1. BÖLÜM
1.5. EKONOMİK KALKINMA VE GELİR DAĞILIMI İLİŞKİSİ
Falei até aqui da velhice, como se esta palavra representasse uma realidade bem definida. Na verdade, quando se trata de nossa espécie não é fácil circunscrevê-la. Ela é um fenômeno biológico: o organismo do homem idoso apresenta certas singularidades. A velhice acarreta, ainda consequências psicológicas: certos comportamentos são considerados com razão, como característicos da idade avançada. Como todas as dimensões humanas, ela tem uma dimensão existencial: modifica a relação do indivíduo com o tempo e, portanto, sua relação com o mundo e com sua própria história. Por outro lado, o homem não vive nunca em seu estado natural; na sua velhice como em qualquer idade, seu estatuto lhe é imposto pela sociedade à qual pertence. O que torna a questão complexa é a estreita interdependência desses diferentes pontos de vista (BEAUVOIR, 1990, p. 15)
Ao descrever uma prática como observadora participante foi possível rever a história, refletir sobre os acertos, o necessário aprimoramento e a contínua construção.
A busca do mestrado em Gerontologia Social se fez necessário para fundamentar este estudo e a pesquisa nos temas abordados neste estudo.
Sobre o lugar e a visibilidade do idoso, quando se fala de família e idoso certamente cada um reflete sobre a sua família e sobre os seus idosos. Neste sentido, foi visto, a importância do profissional que trabalha com famílias ter um olhar para a singularidade das famílias atendidas, com as suas próprias histórias. Novos paradigmas são vivenciados para os conceitos de família e velhice. As famílias e velhices são plurais, sempre necessário ao profissional que trabalha com famílias e velhices, estar atento: como é esta família? Quem é este idoso? Quais são as suas histórias?
Novos paradigmas também são vivenciados na forma de como o conflito é visto, de forma natural, ao representar “oportunidade e
crescimento”. O acesso à Justiça passa também por transformações, de
um amplo acesso, a ordem jurídica justa, entre os quais estão diversos métodos consensuais dos conflitos, como a mediação.
A mediação, de origem milenar, surge em nosso ordenamento jurídico, como um dos meios adequados para solucionar conflitos. Pode –se então pensar na mediação como um método adequado de resolução de
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conflitos pelos próprios mediados, e no mediador como um terceiro técnico, imparcial, facilitador da comunicação. A Mediação percorreu desde 1998 um caminho de projetos de lei para ingressar no ordenamento jurídico brasileiro. Em 2010 a Resolução 125 do Conselho Nacional de Justiça foi revolucionária para garantir o acesso a ordem jurídica justa pelos métodos consensuais, entre os quais a mediação. Finalmente, foram sancionados o Novo Código de Processo Civil – Lei 13.105 em março de 2015 com a mediação em vários dispositivos e a Lei da Mediação 13.140 em junho de 2015.
Com relações as questões do envelhecimento, este foi refletido como fase natural da vida, presente em binômios: perdas e ganhos, saúde e doença, autonomia e cuidados, dentre outros, vivenciados em um tempo Kairós, interno de cada um, tendo o tempo cronológico estipulado para garantia de direitos e as histórias representadas nas memórias.
Com relação à família e o idoso assim como temos novas configurações familiares e avanços culturais, como a mulher mais inserida no mercado de trabalho, menos filhos, essas alterações repercutem nos cuidados tanto dos filhos quando dos idosos dependentes de cuidados. Fica a questão: será que as famílias sempre encontram as condições objetivas e subjetivas para os cuidados?
Foi visto a importância de os cuidados serem compartilhados: família, sociedade, Estado, iniciativa privada, rede de proteção, enfim todos os meios possíveis de acesso, para que os idosos sejam contemplados em seus direitos, o tempo para quem necessita de cuidados volta a ser cronológico e iminente, faz-se necessário o amplo o acesso aos cuidados.
Os cuidados acontecem também em fases terminais de uma doença como os cuidados paliativos ou de proteção, sem escolha da idade, cuidados estes que refletem ao doente e a sua família.
Os conflitos familiares com idosos dependentes de cuidados acontecem tanto na oferta como na distribuição dos cuidados, na contratação de um cuidador e na divisão das despesas.
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Muitos idosos possuem um envelhecimento ativo, saudável e com mais qualidade de vida, enquanto outros possuem um envelhecer com mais fragilidades, na velhice avançada pode desenvolver doenças crônicas em prejuízo da autonomia do idoso. Fragilidade é decorrência natural da vida, diferente de vulnerabilidade e riscos que decorrem da violência manifestada nas mais diversas formas, constatam -se também violências e riscos silenciados, não comunicadas, quando as relações são familiares.
Nossa legislação é ampla e protetiva ao idoso, faz-se necessário também a rede de cuidados ser ampla, efetiva, acessível, para garantir a efetividade das leis. A mediação surge também neste caminhar como um dos caminhado possíveis para trabalhar a comunicação familiar e as relações com repercussões nos cuidados do idoso.
A prática da Mediação Familiar com idosos em situação de risco é a possibilidade da mediação em Procedimentos Administrativos encaminhados ao Ministério Público que envolvam famílias com idosos em situação de risco.
Os principais riscos a que os idosos estão expostos são: negligência ou falta de cuidados, abuso financeiro, ausência de convivência e agressões físicas e verbais.
Os conflitos familiares com idosos em risco em geral decorrem dos cuidados de uma forma geral, como na divisão de despesas e utilização dos benefícios, na decisão sobre a necessidade de cuidador, clínica especializada ou rodízio nos cuidados, entre outras causas.
Como resultados possíveis das mediações foram encontrados: melhora nos cuidados, restabelecimento ou melhora na comunicação, acordo ou termo de entendimento e melhora da convivência familiar. Também como resultados foram constatados a não adesão dos mediados e a ausência de resultados, muitas vezes em decorrência da intensidade conflituosa familiar, nos quais a mediação encontra seus limites e se encerra e a rede de cuidados amplamente considerada, pode ser uma possibilidade e continuidade de oferta e colaboração nestas questões familiares a serem trabalhados
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O Modelo adotado no projeto de mediação pesquisado é o transformativo, centrado nas relações, no empoderamento e no reconhecimento do outro. O acordo pode ser uma das possibilidades, dentre tantas outras possíveis, todas as mudanças são consideradas, isto também é possível em face da visão que esta Promotoria de Justiça tem dos significados deste modelo de mediação e dos resultados possíveis desta prática neste contexto trabalhado.
À pergunta inicial: como sistematizar a prática de Mediação que acontece no contexto familiar com idosos em situação de risco? A partir da narrativa, do contar esta história, para que outras histórias semelhantes possam ser compartilhadas e a mediação possa ser um fator de contribuição para tantas realidades semelhantes.
O tempo muito me ensinou: Ensinou a amar a vida, Renascer na derrota,
Renunciar às palavras e pensamentos negativos,
E ser OTIMISTA,
Aprendi que mais vale tentar do que recuar... Antes acreditar do que duvidar
Que o que vale na vida,
Não é o ponto de partida e sim a nossa caminhada
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