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4.5. Terminasyon (Gebelik Sonlandırılması) Nedir?

4.5.1. Endikasyonlar

As CPCJ são constituídas e funcionam nos termos da lei n.º 147/9957. São instituições oficiais não judiciárias, com autonomia funcional, que visam promover os direitos da criança e do jovem e preveni-los de situações que afetam sua segurança, saúde, formação, educação ou desenvolvimento integral.

Os profissionais da comissão exercem suas atribuições, conforme a lei acima citada. Deliberam com imparcialidade e independência, contando com a colaboração das autoridades administrativas e policiais, bem como de outras instituições solicitadas para contribuir com a solução dos casos.

As CPCJ funcionam por meio da comissão alargada e da comissão restrita.

A comissão alargada funciona por meio de grupos de trabalho, que devem reunir-se, conforme o cumprimento de suas funções, no mínimo de dois em dois meses.

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Evento entre Portugal, França, Itália e Espanha sobre o trabalho desenvolvido nas escolas acerca da violência de gênero e violência no namoro.

Evento internacional no Porto com a presença do Dr. Michael Durff, onde foi abordado o trabalho de violência intrafamiliar oferecido nos Estados Unidos, Califórnia e em Portugal, Coimbra.

Participação em Congressos em Londres entre outros eventos internacionais.

Participação no principal canal televisivo de Portugal entre outros eventos de repercussão nacional.

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A lei n.º 147/99 foi promulgada dia 1º de setembro e alterada pela lei n.º 31/2003, de 22 de Agosto e regulamentada pelo Decreto-Lei n.º 332-B/2000, de 30 de Dezembro.

A comissão alargada congrega representantes do município, da segurança social, do Ministério da Educação, de instituições particulares de solidariedade social, de associações de pais, de jovens e de organizações privadas que desenvolvam atividades desportivas, culturais ou recreativas, das forças de segurança, da assembleia municipal (que designa quatro pessoas para representá-la); de técnicos e cidadãos com formação em serviço social, psicologia, saúde ou direito e com especial interesse pelos problemas da infância e juventude. Acredito que essa comissão alargada tem funções parecidas com as do CMDCA no Brasil.

A comissão restrita é composta de, no mínimo, cinco membros integrantes da comissão alargada.

A comissão restrita funciona permanentemente e seu plenário deve reunir sempre que convocado pelo respectivo presidente, com periodicidade mínima de quinze dias. Em Coimbra, como a quantidade de casos era grande, essa comissão se reunia semanalmente.

O estatuto dos membros das CPCJ caracteriza-se, em relação aos serviços ou entidades que representam, pela imparcialidade e independência, relativamente. O seu mandato é de dois anos renovável, não podendo prolongar-se por mais de seis anos consecutivos.

O trabalho nas CPCJ é prioritário. Compete a elas desenvolver ações de promoção de direitos, desenvolver ações de prevenção das situações de perigo e intervir nas situações em que a criança ou jovem está em perigo.

À comissão restrita compete, especialmente, intervir nas situações em que a criança ou o jovem está em perigo. Considera-se em perigo a criança ou o jovem que, designadamente, se encontra numa das seguintes situações: está abandonada ou vive entregue a si própria; sofre maus-tratos físicos ou psíquicos ou é vítima de abusos sexuais; não recebe os cuidados adequados à sua idade; é obrigada a realizar trabalhos excessivos ou inadequados à sua faixa etária, à dignidade e à sua formação e desenvolvimento; está sujeita, de forma direta ou indireta, a comportamentos que afetam gravemente a sua segurança ou o seu equilíbrio emocional; assume comportamentos ou se entrega a atividades ou consumos que afetam gravemente a sua saúde, segurança, formação, educação ou desenvolvimento, sem que os pais, ou representantes legais, tomem medidas no sentido de resolver o problema.

A intervenção das CPCJ depende da impossibilidade de atuação das entidades com competência na área da infância e juventude de removerem o perigo em que se

encontram as crianças e jovens, do consentimento expresso dos pais, do representante legal ou da pessoa que tenha a sua guarda de fato, bem como da criança ou jovem com idade igual ou superior a doze anos.

As CPCJ exercem a sua competência na área do município onde têm sede. Nos municípios com maior número de habitantes, podem ser criadas várias CPCJ.

Assim como o Conselho Tutelar, a CPCJ assume o papel e a função de proteção dos direitos das crianças e dos adolescentes, mas a maneira como essas instituições se compõem e como se organizam é diferente.

As CPCJ têm uma composição plural, interinstitucional e interdisciplinar. A CPCJ de Coimbra é composta por funcionários da Câmara58 Municipal, que se ofereceram e/ou foram indicados para trabalhar na comissão, e por profissionais selecionados e contratados, conforme o perfil ideal para esse tipo de trabalho. Os funcionários públicos são profissionais de diferentes setores, tais como: da educação, da saúde, da segurança social, da justiça.

Durante a realização desta pesquisa (2010), a equipe que compunha a CPCJ era formada por quatro psicólogos, quatro assistentes sociais, uma advogada, duas pedagogas, uma médica, duas estagiárias de psicologia e uma de direito.

Qualquer pessoa ou instituição pode fazer denúncia, de forma anônima ou não, à CPCJ. Depois de registrada a informação necessária para a apuração dos fatos, abre-se processo e o caso é levado para a reunião da comissão restrita.

Nessa reunião, a questão é apresentada e discutida entre todos os membros presentes. Esse procedimento permite elaborarem estratégias mais eficazes e eficientes para a solução do problema. Para cada caso, ficam responsáveis dois profissionais. Sempre que a tomada de novas decisões se fizer necessária, o caso volta a ser discutido na comissão restrita. Nenhum membro dessa comissão tem autonomia para tomar, sozinho, qualquer decisão; deverá antes submeter a situação a seus pares. A solução dever ter sempre um caráter consensual.

Essa forma de organizar e intervir diminui a possibilidade dos usos patológicos na atividade de cuidar dos casos, relembrando Figueiredo (2009), pois a discussão e a deliberação dos casos são realizadas pela comissão e não por um único profissional, além disso, os casos também são discutidos entre os profissionais de outros serviços, que compõe com a Rede de Proteção. Essa forma de organização possibilita a

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distribuição do peso da responsabilidade tão abordada por Winnicott e Britton (1947/1999) como umas das maneiras de organização institucional, que atenda às necessidades dos profissionais cuidadores bem como às necessidades das pessoas que requerem os cuidados.

O papel de autoridade dos profissionais da Comissão passa a ter uma ressonância interessante. Isso porque as ações, sendo fruto de decisões solidárias, consensuais, inviabilizam – como se disse há pouco - deliberações autoritárias, patológicas e que pouca, ou nenhuma, eficácia apresentam.

Essa é uma ação ética dos cuidados, onde existe espaço que possibilita a ação do cuidar como um prazer criativo, nesse momento o agente do cuidado “suporta as imperfeições da existência, as perdas e as turbulências da vida sem precisar negá-las magicamente” (FIGUEIREDO, 2009, p. 148).

CAPÍTULO V

AS FAMÍLIAS AFETADAS PELA VIOLÊNCIA INTRAFAMILIAR: INTERVENÇÃO DAS REDES DE SERVIÇOS DE ARUJÁ E ANÁLISE DOS

CASOS

Benzer Belgeler