2. TÜRKÇE DİL ETKİNLİKLERİNİ ÖZÜR
2.6. Hikâye Anlatma Etkinlikleri
2.7.5. Dramatizasyon
Esse novo ambiente de comunicação empodera o indivíduo e desequilibra as relações de poder, que antes estavam exclusivamente nas mãos do Estado e Instituições privadas e agora passa a ser diluído entre os milhões de usuários destas redes online.
Se antes as pessoas eram tomadas como usuários passivos de serviços pensados unidirecionalmente e distribuídos por poucos, hoje elas são protagonistas de novas interações mediadas ou incitadas pela tecnologia, que multiplicam poderes. Isto reconfigura o processo comunicacional nas organizações, porque instaura um panorama de desenvolvimento de redes horizontais de interação, inclusivas e conectadas local e globalmente, construindo renovados fluxos de sentido. (COGO, 2016, p.31).
A comunicação que era centralizada e baseada no modelo matemático da comunicação (emissor – mensagem – receptor) se vê atualmente invadida por múltiplas vozes e plataformas de interação que mantêm o indivíduo conectado o tempo todo, gerando e veiculando conteúdo continuamente. A grande transformação na Comunicação, principalmente corporativa, trazida pela internet está relacionada a real troca de informações entre os usuários que engloba: construção e desconstrução de conceitos e
necessidades/demandas, posturas socialmente desejáveis e até uma releitura da ética aplicada às relações humanas e de consumo. A informação institucional que antes era distribuída de forma verticalizada passa a ser interpelada por este ser virtual que, apoiado na identidade criada, ou reforçada, por suas relações sociais virtuais, se permite opinar, rejeitando ou apoiando o posicionamento de determinada marca no mercado. “O mundo organizacional certamente não sai ileso deste novo cenário, diante de cidadãos mais propositivos e críticos, além de detentores de ampla capacidade comunicativa via redes digitais” (COGO, 2016, p.33), já que a velocidade de transmissão deste tipo de conteúdo, tendo em vista justamente estas redes sociais online, e sua força mobilizadora (ou o contrário) são capazes de abalar, especialmente, a imagem da empresa, ao que podemos chamar de ethos7 da marca, diante de seus públicos.
Chega-se em um ponto da história da comunicação organizacional em que apenas a tradição ou o “nome” da empresa não são mais suficientes para garantir a sua legitimação, sendo necessário, como afirma Cogo (2016), uma revisão de procedimentos buscando uma gestão humanizada que abre espaço para estes “multiprotagonistas”.
Cabe aqui retomar a questão da legitimação tratada por Charaudeau (2009) não só como o direito legal à fala e à confiança, mas também como posicionamento e caráter demonstrados que inspirem esta confiança no público alvo. Este direito legal à fala é chamado pelo autor de identidade social que “é, pois, algo “atribuído-reconhecido”, um “pré- construído”: em nome de um saber reconhecido institucionalmente, de um saber-fazer reconhecido” (CHARAUDEAU, 2009, p.03). No caso de uma empresa, este reconhecimento se dá tanto pela sua atuação na sociedade, quanto por suas tradições, também por concessões de títulos e premiações e ainda por sua posição de “testemunha” da história desta sociedade. Já a este posicionamento Charaudeau (2009) chama de identidade discursiva que é construída pela própria marca (empresa) por meio do discurso, de acordo com o papel que ela se atribui em sua comunicação, podendo reforçar ou apagar a identidade social. O autor acrescenta ainda que “[...] o processo pelo qual alguém é legitimado é o de reconhecimento de um sujeito por outros sujeitos, em nome de um valor aceito por todos.” (CHARAUDEAU, 2009, p.03), ou seja, a legitimação passa por um processo ativo de reconhecimento com base nos valores circulantes na sociedade em dado momento histórico.
7Aristóteles (2005) define ethos como “caráter” do orador, imagem construída por meio do discurso que
legitima seu direito à fala. O ethos da marca corresponde, portanto à imagem da marca construída por meio de seu discurso organizacional, e nesse novo contexto, pelo seu diálogo com seus públicos.
Tendo em vista o momento histórico atual, em que a rede (internet) torna-se a via principal de comunicação e atua também como fator reestruturante das relações sociais em todo o mundo, para obter a legitimação de seus discursos e a consequente sobrevivência das marcas no mercado, faz-se necessária uma mudança de postura organizacional no sentido de valorização do capital humano, tanto daqueles que são a sustentação de sua produção quanto daqueles que consomem a marca.
Cresce a importância da comunicação e dos relacionamentos entabulados, com o fator de haver um descentramento da fonte emissora, saindo da empresa e migrando para os múltiplos públicos. Afinal, aquelas pessoas que foram quase sempre receptores, objetos das relações públicas e da comunicação organizacional, passam a ser personagens, protagonistas de conteúdos, de uma história social, que é o entrelace entre a história do indivíduo, agora ator, e a história da organização. (COGO, 2016, p.33)
O processo de legitimação hoje está em constante construção, passando pela identidade social da marca, porém se detendo de forma mais demorada em sua identidade discursiva que passa a ser constituída não só da fala institucional, mas também da fala de outros atores em contato com a marca, ou seja, de forma colaborativa. Elas passam a permear o dizer institucional a partir daquilo que a marca representa para seus pares; suas histórias e vivências com a marca são incorporadas na comunicação organizacional com o objetivo de gerar não só pertencimento, mas identificação. “Este pertencimento se traduz em um reconhecimento de seu lugar de enunciação, de enraizamento, e se desdobra em um processo de identificação.” (RIBEIRO, 2016, p.17 apud COGO, 2016).
Nada é mais natural e remete mais às raízes e identidade do sujeito do que o hábito de contar histórias, hábito este que atravessou o tempo e volta na atualidade como uma ferramenta de conexão entre os seres humanos e seus sentimentos e valores, um convite ao resgate da memória daquilo que é essencial. Como afirma Suzana Ribeiro (2016, p.15, in COGO, 2016), “[...] histórias envolvem [...]”. E se envolvem podem ser trabalhadas em prol de uma comunicação mais próxima com o público das empresas e instituições que hoje disputam espaço entre os múltiplos estímulos oferecidos pela dinâmica virtual. Neste contexto, o Storytelling configura-se como uma alternativa neste novo campo comunicacional em que é preciso produzir sentido, envolvimento, para gerar adesão.