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FEN BİLİMLERİ TESTİ

D) Elif : Çalışmayı yapan öğrenci ekvatorda yaşıyor

de alunos em torno da leitura alicerçada na cibercultura.

CAPÍTULO V

5 A LEITURA DO MUNDO E O MUNDO DA LEITURA NOS OCEANOS DA CIBERCULTURA

Como vimos anteriormente nesse estudo, às transformações das tecnologias da informação e da comunicação ocorridas na humanidade em seu percurso de construção da cultura e do conhecimento, as implicações políticas na democratização desta cultura e deste conhecimento e as relações sociais que se estabelecem ratificam a leitura, incluindo a realizada no universo virtual, como componente da vida social.

A leitura participa dos elementos materiais e culturais da existência humana em seu percurso social e histórico. Compõe elemento prático e imediato das ações sociais, bem como, elemento de construção de relações de significação em que tanto a leitura é influenciada pelo meio como guarda potencial de interferência no meio social.

Vimos também que optamos pela construção de um grupo operativo, como um instrumento metodológico, porque compreendemos que nele a interação fortalece e enriquece a tarefa e o ser humano, e é isto que devemos conseguir, rompendo a dissociação entre teoria e prática e estimulando a pesquisa no universo da cibercultura

e a construção coletiva de leitura.

Essa construção necessita está ligada ao pensamento criador e os componentes do grupo devem obter prazer com ela e com os saberes advindos desse processo. É importante lembrar que etimologicamente saber e sabor têm a mesma raiz, deve haver sabores agradáveis no degustar do conhecimento.

É corrente a idéia de que os estudantes e os profissionais interessados nas suas tarefas tendem apenas a se informar, isto é, a digerir uma determinada quantidade de livros e revistas que vê superficialmente porque, para eles, o importante é captar o novo e fazer aprovisionamento de bibliografia e informação. Segundo Bleger (2003, p. 77): “o grupo operativo leva a pensar durante a leitura e a considerar isso como o mais importante da leitura, de modo que seja utilizada como diálogo produtivo e não estereotipado ou bloqueante”.

Relembrados esses elementos, passamos a narrar à gênese do nosso grupo operativo. Na primeira tarde do encontro, relembro que os alunos(as) estudavam regularmente no turno da manhã, esbarramos com a dificuldade de encontrarmos uma sala adequada para desenvolvermos nossas atividades. A escola alvo do nosso estudo, o Liceu Paraibano, estava funcionando provisoriamente em uma escola alugada enquanto transcorriam obras de revitalização do centenário Liceu.

escola privada (Colégio PHD) que havia falido e estava fechado há algum tempo e encontrava-se bastante deteriorado. A diretoria teve toda boa vontade em colaborar e depois de tentarmos algumas opções, com salas abertas sem portas ou janelas que, além de uma acústica ruim, na hora do intervalo ficava impraticável, nos foi cedida à sala do Grêmio estudantil.

Antes da primeira reunião com o grupo, após termos feito a relação nominal dos componentes, ficamos na escola observando a sua rotina e sempre que possível dialogando com a direção, com o corpo técnico e com os professores, sobre os objetivos do nosso trabalho e temas pertinentes aos nossos objetivos de estudo, no caso as categorias leitura e cibercultura. Convém destacar que nos diálogos que mantivemos nos foi apresentada uma idéia em comum: o discurso de que os alunos “não queriam nada” e sempre era inútil tentar “coisas diferentes”. Percebemos em alguns uma determinada frustração e desesperança com o fazer pedagógico.

Construímos o grupo com um total de 30 (trinta) alunos(as), Iniciamos a primeira reunião explicando novamente seus objetivos da formação do grupo, antes havíamos explicado em sala de aula na ocasião de desencadeamento do processo de montagem do mesmo. Explicamos também o objetivo específico daquele primeiro encontro - aliás, em cada encontro iniciávamos explicando o que seria realizado e o porquê dessa realização. Assim, informamos que inicialmente iríamos fazer uma dinâmica de

apresentação dos componentes do grupo e em seguida iríamos aplicar um questionário para coletarmos dados que iriam auxiliar no fortalecimento e desenvolvimento do nosso trabalho.

Explicados os objetivos do primeiro encontro, objetivando situar os alunos(as) e motivá-los paras as atividades, iniciamos a dinâmica da apresentação. Formamos um circulo e cada um dos membros deveria fazer sua apresentação.

Nessa seria incluída as seguintes questões: nome, turma em que estuda; o que gosta de fazer; para que vai fazer o vestibular e porque escolheu essa opção de curso; suas expectativas em relação ao grupo; como se encontra sua vida pessoal naquele momento em relação à família, à vida sentimental e aos estudos. Ressaltamos que a apresentação era opcional e só falaria sobre as questões apresentadas os que desejassem falar.

As apresentações iniciaram de forma tímida. Para incentivar o processo, tomei a iniciativa e fiz minha apresentação falando como ocorreu a minha escolha profissional, a minha trajetória como professor, a minha relação com meus pais quando era adolescente e hoje com minha esposa e meus filhos, meus sonhos e ideais e minha expectativa em relação ao grupo.

Ao final todos se posicionaram e alguns destacaram problemas financeiros, dificuldades em relação à escolha profissional e aos estudos. Houve também algumas

declarações emocionadas sobre falta de afeto e relações conturbadas com os pais.

Colocamos essas questões inerentes à vida pessoal dos componentes porque, como vimos na incursão metodológica, no grupo operativo trabalha-se objetivamente sobre um tópico de estudo dado e desenvolve-se também uma preocupação com os diferentes aspectos da subjetividade do fator humano. Assim, a afetividade e o diálogo são considerados forças de crescimento individual e coletivo. Nesse sentido, de acordo com Bleger (2003, p. 60):

Opomo-nos à velha ilusão, tão difundida, de que uma tarefa é mais bem realizada quando são excluídos os chamados fatores subjetivos e ela é considerada apenas “objetivamente”; pelo contrário, afirmamos e garantimos, na prática, que o mais alto grau de eficiência em uma tarefa é obtido quando se incorpora sistematicamente a ela o ser humano total.

Portanto, dentro dessa concepção a subjetividade reforça a integração entre os componentes do grupo. Logo após a dinâmica de apresentação aplicamos um questionário com questões abertas e fechadas (vide anexos), sobre leitura e cibercultura. Explicamos que o principal objetivo era termos subsídios concretos para desenvolvermos melhor o nosso estudo e o processo de ação no grupo.

Agradecemos à colaboração e pedimos respostas sem nenhuma preocupação com notas ou qualquer tipo de julgamento, a participação de todos foi espontânea e os dados coletados bastante válidos para análise dos nossos estudos.

necessidade de dados quantitativos como forma de subsidiar as análises e ações da

pesquisa. Assim, analisaremos a seguir os dados obtidos desse questionário. 5.1 PRIMEIROS DADOS COLETADOS: CONSTRUINDO AS PRIMEIRAS

REFLEXÕES

Gráfico 1: Qual a sua visão sobre a leitura?

19,23% 7,69% 3,84% 7,69% 11,54% 15,38% 34,61%

fonte de conhecimento e informação forma de expressão e comunicação

meio que enriquece culturalmene o homem meio que aguça o pensamento crítico isntrumento de auxílio à escrita em branco

outros

Nessa questão procuramos saber qual a visão dos alunos(as) sobre a leitura. Observa-se que a maioria (34,61%) colocou como “fonte de conhecimento e informação”. Em seguida vem “meio que enriquece culturalmente o homem” (19,23%), “instrumento de auxílio à escrita” ((7,69%), “forma de expressão e comunicação” (7,69%) e “meio que aguça o pensamento crítico”(3,84%). Já 11,54% deixaram em

branco. Chama a atenção o fato de nenhuma resposta fazer alusão ao prazer que a leitura pode proporcionar, a gratuidade da mesma ou mesmo a dimensão dos mundos diferentes com aventuras, paixões e inspirações que também podem ser depreendidas de sua prática.

Esses dados corroboram os estudos de Soares (1988) e Rezende (2000) sobre o caráter utilitário da leitura. Nesses estudos, vistos no capítulo 2.4, elas afirmam as classes médias e alta tendem “um pouco” a ver a leitura como algo que é bom e que dá prazer. É o que poderíamos chamar de gratuidade da leitura: as pessoas pagam para ler sem uma finalidade utilitária imediata.

Nesse sentido, afirma Soares (1988, p. 17-19):

Os valores da leitura sempre apontados são aqueles que atribuem-lhe as classes dominantes, radicalmente diferentes dos que lhe atribuem as classes dominadas. Pesquisas já demonstram que, enquanto as classes dominantes vêem a leitura como fruição, lazer, ampliação de horizontes, de conhecimentos, de experiências, as classes dominadas a vêem pragmaticamente como instrumento necessário à sobrevivência.

Podemos inferir que, para as classes populares, a leitura é um meio e não um fim. Ler por prazer seria coisa de “gente à toa”, que tem tempo para ficar de “papo pro ar” (SOARES, 1988).

Para incentivar o ato de ler o Educador pode manter o discurso do caráter utilitário da leitura, mas acrescentar a ele o discurso democrático de que o acesso à leitura deve ser um direito de toda sociedade, de que o ato de ler também produz

prazer. Encontramos aí uma lacuna pedagógica para posterior reflexão sobre a leitura também como uma fonte de lazer e de prazer estético.

Gráfico 2: Quanto tempo por dia você dedica à leitura?

19,23% 15,38% 0% 50% 7,69% 7,69%

até 1 hora até 2 horas

até 3 horas não sei precisar

leio esporadicamente não leio e outros

Nessa questão procuramos depreender a freqüência diária com que os alunos(as) se dedicavam a leitura. Dominantemente, com 50% (cinqüenta por cento) das respostas, afirmaram que “leio esporadicamente”, isso é revelador da não incorporação da leitura como uma atividade cotidiana.

3,85% 34,61% 7,69% 0% 46,31% 3,85% 3,85% 3,85%

revistas e livros livros e jornais revistas , livros e jornais livros

revistas jornais

revistas e jornais outros

* dentre os 26 entrevistados, outros se encontra em percentual 0.

Gráfico 4: De acordo com a resposta anterior, cite o título/nome das publicações que você tem acesso e

lê.

Principais publicações relacionadas:

2,50% 2,50% 3,75% 38,75% 17,50% 5,00% 2,50% 2,50% 2,50% 12,50% 2,50% 3,75% 3,75% O Pequeno Príncipe Dom Casmurro O Auto da Compadecida O Senhor dos Anéis Harry Potter

Senhor e Senhora Smill Veja Caras Capricho Época O Cortiço sem determinação outros

Observamos que, apesar de na questão anterior, a quase totalidade haver afirmado que liam destacadamente “Livros, Revistas e Jornais”, não houve a citação de nenhum título de jornal, de quatro revistas e de apenas seis livros, dos quais “Harry Poter”, “O Senhor dos Anéis” e “O Auto da Compadecida” foram transformados em filmes.

Foi também citado o filme “Senhor e Senhora Smill” (na verdade “Senhor e Senhora Smith”, estrelado por Brad Pitt e Angeline Jolie). A grande maioria, 38,75% (trinta e oito virgula setenta e cinco por cento), afirmaram ter lido “Dom Casmurro”, de Machado de Assis, justamente o tema de uma palestra que eu havia feito na semana anterior a pedido da Professora de Português.

Benzer Belgeler