2. ENZİ M AKTİ Vİ TESİ
2.1. Enzim Aktivitesini Etkileyen Etmenler
2.1.6. Enzim İ nhibitörleri
Os Ministros da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça devem
tomar por paradigma as normas processuais escolhidas pelas partes para
reger a arbitragem (arts. V, n.1, letra “b”, da Convenção de Nova Iorque, e
artigo 38, inciso III, da Lei de Arbitragem). Dessa forma, observa-se que o
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Conforme sua ementa, “tem-se como satisfeito o requisito da aceitação da convenção de arbitragem quando a parte requerida, de acordo com a prova dos autos, manifestou defesa do juízo arbitral, sem impugnar em nenhum momento a existência da cláusula compromissória”. (STJ, SEC n.856, Rel. Min. CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO, DJ de 27.06.2005).Também no julgamento da SEC n.507 a Corte rejeitou o argumento de que a convenção era invalida por não se revestir da forma escrita, fundando-se no fato de que os réus “tiveram amplo conhecimento da instauração do procedimento da arbitragem, tanto que apresentaram mais de uma manifestação – considerações finais e defesa”(Rel Min. GILSON DIPP, DJ 13.11.2006).
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De fato, seria um afronta ao princípio da boa-fé permitir que a parte vencida na arbitragem, não impugnando tempestivamente a validade desta, venha a fazê-lo posteriormente com intuito de obstar o reconhecimento do laudo arbitral. Conduta esta repudiada pelo ordenamento brasileiro em face da vedação ao venire contra factum proprium (VENOSA, Sílvio de Salvo. Direito Civil. teoria geral das obrigações e teoria geral dos contratos. São Paulo, Atlas, 2003, p.75.)
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Nesse sentido a SEC 856/EX (2205/00311430-2), Rel. Min. Carlos Alberto Menezes Direito, DJ18.05.2005.
desrespeito ao devido processo legal
222pode ser motivo de recusa e não
homologação da sentença arbitral estrangeira.
Caso as partes tenham silenciado sobre a lei de regência, entende-se
que é aplicável à lei do país onde foi prolatada a sentença arbitral. Com efeito,
se assim não fosse, a legitimidade do processo ficaria condicionada ao
atendimento das normas processuais brasileiras atinentes ao modo, ao tempo
e à forma dos atos, o que não se compatibilizaria com o princípio da autonomia
da vontade, já que existe a escolha das regras processuais aplicáveis à
arbitragem.
Tanto é assim que o legislador optou pelo termo “notificação” em vez
de “citação”, traduzindo o propósito de afastar a aplicação da legislação
nacional para privilegiar o critério de efetividade do ato citatório. Observe-se a
redação do parágrafo único do artigo 39, da Lei de Arbitragem:
Não será considerada ofensa à ordem pública nacional a efetivação da citação da parte residente ou domiciliada no Brasil, nos moldes da convenção de arbitragem ou da lei processual do país onde se realizou a arbitragem, admitindo-se, inclusive, a citação postal com prova inequívoca de recebimento, desde que assegure à parte brasileira tempo hábil para o exercício do direito de defesa.
Assim, pode-se concluir que, segundo a sistemática da Lei de
Arbitragem, para a notificação ser válida, basta que o réu tome conhecimento
da existência do processo em tempo suficiente para se defender de forma
adequada.
Neste ínterim, a jurisprudência tem entendido dessa forma. Por ocasião
do julgamento SEC n. 874
223(UEG v. Multipole), o Superior Tribunal de Justiça
deferiu pedido de reconhecimento, com base na Lei Brasileira de Arbitragem
(art. 38), e não na Convenção. A Corte Especial não considerou citação falha
aquela via postal, sendo desnecessária citação via carta rogatória.
222
Artigo 5°,inciso LV, da Constituição Federal do Brasil: “Aos litigantes em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes.”
223
Nesse contexto, vale transcrever o voto proferido pelo Ministro
Francisco Falcão, por ocasião do julgamento mencionado acima:
Diz-se que não houve citação por meio de carta rogatória. Todavia, ex vi do parágrafo único do art. 39 da Lei de Arbitragem brasileira, “não será considerada ofensa à ordem pública nacional a efetivação da citação da parte residente ou domiciliada no Brasil, nos moldes da convenção de arbitragem ou da lei processual do país onde se realizou a arbitragem, admitindo-se, inclusive, a citação postal como prova inequívoca de recebimento, desde que assegure à parte brasileira tempo hábil para o exercício do direito de defesa”.
Na hipótese em exame, é farto o conjunto probatório, a demonstrar que a requerida recebeu, pela via postal, não somente a citação, como também intimações objetivando o seu comparecimento às audiências que foram realizadas, afinal, à sua revelia(...)224”.
Em 2009, o Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do caso SEC
n. 3661
225(Plexus v. Ari Giongo), deferiu pedido de reconhecimento, aplicando
a Lei Brasileira de Arbitragem, artigo 34 e seguintes (e não a Convenção),
reconhecendo a validade da citação via postal, comprovada por meio de
“recibos fornecidos pela empresa encarregada da postagem”.
Ainda em 2009, o Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do caso
SEC n.3660
226(Devcot v. Ari Gongo), deferiu pedido de reconhecimento,
aplicando a Lei Brasileira de Arbitragem, arts. 38, III, e 39, parágrafo único (e
não a Convenção), reconhecendo a validade de citação via postal, sem que
houvesse a necessidade de citação por meio de carta rogatória. O Superior
Tribunal de Justiça entendeu, ainda, que o réu não se desincumbiu do ônus de
provar vício em notificação ou que tivesse havido violação do contraditório.
Pertinente esclarecer que, nos processos homologatórios, perante o
Superior Tribunal de Justiça, sob alegação de falta de citação, os Ministros têm
analisado de forma cautelosa essa questão. Cabe considerar o julgamento do
224
STJ, SEC n.874, Rel. Min. Francisco Falcão, julgado em 19.04.2006. 225
STJ, SEC n.3661, Rel. Ministro Paulo Gallotti, julgado em 28.05.2009. 226
caso SEC n. 833
227(Subway Partners v. HTP), no qual foi julgado
improcedente o pedido homologatório da sentença arbitral, originada de
processo no qual a parte foi comunicada por edital. A maioria dos Ministros
entendeu que não havia elementos suficientes nos autos para afirmar, com
segurança, ter sido o réu cientificado da demanda arbitral. A sentença foi
proferida à sua revelia e, a fim de assegurar a observância das garantias do
contraditório e da ampla defesa, o uso da via da carta rogatória para a citação
era essencial.
De outro lado, no SEC n. 887
228(Bouvery International S/A v. Irmãos
Pereira), de 06 de março de 2006, o Superior Tribunal de Justiça adotou uma
postura pró-arbitragem, porque deferiu o pedido de homologação, sob o
argumento de que o requerido não se desincumbiu do seu ônus de provar a
falta de notificação. Segue a ementa do julgado:
HOMOLOGAÇÃO DE SENTENÇA ESTRANGEIRA. SENTENÇA ARBITRAL. PROCEDIMENTO ARBITRAL QUE TEVE CURSO À REVELIA DO REQUERIDO. CONVENÇÃO ARBITRAL. INEXISTÊNCIA.
1. Para a homologação de sentença de arbitragem estrangeira proferida à revelia do requerido, deve ele, por ser seu ônus, comprovar, nos termos do inciso III do art. 38 da Lei n. 9.307/96, que não foi devidamente comunicado da instauração do procedimento arbitral.
2. Homologação deferida.