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1.5. Duyusal Analiz

1.5.1. Duyusal Analizin Önemi

A análise de conteúdo proposta por Bardin (1977), foi a técnica utilizada para sistematizar os dados qualitativos. Esta técnica é definida da seguinte forma:

“Um conjunto de técnicas e análise das comunicações visando obter por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição dos conteúdos das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção variáveis inferidas destas mensagens”(BARDIN, 1977, p.42).

Formalmente a análise de conteúdo desenvolveu-se no início deste século, nos Estados Unidos, destinada a interpretar essencialmente material jornalístico com rigor científico. No início a análise de conteúdo apresentava um caráter estritamente quantitativo uma vez que utilizava o cálculo da freqüência com que determinados elementos apareciam nos textos para chegar a inferência (BARDIN, 1977).

No período de 1950-1960 surgiram novas perspectivas metodológicas, marcando o início do que foi chamado de uma segunda juventude para a análise de conteúdo. A etmologia, a história, a psiquiatria, a psicanálise e a lingüística juntam-se à sociologia, à psicologia, à ciência política e ao jornalismo para debater essas novas perspectivas.

No plano epistemológico, diz a autora, confrontam-se duas concepções de comunicação: o modelo “instrumental”, representado por A George e G.Mahl e o modelo ‘representacional’ defendido por G.E.Osgood. Sob o ponto de vista do primeiro modelo o mais importante não é o conteúdo manifesto da mensagem, mas sim o que ela expressa, graças ao contexto e às circunstâncias em que se dá. O segundo modelo é de fundamental importância ao conteúdo lexical do discurso, defendendo a idéia de que através das palavras da mensagem, pode-se fazer uma análise de conteúdo eficiente, sem a necessidade de apelo ao contexto e ao processo histórico (BARDIN, 1977).

Na análise qualitativa é levada em consideração a presença ou ausência de determinadas características de conteúdo ou de um conjunto de características, num determinado fragmento de mensagem. Os defensores das técnicas qualitativas colocam em cheque a análise freqüencial como critério de objetividade e cientificidade e demonstram a preocupação em se atingirem através da inferência, interpretações mais profundas (BARDIN, 1977).

Minayo (1998) refere que a expressão mais comumente usada para representar o tratamento dos dados de uma pesquisa qualitativa é a análise de conteúdo. No entanto, o termo significa mais do que um procedimento técnico. Faz parte de uma histórica busca teórica e prática no campo das investigações sociais.

A técnica da análise de conteúdo compreende as seguintes fases: a pré- análise, que possui três missões: a escolha dos documentos a serem submetidos à análise, a formulação das hipóteses ou pressupostos e dos objetivos e a elaboração de indicadores que fundamentam a interpretação final. Na pré-análise organizamos o material, num período de intuições, que tem por objetivo sistematizar as idéias iniciais e torná-las operacionais, de modo a conduzir-nos a um esquema de desenvolvimento das operações sucessivas, num plano de análise. A pré-análise é dividida em três etapas, a saber:

9 A leitura flutuante, que consiste em estabelecer um contato com os documentos, deixando-se invadir por impressões e orientações, ou como refere Minayo (1998), deixando impregnar-se pelo seu conteúdo;

9 A construção do corpus, que é a organização do material, de forma que responda às normas de validade. Para tanto, a sua constituição implica, muitas vezes, em escolher, selecionar e definir regras, tais como a exaustividade (que contenha a representação do universo pretendido), a homogeneidade (que obedeça a critérios preciso de escolha de temas,

técnicas e interlocutores) e a pertinência (os documentos analisados devem ser adequados ao objetivo do trabalho).

9 A formulação de pressupostos e objetivos, onde se determina a unidade de registro (palavra-chave ou frase), a unidade de contexto (delimitação do contexto de compreensão da unidade de registro), os recortes, a categorização, a codificação e os conceitos teóricos mais gerais que orientarão a análise.

A próxima fase, denominada como exploração do material, consiste na operação de codificação, transformando os dados brutos para alcançar o núcleo de compreensão do texto. Nesta fase, trabalha-se inicialmente com o recorte do texto em unidades de registro, que podem ser uma palavra, uma frase, um tema, um personagem, um acontecimento, tal como foi estabelecido na pré análise.

Na última fase realiza-se o tratamento dos resultados obtidos e a interpretação; os resultados brutos são tratados de forma a se apresentarem significativos e válidos.

A opção de trabalharmos com análise de conteúdo se deu por entendermos que as participantes do estudo têm possibilidade de discorrer sobre o tema proposto de maneira mais flexível. E por possibilitar uma leitura mais subjetiva do processo de trabalho, de forma espontânea.

A partir desta orientação teórica realizamos primeiramente a organização do material produzido pelos grupos focais nos apoiando em reconhecer os elementos do processo de trabalho.

Neste momento pretendemos dar visibilidade à prática de enfermagem realizada e relatada por enfermeiras como parte de seus “fazeres” dentro da instituição Secretaria Municipal da Saúde de Ribeirão Preto.

De acordo com Almeida (1999) a análise do processo do trabalho compreende:

O foco de atenção (objeto de trabalho) das práticas de saúde, em sua dimensão individual e coletiva;

Os instrumentos utilizados para operacionalização do cuidado;

O resultado (produto) desta ação imediatamente incorporada pelo cliente que receber o cuidado;

As relações que se estabelecem no desenvolvimento do processo de trabalho e da articulação mais externa deste com os processos políticos e estruturais.

Na exploração dos dados, primeiramente agrupamos os recortes das falas nos seguintes sub-temas: postura profissional; experiência de vida; trabalho da enfermeira; contradições; projeto da Secretaria Municipal da Saúde de Ribeirão Preto; trabalho em grupo; aspectos éticos; atenção básica e violência.

Analisando os sub-temas, chegamos aos eixos temáticos que evidenciaram os elementos do processo de trabalho neste estudo.

Os eixos temáticos finalizaram em:

9 As políticas da assistência à saúde da mulher-finalidades. 9 Os saberes-instrumentos.