DEĞİŞEN ENERJİ JEOPOLİTİĞİ VE AFRİKA’DAKİ İÇ SAVAŞLAR
1. Enerji Jeopolitiğinin Değişen Konjonktürü
Uma pesquisa qualitativa se desenvolve pela observação participante, no qual as notas de campo têm importância fundamental, pois nas mesmas além de constar todos os dados da pesquisa, os pesquisadores reconhecem e levam em consideração a subjetividade e o efeito da mesma nos dados (BOGDAN & BIKLEN, 1994).
A pesquisa se passa em duas escolas de ensino médio, e se desenvolve restritamente no contexto da sala de aula (delimitado previamente). Devido a pesquisa se estender a um pequeno grupo de estudantes realizaremos um estudo de caso, no qual se faz necessário entender também o ambiente da sala de aula, e isso só possível através de uma pesquisa participante. Para responder a questão de pesquisa, optamos por obter os dados por meio de questionários que serão analisados qualitativamente para propiciar mais detalhes para conclusão da pesquisa (análise de conteúdo).
A pesquisa participante, assim como a pesquisa-ação, caracteriza-se pela interação entre pesquisadores e membros das situações investigadas. Há autores que
empregam as duas expressões como sinônimas (GIL, 2002). A partir disso, utilizaremos as duas expressões, com significado que esteja de acordo com as características deste trabalho.
A pesquisa participante tem como característica o envolvimento do pesquisador com os participantes (cunho social), é um processo de troca. Em pesquisas na área educacional, temos o próprio pesquisador, como alvo de estudo, abrindo margem a muitas críticas. É requerida uma atenção redobrada por parte do pesquisador, e embasamento teórico que o auxilie na análise dos dados. Não se pode perder a objetividade, ou seja, perder e distorcer os objetivos iniciais da pesquisa.
“[...] o projeto de pesquisa-ação precisa ser articulado dentro de uma
problemática com um quadro de referência teórica adaptado aos diferentes setores: educação, organização, comunicação, saúde, trabalho, moradia, vida política e sindical, lazer, etc. O papel da teoria consiste em gerar idéias, hipóteses ou diretrizes para orientar a pesquisa e as interpretações” (THIOLLENT, 1947, p.55).
Este tipo de pesquisa é dinâmica, pois busca solucionar rapidamente problemas de ordem social, que requerem durante toda a pesquisa tomada de decisões, de consciência, ações, negociações, solução de conflitos, etc.(THIOLLENT, 1947).
A pesquisa participante como metodologia, entendida como primordial na área das ciências sociais foi, e é hoje com menos intensidade, alvo de críticas por não seguir fielmente a teorias e métodos como as pesquisas de cunho tradicionalmente científico. Contudo a pesquisa participante não deixa de ser uma investigação científica, pois possui objetivos claros de aquisição do conhecimento que obedece a expectativa científica (THIOLLENT, 1947).
“Do ponto de vista científico, a pesquisa-ação é um proposta metodológica e técnica que oferece subsídios para organizar a pesquisa social aplicada sem os excessos da postura convencional ao nível da observação, processamento de dados, experimentação, etc. Com ela se introduz uma maior flexibilidade na concepção e na aplicação dos meios de investigação concreta” (THIOLLENT, 1947, p.24).
No campo educacional é comum termos o pesquisador como o próprio professor da sala de aula onde se dará a pesquisa, o que requer um controle metodológico maior, não se pode perder a precisão e o objetivo para que os resultados não sejam ambíguos.
Ser professor-pesquisador traz um diferencial a pesquisa participante pela facilidade na realização de ajustes que farão a pesquisa progredir (flexibilidade da pesquisa).
“Com a orientação metodológica da pesquisa-ação, os pesquisadores em educação estariam em condição de produzir informações e conhecimentos de uso mais efetivo, inclusive no nível pedagógico. Tal orientação contribuiria para o esclarecimento das micro-situações escolares e para a definição de objetivos de ação pedagógica e de transformações mais abrangentes” (THIOLLENT, 1947, p.75).
Neste viés, a troca do olhar de professora para pesquisadora e vice-versa, favorece a intervenção em sala de aula e enriquece a análise de dados. A resposta à aplicação da intervenção, a possibilidade da utilização de recursos didáticos e autorização da administração é mais rápida, facilitando no bom andamento da pesquisa. A presença de uma segunda pessoa (o pesquisador) na sala de aula pode interferir no comportamento dos alunos no cotidiano escolar. A prática professor – pesquisador possibilita uma auto-reflexão de suas ações como professor em sala de aula. A composição em cada aula de um diário de bordo e a sua análise com o olhar de pesquisador facilita modificações e inserções imediatas nas intervenções (atividades). Essa dinâmica ajuda no bom andamento da pesquisa.
Sabemos que ser professor - pesquisador e vice-versa não é 100% vantajoso, pois em algumas descrições de ambiente, de comportamento, etc. podem ser suprimidos alguns pontos relevantes para análise de dados, que devido a convivência diária na escola sejam comuns. Um outro ponto importante é dificuldade em realizar uma auto- análise de comportamento em sala de aula e posicionamento em situações adversas. Não há uma pesquisa neutra, pois toda pesquisa é permeada por expectativas do pesquisador, mas deixamos em evidência que durante toda pesquisa efetuamos avaliação realista dos objetivos inicialmente propostos. Mas sempre visando compreender mais o processo da inserção da intervenção do que propriamente o resultado final da sua aplicação.
Nesta pesquisa encontramos algumas características de uma pesquisa microetnográfica e participante (BOGDAN & BIKLEN, 1994). É microetnográfica, pois dá conta de descrever minuciosamente um ambiente pequeno no estudo de um contexto e uma intervenção específica e seus participantes, embora não conste o período de estranhamento (adaptação dos estudantes e do professor com o pesquisador), o que caracteriza uma pesquisa mais rápida que atende a situações imediatas. E é participante, pois o pesquisador não apenas se insere no grupo para mera observação, mas participa
da situação a ser investigada, visando manter o equilíbrio entre pesquisadora e professora não fugindo dos objetivos-alvo da investigação.
Segundo Thiollent (1985) a pesquisa participante não se limita a aceitação dos pesquisadores no meio pesquisado (observação participante), mas é explicitada dentro da situação de investigação, tomando cuidados para que haja reciprocidade por parte das pessoas e grupos implicados na situação de pesquisa.
De acordo com Campos (1984) a pesquisa participante auxilia a rever as práticas de pesquisa e as práticas escolares e a entender as relações entre os principais atores: o aluno e o professor, e a entender a teia de relações existentes entre diretor, funcionário, inspetor, etc. Quando se trata do processo de aprendizagem (processo especifico da ação escolar) o envolvimento é mais nítido na ralação professor-aluno, o que não exclui um grau mínimo de participação da escola como um todo.
A investigação – ação (gerada por investigação científica) voltada para educação, se, planejada, auto-refletida e refletida, pode potencializar os seres humanos a interpretar a realidade a partir de suas próprias práticas, concepções e valores, projetando novas ações, revelando um alto potencial transformador (BASTOS & GRABAUSKA, 1998).
Segundo Engel (2000) podemos enumerar algumas características da pesquisa- ação:
i – o processo de pesquisa é um processo de aprendizagem para todos os participantes, ii - o pesquisador é um participante social que intervém numa situação com finalidade de verificar se o novo procedimento é eficaz ou não,
iii - o pesquisador procura diagnosticar um problema específico numa situação específica, com o fim aplicar na prática os resultados,
iv – as modificações introduzidas na prática são constantemente avaliadas no decorrer do processo de intervenção, trazendo redefinições e mudanças de direção, gerando benefícios ao processo,
v – as fases finais da pesquisa são usadas para aprimorar os resultados das fases anteriores.
Encontramos as características descritas acima no decorrer desta pesquisa, pois vários ajustes são realizados ao longo do desenvolvimento da intervenção que somente são possíveis devido a maleabilidade que um professor - pesquisador possui, garantindo mais proximidade dos objetivos da pesquisa à realidade do ambiente escolar.