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BÖLÜM 3: KREDİ DERECELENDİRME NOTLARININ TÜRKİYE, AB ÜYESİ

3.3. Ekonometrik Bulgular

BRASIL - Década de 30 até 1964BRASIL - Década de 30 até 1964

BRASIL - Década de 30 até 1964BRASIL - Década de 30 até 1964

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alguns conceitos da arquitetura moderna, refletindo isto, no entanto, mais na implantação do conjunto do que na unidade propriamente dita. O Conjunto Residencial do Realengo, no Rio de Janeiro, é um exemplo da busca de uma racionalização do espaço, em uma das tipologias presentes no Conjunto :

“Os apartamentos de área mínima, com apenas um dormitório, se caracterizavam pela racionalização da planta e pelos exíguos espaços destinados à cozinha e ao banheiro.” 17

Em 1946 foi criada a Fundação da Casa Popular como órgão federal com função exclusiva de solucionar o problema da falta de habitação, o primeiro órgão de âmbito nacional, já que os IAPs só atendiam aos seus associados (RODRIGUES: 1997). Nesta mesma época começam também a surgir órgãos estaduais e municipais com a mesma preocupação como a Caixa Estadual de Casas para o Povo (CECAP) em São Paulo e o Departamento de Habitação Popular no Rio de Janeiro.

O Departamento de Habitação Popular do então Distrito Federal (Rio de Janeiro) promoveu também a construção de alguns conjuntos seguindo os preceitos modernistas de implantação urbana. O mais famoso deles, O Conjunto Residencial de Pedregulho, inovou mais em suas unidades habitacionais. Oferecia apartamentos simples e duplex. Os simples possuíam um quarto, enquanto os duplex podiam oferecer de um a quatro quartos.

Entre 1937 a 1964 a produção conjunta dos IAPs e Fundação da Casa Popular foi de 143 mil unidades habitacionais (BONDUKI: 1998).Este número é considerado baixo frente a enorme necessidade habitacional existente. Porém, passa a ser significativo quando se leva em conta as condições que se encontravam as cidades antes da intervenção estatal na década de 30.

17 BONDUKI, Nabil. Origens

da habitação social no Brasil. Arquitetura moderna, Lei do Inquilinato e difusão da casa própria. São Paulo: Estação

Liberdade / FAPESP, 1998, p.181.

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Uma alternativa que apareceu ao pequeno desempenho público frente ao problema habitacional foi o surgimento da construção espontânea, chamada de autoconstrução. Não seguia um plano geral, preocupando-se apenas em atender as necessidades mais imediatas. Com este perfil, nasceram programas totalmente desordenados, onde a casa ia crescendo conforme a necessidade.

“Em todas essas novas moradas há o isolamento do local de dormir, sempre minimizado e o destaque do local de estar invariavelmente se confunde com a cozinha. (...) Tal superposição de atividades de estar, ou lazer e de serviço num mesmo espaço, deixando isoladas aquelas de repouso torna-se a característica da então casa popular, especialmente aquela

Figura 15 – Conjunto Residencial do Realengo (IAPI)– Anos 40

Figura 16 – Conjunto Residencial de Pedregulho (Departamento de Habitação Popular do Distrito Federal) – décadas de 40-50

Figura 17 - Conjunto Residencial Deodoro (Fundação da Casa Popular) – década de 50

MOBILIÁRIO NA HABITAÇÃO POPULAR 2929292929 construída pelo seu próprio usuário. Enquanto isso, a classe média aburguesada tem suas pequenas residências, mormente apartamentos, caracterizadas por outro tipo de superposição: estar e lazer coabitando com o dormir” 18

Passou a ser comum o fogão de carvão ao lado da cama de casal. A zona de serviço, muitas vezes rudimentar, se encontrava num puxado anexo à sala dos fundos, como uma miniatura da varanda da classe média. Existia uma ligação muito forte da rua como quintal.

Figura 18 – Casa iniciada há 38 anos, onde o quarto único do começo da vida do casal transformou-se no complexo que engloba atualmente quatro habitações distintas, onde residem dez pessoas da mesma família. Vila Madalena.(1964-5)

Figura 19 - Vila D’Alva - Praça Arruda, 27

Comprou o terreno em 1951, e iniciou a construção em 1953; adquiriu material de construção em depósito, pagando a vista. (...) Ainda não terminou a construção. Moram na casa 11 pessoas, dormindo em cada cômodo 3, 6 e 2 pessoas. Profissão do proprietário: fiscal, esposa: empregada doméstica.

18 LEMOS, Carlos. Op. Cit., p.

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Com a criação do BNH (Banco Nacional da Habitação) em 1964, após o golpe militar, os Institutos de Aposentadorias e Pensões são extintos. Com isto as unidades habitacionais de seus conjuntos são vendidas, pois até então eram, na sua maioria, imóveis para locação. Defendia-se naquela época a idéia de moradia como propriedade estatal. As propostas da arquitetura moderna presente em alguns conjuntos habitacionais dos IAPs foram gradativamente desativadas, mostrando uma preferência pelo padrão mais conservador com ênfase no espaço privado.

“O resultado foram blocos cercados, recriando-se lotes onde se pretendia criar parques; tetos-jardim desativados; espaços junto ao pilotis transformados em garagens e depósitos privados; equipamentos coletivos desativados. Muito pouco sobrou da concepção original dos conjuntos residenciais dos IAPs.” 19

Com o BNH a intervenção do governo no campo da habitação passa a ter uma nova coordenação e sistematização.

“O regime de 1964 assumia a tese da construção intensiva de casas para a venda. (...)mantendo uma nítida recusa em articu- lar a questão habitacional com a problemática urbana. Essa posição ficou evidenciada quando algumas emendas ao projeto de lei, visando essa articulação, foram propostas pelas entidades de classe, aprovadas pelo Congresso Nacional, e posteriormente, vetadas pelo Presidente Castelo Branco. A nova política contemplava a necessidade de estimular um importante setor industrial – o da construção civil, e com isso absorver significativo número de empregados sem qualificação profissional, amenizando as possíveis pressões contra o desemprego que o controle a inflação ameaçava provocar. Não se tratava mais, portanto, de construir moradias para assegurar condições mínimas de vida ao operariado mas, sim, de prover empregos para uma considerável parcela da população, sem alternativas de obter trabalho.” 20

20 FINEP . Op. Cit., p.88 19 BONDUKI, Nabil. Op. Cit.,

p.176

Benzer Belgeler