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D. Endeks Getirileri
De acordo com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC, 2007, p.11):
O termo risco é proveniente da palavra risicu ou riscu, em latim, que significa ousar (to dare, em inglês). Costuma-se entender ‘risco’ como possibilidade de ‘algo não dar certo’, mas seu conceito atual envolve a quantificação e qualificação da incerteza, tanto no que diz respeito às ‘perdas’ como aos ‘ganhos’, com relação ao rumo dos acontecimentos planejados, seja por indivíduos, seja por organizações.
Já Bernstein (1997) cita que a origem do termo risco vem do italiano antigo
risicare cujo significado é ousar, levando à conclusão de que o risco é uma opção e
não um destino. Portanto, se o risco é uma escolha, envolvendo uma tomada de decisão, a qual possui consequências importantíssimas para o futuro das instituições, esta deve, então, ser amplamente baseada em critérios coerentes e mensuráveis, o que faz surgir a necessidade de medir o risco e gerenciá-lo.
Baraldi (2011, p.6) afirma que:
Os riscos são elementos incertos e as expectativas que agem constantemente sobre os objetivos e metas, sobre os meios estratégicos e o ambiente e que provocam os desastres financeiros, até mesmo naturais e morais e, por consequência, se bem gerenciados forçam a criatividade, e fazem nascer às oportunidades. Assim, as oportunidades surgem do gerenciamento dos riscos,
principalmente em como vamos nos comportar diante de nossas percepções e ações sobre os riscos que devemos gerenciar em todas as situações da vida.
Charan (2010) descreve que o risco é parte integral da estratégia de qualquer empresa e quando os conselhos reveem a estratégia precisam ser contundentes ao perguntarem ao Chief Executive Officer (CEO) quais são os riscos inerentes.
Siqueira (2000) cita Sassatani (1999), quando este afirma que na Economia, não é incomum encontrar o termo risco como sinônimo de incerteza. E, igualmente, cita Machina & Rotstchild quando afirmam que o risco pode ser utilizado como sinônimo de incerteza ou informação incompleta.
Contudo, coube ao economista Knight (1972), da Universidade de Chicago, em sua obra intitulada Risk, Uncertainty and Profit, traduzida como Risco, Incerteza e Lucro, fazer a distinção entre Risco e Incerteza. Para ele:
A diferença prática entre as duas categorias, risco e incerteza, é que na primeira a distribuição do resultado num grupo de casos é conhecida (quer através do cálculo a priori, quer das estatísticas da experiência passada), enquanto no caso da incerteza isso não ocorre, em geral devido ao fato de que é impossível formar um grupo de casos, porque a situação que se enfrenta é, em alto grau, singular. (KNIGHT, 1972, p.249).
Segundo o referido autor o risco é “incerteza mensurável”, ou seja, uma "falsa incerteza”. Assim, o risco de que um evento ocorra é dado por uma distribuição de probabilidades. Em contrapartida, cita o autor que a incerteza deve ser entendida num sentido radicalmente distinto da familiar “noção de risco, da qual nunca foi convenientemente separada”, uma vez que a “incerteza mensurável, ou risco no sentido próprio do termo, é tão diferente de incerteza não mensurável que, de fato, não é, de modo algum, uma incerteza".
Em resumo tem-se que: o Risco designa uma situação em que as possibilidades do futuro são conhecidas e a Incerteza se refere a uma situação em que não se conhecem essas possibilidades.
Knight (1972) distingue, portanto, as situações arriscadas, nas quais a distribuição de probabilidades dos casos possíveis não é conhecida, daquelas situações incertas, nas quais nem mesmo os casos possíveis são conhecidos.
Assim, uma incerteza knightiana é, portanto, uma situação em que o futuro não é e nem pode ser conhecido.
Damodaran (2009) pondera que a ênfase no aspecto subjetivo ou objetivo da incerteza e que é abordada por Knight, está mal empregada. No entendimento do autor, embora um risco mensurável tenha mais facilidade de ser coberto, por exemplo, por uma apólice de seguro, a preocupação existe, de fato, como qualquer incerteza, mensurável ou não.
Nesse sentido, como bem aponta Goulart (2003), o risco existe quando há possibilidade de ocorrência de resultados diferentes do esperado, ou seja, pode haver resultados melhores ou piores do que os planejados, embora a tendência seja em focar chances de resultados negativos.
O relatório do Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway
Commission (COSO, 2007, p.4), traz a seguinte definição sobre riscos e incertezas:
Os eventos podem gerar impacto tanto negativo quanto positivo ou ambos. Os que geram impacto negativo representam riscos que podem impedir a criação de valor ou mesmo destruir o valor existente. Os de impacto positivo podem contrabalançar os de impacto negativo ou podem representar oportunidades, que por sua vez representam a possibilidade de um evento ocorrer e influenciar favoravelmente a realização dos objetivos, apoiando a criação ou a preservação de valor. A direção da organização canaliza as oportunidades para seus processos de elaboração de estratégias ou objetivos, formulando planos que visam ao aproveitamento destes.
Já o IBGC (2007, p.11), no seu guia sobre Gerenciamento de Riscos Corporativos menciona que:
O risco é inerente a qualquer atividade na vida pessoal, profissional ou nas organizações, e pode envolver perdas, bem como oportunidades. Em Finanças, a relação risco-retorno indica que quanto maior o nível de risco aceito, maior o retorno esperado dos investimentos. Esta relação vale tanto para investimentos financeiros como para os negócios, cujo ‘retorno’ é determinado pelos dividendos e pelo aumento do valor econômico da organização. Empreender significa buscar um retorno econômico-financeiro adequado ao nível de risco associado à atividade. Ou seja, o risco é inerente à atividade de negócios, na qual a consciência do risco e a capacidade de administrá-lo, aliadas à disposição de correr riscos e de tomar decisões, são elementos-chave. Assumir riscos diferencia empresas líderes, mas também pode levá-las a estrondosos fracassos. O resultado das iniciativas de negócios revela que o risco pode ser gerenciado a fim de subsidiar os administradores na
tomada de decisão, visando a alcançar objetivos e metas dentro do prazo, do custo e das condições preestabelecidas.