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2.4. ENFLASYONLA MÜCADELE YOLLARI

2.4.1. Türkiye’de Enflasyonla Mücadelede Uygulanan İstikrar Programları

2.4.1.5. Enflasyon ile Mücadele Programı

De acordo com o Manual de Medicina Interna, Dr. Harrison (1995, p. 2460) define que a Paralisia Cerebral resulta de um distúrbio de desenvolvimento da função motora que é resultante de distúrbio cerebral não progressivo.

Nielsen, defende que a criança referenciada com Paralisia Cerebral apresenta uma perturbação a nível do controlo da postura e do movimento, tendo esta como consequência uma lesão cerebral que atinge o cérebro em período de desenvolvimento, o autor apresenta como definição a paralisia cerebral engloba um conjunto de desordens caracterizadas por disfunções de carácter neurológico e muscular que afetam a mobilidade e controlo muscular. O termo cerebral reporta-se às funções do cérebro e o termo paralisia às desordens de movimento ou de postura(1999, p.95).

Nielsen refere que qualquer lesão que possa ocorrer no cérebro pode resultar numa paralisia cerebral. As causas da paralisia cerebral, segundo o autor, são a infeção

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materna com rubéola, ou doenças víricas manifestadas durante a gravidez, o parto prematuro, a falta de oxigenação da criança devido a uma separação prematura da placenta, o posicionamento inadequado do bebé na altura do parto, trabalho de parto demasiado prolongado ou demasiado abrupto, problemas com o cordão umbilical e também relacionado com a falta de cuidados pré-natais (1999, p.95). Whaley & Wong postulam os factores pré-natais, perinatais e pós-natais sendo os responsáveis para a etiologia da Paralisia Cerebral por vezes, associados também com outras combinações, tais como: anormalidades do desenvolvimento, infecções, trauma cerebral, hipoxia, anóxia, distúrbios metabólicos, e as toxicoses (1989, 850).

Segundo Whaley & Wong, apresentam a definição de Paralisia Cerebral sendo um termo inespecífico aplicado ao controle neuromuscula r prejudicado decorrente de uma anormalidade não- progressiva no sistema motor piramidal (córtex motor, gânglios basais e cerebelo) (1989 p.850).

Classificação Topográfica Membros Envolvidos

Hemiplegia espástica Membros inferior e superiores de um lado do corpo

Diplegia espástica Membros inferiores

Triplegia espástica Predomínio nos três membros

Tetraplegia espástica Membros superiores e inferiores, tronco e pescoço

Tabela 5: Classificação Topográfica da Paralisia Cerebral

Adaptado de Franco (2009, p.30)

Harrison, apresenta condições comuns como diplegia espástica que afecta as pernas, hemiplegia afectando o braço e a perna do mesmo lado, bem como, síndromes extrapiramidais heterogéneas. Este distúrbio resulta de uma hipoxia e/ou isquemia em que na sua maioria é originado aquando o nascimento. Esta lesão também pode ter origem no período perinatal em 20 % dos casos e muito pouco dos restantes casos ocorrendo cedo na infância (1995, p. 2460).

Segundo Harrison (1995, p. 2460) a diplegia espástica resulta de um período pré-natal ou perinatal e pode mesmo apenas se diagnosticar várias semanas ou até mesmo meses

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após o nascimento. A marcha é adquirida muito mais tarde do que de uma criança normal. As crianças apresentam uma marcha com passos curtos e uma rigidez nas pernas, realizando uma marcha em arco, chegando por vezes ao real cruzamento chamado como marcha em tesoura. Apresentam as pernas espalhadas para fora e os pés virados para dentro, os calcanhares não tocam no solo.

A hemiplegia, apresenta, de acordo com Harrison uma diferença na função das extremidades da direita e esquerda pode ser observada logo após o nascimento ou durante os primeiros seis a doze meses de vida movimentos de preensão, bem como, de exploração são executados apenas com os membros superiores e podem ser os pais os primeiros a verificarem este comportamento (1995, p. 2460).

Nielsen, As crianças podem apresentar perturbações ligeiras, por vezes, quase imperceptíveis o que as tornam desajeitadas no seu andar, na sua fala e ainda no uso das suas próprias mãos. Outras crianças apresentam incapacidades motoras bastante graves, o que as impossibilitam de andar e de falar, tornando-se assim, dependentes na sua autonomia na vida diária durante toda a sua vida. De acordo com a localização da lesão e da área afectada no cérebro, as manifestações podem ser diferentes.

Existem três tipos de paralisia, a paralisia cerebral espástica, a paralisia cerebral atetóide e a paralisia cerebral atáxica.

No que respeita à paralisia cerebral espástica, Nielsen, define como uma rigidez muscular apresentada os músculos apresenta m-se rígidos, contraídos, e resistentes ao movimento

(1999, p96). O autor refere que apesar de apresentar sempre um movimento lento é possível submeter movimentos laterais na parte inferior das pernas, permitindo um cruzar de pernas.

Respeitante à paralisia cerebral atetóide, caracterizado por movimentos involuntários e variações na tonicidade muscular que resultam de lesões dos núcleos situados no interior dos hemisférios cerebrais. Estes movimentos involuntários registam-se como esgares faciais e torção das mãos. O autor refere também a possibilidade de apresentar o descair da língua, de não lhe permitir conter a saliva, bem como, da possibilidade do corpo produzir movimentos súbitos, bruscos e ondulatórios.

Na paralisia cerebral atáxica, esta respeita, segundo Nielsen, falta de equilíbrio, de coordenação, e de percepção dimensional (1999, p.96). O autor refere que o indivíduo terá

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dificuldade em permanecer de pé, bem como, manter o equilíbrio, é possível que caminhe embora sempre com o visível afastamento de pés.

Características da Paralisia Cerebral

Tipo de Paralisia Cerebral Características

Espástico - Hipertonicidade (aumento tónus muscular);

- Défice controlo de postura; - Défice controlo de equilíbrio;

- Défice controlo de movimento coordenado;

- Comprometimento motricidade fina e grossa;

- Tentativas de movimentação apresentam-se comprometidas devido à rigidez muscular.

Atetósico - Movimento involuntário anormal (esgares faciais e torção de mãos)

- Variações de tónus muscular;

- Movimentos lentos que envolvem todos os membros (tronco, pescoço, músculos faciais e a língua);

- Articulação imperfeita da fala

- Registo de aumento de intensidade de movimentos involuntários durante o período da adolescência

Atáxico - Marcha de base larga;

- Desempenho precário de movimentos repetitivos;

- movimentos incoordenados de membros superiores ao tentar alcançar algum objecto;

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- Dificuldade em manter equilíbrio;

- Défice em percepção dimensional e de coordenação.

Tabela 6: Tipos de Paralisia Cerebral

Adaptado de Whaley e Wong; 1989 p.850

A gravidade é medida através de uma escala que varia entre ligeira e severa.

A paralisia cerebral não é progressiva, dado que as lesões apresentadas não se alteram nem agravam com o decorrer do tempo.

A paralisia cerebral apresenta como características mediante a área do cérebro lesionada bem como a sua extensão ao sistema nervoso central. Segundo Nielsen (1999, p.97) regista-se as seguintes características:

 Espasmos

 Problemas a nível de tonicidade muscular  Movimentos involuntários

 Problemas de postura e de movimento  Convulsões

 Anomalias no campo das sensações e da perceção  Problemas de visão

 Problemas de fala  Deficiência mental

A paralisia cerebral pode ser Hemiparésio, Tetraparésia e Diplegia. Considera-se Hemiparésia quando um lado do corpo é afectado, Tetraparésio quando os quatro membros do corpo estão afectados e por Diplegia quando são afectados os membros inferiores. Outros autores também defendem a classificação de Triplegia, tendo esta predomínio em três membros, sendo maior incidência numa perturbação nos dois membros inferiores e um superior (Franco, 2009, p.30).

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