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1.1.4. Eleştirel Düşünme

1.1.4.8. Eleştirel Düşünmenin Ölçülmesi ve Değerlendirilmesi

A pesquisa sempre existiu, mas nem sempre houve uma sistematização na forma como a conhecemos atualmente. Para Santos, “a pesquisa é atividade tão antiga como a própria espécie humana” (2009, p. 189), no entanto, foi realizada sem procedimentos metodológicos e sem instrumentos adequados por muito tempo.

Para Marconi e Lakatos (2009, p. 43), pesquisa é “[...] um procedimento formal com método de pensamento reflexivo que requer um tratamento científico e se constitui no caminho para se conhecer a realidade ou para descobrir verdades parciais”.

Ou seja, investiga-se para conhecer uma realidade, buscando-se também respostas para um problema. Este deve nortear qualquer pesquisa e, de acordo, com Gil (2009, p. 26), um problema deve ser: formulado como pergunta, claro e preciso, empírico, suscetível de solução e delimitado a uma dimensão viável. É com esse entendimento que este trabalho busca responder em que medida as IES de Natal-RN estão se empenhando em fazer cumprir as adequações necessárias para a realização do vestibular pelos candidatos com deficiência, obedecendo ao Aviso Circular Nº 277/96-MEC/GM.

Acrescenta-se que a contribuição da pesquisa não se restringe ao campo científico, mas principalmente tem beneficiado a população de maneira geral. É com esse intuito que se deseja que esta pesquisa sirva de subsídio para a implementação de uma política institucional voltada para a promoção da inclusão e

do acesso dos candidatos com deficiência ao ensino superior, sobretudo nas Instituições investigadas.

A escolha de um método adequado ao tema da pesquisa é de primordial importância. A palavra método é originária do grego meta, que quer dizer “na direção de”, e hodos, que significa “caminho” (SANTOS, 2009, p. 99). Para Bunge (apud SANTOS, 2009, p. 114), o pesquisador deve adotar as seguintes fases em sua pesquisa:

Descobrimento do problema: ou lacuna de conhecimentos; colocação precisa do problema: que pode ser novo ou velho para ser discutido; procura de instrumentos relevantes ao problema; tentativa inicial de solução com os meios identificados. invenção de novas ideias, ou seja, produção de novos dados empíricos; obtenção de uma resposta exata ou aproximada; pesquisa das consequências em relação à solução obtida; confrontação da resposta ou prova ou comprovação da solução; correção das hipóteses das teorias, dos procedimentos; se a solução for dada como incorreta, inicia-se um novo ciclo de pesquisa.

Na pesquisa educacional é importante levar em consideração a especificidade da natureza de seu objeto, uma vez que este possui um caráter subjetivo e complexo. Por isso, normalmente se escolhe a abordagem qualitativa para os estudos dessa área. O método precisa estar apropriado ao tipo de investigação que se deseja realizar, mas o que de fato determina a escolha do mesmo é a natureza do problema ou o seu nível de aprofundamento.

Esta pesquisa utilizou uma abordagem qualitativa, visto que o objeto das Ciências Sociais ou Humanas é essencialmente qualitativo (MINAYO, 1994) e que tem como principais características o aspecto indutivo, o enfoque descritivo, a complexidade do objeto e a figura do pesquisador como elemento fundamental (MARCONI; LAKATOS, 2009; MINAYO, 2006; MARTINS, 2002; GONÇALVES, 2005):

O caráter indutivo leva o pesquisador a fazer generalizações a partir de um evento particular. Para Martins (2002, p. 51), “os conceitos [..] sobre os quais as Ciências Humanas se fundamentam, num plano de pesquisa qualitativa, são produzidos pelas descrições”. Portanto, é através das descrições que os dados são coletados, daí decorre sua importância.

No âmbito social, parte-se do princípio de que as pessoas agem em decorrência de seus valores e costumes, o que confere um significado único e

complexo que não pode ser conhecido superficialmente, mas que necessita de um olhar mais cuidadoso. De acordo com Minayo e Sanches (1993, p. 244),

É no campo da subjetividade e do simbolismo que se afirma a abordagem qualitativa. A compreensão das relações e atividades humanas com os significados que as animam é radicalmente diferente do agrupamento dos fenômenos sob conceitos e/ou categorias genéricas dadas pelas observações e experimentações e pela descoberta de leis que ordenariam o social.

Na pesquisa qualitativa, o pesquisador pode assumir uma posição de observador ou pode promover uma intervenção na realidade. Para Minayo (1994, p 14), a pesquisa nas Ciências Sociais “[...] lida com seres humanos que, por razões culturais, de classe, de faixa etária, ou por qualquer outro motivo, têm um substrato comum de identidade com o investigador, tornando-os solidariamente imbricados e comprometidos”.

Na abordagem qualitativa busca-se compreender o processo, os fatos, muito mais que a incidência numérica dos fenômenos. No entanto, não se descartam procedimentos quantitativos para esse tipo de pesquisa. Essa perspectiva não comporta um único modelo de análise e construção de dados por preocupar-se em explicar e justificar o que acontece, descrevendo as situações.

Esta investigação assume um caráter exploratório, visto que o atendimento a candidatos com deficiência no vestibular das IES no Brasil, e em particular na cidade do Natal-RN, é um assunto ainda pouco estudado. A pesquisa do tipo exploratória tem como objetivo “proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou a constituir hipóteses. Pode-se dizer que estas pesquisas têm como o objetivo principal o aprimoramento de ideias ou a descoberta de intuições” (GIL, 2009, p. 41).

Este estudo também é do tipo descritivo, pois, o pesquisador registra e descreve os fatos, sem interferir nos mesmos (GONÇALVES, 2005). Para Oliveira (2008, p. 68), a pesquisa descritiva permite “uma análise do problema de pesquisa em relação aos aspectos sociais, econômicos, políticos, percepções de diferentes grupos, comunidades, entre outros aspectos”.

Com essa investigação esperamos contribuir, portanto, com uma questão pouco discutida e de grande valor para o cenário educacional, que é o acesso do estudante com deficiência ao ensino superior.

Benzer Belgeler