4. BULGULAR
4.2. Ebeveyn Tutum Ölçeği, Penn Etkileşimli Akran Oyun Ölçeği ve Sosyal
As alterações macroestruturais associadas à idade são caraterizadas pelas alterações volumétricas cerebrais de perda, expansão ou deformação do encéfalo. (93), (105), (106) As alterações manifestadas por Ressonância Magnética abrangem um vasto leque de designações que podem variar desde o aumento do conteúdo hídrico até às lesões desmielinizantes com perda axonal. (105)
Nos estudos de alterações morfométricas cerebrais, o método de imagem mais amplamente utilizado é a RM do crânio. (107) As alterações endereçadas ao aumento da idade estão descritas em vários estudos de Neuroimagem, de que são exemplo os referidos por Kochunov P. et al. (2005). Estes estudos revelaram alterações morfológicas devidas à senescência tal como alterações de volume, diminuição de frações do parênquima cerebral e dilatação do sistema ventricular. (103), (107)
Do mesmo modo, os estudos in-vivo ou post-mortem que utilizam métodos de avaliação manual, automática ou semi-automática têm mostrado um decréscimo no volume das SB e SC relacionado com o aumento da idade e, simultaneamente, um aumento do volume do sistema de LCR. (70), (103), (108)
A literatura é consistente em afirmar que a SB inicia o processo de degeneração mais tardiamente do que SC e que esta última sofre uma degradação mais abrupta. O
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volume medido no intervalo dos 30-90 anos observa uma redução de 26% na SB para uma redução de 14% na SC. (101)
Apesar da imagem por RM ter capacidade para representar vários sinais cerebrais que auxiliam a definir as alterações associadas ao envelhecimento cerebral, tais como cornos ventriculares arredondados, valas sílvicas expandidas, adelgaçamento do CC e deslocamento ascendente do lobo parietal superior, estes sinais não são universalmente presentes ou específicos desta entidade clínica.
Figura 25 - Peça de autópsia mostrando degeneração cerebral com atrofia frontal. Aparência normal
dos lobos parietais e occipital. (Fonte Osborn, A. 2013). (2)
Por esse motivo torna-se necessário o emprego de métodos bi ou tridimensionais de mensuração para determinar a atrofia cerebral no idoso normal e a consequente expansão do sistema ventricular. (109)
A atrofia cerebral global é uma característica comum a várias doenças que afetam o cérebro. Diz-se que o cérebro “encolheu”. (Figura 25) A atrofia descreve uma perda neuronal e quebra de ligações entre os neurónios e pode estar associada com sintomas tais como demência, convulsões e alguns tipos de afasia. (110) As aplicações em investigação nesta área têm incidido amplamente em estudos morfométricos cerebrais para predição da atrofia. (99)
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As diferenças no volume regional do cérebro relacionadas com a idade e a integridade da SB têm influência sobre o desempenho cognitivo. (111) Um melhor desempenho das tarefas executivas está associado com maior volume do córtex pré-frontal. (111) O recurso a índices quantitativos padronizados para a idade pode ajudar a diferenciar a atrofia cerebral patológica daquela que resulta do processo de envelhecimento normal. (112)
As consequências de um envelhecimento cerebral normal podem sobrepor-se com os achados da demência na imagem por RM. Surge frequentemente algum grau de atrofia da SB associado à proeminência dos espaços perivasculares (Virchow-Robin) e alargamento dos sulcos. A correlação da imagem com a idade e a clínica são importantes na determinação e classificação pois enquanto um grau 2 pode ser considerado normal acima de 65 anos, para uma idade inferior, esse score já é discutível. (70)
Variações dos valores normais do ângulo caloso podem também traduzir atrofia cerebral. Neste contexto o valor do ângulo caloso constitui um indicador importante de envelhecimento cerebral. (113)
As medidas dos ventrículos cerebrais obtidas pelos diferentes autores revelaram que a expansão do sistema ventricular aumenta a uma taxa anual média de 2,9%, porém, este valor pode ser potenciado em grupos etários mais avançados. Nos estudos de populações mais envelhecidas, com idade média acima de 70 anos, a taxa média anual de expansão foi de 4,25%. O volume total do parênquima cerebral apresenta um índice global semelhante ao do volume ventricular, no entanto esta relação, tem um comportamento diferente quando estão em causa alterações associadas com a idade. (111)
O aumento do volume ventricular pode, em muitos casos, surgir associado apenas a atrofia cerebral ou a Hidrocefalia de Pressão Normal (HPN) resultante de síndrome demencial em indivíduos idosos considerados normais sem que exista elevada pressão do LCR. (113),(114)
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Sem que os achados sejam específicos da HPN, a atrofia global, o alargamento sulcal e a expansão do sistema ventricular podem ser avaliados por sinais idênticos aos da expansão ventricular associada ao envelhecimento. (109) O diagnóstico de provável HPN idiopática em indivíduos dementes deve ser baseado na história clínica, imagiologia cerebral, achados físicos e critérios fisiológicos.
Os aspetos a valorizar na HPN são: um aparecimento insidioso dos sintomas; início depois dos 40 anos, sem eventos antecedentes, com durabilidade de, pelo menos, 4 meses, desenvolvimento progressivo e outras circunstâncias médico-psiquiátricas. (113)
No que respeita aos métodos de imagem, a RM pode trazer benefícios na determinação dos valores objetivos do aumento de volume do sistema ventricular tal como o índice de Evan (109), (114), índice de Gado, (115) ou os índices propostos por Chatzidakis (114). Pode inclusive determinar quantitativamente os volumes segmentados das estruturas cerebrais e do córtex com individualização dos sulcos e giros. São, no entanto, feitas criticas aos estudos obtidos com diferentes modelos de pesquisa em populações distintas e que utilizam algoritmos de segmentação diferentes, o que dificulta a comparabilidade e estabelecimento de valores de referência. (101) Entenda-se segmentação como os meios, por RM, que permitem especificar o tipo de tecido para cada pixel ou voxel num conjunto 2D ou 3D de dados, com base na informação disponível a partir das imagens e conhecimento neuroanatómico prévio do cérebro, frequentemente com base em atlas virtuais. (116)