3. Gruplar Arası Farklılaşmanın Değerlendirilmesi
3.6. Erkeklerin İçselleştirilmiş Homofobi Ölçeğinden Aldıkları Puanlar ile Cinsel
Durante o governo Fernando Henrique Cardoso, quando o Plano Real estava em fase de consolidação, o saldo previdenciário já se encontrava em um processo de crescente deterioração e era um dos grandes contribuintes para instabilidade fiscal daquele momento. Desde a implantação do plano previa-se que uma reforma nas regras da previdência social, sob uma perspectiva fiscal, era desejável e inevitável.
Entretanto, mudar as regras da Previdência Social não era tarefa fácil, uma vez que exigiam alterações constitucionais. Para a efetivação de tais alterações, o governo teria de
passar uma proposta com longo trâmite pelo Congresso Nacional. O caminho incluía, após a aprovação pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, ter de passar por dois turnos no Congresso e mais dois no Senado, e tendo que contar com mais de 2/3 dos votos totais em cada uma das votações. Para medidas de impacto tão impopular, seria um tremendo desafio.
Apesar de contar com uma coalizão com maioria no Congresso e no Senado, tal coalizão se via bem dividida diante de matérias dessa pauta. Enquanto isso, a oposição, apesar de estar em minoria, encontrava-se solidamente unida na tentativa de barrar as propostas.
Retirados os principais pontos relativos a reformas mais profundas nas regras do antigo RPPS, a tão clamada reforma do RGPS finalmente ocorreu no final do ano de 1998, por meio da Proposta de Ementa Constitucional no. 20 (PEC no. 20) contendo algumas medidas que somente viriam a amenizar um crescimento ainda maior do déficit. Dentre as principais mudanças do Decreto no. 3.048, de 06.05.1999 que foram instituídas nessa reforma, incluíram-se:
• Instituição do fator previdenciário para cálculo do valor das aposentadorias com o objetivo de dificultar aposentadorias precoces, levando em consideração critérios atuariais tais como expectativa de vida do trabalhador na data do requerimento, sua idade e tempo de contribuição (ver art. 32, § 11);
• Gradual aumento da idade mínima para aposentadoria de 60 anos para homens e 55 para mulheres (ver art. 182);
• Gradual extinção das aposentadorias proporcionais ao tempo de serviço, sendo substituída pela de tempo de contribuição (ver arts. 51-63);
• Extinção da condição de categoria especial dos profissionais de magistério, mas continuam as categorias que envolvem atividades danosas à saúde ou à integridade física (ver arts. 64-69);
As medidas visavam efetivamente tornar a participação e a concessão de benefícios mais realistas de acordo com a realidade do país. Contudo, as medidas ainda eram bastante superficiais, não tendo nenhuma mudança estrutural que pudesse resolver o problema do desequilíbrio do sistema e que o tornasse mais racional, comparando-se aos melhores casos de sucesso pelo mundo.
Como conseqüência, a aprovação da PEC no.20 teve certo impacto positivo nos números do RGPS e arrefeceu temporariamente o explosivo resultado negativo. O saldo, que em 1998 encontrava-se em R$ -7,5 bilhões, em torno de 0,82% do PIB, passou para aproximadamente R$ -9,5 bilhões em 1999 e R$ - 10,1 bilhões em 2000, respectivamente 0,93% e 0,92% do PIB dos devidos anos. Repara-se certa estabilidade de curtíssimo prazo (MPAS, 2006).
O número de novos pedidos de benefícios caiu dos 2.356.952 de 1997 para 2.250.730 em 1999, uma redução de 4,5% em dois anos. Seu valor que estava em R$ 48,2 bilhões passou a R$ 58,5 bilhões no mesmo período, um aumento de apenas 0,22% do PIB em 2 anos, mesmo com aumento real de 6,5% do salário mínimo nesse período (MPAS, 2006).
As medidas também refletiram imediatamente na idade média das pessoas que estavam requerendo os benefícios. Esses números aumentaram de 48,9 anos, em 1998, para 51,8 no ano seguinte e, chegou a 54,2 em 2002. Aumentou-se, assim, em mais de 5 anos a idade média de concessão de benefícios desde 1998 quando valiam as antigas regras (MPAS, 2002; PINHEIRO, 2002).
Porém, mesmo que essas mudanças tenham impedido uma explosão iminente do déficit do RGPS, elas não impediram ainda um aumento considerável no seu tamanho anos mais tarde. Em 2005, o saldo negativo já estava em mais de R$ 31,5 milhões, um aumento de mais de 300% em relação ao saldo de 1999 (MPAS, Boletim Estatístico da Previdência Social, 2005).
Os novos benefícios emitidos já se encontravam em quase 4 milhões de novos aposentados nesse mesmo ano. Além disso, apesar de a idade média de concessão de benefícios ter aumentado consistentemente, os números ainda estão bastante aquém dos de outros países onde a idade mínima de concessão se dá aos 60 anos de idade ou até mesmo aos 65 em países cujas expectativas de vida são altas (MPAS, 2002; MPAS, Boletim Estatístico da Previdência Social, 2005).
Assim, percebe-se que outras razões externas às simples questões de regras superficiais do RGPS são responsáveis pelo alto desequilíbrio. O fato é que não ocorreram mudanças efetivamente estruturais que pudessem sanar os crescentes saldos negativos e, na verdade, os velhos problemas continuaram.
O RGPS continuou a possuir um baixíssimo grau de cobertura, bem como as premissas que embasaram todo o sistema. O perfil assistencialista do programa permanece firme levando, inclusive, a desestímulos de muitos contribuintes regulares a fazê-lo, uma vez que grande parte das suas contribuições é utilizada para manter trabalhadores que muitas vezes nunca contribuíram.
Ainda outros fatos igualmente problemáticos são constatados. A verdade é que não há como dissociar formação de receita do regime com bom senso, ética, capacidade administrativa e, principalmente, segurança nas regras do sistema em vigor. A superficial
reforma de 1998 não ajudou neste sentido e trouxe mais uma fonte de suspeição sobre a sua validade.
A premissa é que com o sistema funcionando bem e as pessoas sentindo que há essa capacidade, que as contribuições renderão e, de fato, irão pagar de volta o que é prometido, a população irá contribuir. Hoje não há essa confiança e se tornou recorrente a fuga dos bons contribuintes para o sistema privado na menor instabilidade à mudança de regras, desvios de recursos, más administrações e escândalos de sonegações, mesmo sendo sua participação compulsória.
Recuperar a confiança da população no sistema é primordial e ela somente será alcançada mediante a um plano completo de estabelecimento de um sistema sólido, visando uma sustentabilidade de largo prazo de acordo com as características da população brasileira e ao mesmo tempo compatível com os melhores sistemas do mundo, além da fácil administração e fiscalização da lisura do mesmo. É isso que esse estudo está procurando ajudar a restabelecer.
3.4. MODELO ADAPTADO PARA A PREVIDÊNCIA SOCIAL COM