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AN ECOLOGICAL AND FLORISTIC STUDY IN ÇAT DAM RESERVOIR

Por conseqüência da expectativa de crescimento da demanda, em âmbito brasileiro ou mundial, o ramo alcooleiro tem sido alvo de novos investimentos, sejam de players já estabelecidos no setor, sejam de entrantes. Tal movimento tem ocorrido em diferentes partes do mundo, mas, notadamente, no Brasil e nos EUA, principais produtores mundiais.

Jank (2007) indica que o ramo tinha, em 2007, novos investimentos anunciados da ordem de US$ 17 bilhões, sendo US$ 14 bilhões para novas unidades e US$ 3 bilhões para interferências em unidades já existentes, num horizonte temporal de 6 anos (até 2013, portanto). Aponta ainda para um crescimento da participação do capital estrangeiro no setor, que seria de 7% em 2007/08 (22 unidades produtoras e 36 milhões de toneladas de cana) e passaria a 12% em 2012/13 (31 unidades produtoras e 83 milhões de toneladas de cana moída).

Num contexto em que a expansão da capacidade produtiva é um dos fatores-chave para o atendimento de uma demanda crescente, além da já existente, há espaço para investimentos de players dos mais diferentes portes – desde os menores, com a intenção de se manterem no ambiente competitivo (seja para competir pelo mercado ou para a atração de investidores), até os maiores, com o propósito de ocuparem posições de liderança no ramo. A estes, somam-se os entrantes potenciais, que são aqueles que passam a enxergar no ramo oportunidades que antes não viam, em suas condições anteriores.

Num mapeamento relativamente extenso, Knack (2008) identificou, em 2008, 210 novos investimentos anunciados em unidades produtoras no Brasil, em diferentes estágios de desenvolvimento (estudo, implantação, operação). O Quadro 12 oferece uma síntese desses investimentos, organizando-os por região e estágio de desenvolvimento. Knack (2008) não diferencia investimentos greenfield e

brownfield, nem tampouco caracteriza esses investimentos em relação ao foco dado

a açúcar ou a álcool.

Quadro 12 – Novos investimentos anunciados no setor sucro-alcooleiro brasileiro Fonte: elaborado pelo autor com dados de KNACK, 2008.

Os números do quadro acima indicam, portanto, que há no país (em 2008) 65 unidades produtoras em fase de estudo e 104 unidades produtoras em fase de implantação.

Ideanews (2007), num mapeamento semelhante, realizado entre 2007 e 2008, identificou 37 usinas em montagem e 127 em projeto. Os critérios de classificação dos investimentos como ‘em estudo’, ‘em implantação’, ‘em montagem’ ou ‘em projeto’ não estão especificados nas fontes citadas, o que dificulta a comparação entre os números. Ambos, no entanto, são capazes de indicar um movimento significativo de novos projetos de expansão da capacidade produtiva do setor – considerando o mais conservador dos dois mapeamentos (Ideanews), 164 unidades produtoras estariam em algum estágio do desenvolvimento, o que representaria um acréscimo de 50% do número de usinas existentes em 2008, a partir do número total de unidades produtores estimadas por Knack (2008).

Adicionalmente, um levantamento pela Datagro apontava 98 usinas novas em construção em 2006, sendo 81 no Centro-Sul (desses 81 projetos, 44 eram no Estado de São Paulo) e 17 na região Norte-Nordeste (NASTARI, 2006). Numa análise voltada mais para o curto prazo, Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (2007) projetava que 89 novas usinas seriam, de fato, implantadas no País entre 2006 e 2010.

A concretização dos novos investimentos é vista, no entanto, com cautelas por alguns, o que relativiza as estimativas de expansão da capacidade de produção. Itaú Corretora (2007), por exemplo, entende que os novos investimentos serão acelerados ou atrasados de acordo com o avanço das perspectivas relacionadas à exportação de álcool, prevenindo o setor contra uma crise de superprodução.

Nos EUA, a capacidade de produção também tem se expandido significativamente nos últimos anos. O Quadro 13 apresenta a evolução da base produtiva instalada norte-americana nos últimos anos.

Quadro 13 – Evolução da capacidade instalada norte-americana para a produção de etanol Fonte: elaborado pelo autor com dados da RENEWABLE FUELS ASSOCIATION, 2008a.

Em janeiro de 2008, o setor alcooleiro norte-americano contava com 61 novas refinarias em construção, que representam a adição de 20,9 bilhões de litros de álcool na capaciadade de produção norte-americana (dois terços da capacidade em 2008), além da produção já existente. A caracterização do avanço norte- americano no ramo alcooleiro é relevante para as empresas brasileiras, pois sugere a dimensão internacional das ‘turbulências’ no ramo e ajuda a entender a evolução das condições competitivas entre as nações.

Internamente, o ramo sucro-alcooleiro brasileiro tem passado também por alguns movimentos de consolidação. Nesse sentido, verifica-se a existência tanto de

de consolidar as empresas do ramo. Segundo a PricewaterhouseCooper (2007), o ramo tem sido objeto de crescentes transações de fusões e aquisições (F&A). Em 2005, foram 12 transações, incluindo aquisições, compras e joint-ventures; em 2006, esse número passou de 19; e, em 2007, o total de transações subiu para 37.

Mesmo que as aquisições internas ao ramo sejam de grande importância no período, os anos de 2006 e 2007 foram marcados pela entrada de grupos estrangeiros no setor (PRICEWATERHOUSECOOPERS, 2007), especialmente através de aquisição de controle ou parcerias com empresas brasileiras.

Alguns casos emblemáticos de F&A nos anos recentes no ramo foram: a aquisição de 100% da Dedini Agro pela Abengoa Bioenergia por US$ 681 milhões; a aquisição do controle da Cia. Açucareira Vale do Rosário, por parte da holding B5 por US$ 477 milhões; a compra de 85% da Usina Alcídia por US$ 138 milhões pelo Grupo Odebrecht; a compra de 49% da Usaciga (no Estado do Paraná) por parte do fundo Clean Energy Brazil, por US$ 130 milhões; e a aquisição da Usina Santa Luiza por parte da Etanol Participações S.A. por US$ 89 milhões.

Benzer Belgeler