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Ergenlerin Yaşam Doyumunun Yaşa Göre Değişimine İlişkin Tartışma

2. ARAŞTIRMANIN YÖNTEMİ, BULGULAR VE DEĞERLENDİRME

2.3. TARTIŞMA VE YORUMLAMA

2.3.4. Ergenlerin Yaşam Doyumunun Yaşa Göre Değişimine İlişkin Tartışma

De acordo com Correa (1996), at´e 1964 o mercado de cr´edito esteve concentrado fundamentalmente na oferta de cr´edito de curto prazo pelo sistema financeiro. Vianna (1987) destaca que nessa ´epoca o sistema financeiro constitu´ıa-se basicamente dos bancos comerciais privados e do Banco do Brasil. A inexistˆencia de um mercado de capitais de longo prazo e o estado relativamente primitivo do sistema banc´ario privado fazia do Banco do Brasil n˜ao apenas a principal fonte de cr´edito para o setor privado como a ´

unica. Al´em disso, como Costa e Deos (2002) destacam, havia uma ausˆencia relativa de funding externo, o que colaborou para o desenvolvimento de mecanismos de financiamento interno.

Essa necessidade de novas fontes de financiamento tanto para o desenvolvimento e financiamento dos plano de desenvolvimento econˆomico pelo governo, quanto uma carˆen- cia geral por fontes de empr´estimo de longo prazo pela iniciativa privada foram, de acordo com Bernardino (2005), os elementos respons´aveis que levaram `a cria¸c˜ao do BNDE como agˆencia mediadora de empr´estimos durante o segundo governo Vargas.

O BNDE3 foi inicialmente instaurado como uma autarquia subordinada ao Minis-

t´erio da Fazenda e a sua cria¸c˜ao esteve diretamente vinculada `as propostas da CMBEUA

4.

O objetivo inicial da institui¸c˜ao era atuar como agencia facilitadora para a obten¸c˜ao de capta¸c˜oes e empr´estimos externos. Por´em, de acordo com Monteiro Filha (1995) no fim de 1952, com a guinada na orienta¸c˜ao do governo dos Estados Unidos em rela¸c˜ao `a Am´erica Latina e o abandono das promessas de financiamento, o Banco teve de re- formular seus objetivos, se tornando uma institui¸c˜ao p´ublica intermediadora de recursos governamentais internos.

Bernardino (2005) resume da seguinte forma a atua¸c˜ao do BNDES ao longo das d´ecadas: na d´ecada de 1950, apoiou o setor de energia e transportes; na d´ecada de 1960, destacou-se o apoio `a ind´ustria de base e de bens de consumo, a pequenas e m´edias empresas e ao desenvolvimento tecnol´ogico; na d´ecada de 1970, foram privilegiados a substitui¸c˜ao de importa¸c˜oes, os setores b´asicos da economia e a ind´ustria de bens de consumo; na d´ecada de 1980, constitu´ıram prioridade os setores de energia, o agroneg´ocio e a integra¸c˜ao competitiva; na d´ecada de 1990, sua a¸c˜ao foi dirigida no sentido de financiar a infra-estrutura, a exporta¸c˜ao, a privatiza¸c˜ao e o desenvolvimento urbano e social.

Como afirma Curralero (1998) e Lessa (1982), a partir de sua cria¸c˜ao e durante as pr´oximas duas d´ecadas o BNDE passou a atuar basicamente como ferramenta de

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Na ´epoca a instituic˜ao ainda era chamada de BNDE. O nome completo BNDES, com a inser¸c˜ao do S caracterizando a fun¸c˜ao social do Banco, foi definido apenas mais tarde em 1988, no contexto de cria¸c˜ao da nova constitui¸c˜ao onde o car´ater social da institui¸c˜ao foi mais destacado.

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Comiss˜ao mista Brasil-Estados Unidos, rela¸c˜ao direta de negocia¸c˜oes entre os dois pa´ıses durante o governo Dutra. Visava o financiamento de um programa de re-aparelhamento dos setores de infra- estrutura da economia brasileira - ver Castro (2008)

financiamento dos planos do governo. Dessa forma o banco se tornou um ”ponto de passagem praticamente obrigat´orio dos programas governamentais”, se tornando portanto uma fun¸c˜ao de centro de an´alise de programas governamentais e constituindo-se como a pe¸ca b´asica da filosofia do plano de metas.

De acordo com Schapiro (2005), apesar da grande demanda de mercado criada em virtude do Plano de Metas, a disponibilidade de financiamentos de longo prazo, nessa ´epoca, ficou restrita `as linhas oferecidas pelo BNDE, que direcionou os seus recursos a empresas ligadas a ´areas de infra-estrutura. Durante esse per´ıodo, como afirma Curralero (1998), a institui¸c˜ao atuou como uma legitima institui¸c˜ao financeira de desenvolvimento (IFD) - financiando projetos de m´erito social invi´aveis pelo mercado privado devido ao alto custo informacional, inexistˆencia de ganhos de escala e risco-retorno dos investimentos.

A partir da d´ecada de 70, o BNDE teve uma demanda relativamente menor pela concess˜ao de financiamentos. Inicialmente, de acordo com Deos (2002), durante os anos do milagre econˆomico de 1970 a 1973 o volume de financiamentos do BNDE sofreu dimi- nui¸c˜ao substancial em fun¸c˜ao da queda relativa na demanda por recursos dessa natureza. Essa queda foi provocada pela pr´opria acelera¸c˜ao do crescimento econˆomico, o que propor- cionou `as empresas a possibilidade de auto-financiamento em virtude da maior reten¸c˜ao de lucros, assim como pela maior disponibilidade de financiamentos de curto prazo.

J´a a partir de 1973, com recrudescimento do cen´ario externo deflagrado pela quebra do Tratado de Breton Woods e da crise do Petr´oleo, houve uma quebra do acesso do pa´ıs ao funding externo. Devido a isso, o menor n´ıvel de financiamento atrav´es do BNDE se manteve mesmo durante os planos nacionais de desenvolvimento, I PND (1972-74) e II PND (1975-1979) desenvolvidos pelo governo, sendo que no II PND o BNDES concentrou o desenvolvimento em empresas privadas do segmento de ind´ustrias pesadas, Sales Filho (2002).

As oscila¸c˜oes na participa¸c˜ao relativa a diversos setores ocorridas nos empr´estimos do BNDES desde a cria¸c˜ao do banco at´e 1980 podem ser resumidas no Gr´afico 5 retirado de Curralero (1998), onde podemos visualizar a evolu¸c˜ao da concess˜ao de empr´estimos da institui¸c˜ao no per´ıodo de 1952 a 1981.

De acordo com Hermann (1998), esse cen´ario de entraves ao aumento das opera¸c˜oes de longo prazo acentuaram-se ao longo dos anos 1980, devido `a uma s´erie de quest˜oes que, consideradas de forma conjunta, levaram `a diminui¸c˜ao da atividade econˆomica: a) a eleva- ¸c˜ao das taxas de infla¸c˜ao e aumento de sua volatilidade b)crescimento do endividamento externo e c) deteriora¸c˜ao da situa¸c˜ao financeira das empresas estatais.

Diante desse cen´ario geral de crise, os anos 80 foram um per´ıodo de reformas internas ao banco, com mudan¸ca no perfil de atua¸c˜ao, mas n˜ao por problemas nos setores atendidos e sim, de acordo com Mour˜ao (1994), devido a problemas internos do banco e de um novo diagn´ostico de atua¸c˜ao frente ao esgotamento do Plano de Substitui¸c˜ao de Importa¸c˜oes.

Gr´afico 5 – Participa¸c˜ao relativa dos segmentos apoiados pelo BNDE nas suas aprova¸c˜oes anuais para o per´ıodo de 1952-1981 (em %)

Fonte: BNDES, apud Curralero (1998)

mica realizada pelo governo Collor, no lugar de uma atua¸c˜ao exclusiva ao financiamento aos investimentos produtivos, o BNDES passou a ter um papel preponderante em outras fun¸c˜oes.

Durante esse per´ıodo a institui¸c˜ao atuou como org˜ao gestor do processo de pri- vatiza¸c˜ao na esfera federal e como gestor do Fundo Nacional de Desestatiza¸c˜ao (FND), mostrando suas amplas atribui¸c˜oes no Plano Nacional de Desestatiza¸c˜ao, que passaram pelo processo de licita¸c˜ao, contrata¸c˜ao, coordena¸c˜ao e supervis˜ao das opera¸c˜oes de venda de empresas p´ublicas ao capital privado

Al´em disso, Durante a crise ocorrida na d´ecada de 90, cortou-se a possibilidade dos financiamentos baseados na obten¸c˜ao de funding externo, obtidos por empresas p´ublicas e privadas de grande porte, levando a economia brasileira a um quadro de estagna¸c˜ao, crescente instabilidade macroeconˆomica e de inibi¸c˜ao generalizada dos investimentos pro- dutivos. O que aumentou a importˆancia do BNDES no planejamento e est´ımulo do crescimento econˆomico pelo governo, Cruz (1994).