• Sonuç bulunamadı

Erkekler 12-14 Yaş Karşılaştırma, Normal Gelişim Gösteren (NGG), Zihinsel Engelli (ZE) ve İşitme Engelli (İE) Grupların Kuvvet

GEREÇ VE YÖNTEM

30 sn Şınav Testi: Bayan deneklerin sn şınav testi için 1/1000 hassasiyetli el

4.6. Erkekler 12-14 Yaş Karşılaştırma, Normal Gelişim Gösteren (NGG), Zihinsel Engelli (ZE) ve İşitme Engelli (İE) Grupların Kuvvet

Uma profunda revolução aconteceu no final do século XX, provocando rápidas transformações na vida das pessoas, das empresas e dos países. A amplitude espacial dessa revolução foi superior às anteriores, uma vez que não aconteceu em um único país ou região, e sua influência atingiu todos os cantos do planeta. Segundo Castells (1996), a Revolução das Tecnologias da Informação, baseada em sistemas digitais, estendeu-se a todos os domínios das atividades humanas.

A educação foi uma das áreas que passou a fazer uso das TDs, inicialmente nos processos administrativos e, atualmente, também no processo de ensino-aprendizagem. Santos (1998, p. 48) aponta os impactos dessa revolução sobre a educação:

Como um evento tão extraordinário, caracterizado como revolucionário, deixaria de alcançar a educação? E, dado que existe uma estreita ligação entre o novo paradigma tecnológico, conhecimento e informação, como algumas de suas inovações, particularmente, os recursos computacionais, que propiciam novas formas de se armazenar, tratar e comunicar dados e novas vias de conhecimento, não se tornariam recursos a serem aplicados nos processos educativos e fonte de inovações do processo educacional?

Papert (1994, p. 57) defende a apropriação do computador pelos professores como ampliação do seu estilo pessoal de ensinar. Nesse pensamento, a idéia é de se usar as TDs na escola, a fim de provocar “megamudanças” no processo de ensino-aprendizagem. Ele faz o seguinte questionamento: “Por que, durante um período em que tantas atividades humanas foram revolucionadas, não vimos mudanças comparáveis na forma como ajudamos nossas crianças a aprender?”

O fato é que, embora o uso das TDs nas escolas seja pequeno, principalmente no universo majoritário das escolas públicas, existe um contingente significativo de professores que utiliza essa ferramenta pedagógica e, com isso, amplia suas possibilidades de trabalho.

Observa-se uma nova maneira de pensar o processo de aprendizagem valendo-se das Tecnologias Digitais. A postura das pessoas é influenciada pela cultura digital. Novos saberes surgem ao lado do desaparecimento de outros, fazendo com que haja nova lógica nas relações de trabalho. Segundo Lévy (1999), existe uma nova natureza do trabalho, cuja parte de transação de conhecimentos não pára de crescer: “Trabalhar quer dizer, cada vez mais, aprender, transmitir saberes e produzir conhecimentos”. Para ele, “o professor é incentivado a tornar-se um animador da inteligência coletiva de seus grupos de alunos em vez de um fornecedor direto de conhecimentos”.

Com base nas Tecnologias Digitais, o trabalho docente conta com um novo suporte de informação e de comunicação, que possibilita a emergência de gêneros de conhecimentos inusitados, critérios de avaliação inéditos para orientar o saber, novos atores na produção e tratamento dos conhecimentos. Para Levy (1999, p. 104),

A competência do professor deve deslocar-se no sentido de incentivar a aprendizagem e o pensamento. O professor torna-se um animador da inteligência coletiva dos grupos que estão a seu encargo. Sua atividade será centrada no acompanhamento e na gestão das aprendizagens: o incitamento à troca de saberes, a mediação relacional e simbólica, a pilotagem personalizada dos percursos de aprendizagem, etc.

O trabalho docente não é a simples execução repetitiva de uma tarefa atribuída, mas uma atividade complexa, na qual a resolução inventiva de problemas, a coordenação de equipes e a gestão de relações humanas têm lugar importante. O trabalhador docente reinventa o seu trabalho a cada dia, dotando-o de valores e subjetividades que muitas vezes estão acima das questões salariais. Para Sacristán (2002, p. 90),

Insistiu-se muito na importância da personalidade do professor na explicação de seu comportamento, mas insistiu-se menos nesta subdimensão pessoal constituída pelas intenções, pelos motivos e pela identificação com valores que irá levá-lo a agir de uma determinada forma. A ação pedagógica não

pode ser concebida sem que se leve em consideração as principais intenções do pedagogo que está envolvido em uma relação com o outro. É muito importante a forma de sentir a profissão porque os sentimentos, despertados pela sua prática, têm bastante relação com as coisas que queremos fazer com ela.

Nos dias atuais, o professor que sabe utilizar as TDs pode conseguir aproximar-se mais dos seus alunos, visto que mestre e aprendiz falam a mesma língua e utilizam o mesmo código. Para Ramal (2002, p. 191),o professor na cibercultura atua como arquiteto cognitivo e como dinamizador da inteligência coletiva, que executa suas atividades profissionais de maneira nova e cria outras situações de aprendizagem com o uso da Tecnologia Digital. Segundo ela,

O arquiteto cognitivo se refere à rede do hipertexto mental que procura ser potencializado em cada estudante. O dinamizador da inteligência coletiva pode ajudar a responder ao desafio das redes a serem criadas entre estudantes, entre grupos, escolas e sistemas educacionais.

As duas categorias utilizadas por Ramal (2002) para caracterizar o perfil do professor da cibercultura, como arquiteto cognitivo e como dinamizador da inteligência coletiva, são sintetizadas no QUADRO 1:

QUADRO 1 O professor

Arquiteto cognitivo Dinamizador da inteligência

1. É um profissional interessado pela evolução de seu saber pedagógico.

2. É capaz de traçar estratégias e mapas de navegação que permitam ao aluno empreender, de forma autônoma e integrada em rede.

3. Assume uma postura consciente de reflexão-na-ação. 4. Faz uso crítico das tecnologias como novos ambientes de aprendizagem.

1- É responsável pelo gerenciamento de processos de construção cooperativa do saber.

2- Transforma grupos escolares heterogêneos em comunidades inteligentes, flexíveis, autônomas e felizes.

3- Integra as múltiplas competências dos estudantes com base em diagnósticos permanentes. 4- É aberto ao diálogo interdisciplinar e intercultural nas pesquisas realizadas.

5- Promove a abertura dos espaços e dos tempos de aprendizagem para além da sala de aula e estimulando a comunicação interpessoal por meio da pluralidade de linguagens e expressões.

Com o uso das TDs ou sem ele, diversos educadores apontam a necessidade de as escolas buscarem um trabalho pedagógico que promova a ampliação da aprendizagem para além da sala de aula tradicional. A questão levantada pela autora é que o uso dessa tecnologia como ferramenta de trabalho do professor pode potencializar o processo de inovação pedagógica nesse sentido.

Por outro lado, a utilização das TDs pode estar levando à perda de autonomia e à intensificação do trabalho. Segundo Mill (2002, p. 168),

a tecnologia, por natureza, é desenvolvida com vínculos diretos ao contexto sócio-histórico e político-econômico (com ênfase para o econômico) e, num contexto capitalista. A inserção de tecnologias na educação, portanto, necessariamente deságua nas estratégias capitalistas de controle do trabalho, perda de autonomia pedagógica, administrativa e financeira, fragmentação do trabalho, entre outros.

Como se deve dar a formação docente para fazer frente a toda essa realidade? É o que trataremos no próximo item.