direta, dos seguintes fatores: (1) do nível de riscos atuariais assumidos pelo plano (sobrevida do aposentado, morte, invalidez e desemprego do participante, pensão necessária para a sobrevida da família do participante, etc); (2) da qualidade no gerenciamento dos riscos envolvidos; (3) do desempenho da carteira de investimentos do fundo de pensão e a administração de seus respectivos riscos financeiros; e (4) do custo geral de gestão e supervisão da entidade previdenciária.
Outra questão importante para o fundo de pensão é saber como serão repartidos os custos de um determinado plano de benefícios entre o Estado (benefícios fiscais e tributários), o patrocinador (contribuições e garantias), o participante (parcelas do salário) e o administrador do fundo (garantias e responsabilidade fiduciária).
Anualmente, a fim de verificar o funcionamento da entidade fechada de previdência complementar, são elaboradas as demonstrações financeiras e contábeis, as avaliações atuariais e a política de investimentos, que são disponibilizadas aos participantes e assistidos, além do órgão executivo fiscalizador, para acompanhamento e supervisão das atividades e operações dos planos de benefícios dos fundos de pensão.