3. EL ENJEKSİYONU İLE ÇALIŞMAK
3.3 El Enjeksiyon Makineleri
3.3.5. El Enjeksiyon Makinesi Elemanları
O tema da descida do Senhor aos infernos não ocupa grande papel na liturgia. Ainda que os mistérios do Senhor, particularmente aqueles referentes à Paixão e Ressurreição, sejam um tema obrigatoriamente presente nas orações Eucarísticas, o tema do Descensus raramente encontra-se presente nelas. De fato, das muitas Anáforas existentes, nas tradições orientais e ocidentais, conseguimos encontrar menção do tema apenas nas que seguem:
± a Anáfora grega de São Basílio de Cesaréia: ³(OHPHVPR6HHQWUHJRXFRPRSUHoRGD
morte, na qual estávamos retidos, vendidos pelo pecado, e desceu aos infernos, passando pela FUX]SDUDOHYDUWXGRjVXDSOHQLWXGHHGHVWUXLUDVFDGHLDVGDPRUWH´245.
± Anáfora de Nestório (séc. V): ³SHORVHX6DQJXHSUHFLRVRQRVUHVJDWRXHVDOYRX
GHVFHQGRDRV,QIHUQRVHGHVID]HQGRDVFDGHLDVGDPRUWHTXHQRVGHYRUDYD´246.
± Cânon Romano: O Cânon Romano (ou Oração Eucarística I do atual Missal Romano) apresenta no ³8QGHHWPHPRUHV´ (após o Relato da Instituição), uma discreta menção da descida de Cristo aos infernos, que praticamente desaparece nas traduções em português247. Em uma WHQWDWLYDGHWUDGXomROLWHUDO³Por esta razão, Senhor, nós teus servos, e também teu povo santo,
245 SECRETARIADO NACIONAL DE LITURGIA, Antologia Litúrgica. Textos litúrgicos, patrísticos e canónicos
do primeiro milênio, 2003, 4661 (p. 1126).
246 Ibid. 4628 (p. 1112).
247 &RQIHULU D WUDGXomR EUDVLOHLUD ³Celebrando, pois, a memória da paixão do vosso Filho, da sua ressurreição
dentre os mortos e gloriosa ascensão aos céus´HDSRUWXJXHVD³Celebrando, agora, Senhor, o memorial da bem- aventurada paixão de Jesus Cristo, vosso Filho, nosso Senhor, da sua ressurreição de entre os mortos e da sua gloriosa ascensão aos céus´O mesmo se dá na tradução inglesa : « Father, we celebrate the memory of Christ, your Son. We, your people and your ministers, recall his passion, his resurrection from the dead, and his ascension into glory ». A tradução francesa conserva melhor a referência: « C´est pourquoi nous aussi, tes serviteurs, et ton peuple saint avec nous, faisant mémoire de la passion bienheureuse de ton Fils, Jésus Christ, notre Seigneur, de sa résurrection du séjour des morts et de sa glorieuse ascension dans le ciel ».
lembrando-nos da santa paixão do mesmo Cristo, teu Filho e Senhor nosso, assim como de sua UHVVXUUHLomRGRVLQIHUQRVHGHVXDJORULRVDDVFHQVmRDRVFpXV´248:.
± Anáfora da liturgia mozarábica (pós-Santo):
Verdadeiramente santo e verdadeiramente Filho de Deus é o Cristo que saiu do patíbulo da cruz afim de que, na sua morte, a morte perdesse todas as suas forças. Desceu aos infernos para retirar vitorioso o homem caído pela antiga culpa e feito escravo no reino do pecado, e para romper com mão poderosa as trancas das portas e abri-las para aqueles que o seguem á glória da Ressurreição249.
± Anáfora IV do atual Missal Romano: Inspirada na Anáfora de São Basílio, a oração Eucarística IV do atual Rito Romano traz também uma menção da descida de Cristo aos infernos:
³Celebrando agora, ó Pai, a memória da nossa redenção, anunciamos a morte de Cristo e sua descida entre os mortos, proclamamos a sua ressurreição e ascensão à vossa direita´
Por motivos óbvios, é na liturgia da Semana Santa que encontramos os maiores testemunhos litúrgicos referentes ao nosso tema, particularmente na liturgia oriental. No rito bizantino, a descida de Cristo aos infernos é o tema da noite da Sexta-feira Santa, sendo o principal enfoque o da vitória do Senhor sobre os poderes infernais. Nos Encômios do Sábado
Santo encontramos numerosas menções da descida de Cristo aos infernos: ³&RPR VXSRUWDUi R inferno a tua vinda? Não ficará antes despedaçado, cego, ofuscado pelo fulgor resplandecente de tua luz? /.../ Agora, o corpo de Deus está oculto sob a terra, como uma lâmpada de luz debaixo do alqueire e expulsa as trevas infernais. /.../ Quando o inferno voraz engoliu a pedra da vida, ele vomitou os mortos que desde sempre devorara. /.../ Mesmo quando eras colocado no túmulo,
248 Texto latino: ³8QGHHWPHPRUHV Domine, nos servi tui, sed et plebs tua sancta, eiusdem Christi, Filii tui, Domini
nostri, tam beata passionis, necnon et ab inferis resurrectionis, sed et in caelos gloriosa ascensionis´
no momento em que ias aos infernos, ó Cristo, abrias os túmulos dos mortos e despojavas o LQIHUQR´. (1ª estância). Também nos Tropários do mesmo dia: ³3URIHWL]DQGR D WXD GLYLQD KXPLOKDomRVREUHD&UX]+DEDFXTXHFODPDYDIRUDGH VLGL]HQGRµ7XGHVIL]HVWHRSRGHUGRV fortes, ó bondosRYLVLWDQGRRVKDELWDQWHVGR,QIHUQRy2QLSRWHQWH¶2,QIHUQRYLQGRDRWHX encontro, ó Verbo ficou cheio de amargura à vista de um mortal divinizado, coberto do chagas e Todo-Poderoso e perante o horror deste espetáculo, achou-VH SHUGLGR´ (4ª. Ode, Hirmos e
Tropário).
Na liturgia ocidental, além das Anáfora mozarábica e da atual Anáfora IV do Missal Romano, acima citadas, encontramos apenas oração das Laudes do Sábado Santo³3DLFKHLRGH
bondade, vosso Filho unigênito desceu à mansão dos mortos e GHODVXUJLXYLWRULRVR´250, bem
como a famosa ³DQWLJD +RPLOLD QR JUDQGH 6iEDGR 6DQWR´, no Ofício das Leituras do mesmo dia251.
250 LITURGIA DAS HORAS II, p. 446.
251 Ibid; Encontramos ainda menção do tema no refrão do canto processional de São Venâncio Fortunato (607),