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3.3 Enerji Hipotezleri

3.3.3 Drucker-Prager Akma Kriteri

O estudo do IBGE sobre as regiões de influência das cidades foi publicado pela primeira vez em 1966 e novas versões desse trabalho foram divulgadas nos anos de 1978, 1993 e 2007, objetivando atualizar as relações estabelecidas entre as cidades. Os estudos apresentados no século passado definiram os níveis da hierarquia urbana e a delimitação das zonas influenciadas por cada cidade “a partir de questionários que investigaram a intensidade dos fluxos de consumidores em busca de bens e serviços”. A metodologia, adotada nos estudos anteriores, foi proposta por Michel Rochefort, que, como explanado anteriormente, buscou identificar os centros polarizadores da rede urbana, a dimensão da área de influência desses centros e os fluxos que se estabeleciam nessas áreas (REGIC, 2007).

De modo simplificado, a versão que estamos utilizando como referência retoma a concepção utilizada nos primeiros estudos realizados pelo IBGE, que resultaram na publicação do trabalho intitulado Divisão do Brasil em regiões funcionais urbanas. Na atual versão, foi privilegiada a função de gestão do território13, como definido por Corrêa (1995). Para esse autor, o centro de gestão do território

é aquela cidade onde se localizam, de um lado, os diversos órgãos do Estado e, de outro, as sedes de empresas cujas decisões afetam direta ou indiretamente um dado espaço que passa a ficar sob o controle da cidade através das empresas nela sediadas (CORRÊA, 1995, p. 83).

Para definir os níveis de centralidade administrativa, jurídica e econômica utilizou-se informações secundárias fornecidas por diferentes órgãos. Além dessa etapa, foram realizados estudos complementares enfocando diferentes equipamentos e serviços, como atividades de comércio e serviços, atividade financeira, ensino superior, serviços de saúde, internet, redes de televisão aberta e transporte aéreo. Na etapa seguinte, foram investigadas ligações entre cidades, de modo a delimitar a influência dos centros e a elucidar a articulação das redes no território, utilizando-se de dados secundários e pesquisa direta. Os municípios e as áreas de concentração foram as unidades territoriais que constituíram o universo de estudo. Finalmente, as

13 Privilegiou-se dois níveis de centralidade: a Gestão Federal, avaliada a partir da existência de órgãos

do Poder Executivo e do Judiciário Federal, e a Gestão Empresarial, que se refere à presença de diferentes equipamentos e serviços (REGIC, 2007).

37 cidades foram classificadas em cinco grandes níveis de hierarquia, como descritos a seguir:

i) METRÓPOLES - são os 12 principais centros urbanos do País, que se

caracterizam por seu grande porte e por fortes relacionamentos entre si, além de, em geral, possuírem extensa área de influência direta. O conjunto foi dividido em três subníveis, segundo a extensão territorial e a intensidade das relações: 1º - Grande metrópole nacional: São Paulo, o maior conjunto urbano do país, com 19,5 milhões de habitantes (estimados para 2007) e alocado no primeiro nível da gestão territorial; 2º - Metrópole nacional: Rio de Janeiro e Brasília, com população de 11,8 milhões e 3,2 milhões em 2007, respectivamente, também estão no primeiro nível da gestão territorial. Juntamente com São Paulo, constituem referência espacial para centros localizados em todo o País; e 3º - Metrópole: Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba, Goiânia e Porto Alegre, com tamanhos populacionais variando de 1,6 (Manaus) a 5,1 milhões (Belo Horizonte), constituem o segundo nível da gestão territorial. Note-se que Manaus e Goiânia, embora estejam no terceiro nível da gestão territorial, têm porte e projeção nacional que lhes garantem a inclusão neste conjunto;

ii) CAPITAL REGIONAL - integram este nível 70 centros que, como as

metrópoles, também se relacionam com o estrato superior da rede urbana. Com capacidade de gestão no nível imediatamente inferior ao das metrópoles, têm área de influência de âmbito regional, sendo referidas como destino (segundo um conjunto de atividades) para grande número de municípios;

iii) CENTRO SUB-REGIONAL - integram este nível 169 centros com atividades

de gestão menos complexas, preponderantemente entre os níveis 4 e 5 da gestão territorial. Têm área de atuação mais reduzida e seus relacionamentos com centros externos à sua própria rede se dão, em geral, apenas com as três metrópoles nacionais;

iv) CENTRO DE ZONA - nível formado por 556 cidades de menor porte e com

atuação restrita à sua área imediata; exercem funções de gestão elementares; e

v) CENTRO LOCAL - as demais 4.473 cidades cuja centralidade e atuação não

extrapolam os limites do seu município, servindo apenas aos seus habitantes, têm população predominantemente inferior a 10 mil habitantes (mediana de 8.133 habitantes).

38 Assim, tendo a REGIC como referência base adotada, focou-se a região influenciada pela capital baiana. A Região de Influência de Salvador - REGIC SSA - (Figura 01), envolve um total de 520 municípios (conforme divisão político- administrativa vigente em 2007), discriminados em: a) uma Capital Regional: Aracaju; b) três Capitais Regionais: Feira de Santana, Vitória da Conquista e Ilhéus-Itabuna; c) duas Capitais Regionais: Juazeiro-Petrolina e Barreiras; d) sete Centros Sub- regionais: Paulo Afonso, Irecê, Jacobina, Santo Antônio de Jesus, Jequié, Guanambi e Teixeira de Freitas; e e) um Centro Sub-regional: Itaberaba14. Os demais territórios municipais são considerados Centros Locais.

Figura 01 - Região de Influência de Salvador - 2007 Fonte: IBGE, 2007.

14 Originalmente, o município de Itaberaba e aqueles que fazem parte de sua periferia inseriam-se na

área de influência direta de Salvador. No entanto, para atender ao critério de contiguidade espacial, foi necessário tratá-los como um conjunto à parte. Outro aspecto relevante a ser mencionado foi a inclusão da área comandada por Teixeira de Freitas à macrorregião de influência de Salvador. De acordo com a REGIC, este recorte espacial insere-se na região comandada pelo Rio de Janeiro, no entanto, todos os municípios ali inseridos estão sob influência direta da administração pública do estado baiano, em face da presença de sedes regionais, de universidade, de diferentes serviços, bem como do sentimento de pertencimento da população a esta unidade da Federação. Outro fator que corrobora à inclusão deste espaço na grande área de estudo é o interesse em compreender a dinâmica migratória recente do estado da Bahia. Mantivemos ainda a área sob influência direta de Aracaju, quando tratamos da rede urbana comandada pela Bahia nas três últimas décadas, embora, a dinâmica da capital sergipana tenha ficado de fora dos estudos anteriores a esse período.

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Benzer Belgeler