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Durkheim‟in Meslek Ahlakında Kolektif Bilinç

3. Modern Dönem‟de Tanrı Tasavvurlarının Ekonomik Sistemler Üzerine Etkisi

3.4. Emile Durkheim ve Meslek Ahlakı

3.4.1. Durkheim‟in Meslek Ahlakında Kolektif Bilinç

Em 1997, os Estados membros das Nações Unidas assumiram o compromisso de preparar estratégias nacionais de desenvolvimento sustentável e de aprofundar as parcerias para preparar as estratégias regionais de desenvolvimento sustentável, tendo em vista a preparação da Cimeira Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, que decorreu em Johanesburgo, em 2002. Em 1999, o Conselho Europeu, reunido em Helsinque, convidou a Comissão Europeia a elaborar uma estratégia de desenvolvimento sustentável para ser aprovada sob a Presidência Sueca, em 2001. Em Junho de 2001, o Conselho Europeu de Gutemberg, acordou numa Estratégia Comunitária para o Desenvolvimento Sustentável, reconhecendo a necessidade de ação urgente nas quatro áreas de intervenção prioritárias: alterações climáticas, transportes sustentáveis, riscos para a saúde pública e recursos naturais. 36

Em 2004 a Comissão Europeia apresentou a sua comunicação ao Conselho e Parlamento Europeu Building our Common Future37 em que são definidos os grandes objetivos das Políticas da União para o período 2007/13 e apresentada uma proposta de Perspectivas Financeiras para esse período. Nessa comunicação o Desenvolvimento Sustentável surge como o primeiro grande objetivo das políticas da UE, o que

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Os critérios utilizados são baseados nos critério de avaliação do grau de integração política para as alterações climáticas de Mickwitz et al (2009), in Climate Policy Integration as a Necessity for an Efficient Climate Policy, que são cinco: inclusão, consistência, ponderação, relatórios e recursos.

36 Conforme Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável ENDS 2015, 2006.

Disponível em https://infoeuropa.eurocid.pt/files/database/000015001-000020000/000019537.pdf, acessado em 03/05/2013

37 Disponível em http://eur-

corresponde a um salto qualitativo fundamental que irá ter reflexos nas políticas estruturais no horizonte 2013.

Nos últimos anos, o esforço, em matéria ambiental na União Europeia tem o foco inequívoco da promoção do desenvolvimento sustentável, procurando integrar esta dimensão da sustentabilidade num grande número de políticas (PARTIDÁRIO, 2012).

Em Portugal, a Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável foi elaborada com base nos princípios orientadores da Estratégia Europeia, dando resposta aos desafios apontados, notadamente “alterações climáticas e energia limpa, transportes sustentáveis, consumo e produção sustentáveis, conservação e gestão de recursos naturais, saúde pública, inclusão social, demografia e migração, pobreza global e desafios do Desenvolvimento Sustentável”38.

Portanto, a Estratégia Europeia e a Estratégia Nacional para o Desenvolvimento Sustentável são políticas que revelam preponderantemente a opção estratégica da mitigação das emissões de gases de efeito estufa, abordando diretamente a preocupação com as Alterações Climáticas, incluindo o tema como objetivo principal e “prioridade estratégica” alcançáveis através dos seguintes vetores:

(1) Mobilidade mais sustentável contribuindo para redução das emissões de poluentes atmosféricos e do ruído, particularmente nos centros urbanos;

(2) Maior utilização de fontes primárias de energia com menos impactos ambientais negativos, designadamente com menores

38 Conf. Resolução do Conselho de Ministros n.º 109/2007. ENDS 2015 e Plano de

emissões de gases de efeito estufa e melhor aproveitamento de recursos energéticos endógenos e

(3) Melhoria da eficiência energética e de uso de recursos naturais nos setores de energia, indústria, comércio e serviços, contribuindo para reduzir as emissões de gases com efeito estufa.39

A finalidade de integração de políticas está presente expressamente na ENDS de Portugal (2007), uma vez que o “Modelo de Implementação” do documento oficial dá conta de que “a boa implementação desta ENDS exige uma estrutura operacional de acompanhamento, apoiada por mecanismos de cooperação interdepartamental, bem como procedimentos de avaliação assentes em indicadores de monitorização e progresso” (p.5).

Para a promoção da avaliação da estratégia comunitária rumo ao Desenvolvimento Sustentável, a Comissão Europeia40 apresentou, em 2006, uma lista de indicadores para acompanhar a implementação das prioridades políticas que foram acordadas em Gothenburg e nos Conselhos Europeus de Barcelona, ou que digam respeito aos compromissos assumidos pela União Europeia na Cimeira Mundial de Joanesburgo, sobre desenvolvimento sustentável. A lista tem a forma de uma estrutura hierárquica de 12 indicadores-chave (que correspondem aos principais temas de desenvolvimento sustentável identificadas a nível europeu e internacional), 45 indicadores de políticas fundamentais (correspondentes aos objetivos principais de cada tema) e 98 indicadores de análise (correspondente a medidas de execução dos objetivos- chave).

39 ENDS 2015 e Plano de Implantação, 2007, p.17

40 Conf. Conselho da União Europeia. Reapreciação da Estratégia da UE para o Desenvolvimento Sustentável (EDS) - Nova estratégia. Bruxelas, 2006.

O documento normativo comunitário (2006) também torna expresso o objetivo de integração de políticas e coordenação entre elas, declarando como sendo alguns dos “princípios norteadores das políticas” :

COERÊNCIA DAS POLÍTICAS E GOVERNAÇÃO

Promover a coerência entre todas as políticas da União Europeia e a coerência entre as ações locais, regionais e globais para melhorar a sua contribuição para o desenvolvimento sustentável.

INTEGRAÇÃO DAS POLÍTICAS

Promover a integração de considerações econômicas, sociais e ambientais por forma a serem coerentes e a reforçarem-se mutuamente utilizando plenamente os instrumentos para regulamentar melhor, como avaliações de impacto equilibradas e consultas das partes interessadas (p.4).

Em Portugal, a primeira edição do Sistema de Indicadores do Desenvolvimento Sustentável foi publicada em 2000 (APA, 2007), momento em que foi apresentada uma plataforma de indicadores ambientais, sociais, econômicos e institucionais, consubstanciada pelo modelo Pressão-Estado-Resposta.

Há também previsão de instrumentos econômicos e de financiamento nas estratégias de desenvolvimento sustentável, mecanismo considerado essencial para a implementação de políticas e medidas. Na estratégia europeia, há designação, de modo geral, de utilização “dos instrumentos econômicos mais adequados para promover a transparência do mercado e preços que reflitam os custos econômicos, sociais e ambientais reais dos produtos e serviços (acertar os preços)” (2006, p.24).

A estratégia comunitária incentiva os Estados Membros a tomarem “medidas fiscais que incidam menos no trabalho e mais no consumo dos recursos e da energia e/ou na poluição”(p. 24), além de estabelecer que:

A fim de assegurar que o financiamento da UE é utilizado e encaminhado de forma óptima para promover o desenvolvimento sustentável, os Estados-Membros e a Comissão deverão coordenar a sua ação para reforçar as complementaridades e as sinergias entre as várias vertentes dos mecanismos comunitários e de outros mecanismos de co-financiamento tais como a política de coesão, o desenvolvimento rural, o Life+, a Investigação e Desenvolvimento Tecnológico (IDT), o Programa de Competitividade e Inovação (PCI) e o Fundo Europeu das Pescas (FEP). (2006, p.24)

Por sua vez, o Plano de Implementação da estratégia para o Desenvolvimento Sustentável em Portugal estabelece como instrumentos chaves para sua concretização a utilização dos Fundos Estruturais e do Fundo de Coesão da União Europeia, em conjugação com o Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER) e os fundos públicos e privados nacionais, para financiamento de atuações de carácter estratégico, com um planeamento plurianual (2007, p.31).