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ENERJİ KAYNAKLARINDA DIŞA BAĞIMLILIĞIN EKONOMİK

então controlava o pais. Apesar desse earãter limitado da coali;âo tnlclru. amplamente reconhecido. mudnças Importantes seguIram-se

à derrubada do goveno de Washington Luis (1926-19301. A Revolução de 1930 alterou substancialmente o

mds

operalldl do sistema polí­ UCO. reeslruturando os canaIs de acesso ao poder federal e dando InícIo a uma serte de mudanças substanciais. tanto praias quanto Idcolôgts. Justamente neste sentido é que se pode entendê-Ia como

) momento focal do processo brasileiro de slal--buldlng: uma forte

lnnex\o crntrallwdora no aparelho estalaI. coniglndo o :glonrulsno excessivo da lkpúbllca Velha. e. ao mesmo tempo. uma Innemo na poliUca econômica. que se onenta cada vez mais no sentido do naci­ onalismo c da Indush1allzação. Inicialmente renexa. poder-se-Ia mes­ mo di7er Instintiva. essa política foI aos poucos assumida como vls\o doutn1a. ou seja. como um

eo

de industliali?ação. cujo motor vlrta a ser uma f Orle presença empresarial do &stado nos setores de infra-estrutura.

Decorridas seis décadas. o pais dispõe hoje de uma bas. In­ dustrial significativa. Ao contrârio da Argenina. onde o avanço Indus· trial foi dincultado pelos connlttll políticos do período pós-1930 e continuou bloqueado durante as Intervenções mll!ts. o Brasil sus­

tentou elevadas t<f1S de até o Inido do. . anos 80. Esse sucesso na promoção do crescimento e o papel crucial que nele de­ sempenhm grandes emprc.1as estatais confeirrun ao antigo modelo

getullsta-dcsenvolvhncnttsta uma legltimtdade inegável.

À

medida. por:m. que se configurava a estagOaçl.o dos anos 80 (a chamada "década perdida-lo o sucesso anterior desse modelo passou a dificultar a aceitação de um modelo disinto. baseado num controle mrus rigo­ roso do déficit público. na reduçâo da intervenç\o empresaial e regulatõria do Estado na economIa. e na busea de polillcas públicas eficazes na ârea social. Nse senido. O debate Ideológico dos últimos anos tem como eixo a crescente convlcçl.o de que tais reromlas s\o de rato necesslrias. e não slmp(es reOc"o da obsessão loUberal de 'lguma minoria conservadora.

FomlOU-SC. de fato. um consenso ou. pelo nos. uma acentua­

da converg�ncla no sentido da revislo do modelo de desenvolvimento ar llculado nOs anos 30. Esse modelo. COmO dissemos. conreia ao slado um Imte papel emptRl: em algumas romlulaçOcs. um papel decisivo e praticamente ilimitado. pressupondo-se. ao O1eS'l1O tempo. que a distribuição da renda e a melhoria das condições socirus tenderiam a or nat.uralmente. como Subproduto do crescimento

pape! a ele atribuído). A consciência de que essas conseqü!m:las sociais deejáveis não ocorreram. mais que Isso. que o pais estará Cito ao risco de uma situação crônica de convulsão social. se não avançar rápida e substancialmente na redução da pobre..a e das desigualdades sociais. e. sem dúvida. uma d.l causas da refonlmlação que ora se exige. Nesse sentido. o esgotamento a que nos referimos lcrã de co:sponder ao início de um novo iclo. uma ronsln,o

o

Estado. com rs componentes principais: !I uma nova delimitação dos selares nos quais a presença empresarial do :stado pode eventualmente con­ tínuar aconselhável: 2) a redefinlção d.l responsabilidades e do

ds

endl

do Estado na área sodal: 3) a reorganização Instituciona. vae dl�er. o exame dos mecanismos de representação poHtlcl. da federa­

ção e do sistema de goveno.

A pesquisa Elltes/89. feita pejo !desp JunlO a alto segmentos da elite brasileira. teve como um de seus princlpals objeivos apreen­ der a referida reavaliação do modelo de desenvolviment.o implantado a partir dos anos 30. São relevantes. a esse respeito. os dados da

bela I . construída com base numa pergunta amplente 6pec­

ia obre os aspectos nos quais a atuação do Goveno

el

teria sido

bem ou mal sucedJda. desde 1930. Tomando todo o periodo de 1930 a

1990. que abrange a emrgrncia. o apogeu e o legado do geluUsmo. 1

como os govenos is (194-1985) e a Na

Repúbla

{1985-1990J.

vemos que eiste uma avaliação lmente positiva do que se ou em lennos de /lSlituton·buildig poHico e de rescimnto ..Onõmico.

No Item - /mplanlaço de u

m

a eSlrulura

politll ute!

lara

o

pais

-. 38% mantêm uma opinião positiva para a media do pen­

odo. A avaiação negativa {somenle 19% de aprovaçãoJ recai sobre os

governos milits (194-19851. Mesmo a NOtl Reprblca [1985- 1990)

do presidente ney. vista como um desastre económico. cona com

% de aprovação. certamente devtdos a um onhecimento genera­

lizado de que graves diflculdades lhe foram legadas pelos governos militares. de que o relorno ao pluralismo democrático se deu sob condlç6es econômicas xtremamente adversls. e da própria complei­ dade da agenda política. visto que esse foi o periodo da Asscmblêla Constituinte. São claramente Favorávels as avallaçOCs referentes ao desenvolvimento da empresa privada e ao crescimento econômico no conjunto do periolo.

No tocante s políticas de desenvo1mento educacional e ci­

entico e às sociais propriamente ditas Iredução das desigualdades

sociais e regionais). essas seis décadas de deseolumenttso são

40 AS

IIV)S

. EA WlIS Taela I ''q''I" .I!lcs/8910)

.VJAO 00 DE:MPENHO DO GEO D;"" 190-1990 (\ ",""""e"s)

O o de,] ve algu,,". ",,IW ou WlaI suasso

1930/90 1964/85 1985/90

lml�,.ntaio de uml elru'Uf3 oHHl tll l' o pais

EsUnuo ao """""""'I, . ,,,o '" "

da ""'prsa privada nacional

�lo Intcn.l o . " "

Proo do cr"'",emo 0 0 " �n'>ml""

Promoçlo do lloMno "

educado,,.1 C dClUm""

du�ao <las dealgualdades ,

,eglonal.

Redução 1" <leallual<lades sodals " " ,

["IV.. �'llcaç.o be a esquIa n. nota 3. m entre.,ada. 450 I5 em o!lo ""Io,e" dl ell,e brasileira, O eo"\plemen,o daa po'centagens na tabela ror>de 6 O"'a du ceslu ncg�lfvS o ou ",,um, c",,l.

rerere s desigualdades

rgJnas.

22% dos entrevistados acham que houve succlso no decorrer da$ seis dêcadt:

%

dm o mesmo em relação ao primeiro gno civU {l985-l990J. Em :laçdo s desigual­ dades

sciais

i avalla

l.

o ê pIOr. 14% vem suso no conjunto do periado. e % conseguem dr o mesmo a respeito da No. Republ:a.

A Tla 2 mcde o rau de aceitação a uma alnação ­

madalllenle II::rJ - a convenlencla de se restringir a atuação do

Eslado a "mas clàsslcas". como seguança. edu:ação e Justiça, A co­ luna da esquerda mostra a distribuição das respostas na pesquisa EUtes/89: a da direta. na pesquisa Cong::sso/9 1. Observa-se que a referida afim,ação foi totalmente apoiada or 37% dos entvisados da pesquisa Elites/89 e por 46% da pesquisa Congrcsso/9 L _ Os dois

pel'CCnluais s.\o elevados. considerando'se o :aiter xallvnente libe­

ai

da proposição. mas

t

ainda mais elevado ent: os conTsistas. Esse maior

iso

dos congressistas e d� mals provavelmente ao

acontec:intos de enomle Importância, sob o ponto de vista aqui con­

siderado, que à diferente composiçlo dos dois grupos. Tudo indica que 08 congressistas avançm no sentido da refonna do Estado e da privati,,,ção de emp!sas estat"is ob o impacto de um fator exteno - o colapso dd

l

nitivo dos regimes de economia planificada do Leste Europeu e da

x-USS.

e de um fator intcnlo: o megachoque cconô· mico aplicado em março de

1990

pelo rerem-empossado govno Collor. cUJo fmcaslo agravou a situação económlca e social do país e evidenCiou mais uma vez que o controle de uma upertnlaç1o como a braslllra iria exigir refonnas estmturals profundas.

AJAO DO ESTADO OA RllNCIR·SE A

-\S

ClÁSSlCAS-. COMO EOUCJ\o. Jusn\ E SEGURIINA i1

IIrtnlagen8)

:1I1",/89 Congre""/91

Frte dlorda "

em opIn�o

1"1 Ver ""pllcçao e as Jol"," na no18 ..

A Taela 3

explora o tema da refonna do Estado em função de selores específicos. Observe-se que mesmo o supertabu dos tempos gelulistas - o monopólio stalai do petróleo - fOi "fleibilizado" - segundo a expressão do preSidente remando Henrique Cardoso -. embor . o Estado ainda mantenha for

t

e controle sobre o sclor. Na pesquisa Elites/89. 59% consideravam lndlspcnsivcl a presença empresarial do Estado nessa ârea; na pesquisa Congresso/91 essa proporçlo atiogiu apenas 44%. Vlo no mesmo sentido as diferenças registradas no tnte , energia el:tica. às telecomunicações, às ferrovias. à Indús­ a fac!utlca e à sidcrurgi ..

A

l

mpo

r

tmcia desses resultados. como foi sugerido. é que indicam a disposiçao das eHtes e do Congresso i aceitar um amplo

progmma de refonna do Estado. apesar da maciça rejeição ao goveno

do presidente Fenando Collor de Mello I I 990-1992). que. naquele

momento. tentava Implementar tais mudança!. Convidado! a avaliar o desemenho do presidente Collor em seus primelrs 18 si. ape­ nas

%

dos ongr!d!tas en""stados classiam-no

o

ótimo

u

m:

a

35% cle seria

reulor.

enquanto uma sóUda maioria de

%

preferiu cJnssiflcá-Io como uIm ou pesslmo (2% não qulsemm opinar). Mesmo no partido do presidente. o 'N. a avaliação positiva (ótimo ou bom)

u m ; a

ou!!

%

. o goveno seria apenas regular (4% classill

m

·no como ruim).

e

. pol!. t.idente que o Congres­ so se dispunha a cndosslr refomms que o Executivo apresentava como bandeiras Iuas: mas eS.a disposlçào nada tinha a ver. no momento da pesquisa. com o desempenho do oveno. Tratava-se. antes. de uma Imnte reorientação no pe

m

ento das elites e d!! polits bra­ siliros sobre as funçóel económcas do setor publico: mals do que

Isso. do esgotamento . em nenhuma dúvida. do modelo que comCÇüu a ser Implantado hA 60 anos. sob a l:gtde do gclullsmo.

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CONGSSO/91

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I" ) tr O ldo n. quloa e 1991 o . pria rdrrnllaç.o da k:glllaçAo.

m

rMuçlo da p�nç. Ulalal.

1" '1 elor ,,0 Icluldo do

,

pla jnvaU .. çâo da VU'. unlea em<el! _alal do �.

Em 1995-1996. com o programa de prlvlção

jl

bastn

t

e

avançado. o ldesp pesquisou as opln'>s dos congressistas a rcsp:ito a

ia,o o

próprio e do tr públQ 'pl. A Ta 4

mostra os resultados. Como se v". a pesquisa Indica uma mudança significativa. mesmo nesse penado mals curto. Isto ê. dc 1995 para 1996. O Conso de 1996 parece ma

i

s inclinado que

O

de 1995 a tmnsflr para o selar privado s su! atividades empiais mais

Importantes. Inclusive algumas tradieionalmenle viStas como estratti­ caso A qusto apresentada foi se o entrevistado concordava ou não com

a prlvatlzação. num prazo de tr� anos. das empress estatais ainda estentes nos setores de

mineaço.

energia eltrica. telecomunicações e petrólo. bem como de Instituições flnanceiras públicas. como os bancos om:lals estaduais. a a Económlca Federal e o lII do Brasi. Obseve-se que essas duas últimas nem sequ- haiam sido

Inc1uidas na pesquisa de 1995. dado o carátr extremente embio­

nário do debate a se respeito. naquele momento. Como se vê. o apolo à prlvatização não t majoritário em lodos esses es. mas os indlces

são expressivos e mais altos em 1996 - em todos os casos

em

que a comparação foi fclta - que os egistrados em 1995.

Tabla 4

OINÃO S MEMBROS 00 CONCSSO N\CIONL SOBRE A PVAlO EM E OS. UM O

DE � NS. ! 99-! 996

lporcentagem a farl

== Setmbro! Qutubro/!996

Mlneraça" 10a. Ve o o oel " .

Tele""munl�.ç6es ISlstema Telebr.sl " M Eletricdade (SIstema Elcrobr51 " M

Peóleo erbl " "

I'lnancelro Estadual Iban.. IImerclal. estaduais) " "

Inan�ro Federal: Caxa Econômica ..

,,� Fe<leral: B"", do Bll "

11. Do trlpt dos ano. A presente erise InUltuelonal

Não

:

menos pronunciado. do ponlo de vista polHico­ institucional. o �sgotamellto do modelo dos anos 0. O Congresso Constituinte de 1987- 1988 debateu longamente esse problema. mas nlo conseguiu ixar em definitivo o perul InsUtuclonal do pais. Meu argumenlo quanto a es pontos : que o mdelo cligido a pair de

1930 assumiu a forma d� um trlp:. cada uma das tr:s pontas correspondendo I soluçA0 dada a dUema" que haviam emergido em ts subsistemas Institucionais. A prhlldra dessas .oluçOCS dl;la res­ peito ao formato do subsistema de representaçAo de interesses: a opçlo pelo corporativismo. com a colls.qüenle reJeiçlo do pluraismo sindical.' A segunda referia·se ao sulstema representativo no sentido estrito. ou seja. federaUvo. eleitoral e parlamentar. Nesta área prcva­ eu o Lado UI-nUo da eUte. aparentemente minoritário na l{evolução de 1930. A solução escolhida foi de caráter collCltivo. isw ê. um ajo orienlado para a proteçlo

s

minorias IHUcas contra a formação de maiorias compactas c/ou o exercido desabrido do poder or stas. finalmente. na tL:clra ponta. o prsidenialismo ou. mais exatllnente. a ridlcal7ação plcbiscitAlia da Id:ta presidencialista. Con­ centrando o poder no E-utlvo e eana!i�ando para ele um simbolismo

de Intena IcglUmldnde popular. criou-se assim. pssivmente. om o ctulismo. um mdelo lnsUtudol1a1 que nada lem a v' m o mdelo origlmlliamentc esolhldo no Inido da República. de Inspiração norte­ americana.'

Com o avanço da complcldade e dos conflitos dl"trlbutl\� própris a unia

dc

mcdianamcnle industrlali.a. as dificulda­ des latentes em cada uma dessas e$ pontas. e na combinação s

I Sob-e all .... mo e Ilodall"no no 6a"ll. ver 5�alnc"\e PhtlU"

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Unlally ss. 197tJ: ncio M,mlno (\... aal"d...5. 5/nd/cuu ... IodU5

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Poulo: "111011 Bra;l1Ien..,. 19741: Amaury de s. ..

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1781, You..r lcn. e

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..blSS n I (ltlSburgt,. PA: Plu> Ully u. 19691. Amawy de Sou ... Ds da :for'" d"" n:l� e laJho: apn",d ... o n a ex�"da da repr�nl� de I"te�' no BrUn. In OU. Lanoun!et. org .. DsU .

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I�o Paulo; !tora ldp/t. 1996l. p.I3· 18 .

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Ilo lulo: :il, su (991) e Parlamllo ó l<knclalo atn,uatlo: d deite CIlIaI "" Bml!. In 1er Nohlen e MArio 'nz. ! .. :.olls� ""rSu, ,,,,r,,

três. viiam Inexoravelmente à tona. Vejamos. cm primeiro lugar. O orporativismo. Pretendia-se. om sa 0\0. remover os connitos ea· pital/trabalho da arena polili:o-ptidárla e Onlnâ-los a um subsistema e5peciioo. no qual prepondsm enfoques judiclãrt08 e administra­ tivos. Na otigem. o discurso Ideológico pcrtln'lte a essa pimeira perna do ripé achava-se Influenciado. :ono ê fâeil Imaginar. pelo que gene­ rlcamente se 1:I designado <.Omo "protofascismo". abrangendo diversas fonnulações doutrinarias então em voga na direita europ�ia.·

Longe de assegurar a z social - vale di7:r. O controle perma­ nente . a regulação meramcnte adnúnlstrativa dos conflitos de IIeT..�­ se -. o corporativismo. num estágio avançado de Industiaização. tende a icultar as composições. Isso ocorre. de um Indo. pelo fnlsenmento do processo de constituição de Interlocutores. Tendo cada slndicalo o monopólio da representação numa deleinada jurisdi�âo territorial e sendo·lhe atribuida uma priclpaçao na receita trlbutária [o chamado Imposto Sindical). a mobilizaçáo e n busca de lnculos estreitos com " base passa a nao interessar racionalmente s lideranças sindicais. salvo conjunturalmente. segundo a evolução especifica de algum conflito. Por outro lado. O corporatiismo tende a /r. hotizontal e verical­ m ."Ilh:. as reivindica�. No sentido hortzontal. porque empresas maiS débeis sâo forçadas a assimilar custos decorrentes da aceitação de reivindicações SlndlcalS por parte de empresas mais fortes qu. pcrtcn­ m à mesma categoria. No sentido vertical. porquc a ob!:nção dc uctcnninada vantagem por uma eattgoin sindical é tomada :0110 ponto de rcfcr:ncia por outra, que passa Imediatamente a reivindicar um múltiplo. Tnmbém aquI. as dificuldades apontadas por Olson na mobH7"'Ção da açao coletlva deixam de xls: de um lado. os custos da partlLipnçao não são sentidos Individual t diferenciada mente pelos lotegrantes da categorta: de outro. os beneficios potenciais transfor­ mam-se em bens pibUos irrealistlcamenlc abrangentes. ;m todos ses sentidos. a ação coletiva burocaticamente estmturada pelo sis­ tema corporatMsta provavelmente dificulta em VCl d. facilitar a nego­ ciaçãQ dos conflios entre capital e trabalho.'

• Vr A. Jams G�r. .. Ideogll f Fnscsm INew York: '., ,"'. 19691. , b: a dlr,U co""tJtulçAo e Interlocutores VlIl1dos dunmle > p:Bl ,:

I<anstçi> • . Amaury <k Souza " Dolivar ... v"mo e slrllcatos no ll:

a dlva ,'" 80. s. ,,1.24. 11.2. 1981. E", u lrahalho soIx" a :lalo entre formalos de IntermedtaçAo de Inl"� " �ov"ruabllldade. Schnlll ... parece sugerir i eldsl1d.a de uma -a-.,Iul" _ " coorativismo -nalural". do llpo ""0- u _ c dua� -$· _ " pluraU.mo n"nc-am·ricano " " corporativismo anlOdal. do qual " sistema brasileiro é um exempLo. Cf. r. Schmilter. I lcn$1 Inlcnnedlall"n and

DenunCiado hã várias dtcadas como "herança fascista" por sindicalistas e IntelectuaiS de esquerda. o corporativismo

na Consituição : 1988. com apolo tanto dos slndiçatos pat

o

nais

:OllO de abalhadores. Mas :. ago

a

. corporaUvlsmo com uma pema quebrada. O Mlnls

l:

r

l

o do Trabalho Ji 010 dlspôc de Instrull�ntos

legais

a

Intervir em Slndiçatos, como conta

i

da

o

monopólio legalmente assegurado a um unl:o slndlçato ra representar uma

attoa proflsslonal numa dada base territoria. Em

uas

pala

s

. �lngulu-se o controle govc

ll

tal. nll não e ampiou o conrole pelo próprio mercado polittco. por melo do pluralismo sindical. O desequilíbrio potencial dessa situação : ainda maior se se considera que a Constllulçào estendeu o direito de sindIcalização e dc greve aos funcionários pubHcos e admltlu a greve nos chamados "sctores essen· elals". onde era ndielonalmnte proibida. Obse.ve-se. enCtanto. que

esta fónnula hibrlda. 1 melo caminho entre o corporativismO e o pluralismo.

rs

pondla ao

do

aparentemente desejado pela opl· nl\o publiça. a Julgar por pesqulll fellas na :poca. Como relata Amaury de 500.8. "o sentimento dominante da opinião pUblica era a favor da autonomia slndlçal. entendIda como a eliminação dos laços de subordinação dos sindicatos 10 govemo. e nio tanto de adcsào ao principio da lIberdode de asOClaçio" H.e ..

o

pluralismo)."

Armados com

se

s novos graus de liberdade que lhes foram

dis

pela Conslituição de 1988. os sindicats tentaram acirrar o conflito trabalhista. conv;ando

greves

gerais mal sueedidas e fv.endo numerosas outras em selores antes definidos como "essen­

clals·. A

conscqütnela foi uma pronunciada perdl de apolo na opin

i

ão publlça. Constata-se. portanto. que o listema hírido previsto nl Consituição alndl .'0 eneonrou. e tllveo n

ã

o encontre tão cedo. um ponto natura! de equlliurlo. Uberado dos antigos controles adnl· nlltrlllvos. o sindicato enconto pela frente apenas a reslsl:nda da Justi;a do Trabalho. que pode

n

dar suspender determinada gre­

ve. declarando-a "auusiva-. e a força

ex pusl foctum

da oplnhio publica. Nesse sentldo. parece acertada a previlo de Amaury de SoU7a:

-A

revlslo do processo de greve e da negociação :oletlva -

tgl'' ",.abillty In Conlemry WS�, Euope an" Nonh I\mn1cl. In Suwu, r. cd ..

a"�

'furs,f n WESm. �< (llm�. UK: d: Utily

_. 19811. e . dlklU da alo ool:tlva �m ol us .... Mur OI""

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IN_ YI: :cn oos. 181 .

• a' e Slmul. , �: • o do púo. In r Un'. -. 0 o l: a .Ie a

O I" -o *

io aulo: !ira . 1J.

com Ihnltcs ao Julgamento c á arbitragem de connllos de Interesse pelo poder Judiciário c cfctivn proteção aos Interesses do publico conlro as parallsaçõcs de serviços ou atlvldndes essenciais - scrâ

certamente uma demanda cres!nte nos próximos anos'

!bden).

A segunda pena do Uipc compreende os procedimentos refe­ rentes

i

disputa eleitoral e partidãria. i atividade parlamentar e ao relncionamento entre os tr; nivets dn Federação. O dl1emn bãslco dos anos 30. nsta área. a como desmontar o monopólio politico antes elstenle no âmbito de cada estado. formali7ado nos partidos

epubli­

cos

(

PRsI. que eram. na realidade. patidos únicos estaduais. Ou seja. a questão em como qucb.. . r esse monopólio. abrindo·se a

o.�.

slbilldlde da ;ompeUção elcitoml pacifica. sem entretanto dilatar de maneira drâstlca ou precipitada o ámbito da conlpeUçêo. que era d

e

terminado pela própria exlguidade da elite polilica da :poca. Para Insutuclonal7T. nsa esfera reslrlta. um certo grau de pluraBsmo. ia-se mister implantar regras de Jogo emblonariamente consoclatlvas e Impedir que violências ou fraudes em lrga escala as anulsem na prática. Os modestisslmos índices de participação eleitoral nM eram vistos como um problema da mesma gravidade - pelo menos nâo no curto prl7o."

Especificar em que aspect..i e em que grau o sistema pnlitlco brasileiro se assemelha ás chamadas democracias consoclaUvas eu­ ropclas tornaria demasiado extenso o presente artigo. Lembrarei apenas que o mecanismo consociaUvo nio significa. no caso brasi­ leiro. concessão de garantias ou equivalências em direits a mino­

rias lnlcas. linguístlCaS ou religiosas. dada a pouca proJcção de dlvagens desse tipo na arena política. Significa. Isto sim. a pref

rência por mecanlsmo� legais acentuadamente fragmentadores. em diferentes nivcls do sistema politlco. O resultado agregado de tais mecanismos c um sistema multo mais voltado para um bloqueiO mullilateral à concentração do poder do que para a formaç�o de uma maioria estãvel. com poder e legitimidade para uecutar um programa de goveno. Os govenos militares p6s-1964 empenharam­ se. como ê sabido. em neutralizar a forç.a fragmentadora desses

mecanismos. notadamente pela Imposição de um sistema blparlidário