B. Sosyal Hayatla İlgili Belgeler
6. Eşkıyalıkla İlgili Belgeler
No contexto da universidade e da pesquisa científica, os aspectos éticos estão presentes de muitas formas: nas normativas, nos valores, nas condutas científicas e profissionais, no desenrolar das pesquisas científicas; nos comitês de ética, na observância da finalidade das investigações, no respeito aos sujeitos humanos e animais; nos usos sociais das pesquisas desenvolvidas; na divulgação dos resultados e em suas implicações, nos riscos e nas controvérsias; no desenvolvimento e aplicação da Competência Informacional (na preservação da integridade das fontes, no uso adequado das normas de documentação, no estilo e forma de linguagem adequada para a comunicação da ciência, nas políticas institucionais sobre plágio e direitos autorais, na preservação da memória); etc.
Apesar de presente em vários cenários universitários, a ética deve ser sempre pensada e repensada, seja na pesquisa, como é mais comum, mas também no ensino e na
extensão. Rios (2009) afirma que não se trata de criar novas normativas e códigos de ética, mas de usar a ética em sua essência, para a problematização das normas, das atuações, das condutas e dos valores vigentes, propiciando que a Universidade atue e mantenha valores que respondam às exigências da atualidade e do futuro ou, a partir da ótica da ética da informação, de fatores como a problematização do impacto tecnológico, das novas posturas e das necessidades de docentes e alunos em meio às alternativas digitais, à globalização de culturas dos tempos de internacionalização, entre outras mudanças.
Com relação à ciência, em especial à pesquisa científica, que é o resultado do olhar crítico do pesquisador para um problema em um determinado contexto, o papel da dimensão ética da Competência Informacional é sentido diretamente na conduta do pesquisador. Observa-se o comportamento do pesquisador não apenas do ponto de vista técnico ou epistemológico, mas do ponto de vista ético-político, seu modo de agir, tanto no sentido de realizar uma pesquisa que contribua efetivamente para uma sociedade melhor, sem discriminação e privilégio, com métodos adequados e conduta apropriada (RIOS, 2006). Observa-se, também, o uso responsável da informação, no reconhecimento das implicações sociais e políticas que cercam a pesquisa científica, como também no desenvolvimento e conhecimento pessoal no que tange as questões econômicas, legais e sociais que cercam o uso, o acesso e a comunicação de informações (FRANÇOIS, 2006), tendo, tudo isso, impacto direto na qualidade e no valor dessas pesquisas para a sociedade.
Para reforçar a postura ética do pesquisador e contribuir para o reforço ético nas universidades, o papel das bibliotecas e dos bibliotecários universitários apresenta mais uma vez a sua importância, conduzindo ações que reforcem o desenvolvimento da dimensão ética da Competência Informacional. No caso dos bibliotecários, destacamos que as ações poderiam acontecer tanto na preparação do próprio profissional, desenvolvendo a sua própria dimensão ética da Competência Informacional e integrando um conhecimento mais aprofundado das postulações da ética da informação, quanto na sua atuação, colocando em prática o que apreendeu nos dois campos, realizando ações em sua comunidade acadêmica que reforcem, promovam e ampliem o desenvolvimento em seu meio.
Volpato (2015) destaca que o papel da Universidade, na questão ética, abrange a contribuição para a formação do perfil ético e moral, além da construção do conhecimento geral e técnico de quem está formando. E, em seu ponto de vista, o papel do bibliotecário, para a retomada da questão ética na Universidade, passa por três pontos principais: a
promoção de debates sobre ética, a divulgação de obras sobre ética e o ensino sobre ética a partir da redação científica.
Na postura profissional, cabe ressaltar o desenvolvimento de sua própria Competência Informacional e o agir ético. Vitorino (2007) lembra que o alvo das pesquisas vinculado à Competência Informacional, na sua maioria, são os usuários e não os bibliotecários. Fernández-Molina (2000) aponta que o comportamento de muitos bibliotecários é baseado em hábitos e costumes e os profissionais acabam agindo inconscientemente perante os desafios éticos que cercam suas atividades.
Portanto, antes de exigir dos bibliotecários ações efetivas para o desenvolvimento da dimensão ética na sua comunidade, é importante saber e entender o que os profissionais conhecem e o que dominam sobre o tema. Assim, é possível saber se são capazes de realizar as necessidades de uma preparação mais efetiva em sua comunidade. Por isso, insistimos em apresentar um decorrer teórico que pudesse auxiliar os profissionais a ter, pelo menos, conhecimentos básicos, sobre os temas principais.
A Figura 5 apresenta as relações da proposta teórica-conceitual para a discussão dos temas de nosso estudo:
Figura 5 - Relações da proposta teórico-conceitual do estudo
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Observamos que uma das formas de enfrentamento ao plágio, que contempla as questões de direitos autorais e honestidade acadêmica é a preparação dos indivíduos para o uso ético da informação. Essa preparação pode ser feita por meio de processos educativos. Esses devem promover o desenvolvimento da Competência Informacional e, em especial, da dimensão ética, uma vez que essa visa agregar atitudes, habilidades e conhecimentos, aos indivíduos para que eles compreendam adequadamente as questões legais, econômicas e sociais do uso da informação.
Em nosso ponto de vista, para alcançar de modo pleno essa preparação, são necessários os conhecimentos apresentados nas seções 02 (Competência Informacional), 03 (Ética nas atividades informativas) e 04 (Éticas no uso ético da informação).
No caso dos bibliotecários, por meio das atividades propostas nas bibliotecas em que trabalham, é possível realizar ações em suas comunidades que reforcem, promovam e ampliem o desenvolvimento da dimensão ética da Competência Informacional, propiciando a melhora do uso ético da informação na produção científica.
5 METODOLOGIA
Toda investigação científica depende de um conjunto de procedimentos para a sua realização. Tais procedimentos, que podem ser intelectuais e técnicos, conforme descritos por Gil (1999), dependem da utilização de métodos científicos para que seus objetivos sejam alcançados.
Nossa proposta de trabalho foi formulada a partir do método hipotético-dedutivo e de abordagem quanti-qualitativa. Nesse método, com a percepção de uma lacuna nos conhecimentos, formula-se uma hipótese, testa-se a ocorrência de fenômenos abrangidos e assim deduz-se a solução do problema e, por meio dessa abordagem, compreendem-se quatro aspectos fundamentais: a revisão de literatura, o método de investigação adotado, o contexto de estudo, a descrição, a análise e a interpretação dos dados.
5. 1 Abordagem metodológica
Sabemos que todo estudo pode ser classificado de diversas formas, a partir de critérios que variam conforme o enfoque adotado. Começamos por caracterizar este estudo quanto à sua natureza. Neste quesito, trata-se de um trabalho acadêmico, que representa os resultados de um estudo científico de tema único e delimitado, desenvolvido com base em investigação original, que visa à obtenção do título de doutor, sob a tutela de dois orientadores (ABNT, 2011). Por se tratar de um estudo que tem como objetivo fontes de conhecimento para uma aplicação prática e para uma solução de problemas identificados, podemos também caracterizá-lo como um estudo aplicado (APPOLINÁRIO, 2011).
Do ponto de vista da forma de abordagem do problema, o estudo pode ser descrito como quanti-qualitativo, pois compreende as seguintes etapas: a revisão de literatura, a aplicação do método de investigação adotado, a descrição do contexto do estudo, a descrição, a análise e a interpretação de dados e os detalhes da subjetividade dos sujeitos. Em um segundo momento, temos a perspectiva quantitativa, na qual traduzimos em números os dados coletados, com o intuito de classificá-los e analisá-los. Valentim (2005) justifica que a articulação entre a pesquisa qualitativa e quantitativa é comum e importante, já que são complementares e não excludentes. Segundo a autora, nas áreas das Ciências Humanas e Ciências Sociais Aplicadas, dada as características plurais dos estudos
desenvolvidos, podem-se e devem-se ser aceitos diferentes tipos de pesquisas, em especial a articulação quanti-qualitativa, comum aos estudos das áreas.
Nosso estudo também tem como característica o estabelecimento de relações entre as variáveis estudadas com o objetivo de caracterizá-las e descrevê-las para melhor compreendê-las. Sob essa condição, podemos categorizá-lo como exploratório (KÖCHE, 2001).
Além de exploratório, podemos classificá-lo também como descritivo. Os autores Cervo, Bervian e Silva (2007) esclarecem que em um estudo descritivo é necessário coletar, registrar ordenadamente e estudar dados e problemas que não constam em documentos, mas em seu ambiente tradicional. Segundo os autores, a pesquisa descritiva pode assumir diversas formas, das quais destacamos os estudos descritivos. Os estudos descritivos conferem mais fundamento e clareza à pesquisa, adicionando a mesma mais completude, principalmente quando se trata de formular problemas e hipóteses para as observações, tentativas e soluções. Segundo os autores, nessa modalidade, os estudos visam identificar as representações sociais, o perfil de indivíduos e/ou grupos, mas, também, distinguir estruturas, formas, funções e conteúdos. Para o presente trabalho, destacamos a categoria estudos descritivos, a qual relata estudos e descrições de características ou relações existentes entre grupos, comunidades ou realidades retratadas.
Em relação aos procedimentos adotados, para se obter os dados, temos, em um primeiro momento, um estudo caracterizado como bibliográfico, pois esse recorre a fontes secundárias, como livros, revistas e outros documentos bibliográficos (ANDRADE, 2009). Nessa etapa, focalizamos a revisão de literatura na área de Ciência da Informação e afins. Uma revisão bibliográfica sobre o tema é desenvolvida, buscando estudos que apresentavam um panorama do assunto explorado. Objetivamos, deste modo e nesta etapa, a fundamentação teórica sobre o assunto, o auxílio para a delimitação do problema e o arcabouço teórico para pautar as análises e avaliações.
Ainda sob o ponto de vista dos procedimentos adotados para se obter os dados, temos também a caracterização da pesquisa como levantamento, já que envolve a consulta direta das pessoas cujo comportamento se deseja conhecer (GIL, 1999).