BÖLÜM 2: TÜRKİYE’DE MİLLİ KİMLİK VE MEYDAN OKUMALARI
2.3. Meydan Okumalar: Ulus-Devlet, Laiklik ve Batıcılık
2.3.2. Laiklik Üzerinden Meydan Okuma
2.3.2.1. Erbakan ve Laiklik
Características gerais
O cádmio é um elemento metálico pertencente ao grupo II B da Tabela Periódica, apresentando-se, em sua forma elementar, como um metal branco- prata macio. Não é normalmente presente no meio ambiente como um metal puro e é mais frequentemente encontrado na forma de óxidos complexos,
sulfuretos e carbonatos em minérios de zinco, chumbo e cobre (UNEP, 2010a). As concentrações mais elevadas - com interesse comercial - encontram-se em associação com o zinco, chumbo e minérios de cobre (ATSDR, 2012).
A quantidade de cádmio analiticamente identificada não é necessariamente equivalente à quantidade biodisponível. O cádmio pode formar diversos sais e tanto a sua mobilidade no ambiente quanto os efeitos sobre o ecossistema dependem em grande medida da natureza desses sais em combinação com outros elementos, tais como oxigénio (óxido de cádmio), cloro (cloreto de cádmio) ou enxofre (sulfureto de cádmio). Cádmio metálico e pó de óxido de cádmio são menos nocivos no ambiente do que cádmio solúvel (Cd2+). No entanto, cádmio metálico e pó de óxido de cádmio podem ser transformados no ambiente para Cd2+ biodisponível. O cádmio bioacumula-se em plantas aquáticas, invertebrados bentônicos, mamíferos e peixes, depositando-se, essencialmente, nas guelras, no fígado e nos rins dos peixes. (OSPAR, 2002; UNEP, 2010a).
Fontes e usos
A atividade vulcânica é considerada a principal fonte natural de emissão de cádmio para a atmosfera, seguida da emissão decorrente de incêndios florestais (Chasin e Cardoso, 2003).
As principais fontes de emissões estão relacionadas à produção de metais não ferrosos e queima de combustíveis fósseis. Outras fontes incluem a produção de aço, a incineração de resíduos e a produção de cimento. Em alguns países em desenvolvimento, a queima a céu aberto de produtos que contêm cádmio e o depósito inadequado de materiais podem contribuir para a contaminação do meio ambiente. Além disso, destaca-se como fonte antropogênica desse metal seu uso em produtos específicos como baterias de níquel-cádmio, pigmentos, revestimento sobre outros metais, como aço e ferro, para impedir a corrosão e estabilizador em plásticos, entre outros (Chasin e Cardoso, 2003; UNEP, 2010a).
A absorção de cádmio pelo ser humano depende da via de exposição e da forma do elemento. Sais de cádmio e cádmio metálico não são bem absorvidos, sendo que, geralmente, menos de 1% da dose é absorvida após a inalação, exposição cutânea ou oral (ATSDR, 2012).
Sais de cádmio e cádmio metálico têm baixa volatilidade e existem na atmosfera principalmente como material particulado fino. Quando inalado, uma fração desse material particulado é depositado nas vias aéreas ou nos pulmões e o resto é exalado. As partículas grandes tendem a ser depositados nas vias aéreas superiores, enquanto que as partículas pequenas tendem a penetrar nos alvéolos, principal sítio de absorção pela via inalatória (ATSDR, 2012).
A absorção de cádmio por via oral foi estimada em 5-7%, taxa que pode ser influenciada pelo tipo de dieta e estado nutricional; os principais fatores de aumento da absorção são a deficiência de ferro, o baixo consumo de vitamina D, de cálcio e oligoelementos (por exemplo, o zinco) e de cobre (Chasin e Cardoso, 2003; ATSDR, 2012).
Poucos estudos foram realizados para avaliar a absorção de cádmio por via dérmica, sendo que esta não parece ser uma via importante de contaminação por este elemento (ATSDR, 2012).
A alimentação é a principal fonte de exposição ao cádmio na população em geral, sendo responsável por mais de 90 por cento do consumo total de não fumantes (WHO/UNECE, 2006). Há indícios de que a ocorrência de cádmio em gêneros alimentícios aumentou ao longo do século passado, como resultado da contaminação do meio ambiente. A maior parte do cádmio presente na dieta humana provém de produtos da agricultura, uma vez que as plantas retiram o cádmio acumulado no solo a partir da deposição atmosférica e da utilização de fertilizantes (ATSDR, 2012).
Em áreas altamente contaminadas, ressuspensão de poeira pode causar uma proporção substancial de contaminação das culturas agrícolas e consequente exposição humana por inalação e ingestão (WHO/UNECE, 2006). O tabaco é uma importante fonte de cádmio, uma vez que este elemento está presente nas plantas e é liberado em partículas finas que são absorvidas pelos pulmões, estimando-se que tabagistas apresentam níveis sanguíneos de cádmio três vezes superiores aos níveis encontrados em não tabagistas (ATSDR, 2012).
A exposição ao cádmio e sua acumulação podem começar cedo na infância, a partir da ingestão de alimentos, exposição à fumaça de cigarros e poeira doméstica. Brinquedos também podem constituir uma outra forma de exposição ao cádmio, principalmente pela presença desse metal em pigmentos e tintas (ATSDR, 2012).
A exposição ocupacional ao cádmio ocorre principalmente por via inalatória, em indústrias de zinco, cobre e aço, na fabricação de baterias de níquel-cádmio, células solares, jóias, placas de metal, na produção de plásticos e muitas outras atividades industriais. As concentrações de vapores de cádmio ou poeira variam consideravelmente entre os diferentes setores, tais como fundições, fábricas de pigmento e de baterias (UNEP, 2010a).
O cádmio é distribuído e depositado principalmente no fígado e rins, independente de sua via de exposição. A excreção é lenta, sendo realizada pela urina e fezes, e sua meia vida é longa (décadas) (Chasin e Cardoso, 2003; ATSDR, 2012).
O rim é considerado o órgão-alvo crítico, tanto para a população em geral quanto para os ocupacionalmente expostos. Vários estudos ao longo da última década têm indicado que os efeitos renais podem aparecer mesmo com níveis baixos de exposição. A acumulação de cádmio no córtex renal pode ser responsável por danos tubulares irreversíveis, levando a problemas na reabsorção de proteínas, glicose e aminoácidos (Chasin e Cardoso, 2003; ATSDR, 2012).
O sistema esquelético também pode ser afetado, seja por uma resposta secundária a danos renais ou por ação direta do cádmio nas células ósseas. Alguns estudos têm sugerido que o cádmio altera o metabolismo do cálcio, contribuindo para a osteoporose (UNEP, 2010a).
Em estudos com animais, existem evidências de que o cádmio pode interferir com a produção ovariana de esteroides, a produção de progesterona e testosterona, a precipitação do desenvolvimento mamário e o aumento do peso uterino. A exposição de gestantes ao cádmio também está associada com baixo peso ao nascer e aborto espontâneo. Os dados dos estudos in vitro e em animais sugerem que o cádmio tem efeitos sobre o eixo hipotálamo-pituitário e os sistemas endócrinos (UNEP, 2010a).
O aumento no risco de câncer de pulmão foi relatado após exposição por inalação em ambientes de trabalho, sendo o cádmio e seus compostos classificados como pertencente ao Grupo I da IARC (International Agency for Research on Cancer), ou seja, substâncias para as quais existe evidência suficiente de relação com o desenvolvimento de câncer. Deve-se destacar, entretanto, que não há nenhuma evidência de que o cádmio é carcinogênico por exposição via oral (UNEP, 2010a).