2. LİTERATÜR VE TEORİ
2.3 Enzimatik Yöntem ile Yapılandırılmış Yağ Üretimi
A igreja Batista no Brasil é a denominação com maior número de adeptos das igrejas evangélicas de missão. Segundo o Censo 2010, são mais de três milhões de fiéis, sendo em sua maioria mulheres, tanto na zona urbana como na zona rural. Só no Estado de São Paulo há um total de 485.601 membros.
Tabela 9 – População residente, por situação do domicílio e sexo, segundo os grupos de religião (BRASIL, 2010)
Fonte: Censo 2010
Desembarcando no Brasil junto dos migrantes europeus no século XIX, o modo de ser Batista era carregado de regras e preceitos, principalmente os que deveriam ser seguidos pelas mulheres. Segundo João Pedro Gonçalves ARAÚJO (2012) as mulheres eram proibidas de falar nas reuniões públicas, mas nunca foram vetadas de trabalhar e exercer cargos nas igrejas e organizações, porém lhes eram oferecidos cargos que as colocavam na condição de leigas e sob a supervisão masculina. Esse conceito era reforçado por meio dos discursos que naturalizavam e sacralizavam padrões de gênero, sexualmente hierarquizados. (Wamberto Queiroz de LIMA, 2011, p. 51 e 52).
Com o passar do tempo, as demandas e reivindicações acabaram forçando o grupo a revisar suas decisões e pontos de vista sobre o silêncio feminino, até que em 1964, a SBC (Southern Baptist Convention) aprovou a ordenação de mulheres, diante da dependência financeira das Igrejas americanas, as Igrejas brasileiras teriam que seguir os passos da SBC, porém nenhuma atitude foi tomada, pois no mesmo ano, a
liderança da denominação e o controle dos seminários estavam nas mãos de “liberais
moderados” (termo usado pela SBC para aqueles que não professam a inerrância bíblica). Porém em 1984, quando os conservadores retomaram a liderança, foi
redigida a seguinte afirmação sobre as mulheres: “encorajamos o serviço das
mulheres em todos os aspectos da vida e obra da igreja com exceção das funções pastorais e papéis de lideranças que envolvam ordenação”. (Wamberto Queiroz de
LIMA, 2011, p. 31).
João Pedro Gonçalves ARAÚJO (2012, p. 300) defende que as crenças na perspectiva Batista são determinadas mais histórica e socialmente que através da Bíblia. Verdade seja dita, as práticas são construídas a partir de circunstâncias históricas e só depois procuram-se versos da Bíblia na busca de justificar tais costumes. Alguns acontecimentos que justificam essa afirmação são guerras, escravidão, o divórcio, o estudo (teologia) para pregação, etc. Em um dado momento são a favor e no outro contra e usam versículos bíblicos para subsidiar essas idas e vindas. Conforme João Pedro Gonçalves ARAÚJO:
O que um povo proibia pela Bíblia o outro proibia pelo costume. Por motivos diversos, católicos e protestantes criam e ensinavam as mesmas coisas. Ambos acreditavam no poder divino do homem sobre a mulher. Um mandava pela força física, o outro acreditava fazê-lo pela imposição de uma “fundamentação” b́blica. Não foi difícil ao convertido brasileiro santificar algumas das práticas que já fazia por costume, por tradição. Essas práticas, contudo, agora estavam santificadas e autorizadas em virtude do uso da Bíblia.
(João Pedro Gonçalves ARAÚJO, 2012, p. 303).
Bianca Daeb’s Seixas ALMEIDA (2006) destaca que para os batistas, todas e todos são comissionados por Cristo para serem missionários e missionárias, onde quer que estejam e aonde quer que vão. Isso quer dizer que homens e mulheres seriam preparados nos seminários batistas para dedicarem sua vida, em tempo integral, ao exercício missionário, Contudo, as mulheres não poderiam ser pastoras, apenas missionárias, enquanto os homens poderiam sê-lo assim que desejassem. O pastor poderia e deveria ser um missionário, o que era muito comum, desde a origem dos batistas no Brasil, quando os missionários eram também pastores, como Zacarias
Taylor e M.G. White, mas a questão que permanece em oculto são as ações pastorais
que mulheres e missionárias desenvolviam para que as igrejas permanecessem abertas.
As diretrizes para ser uma missionária Batista repousavam em conhecer a Bíblia o suficiente para pregar a salvação, como boas mães, deveriam ter
informações práticas, como noções de enfermagem e puericultura, que lhes permitissem cuidar de seus ‘filhos na fé’, também era preciso optar entre a vocação
missionária e um relacionamento afetivo. (Bianca Daeb’s Seixas ALMEIDA, 2006,
p. 140 e 141).
Avançando para a presença das mulheres nos seminários e faculdades Batista, o questionamento era sobre o sentido que havia para as mulheres frequentarem esses locais já que as mesmas não poderiam de maneira oficial, exercer o ministério pastoral. Estabelecendo mais uma vez o lugar de atuação da mulher Batista, afirmava-se que a mulher instruída seria uma companhia mais agradável para quando o marido chegasse em casa. (Fernanda ROCHA, 2008).
Segundo Fernanda ROCHA (2008, p. 45) no imaginário Batista, as mulheres ideais são as que:
Possuem uma contínua disposição para ouvir as pessoas, sorrir para elas, orar por elas, vestir- se conforme sua comunidade religiosa elege como ideal, acompanhar seu marido em todas as visitas pastorais, estudos b́blicos e cultos, se portar “submissamente” diante de todos/as, ter filhos, ser sempre amável, ser a primeira a chegar à igreja e a última a sair, ser a presidente da associação das mulheres, e/ou do departamento infantil, e/ou de música, não ter vínculos empregatícios, não receber salário por seu trabalho no ministério pastoral, entre outras.
Prosseguindo com a inserção do ministério pastoral feminino, Eduardo GETÃO (2003) nos mostra os resultados de sua pesquisa de campo realizada no estado do Paraná com seminaristas e pastores, revelando que a maioria dos seminaristas são favoráveis à ordenação de mulheres, porém, responderam que teriam dificuldades para realizar a ordenação, pois não aceitariam a participação da pastora na igreja em que o entrevistado estivesse trabalhando, seja como pastor titular ou auxiliar. Os resultados dos pastores foram os mesmos, porém a porcentagem negativa era menor que a dos seminaristas, mostrando que os pastores estão mais receptivos ao ministério feminino. A pesquisa também evidenciou que os contrários demonstram dificuldades para argumentar sobre seu posicionamento.
Faz-se necessário entender que por ser congregacional, as igrejas batistas são autônomas em suas decisões e segundo Wamberto Queiroz de LIMA (2011, p. 53) o
agente principal que Deus usa para vocacionar, preparar, enviar, sustentar e acompanhar seus profetas é a igreja local (Atos 13:2). Para esclarecer e evidenciar o processo de aceitação do ministério pastoral feminino no contexto Batista se faz necessário um aprofundamento do tema que será tratado no item seguinte.