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Emeklilik Sistemine Đlişkin Reformun ve 5510 sayılı Kanun

1.6. TÜRK SOSYAL GÜVENLĐK SĐSTEMĐNĐN YAPISI

1.6.2. Emeklilik Sistemine Đlişkin Reformun ve 5510 sayılı Kanun

Além das demandas listadas acima, alguns dos protestantes que tomaram a capital libanesa durante a Revolução dos Cedros também exigiram a criação de um tribunal internacional para investigar o assassinato de Hariri e levar todos os responsáveis pelo ataque à justiça.72

Nesse contexto, o governo libanês decidiu tomar uma iniciativa e enviar um pedido formal para a criação de tal órgão ao Conselho de Segurança da ONU (CSONU)73, com base na premissa de que um tribunal nacional não conseguiria cumprir a mesma tarefa de forma efetiva. Com isso, duas coalizões se formaram: ‘14 de Março74’, uma aliança de sunitas, drusos e maronitas, e ‘8 de Março75’, aliança dos dois maiores grupos xiitas do país, o Amal e o Hezbollah, com os cristão não maronitas.

Em 30 de maio de 2007, o CSONU aprovou a resolução 1757, estabelecendo o Tribunal Especial para o Líbano, através dos poderes que lhe foram atribuídos pela Carta da ONU em seu capítulo VII. Mas a forma pela qual o tribunal foi aprovado foi

71 Informações oficiais retiradas de Creation of the STL. Disponível em: <http://www.stl-tsl.org/en/about-

the-stl/creation-of-the-stl>. Acesso em: 12 dez.2015.

72 BOSCO, Robert M. The Assassination of Rafik Hariri: Foreign Policy Perspectives. In International Political Science Review, Sage Publications, Vol. 30, nº. 4, pp. 357, 2009.

73 Carta de 13 de dezembro de 2005 da missão diplomática libanesa perante a Organização das Nações

Unidas (S/2005/783). Disponível em < http://daccess-dds- ny.un.org/doc/UNDOC/GEN/N05/640/51/PDF/N0564051.pdf?OpenElement>. Acesso em: 12 dez.2015.

74 Em homenagem a data em que, segundo a coalizão declara, 1 milhão de libaneses teriam tomado as

ruas do país em protestos demandando uma investigação internacional e o estabelecimento de um tribunal, bem como a retirada das tropas sírias do país.

75 Em homenagem a data do grande comício organizado pelo Hezbollah e o AMAL para agradecer à Síria

motivo de grande controvérsia interna e internacional, tendo a resolução, inclusive, contado com 10 votos a favor, mas com 5 abstenções76.

A criação do Tribunal Especial para o Líbano através do capítulo VII da Carta da ONU se deu sob circunstâncias polêmicas. O seu estabelecimento por meio de uma resolução, como medida para garantir a manutenção da paz e da segurança internacionais, não fazia parte dos planos iniciais do CSONU. Foi na realidade uma consequência da paralisação do processo interno de aprovação de um acordo entre o Líbano e as Nações Unidas, datado de fevereiro de 2007, que seria responsável por constituir a base jurídica para estabelecimento do órgão.77

Ainda que o governo tivesse assinado o acordo em âmbito internacional, em 23 de janeiro de 2007, não havia ainda ratificado, para o que necessitava de aprovação do legislativo e assinatura do presidente. A partir daí se seguiu um crise política interna, na qual o chefe do Parlamento e líder do movimento Amal, Nabih Berri, se recusou a convocar a Chambre des Députés para voto e 5 ministros resignaram do Gabinete.

Assim, o CSONU decidiu agir e, afirmando que a maioria parlamentar teria expressado seu apoio pelo tribunal e que o primeiro ministro havia enviado uma carta explicando a delicada situação e pedindo ao Conselho que adotasse as medidas necessárias à resolução do impasse político, acabou aprovando a resolução 1757. Muitos críticos apontam que na verdade a “a maioria parlamentar teria expressado seu apoio” era essencialmente da coalização ‘14 de Março’ e, por isso, a ONU teria realizado uma intervenção ilegítima à soberania libanesa.

O instrumento conferia ao Líbano um prazo até o dia 10 de junho de 2007 para solucionar o impasse político, caso contrário ficaria estabelecida desde já a criação do tribunal na data marcada, que foi o que acabou ocorrendo. Em uma decisão que teria atropelado o processo constitucional libanês e criado a maior crise política desde a

76 Adotada pelo Conselho de Segurança na sua reunião de número 5685. Os países que se abstiveram

foram China, Indonésia, Qatar, Rússia e África do Sul, tendo quase todos expressado objeção ao impacto que a decisão teria sobre a soberania libanesa. Disponível em: < http://www.stl-tsl.org/en/security- council-resolution-1757>. Acesso em: 12 dez.2015.

77 FASSBENDER, Bardo. Reflections on International Legality of the Special Tribunal for Lebanon. In: Journal of International Criminal Justice. Oxford: Oxford University Press, pp. 1091-1094, 2007.

Guerra Civil Libanesa, o Conselho não só colocou em questão a legitimidade como a própria legalidade da constituição do órgão78.

A coalizão ‘8 de Março’ denunciou as circunstâncias de criação do tribunal, afirmando que era uma violação da soberania libanesa e uma decisão imposta, na qual atores externos buscavam intervir nos assuntos internos do país e nas relações sírio- libanesas, acusando em especial Estados Unidos e França de pressionarem os atores envolvidos nas negociações com a ONU para que o assassinato de Hariri fosse definido como um crime internacional e, por isso, como constituindo um ameaça a paz e a segurança internacionais. Em geral, alegando que a criação do tribunal é ilegal e ilegítima para os padrões nacionais e internacionais, recorrendo a argumentos de politização.

A coalizão ‘14 de Março’, por outro lado, celebrou a decisão do Conselho e parabenizou os membros por terem agido contra pressões externas e demonstrado que a comunidade internacional está comprometida em solucionar a questão sírio-libanesa e combater a impunidade de assassinatos políticos e manifestações de terrorismo, bem como prevenir o seu cometimento futuro. Além disso, ressaltaram como o precedente ajudaria a sanear a justiça e o sistema jurídico doméstico do país. Pelo que se infere que aqueles que defenderam a criação do tribunal recorreram a argumentos morais e de justiça (WIERDA et al., 2007).