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2. CUMHURİYET’İN İLK YILLARINDAN 2000 YILINA KADAR

2.2. Çok Partili Dönemde (1950-60) Türkiye'de Demokratikleşme Girişimleri ve

2.4.1. Ekonomik hareketlilik ve reklamcılık sektörü

Quando o perdão é visto de maneira mais ampla e dentro de um contexto relacional, entrelaça-se diretamente à essência da condição humana (Heuer, 2010, p.136).

Este trabalho possibilitou compreender que a função do perdão na psique, assim como nos meios religiosos, é re-conectar o ser ao sagrado, à essência divina ou, em termos psicológicos, ao Self.

Na teoria Simbólica Junguiana, o perdão é considerado uma função estruturante da consciência e, como tal, pode ser vivenciado no aspecto criativo – proporcionando ampliação de consciência –, ou no aspecto sombrio – gerando estagnação psíquica.

Ao longo da pesquisa, apontou-se que devido à exuberância patriarcal a sociedade ocidental tem encontrado extrema dificuldade em entrar em contato com o aspecto criativo e prospectivo do perdão. Assim, é o processo analítico um meio possível de resgate do sentido original do perdão e, portanto, da re- conexão com o Self.

No entanto, o processo analítico não é o único caminho para resgatar o contato com o sentido original do perdão, como visto na ilustração feita por meio do filme Invictus, o exemplo dos líderes e os movimentos sociais também constituem importantes modos de re-elaboração simbólica do perdão.

Durante o estudo, ficou evidente que entender as transformações sociais pelas quais se passa proporciona ampliação da consciência e constitui o primeiro passo para livrar o ser das amarras que a cultura patriarcal impõe.

Desse modo, tanto a Psicologia Analítica quanto a Psicologia Simbólica Junguiana se tornam ferramentas essenciais no processo de transformação e ampliação da consciência coletiva, já que através de suas metodologia podem auxiliar não só os indivíduos isoladamente, mas a coletividade, a resgatar a vivência do poder criativo, prospectivo e transformador que o perdão possui.

Por essas razões, torna-se fundamental que cada vez mais o estudo do perdão seja ampliado não só para as questões clínicas, mas também no âmbitos político, da saúde e educacional, como se verifica por todo o trabalho.

Quando estava concluindo o presente trabalho, amigos e familiares, sabendo desta pesquisa, chamaram-me a atenção para a capa da revista Veja (nº 30, 28/07/2010) que anunciava um especial sobre o tema: “Perdão – A sensação de liberdade de quem conseguiu tirar da alma o peso da mágoa”.

A matéria de Fonseca (2010) aponta que o moderno conceito de perdão na sociedade ocidental se desvincula do sentido empregado pela religião e marca o ápice das conquistas éticas de tal civilização.

A autora destaca que o moderno conceito implica um processo de mão dupla que exige “reconhecimento de culpa, arrependimento e disposição do ofendido para absolver o ofensor” (Ibid., p. 131), ao longo da reportagem são citados diversos exemplos nos quais o perdão foi concedido e alguns outros no qual o mesmo não foi possível.

A veiculação da matéria por uma revista de importante circulação nacional mostra a necessidade coletiva de entender e discutir mais o tema para que novas elaborações simbólicas, diferentes das deturpadas pela sociedade patriarcal, possam ser feitas a respeito do tema.

Este trabalho teve como objetivo aprofundar a questão teórica do perdão dentro da Psicologia Clínica, por essa razão, sugere-se ser relevante estudos futuros que investiguem por meio de casos clínicos que tipos de transformação o perdão tem propiciado na vida dos indivíduos e como isso pode estar afetando as pessoas ao redor daquele que perdoou. Outra sugestão interessante é o levantamento de outros meios ou rituais, além da terapia, que auxiliassem a sociedade contemporânea a resgatar o sentido original do perdão.

Por fim, concluo o trabalho afirmando que escrever sobre o perdão foi um grande desafio, que me conduziu à admirável capacidade de transformação do ser humano.

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REFERÊNCIA FILMOGRÁFICA

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