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Dumitrescu-Hurlin Panel Granger Nedensellik Test

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ÜLKE(LER) DÖNEM METOT İLİŞKİ YÖNÜ Tang ve Cua (2012) Malezya 1971-2008 Toda-Yamamoto

3.5. Dumitrescu-Hurlin Panel Granger Nedensellik Test

O Instituto Médico Legal (IML) Dr. Walter Porto, de Fortaleza, foi criado em 1956 e, como órgão estatal, está subordinado à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) do Estado do Ceará.

Atuando na área de Medicina Legal, presta serviços de Polícia Técnico- Científica através de perícias médico-legais no vivo e no morto, solicitadas por autoridades policiais e judiciárias, necessárias ao esclarecimento dos processos policiais, judiciários e administrativos. Possui ainda competência para a realização de pesquisas científicas relacionadas à Medicina Legal.

O IML exerce atividades em todo o Estado do Ceará, com uma sede em Fortaleza, que atende toda a Região Metropolitana de Fortaleza, e três no Interior do Estado.

A sede de Fortaleza apresenta, atualmente, um quadro composto por quarenta e um médico-legistas, um psiquiatra forense, dezesseis odonto-legistas e treze toxicologistas, todos admitidos através de concurso promovido pelo Governo do Estado do Ceará. Possui uma área física que abrange quatro salas para exame no vivo, uma sala para exame sexológico, dois necrotérios (sendo um para corpos assépticos e outro para cadáveres em decomposição, com capacidade, respectivamente, para dezesseis e dois corpos), um consultório odontológico e um laboratório de toxicologia forense.

O funcionamento administrativo ocorre em horário de expediente e o atendimento às vítimas se dá em plantões de 24 horas, inclusive nos finais de semana e feriados. Entre as atividades exercidas pelos peritos legistas no IML de Fortaleza, está a realização de exames no vivo e no morto, para comprovar a existência de corpo de delito.

Todas as perícias encaminhadas ao IML são, obrigatoriamente, solicitadas pela autoridade competente – policial ou judiciária, que emite a guia de exame de corpo de delito, constando a identificação da vítima, bem como uma descrição

sucinta do agravo sofrido. O laudo elaborado pós-exame é encaminhado à autoridade que o requisitou e, a partir daí, passa a ser parte integrante do inquérito investigativo.

Levantamento feito dos casos atendidos no IML nos últimos anos evidencia um total de 19.829 perícias no vivo e 3.698 no morto, durante o ano de 2005 e 21.076 perícias no vivo e 3.433 no morto, no ano de 2006. Do total das perícias realizadas no vivo, o número de atendimentos prestados a crianças e adolescentes, tendo como causa a violência doméstica, representa cerca de 0,4% (79 casos) para o ano de 2005 e 1,5% (326 casos) para o ano de 2006.

Uma avaliação preliminar desses dados, como mostra a Tabela 1.5, evidencia um significativo aumento dos casos de violência doméstica contra crianças e adolescentes de um ano para o outro, o que faz refletir se tais casos estariam sendo mais diagnosticados e, por conseguinte, notificados ou se houve, realmente, um aumento da violência na área. Além disso, vale ressaltar melhorias no registro das informações contidas na guia emitida pela autoridade.

Determinar como e por que essas crianças e adolescentes são agredidos, quais as suas características, bem como caracterizar também sua família e o agressor, tem se mostrado como um desafio que, ao ser vencido, possibilitará conhecer melhor o problema e sugerir estratégias para minimizá-lo.

Tabela 1.5 - Distribuição de atendimentos de casos de violência doméstica contra crianças e adolescentes realizados no IML de Fortaleza, Ceará, segundo sexo e tipo de violência, em 2005 e 2006.

Sexo Tipo violência 2005

N % 2006 N % Masculino Física 13 16,5 79 24,2 Sexual 2 2,5 5 1,5 Subtotal - 15 19,0 84 25,7 Feminino Física 18 22,8 92 28,2 Sexual 46 58,2 150 46,1 Subtotal - 64 81,0 242 74,3 Total - 79 100,0 326 100,0

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1.6 JUSTIFICATIVA

É sabido que a violência, como um grave problema de saúde pública, deve ser assumida pelo setor saúde, sendo, por essa razão, importante que o mesmo trabalhe este tema nos marcos da promoção, prevenção e cuidados médicos e sanitários.

A inserção da violência, como tema prioritário na agenda do setor saúde, foi observada, como já referido, a partir da década de 80; nesse contexto, o foco na violência doméstica contra crianças e adolescentes se deve, sobretudo, ao seu caráter dissimulado, que dificulta sua detecção, bem como à sua magnitude e relevância.

Os serviços que lidam com crianças e adolescentes são considerados espaços privilegiados para o enfrentamento desse agravo. No entanto, a multiplicidade na

forma de apresentação e sua complexidade tornam difícil sua percepção pelos profissionais, exigindo a criação de políticas e ações de saúde que possam dar

respostas a essas questões e apontar soluções para essa problemática.

Apesar de toda a sua importância, não se conhece sua verdadeira dimensão. Trata-se de uma epidemia que cresce e progride no país, marcada pelo

silêncio da população, pela falta de notificação e consequentemente de dados estatísticos. Contribui para a irrealidade da situação, o chamado “Pacto do Silêncio” nos lares, considerado um lugar isento de violência, mas na verdade constitui-se num lugar investido de imunidade para a prática de maus-tratos contra crianças e adolescentes.

Considerando a eminência do tema, torna-se particularmente importante desenvolver um estudo que possa evidenciar sua magnitude e seus determinantes, auxiliar na percepção precoce da violência pelos profissionais de saúde, propor medidas capazes de prevenir e controlar esta forma de agressão e assim propiciar uma vida mais saudável e digna para as crianças e os adolescentes.

Com este estudo, pretende-se verificar como se apresenta a questão da violência doméstica contra a criança e o adolescente na Região Metropolitana de Fortaleza, a partir dos casos atendidos no Instituto Médico Legal Dr. Walter Porto, de Fortaleza.

O grupo populacional atendido nessa Instituição, se não necessitar de internação hospitalar ou chegar a óbito, irá fazer parte de uma estatística não medida e não sabida. Nesse contexto, e, tendo em vista os números não desprezíveis e crescentes mostrados nas Tabelas 1.2, 1.4 e 1.5, justifica-se esta investigação, que será capaz de desvendar uma parte da violência silenciosa entre nós, já que existem poucos trabalhos utilizando essa fonte de dados e escassez de informações sobre essa temática na Região Nordeste do país.

2.1 GERAL

Analisar algumas características da violência doméstica não fatal contra crianças e adolescentes atendidos no Instituto Médico Legal de Fortaleza.

2.2 ESPECÍFICOS

2.2.1 Caracterizar a vítima, sua família e o agressor segundo o perfil sócio- demográfico;

2.2.2 descrever a violência doméstica segundo o tipo, as lesões sofridas, a habitualidade, o encaminhamento para assistência médica e o processo de notificação;

2.2.3 relacionar alguns fatores capazes de gerar violência doméstica contra crianças e adolescentes com sua ocorrência na população estudada.

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