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DURUM ANALİZİ

Belgede STRATEJİK PLANI (sayfa 6-20)

Quanto ao tema da mediunidade, assim ensina Allan Kardec:

Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. (...) Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou menos, médiuns. 70

A mediunidade, para a Doutrina Espírita, é conceituada como a capacidade humana de comunicação entre os homens e os espíritos. Seria uma característica inerente ao ser humano, podendo ser manifestada em maior ou menor grau, a depender do avanço moral e espiritual do indivíduo. Deverá haver, portanto, uma simbiose, uma compatibilidade mediúnica entre o Espírito comunicante e o médium que transmitirá a mensagem.

Ademais, a depender da forma como a mediunidade se manifesta, o Espiritismo distingue diversas espécies de médiuns. Para o presente trabalho, interessa a definição dos médiuns escreventes ou psicógrafos, aqueles que possuem a faculdade de escrever por si mesmos sob a influência dos Espíritos.

Acerca da manifestação dos Espíritos pela escrita, aduz Allan Kardec:

De todos os meios de comunicação, a escrita manual é o mais simples, mais cômodo e, sobretudo, mais completo. Para ele devem tender todos os esforços, porquanto permite se estabeleçam, com os Espíritos, relações tão continuadas e regulares, como as que existem entre nós. Com tanto mais afinco deve ser empregado, quanto é por ele que os Espíritos revelam melhor sua natureza e o grau do seu aperfeiçoamento, ou da sua inferioridade. Pela facilidade que encontram em exprimir-se por esse meio, eles nos revelam seus mais íntimos pensamentos e nos facultam julgá-los e apreciar-lhes o valor. Para o médium, a faculdade de escrever é, além disso, a mais suscetível de desenvolver-se pelo exercício. 71

Adiante, a Doutrina Espírita subdivide essa espécie de médium em mecânicos, intuitivos, semimecânicos e inspirados.

70 KARDEC, Allan. Op. cit., p. 234. 71 Ibidem, p. 255.

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3.2.1. Médiuns Mecânicos

O psicógrafo mecânico é aquele que, para escrever a mensagem enviada pelo Espírito, depende totalmente deste, não tendo consciência daquilo que está escrevendo. Assim conceitua Kardec:

Quando o espírito age diretamente sobre a mão, dá a esta um impulso completamente independente da vontade. Ela se move sem interrupção e malgrado o médium, enquanto o Espírito tiver algo a dizer. E pára quando ele termina. O que caracteriza o fenômeno nestas circunstâncias é que o médium não tem a menor consciência do que escreve. Neste caso, a inconsciência absoluta constitui os que se chamam médiuns passivos ou mecânicos.72

Portanto, o médium psicógrafo mecânico transmite a mensagem do Espírito sem ter consciência do que faz. O Espírito comunicante age com total independência.

3.2.2. Médiuns Intuitivos

Por sua vez, define-se como médium intuitivo aquele que age com consciência do que está escrevendo, operando de modo a interpretar a mensagem ditada. Nesse caso, portanto, o movimento é voluntário e facultativo.

Acerca do tema, assevera Kardec:

O papel do médium mecânico é o de uma máquina; o médium intuitivo age como o faria um intérprete. Este, de fato, para transmitir o pensamento, precisa compreendê- lo, apropriar-se dele, de certo modo, para traduzi-lo fielmente e, no entanto, esse pensamento não é seu, apenas lhe atravessa o cérebro. Tal precisamente o papel do médium intuitivo. 73

Há dificuldade de o intuitivo admitir que possui este tipo de mediunidade, em razão do fato de ter consciência de suas ações. Contudo, para Kardec, é possível reconhecer que o pensamento é sugerido por não ser uma ideia antes preconcebida. 74

72

KARDEC, Allan. Op. cit., p. 256.

73 Ibidem, p. 257-258. 74 Ibidem, p. 257.

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3.2.3. Médiuns Semimecânicos

Este se encontra no meio termo dos médiuns mecânicos e dos intuitivos. Os psicógrafos semimecânicos têm consciência do que estão escrevendo, assim como os intuitivos. No entanto, o movimento de suas mãos é involuntário, como ocorre com os médiuns mecânicos.

No médium puramente mecânico, o movimento da mão independe da vontade; no médium intuitivo, o movimento é voluntário e facultativo. O médium semimecânico participa de ambos esses gêneros. Sente que à sua mão uma impulsão é dada, mau grado seu, mas, ao mesmo tempo, tem consciência do que escreve, à medida que as palavras se formam. No primeiro o pensamento vem depois do ato da escrita; no segundo, precede-o; no terceiro, acompanha-o. Estes últimos médiuns são os mais numerosos. 75

3.2.4. Médiuns Inspirados

O médium inspirado é todo aquele que, tanto no estado normal, como no de êxtase, recebe, pelo pensamento, comunicações estranhas às suas ideias preconcebidas.76

É considerado um subtipo de médium intuitivo. Esse tipo de psicógrafo caracteriza-se pela espontaneidade, em que a manifestação dos Espíritos o influenciam em atividades corriqueiras, sendo difícil diferenciar tais manifestações de ideias preconcebidas.

Esse tipo de médium justifica a tese de que todos os homens são dotados de mediunidade.

3.2.5. Médiuns de Pressentimento

Considerado uma variação do médium inspirado, o médium de pressentimento é aquele que tem uma intuição vaga das coisas futuras. 77 Os pensamentos procedentes deste tipo de manifestação mediúnica é o que se conhece vulgarmente por premonição.

75

KARDEC, Allan. Op. cit., p. 258.

76 Ibidem, p. 258. 77 Ibidem, p. 261.

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3.2.6. Médiuns Especiais

A Doutrina Espírita prevê ainda uma categoria de médiuns dotados de característica diferenciada, tendo em vista que esses tipos de psicógrafos manifestam-se de uma forma absolutamente diversa suas capacidades usuais. É o caso dos médiuns polígrafos, iletrados e os poliglotas.

No primeiro caso, o médium expressa o pensamento do Espírito que lhe influencia alterando a escrita de forma a reproduzir a letra do comunicante. Os iletrados, por sua vez, são os analfabetos que, mesmo não sabendo ler nem escrever, conseguem psicografar, embora com bastante dificuldade.

Por fim, os médiuns poliglotas são aqueles que possuem a capacidade de psicografar em diversos idiomas, ainda que desconhecidos pelo psicógrafo. Como exemplo, pode-se citar o renomado médium Divaldo Pereira Franco, que já psicografou documentos em alemão, espanhol, italiano, inglês invertido, entre outros.

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