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Data: 27 mar. 2009.
Reunião Pedagógica Inicial
(1) PF 1: Alunos dos projetos colocam suas experiências pessoais, sua bagagem pessoal à serviço do projeto. Dão sua opinião, lidam com vários pontos de vista, dialogam com os colegas, com o professor, com seus familiares. Argumentam e fazem pesquisa, aprendem a buscar informações em diferentes fontes. Entrevistam especialistas no assunto, propõem encaminhamentos, aprendem não só a lidar com a informação, mas aprendem a conviver em grupo. Participam do projeto de tomada de decisões, revisam seu trabalho, avaliam seu processo, vão tornando-se mais autônomos e responsáveis pelo seu próprio processo de construção de conhecimento.
(2) CP: Então, a gente fez muito isso nas atividades do projeto. Em relação aos combinados, partem de quem os combinados? Falando em combinados Marcela, a Inês do Museu da Casa Brasileira falou que ela aprendeu uma nova regra nos combinados. Ela comentou no dia seguinte quando a gente foi com o primeiro estágio, que essa regra ela não sabia: não chorar sem motivo. E ela acabou passando para os outros grupos. Então pra analisar a participação dos alunos, eles também têm o procedimento deles, tem o de vocês, tem um da instituição,mas também tem o deles, que acaba sendo registrado, executado e falado, levado pra família. Acaba sendo na realidade um contexto geral.
(3) PF2: Tem também o conhecimento que ele já sabe né, todos os alunos tem, nós temos diferenças na nosssa cultura, se você não dá oportunidade pra eles, eles vão ficar neutralizados, não vão poder expor o que eles têm.
(4) PF 1: Se você segurar a cultura que o indivíduo traz de dentro de casa, ele vai se sentir reprimido e excluído da sociedade onde ele é inserido. Então, por isso que esse projeto, como foi lido agora, tem que ter a participação deles, que eles possam ser inseridos, respeitando a cultura do próximo e a si. Coisa que eu vejo que muitas vezes não acontece.
(5) PF 3: Porque dentro da sala de aula tem sempre um que fala muito e tem o outro que não fala nada. Então, cada aquele outro que não fala nada, como que você vai trazer ele, como vai puxar? Você tem que conversar com ele? Você tem que ouvir o que ele está falando. Por isso que às vezes você fica lá parece que ele tá entendendo nada. Você fala assim: Ai meu Deus não entendi, o quê? E tem que fazer ele participar de outras formas, buscar outros meios.
(6) CP: Olha tem essa coisa dos que não falam nada, de como fazer eles falarem, vou dar um exemplo dessa aula agora, você viu (...), todo mundo viu, que o grupo passou junto por todas as esculturas, móveis, louças; onde passaram uns, passaram todos. Entendeu? Então assim, não é possível que ele não tenha nada pra falar.
(7) PF 4: Precisava ver o desespero dos meus pra ver D. Pedro. Um falou: Vamos ver São Pedro. Eu falei: Não, meu filho, nós vamos ver D. Pedro no museu. Porque é uma cultura nova na vida deles, e eu senti que eles gostaram. Só o fato deles entrarem dentro do ônibus e andar no ônibus como se eles fossem gente grande, como nós fazemos, só o fato disso pra eles foi muito prazeroso, muito construtivo. (8) PF2: Eu achei engraçado no (...) porque eles ficaram encantadas com o carro de D.
Pedro e tinha aquela imagem atrás que o cavalo que puxava, aí ela: mas você viu Diana, você Marcela é um cavalo, o cavalo puxa o carrinho do D. Pedro. Um cavalo
grande. Aí dizia: Adriana eu vou comprar um rio daquele. Era o chafariz. Você quer um? Eu falei: Olha você estuda bastante, quando você crescer você estuda mais um pouquinho que você vai ter dinheiro pra comprar um rio daquele. Mas você quer um Adriana? Eu compro pra você. Eu falei: Eu quero. Ela: Vamos nadar Adriana. Coitada, acho que nunca viu tanta água. Aí foi: Eu quero tomar banho, eu quero tomar banho eu quero xampu, toalha e sabonete. Aí eu: Mas aquela água é para os passarinhos, beber , brincar, não dá pra gente tomar banho.
(9) PF 4: Água do esgoto? (10) PF2 : Água do esgoto.
Sobreposição de vozes – incompreensível
(11) PF3 : Eles eu acho que não tinham nem noção do que era jardim. Grama? Que isso Adriana? Que lindo! Eu quero um jardim assim.
(12) PF4: A hora que pisaram na grama, eles colocavam a mão, tiravam e colocavam a cabeça. A maioria das crianças fizeram isso.
(13) PF 5: E o (...) que achou o pinico. Ele achou o pinico lindo. Só falava no pinico.
(14) PF 6: Eu comentei com eles: Hoje as pessoas cospem: Vocês viram que eles tinham banheiro, mas tinham onde cuspir? Aí eles olharam, olharam, ficaram pensando: quantas vezes eu cuspi na rua.
(15) PF5 : A minha turma falaram muito da (...) (Período incompreensível, sobreposição de vozes)
(16) PF2: Eu achei que eles se comportaram muito bem por eles serem pequenos, eles sabiam que não podia mexer, chamava a atenção do outro e prestavam muita atenção em tudo que a gente falava. E perguntava. Aquele teto, eles ficaram loucos: O que é isso Diana? Aquilo. Olha que lindo. Eu falava: Aquilo é o teto.
(17) PF7: Na hora que a gente subiu aquela escada, no segundo passeio: Tia cadê o tapete? Porque no Ipiranga tinha tapete vermelho, lindo. Aí eles: Tia cadê o tapete.
(18) PF4: E a Duda, não sei era a Duda ou a Clara, adoraram o círculo do museu do Ipiranga: Ai que lindo.
(19) PF3: Era a Duda.
(20) PF4: A Duda né.
(21) PF3: Ela ta falando bem mais que a Clara. E ta mais simpática também. (22) PF2: Essa coisa da cultura, eu acho que as minhas crianças, eles se sentem
muito à vontade dentro da sala. Não é? Porque assim chegou um jeito que a sala é deles, se eles estragar, vai ficar feio a sala deles. O brinquedo é deles. Tanto que quando a Nana entra que ela ta de lua, ela fala pra Nana: Vai embora. Vai que essa sala é minha.
(23) PF3: Ela fala mesmo.
(24) PF2: Elas não admitem que ninguém que não seja eu ou a Marcela entre lá pra pegar um copo descartável se você não pedir. Pára. Essa sala é minha. O copo é da Adriana, o copo é da Marcela. Eu acho isso muito interessante, pela idade deles, eles tem essa concepção: De quem é a escola? É nossa, é minha da Adriana, é da Marcela, é da Duda. E aí eles saem repetindo isso. De quem é a sala? É nossa. E na sua casa? A minha casa? É sua Adriana. Eu falo não, a minha é minha e a sua?Ah, é minha, do meu pai, do meu irmão. Eles vão associando.
(25) PF3: Que nem um dia a gente tava brincando de carro. Eu falei: Você andou de carro, você vai andar de carro com ele? Você vai levar ele de carro pra onde? Eles chegaram falando: Eu andei de carro hoje. A associação de brincar com eles, parece que eles estão fazendo.
Sobreposição de falas incompreensíveis.
(26) PF6: Os meus estavam fazendo trem dentro da sala, eles fizeram um trem: Vamos maquinista! Que nem o trem do museu. Foi um atrás do outro nas cadeiras.
Eu até brinquei, sentei também numa cadeira e falei: Eu também vou nesse trem. Isso pra eles é uma coisa maravilhosa. (10min)
(27) PF2: Deixa eu falar uma coisa. A Fátima acabou de falar uma coisa que é verdade. Mesmo essas crianças que acabam não falando, não se expondo, que ficavam cochichando, na realidade o que eles fazem? Eles observam mais. Mas se você educadora chegar e questionar, é lógico que não vai falar.
Sobreposição de falas incompreensíveis.
(28) PF3: Você vê como o Paulo César como ele é sério. Ele é sério, quieto, agora ele fica (...) . Fui trocar (...) ele: vamos trocar? Eu falei: Vamos. Ele ia no banheiro (..) a blusa da Márcia. Voltava. Eu pensei: O Paulo César fazer isso. Ia lá batia na bunda da Márcia. Aí eu entrei, a Márcia gritando: Socorro, socorro. O que aconteceu com esse menino? Me ajuda.
(29) PF4: Igual o Fabrício, o Fabrício é assim, ele não fala, mas eu insisto, insisto, insisto, assim que ele acaba falando alguma coisa que dá pra entender, mas com muita insistência.
(30) PF6: Mas eu acho que ele melhorou muito viu Cláudia, eu senti. Eu vi que outro dia ele tava choramingando, mas eu senti que ele melhorou. Ele ficou na minha sala na hora do (...), ele olhava pra mim, não chorava mais. Ele pediu pra ir no banheiro, ele levantou, foi ao banheiro e voltou. Eu senti que ele teve uma boa melhora.
(31) PF4: Não, com isso eu não tenho problema. Ele fala, pede pra ir no banheiro, fala bastante, isso aí. É mais assim de passeio, ele visualizar e falar, nisso ele é mais tímido.
(32) PF1: O planejamento de ensino. O ato de planejar exige do educador ação organizada: por quê? Para quê? Para quem? O quê? Em que espaço? Em que tempo? Como avaliar? Para elaborar o planejamento de ensino é necessário pensar: O que é uma atividade? O conceito de atividade é fundamental para a prática pedagógica. Qualquer situação de classe em que os alunos estejam agindo ativos física ou mentalmente: quando brincam, desenham, escrevem, lêem, conversam, etc, Dizemos “os alunos estão em atividade na classe”. Se a atividade que o aluno realiza foi planejada pelo professor com o objetivo de intervir na aprendizagem de algum conteúdo, então essa atividade é uma situação de aprendizagem. Quais os tipos de atividades? Atividades permanentes: Intervenções pedagógicas organizadas de forma que há uma certa repetição de procedimentos num certo intervalo de tempo. Oferece aos alunos a oportunidade de contato intenso com determinados conteúdos. Exemplo: rodas de leitura, contação de histórias, rodas de biblioteca. Atividades Esporádicas: Aquelas em que o professor planeja o que será feito sem que seja necessário haver uma articulação com outras partes da aula ou mesmo com a seqüência de aulas que vem sendo desenvolvida.
(33) CP: Então aqui, olha, as atividades que vocês elaboram no planejamento: O quê, para quê? Vocês acabam desenvolvendo isso em sala para as crianças. Tem a questão também da rotina, que vocês já tem isso que entra nas atividades permanentes, que são as rodas, conversa, contação de história e tal. Mas tem também as atividades esporádicas, que são aquelas que vocês realizam, que não estão inseridas no projeto diretamente, mas indiretamente sim, que são, vou dar um exemplo pra vocês, as datas comemorativas. Que vocês, na realidade, acabam deixando alguma atividade do projeto, segundo vocês me falaram, no mês de fevereiro a sondagem atrapalhou, que ia falar sobre o carnaval. Era a festa que estava sendo falada no Brasil todo. Certo? Então essas são as atividades esporádicas.
(34) PF4: Ou até mesmo Ana, temas transversais, a gente busca um tema que está fora pra dentro da sua atividade. São aquelas ramificações que nós fazemos do que tem pro projeto em si. Pra que possa ser trabalhado em volta.
comunidade, que tem tudo a ver com o nosso projeto. Certo? Eu vou pedir pra Claudinéia citar o projeto de saúde, porque como a Claudinéia não sabia desses comentários, né Claudinéia. As visitas que nós fizemos não tiveram muito a ver com o tema dela, principalmente do grupo de vocês.Então ela vai estar falando do projeto de saúde que ela está desenvolvendo na sala depois eu vou pedir pra vocês se subdividirem em grupos, tentarem o grupo do primeiro estágio pra gente conversar sobre o projeto que a gente está desenvolvendo no ano, pra depois a gente voltar aqui. Ta bom.
Sobreposição de falas incompreensíveis.
(36) EF: Obrigada. Nós passamos pra (...) quadrada, igual vocês fazem, daí eu coloquei o objetivo geral, o objetivo específico, a metodologia, o produto final e o (...), tudo que vocês fazem, eu também faço. Ta. Aí na saúde eu comecei com eles com (...) saúde. Aquela (...), mas é uma caixinha e lá dentro eu coloco o que as crianças usam, que é, começando do cabelo: pente, xuxinha, xampu, creme, o pente de piolho também. Aí é a parte do cabelo. Aí, depois vem da boca: escova de dente, o creme dental, papel toalha que usa pra secar as mãos depois que vão no banheiro. Aí vem parte do banho: que é a tolha de banho, o sabonete, saboneteira, o chinelinho e a sacolinha pra colocar roupa suja. Tá bom. E o papel higiênico também eu coloquei nessa caixinha. Aí, em cada sala saiu uma coisa diferente, aí eu vou buscar agora (...) Na turma da Marizete as crianças escolheram o pente.Então eu estou trabalhando com eles os cuidados com o cabelo. Ensinei a eles a olhar a cabeça um do outro, fizemos uma roda e eles ficaram sentados na cadeira, um olhou a cabeça do outro e depois trocaram, pra caçar piolho, lêndea. Pra eles poderem ver o que é isso. Qual o pente e escova que penteia o cabelo e qual pente que tira o piolho. O xampu. Só que na sala da Marizete eu estou com um pouquinho de dificuldade porque as crianças não estão trazendo material. Então depois dessa última semana que eu tive encontro com eles, que eles viram que eu acabei penteando o cabelo deles, aí eles trouxeram. Sempre colocando na cabeça deles o seguinte: o pente é pessoal. Você não pode ficar emprestando o pente, escova de dentes essas coisas porque cada um tem que ter o seu. Por causa da higiene, pra não passar doença, essas coisas. Então até as mães vieram perguntar essa semana porque o filho dela não havia sido penteado. Aí eu falei:Você não mandou as coisas do seu filho, da sua filha. Então ta ficando mais tranqüilo porque agora acredito que elas já vão começar a mandar. Não é Marizete? Então o trabalho com a Marizete é esse, com a turma dela. E a gente trabalha também com aquilo que vocês estão trabalhando com as crianças: qual é o artista. Então o meu encerramento eu tenho que ter alguma coisa que eu encaixo aqui do que vocês estão trabalhando com eles. Pra não ficar tão fora.
(37) CP: Então vamos supor Claudinéia, só pra eu entender, Gianechini. Com qual pente o Gianechini penteia o cabelo?
(38) EF: Isso.
(39) CP: Como ele escova os cabelos? Por que ele tem os dentes tão lindos? (40) EF: Isso. Aí tem outras que estão no mesmo tema e tem outras que já mudou.
Por exemplo, da sala da Daniela é o sabonete. Eles escolherem o sabonete. Aí eu falei pra eles que o sabonete não fica sozinho, tem que ter a saboneteira. Então o que eu fiz? Levei várias saboneteiras, vários tipos de sabonetes, mostrei o cheiro, cada um tem um cheiro diferente. Como é o sabonete de neném, porque o neném tem que usar, fabricante e essas coisas. Aí eu vou voltar com eles na sala pra gente fazer o sabonete. Quem tiver a receita, por gentileza, estou precisando. E tem que cruzar também a sala da Daniela com o artista que ela está trabalhando.
(41) PF 5: Ela tem a receita do sabonete. Sobreposição de vozes.
(42) EF: Aí o encerramento seria o sabonete e mais alguma coisa do artista que ela ta trabalhando na sala.
(43) EF: Na sala (...) as crianças escolheram a capa da escova de dente. Aí eu falei pra eles o seguinte, que não dava pra ser só capa. Por quê? O que vai dentro da capa? Pra que a gente usa? A escova, o creme dental. Na sala da (...) eu só entrei uma vez até agora. Na próxima a gente já vai trabalhar como usar a escova, a limpeza da capinha. Essas coisas básicas. Porque tem criança que ta passando a escova na parede, outros passa no chão. Então a gente vai estar passando essa noção pra eles. Ta bom. E enquadrar também de forma que entre o artista da sala dela. A turma da Vanda as crianças escolheram o creme dental que também acaba sendo o projeto de escovação. Entra o kit todo. Aqui eu coloquei como eu estou fazendo. Aqui é a apresentação do kit, (...) aqui eu (...) porque acaba sendo a mesma coisa, pra não colocar em todos eu coloquei uma vez só. Aí tentei fazer a mesma coisa um artista. Aí depois tem que ver qual é o artista. Aqui a turma da Marines escolheram a escova de dente. Daí entra o kit de escovação, também vai entrar no projeto de escovação. Ta bom. Aqui são eles votando pra sala. A turma da Vanda também. Aqui é a dupla dinâmica: Adriana e Marcela. Aqui é o banho. (25min) Sobreposição de falas incompreensíveis.
(44) EF: Aí o banho é o sabonete, a saboneteira, a toalha de banho e o chinelinho pra tomar banho. Pra eles terem essas coisas. O chinelinho principalmente não usa direto. Agora a toalha de banho, essas coisas tem que ter. Aí eu mandei bilhete para as mães que a maioria das crianças já não tinha essas coisas. Aí num dia eu consegui dar banho em oito.
Risos
(45) EF : eles aproveitaram que iam tomar banho e começaram a fazer o número dois.
(46) Adriana: Por isso que eu perguntei. Eu vi ela dando banho nos seus, perguntei: Vai ter banho também?
(47) PF 3: Mas uma coisa legal que eu achei quando eles foram tomar banho, que assim, coloquei cada (...) em cima de uma tampa do vaso, direitinho, então cada um tomou conta das suas coisas. Aí eles foram tirando da bolsa e foram colocando direitinho.
(48) EF: A primeira leva que foi assim né, mas depois a Marcela organizou a sala e deixou tudo na sacolinha, aí eles levaram só a sacolinha. Porque na primeira leva que era de 4, eles forma com a mochila, aí foi aquele furdunço no banheiro. Porque eu não organizei direito né. Aí depois a Marcela me fez essa gentileza, o favor de colocar tudo na sacolinha.
(49) CP: E a felicidade deles dentro do banheiro gente. Vocês não tem noção. Eles ajudaram a Claudinéia em tudo. Foram tirando a roupa, colocando chinelo, preparando a roupa que era pra ser vestida depois do banho, lavando conforme ela via falando: lava o cabelo, agora atrás da orelha. Eles iam automaticamente fazendo. E teve, eu não lembro quem foi, se foi o Michael ou o Henrique, eu não lembro, teve um que você falou pra lavar atrás da orelha, daí ele ti olhou assim, do tipo, aqui lava também? Foi uma das crianças que me chamou atenção. Porque deve ser a mãe que dá banho, não ensinou a criança a tomar sozinha, automaticamente você falando,conforme você ia falando pra ta lavando, tinha parte do corpo que ele tipo ti olhava: Mas aqui lava também?
(50) EF: Aí depois viram que tavam cheirosos. (51) CP: Eles não me pediram pra cheirar!
(52) Adriana: Eles falaram que iam dar banho na Adriana e na Marcela. Entra Adriana, entra Marcela. A tia vai dar banho em você. A tia disse que vai dar banho em você. Eu falei eu vou colocar um maiô ou biquíni e vou entrar nessa banheira. (53) EF: E essa turma, se eles não fizerem isso, eles não vão dar sossego.
(54) CP: Essa não vai.
(56) PF 4: Claudinéia de repente em roda, vocês estão conversando e eles tomam essa decisão, isso que eu to perguntando, se fechou no que foi estipulado pra sala, a escolha foi deles na realidade, porque a maioria pelo que eu vi foi a escovação. Então você vai nesse processo né.
(57) EF: Isso.
(58) PF 4: Mas se no meio do caminho,vamos supor, no meio do ano, já superou a expectativa deles em relação à escovação, se quiserem fazer um outro tema, uma outra coisa.
(59) EF: Muda.
(60) PF 4: Existe essa possibilidade?
(61) EF: sim. Na turma da Daniele eles falaram o banho, ela ia entrar no banho, ia entrar junto. (30min)
(62) CP: Não, mas antes que me perguntem, no berçário a Claudinéia ainda não entrou. Porque ela não entrou ainda, primeiro, eles estavam em um processo de adaptação, nem falavam nada ainda com a gente; agora eles já estão falando mais, expondo mais os seus sentimentos, os seus desejos pra fora. Então, a partir disso a Claudinéia entra na sala.
(63) EF: Aí a gente pega aquele cronograma do berçário de entrar nas salas. Ta bom?
(64) PF 7: Ta.
(65) EF: E a mesma coisa a turma da Marcela, é o arquivo, que aí depois também eu pego com você pra estar montando. Ta bom? E é isso que eu estou trabalhando com eles. Em algumas salas eu já senti que as crianças estão falando... Aqui na sala da Marizete, as crianças além de estarem cobrando das mães, as mães também vem perguntar por que está pegando no pé. Elas falam: “Pegando no pé.” Mas aí lá no portão quando elas vêem a gente fala: Por causa disso, por causa disso. Ah, tá, então eu vou trazer. Essa semana teve uma que veio toda penteada, cheia de tiara,