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Araştırmanın Evreni ve Örneklemi

Os principais modelos tectônicos propostos para a região são os de Guimarães (1951), Dorr (1969), Ladeira & Viveiros (1984), Belo de Oliveira & Vieira (1987), Marshak & Alkmim (1989), Chemale Jr. et al. (1991, 1994), Endo (1997) e Endo & Machado (1998).

Guimarães (1951): Cinco eventos deformacionais

1) O primeiro evento corresponde à sedimentação Minas de caráter epirogênico. Os processos tectônicos associados às atividades vulcânicas, provavelmente, teriam provocado deslocamentos no arcabouço geológico;

2) O segundo evento está relacionado à orogênese pós-Minas e pré-Itacolomi, resultando em fraturamentos crustais de direçãoNE e intrusões graníticas;

3) O terceiro evento, o Pós-Itacolomi, está associado aos esforços tectônicos tangenciais, gerando fraturamentos crustais de direção NW;

4) O quarto evento corresponde aos diastrofismos associados a movimentos epirogênicos e movimentos verticais de blocos do embasamento;

5) Finalmente, o quinto evento se relaciona à deformação dos sedimentos da bacia Bambuí. Dorr (1969): Três eventos deformacionais

1) O primeiro evento deformacional afetou apenas o Supergrupo Rio das Velhas com intensidade tectônica crescente de leste para oeste, resultando em discordâncias angulares com o Supergrupo Minas;

2) O segundo evento ocorreu nos períodos pós-Minas e pré-Itacolomi, caracterizado por um evento mais diastrófico que orogênico com arqueamentos e soerguimentos de camadas. A inconformidade angular entre os grupos Itacolomi e Piracicaba se explicaria pela erosão do Grupo Piracicaba a cerca de 1000m;

3) O terceiro evento deformacional compreende a sedimentação pós-Itacolomi, é mais intenso e envolve todas as seqüências pré-cambrianas, sendo responsáveis pelas dobras sinformais e antiformais de eixos NS, EW, NE-SW, NW-SE e o soerguimento parcial do Complexo Metamórfico Bação.

Ladeira & Viveiros (1984): Seis fases deformacionais

1) A fase D1 é caracterizada por dobras intrafoliais sem raízes, superfícies S0/S1, eixos de dobras

de direção S65E e vergência para NE;

2) A fase D2 é correlacionável ao evento Transamazônico com dobras isoclinais recumbentes

vergentes para o sul associadas à S2 e “mullions” de direção EW;

3) As fases D3 e D4 são caracterizadas por dobras apertadas assimétricas, eixos de dobras

paralelos e vergência para N;

4) As fases D5 e D6 são definidas pelas dobras em chevron e kinks com vergência para W.

Belo de Oliveira & Vieira (1987): Um evento deformacional Dn

1) Um único evento deformacional Dn, responsável pelas grandes falhas de empurrão e pelas principais feições planares e lineares regionais. A vergência seria de ESE para NWN, deduzida a partir de análise tectônica e microtectônica.

Marshak & Alkmim (1989): Quatro eventos deformacionais pós-Minas

1) Orogênese Transamazônica: Deformação com dobramentos e empurrões originando os sinclinais Gandarela e Ouro Fino e a anticlinal Conceição os quais fazem parte de um cinturão de dobramentos e empurrões (NE-SW) com vergência tectônica dirigida de SE para NW. Este evento desenvolve uma xistosidade regional em condições metamórficas de fácies xisto-verde alto a anfibolito baixo;

2) Fase de extensão crustal com intrusão de diques máficos, geração de falhas normais e Formação da bacia do Espinhaço;

3) O segundo evento, de idade Uruaçuana, é de caráter compressivo e se processa com os esforços dirigidos de Sul para Norte. Resultando, na formação de dobras normais e na acomodação dos sinclinais Dom Bosco e Moeda;

4) O quarto evento, de idade Brasiliana, foi responsável pela formação do cinturão de dobramentos e cavalgamentos da cordilheira do Espinhaço. No QFe, este evento se manifesta por falhamentos de direção NS na serra do Caraça e o cavalgamento do Complexo Metamórfico Bação para Oeste sobre o sinclinal Moeda.

Contribuições às Ciências da Terra, Série M, vol. 25, 125p.

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Chemale Jr. et al. (1991, 1994): Dois eventos deformacionais pós-Minas

1) Evento Transamazônico (2060 a 2000Ma) de caráter extensional segundo a direção WNW- ESE. Foi responsável pelo desenvolvimento de megassinclinais interconectados Moeda, Dom Bosco, Santa Rita e os sinclinais Gandarela, Ouro Fino, Itabira, João Monlevade e soerguimento dos complexos metamórficos do QFe. Nas zonas de cisalhamento o metamorfismo regional atingiu fácies xisto-verde baixo a fácies anfibolito;

2) Episódios de compressão para Oeste, correspondente ao evento Brasiliano (650 a 500Ma), ocorrido em três fases:

a. Fase 1: Geração de zonas de cisalhamento com empurrões, falhas de rasgamento e zonas transcorrentes conjugadas, sob condições metamórficas xisto-verde a anfibolito;

b. Fase 2: Nucleação de dobras normais com clivagens EW associadas e desenvolvimento de falhas transcorrentes, sob condições metamórficas de fácies xisto-verde;

c. Fase 3: Geração de dobras de crenulação NS, com clivagens e falhas inversas associadas.

Endo (1997), Endo & Machado (1998): 03 Ciclos tectono-deformacionais principais

1) Ciclo Jequié (2780 a 2560Ma): Consiste de três eventos tectônicos de regime transpressional, sob condições metamórficas de fácies xisto-verde a anfibolito médio:

a. Orogenia Rio das Velhas (Neo-Arqueano): Regime transpressional NS dextral acompanhado de magmatismo e metamorfismo do Grupo Nova Lima em condições de fácies anfibolito;

b. Cinemática direcional sinistral, deposição do Grupo Maquiné, fraturamentos crustais NW/SE e intrusão de diques máficos e magmatismo básico;

c. Deformação de caráter frágil-dúctil, direcional dextral com inversão da bacia Maquiné (Orogênese Maquiné). Associa-se intrusão de diques e plútons graníticos sin-tectônicos (Granito Salto do Paraopeba);

2) Ciclo Transamazônico (2250 a 1900Ma): Dois megaeventos progressivos de regime transpressional com fluxo NS subvertical em condições metamórficas de fácies xisto-verde a anfibolito.

a. Primeiro megaevento: Regime transpressivo dextral com inversão da bacia Minas e intensa atividade magmática com colocação de plútons graníticos. Segue-se uma fase de caráter extensional com componente dextral com geração de sinclinais e feições dômicas, zonas de cisalhamento transcrustais Moeda – Bonfim, Engenho e Água Quente;

b. Segundo megaevento: Regime transpressivo sinistral com inversão da bacia Itacolomi, intrusão de diques máficos e corpos graníticos e colapso orogenético associado aos descolamentos normais de NW para SE.

3) Ciclo Brasiliano (650 a 500Ma): Dois eventos tectônicos em regimes transpressionais com plano de fluxo NE-SW e grau metamórfico em condições de fácies xisto-verde.

a. Primeiro evento: cinemática dextral, dobramentos e cavalgamentos com vergência para NW, passando para uma tectônica de embasamento envolvido com transporte W;

b. Segundo evento: geração da falha Furquim com estruturas extensionais. Evento tardio em cinemática transpressiva sinistral gerando dobramentos suaves, clivagens EW e reativações locais de estruturas pré-existentes.