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3.2 Matematiksel Eniyileme

3.2.1 Do§rusal Programlama (DP)

Cintra et al. 2009, Silva Jr. et al. 2009). Esta espécie parece restrita às matas de galerias encontradas no Cerrado.

A perereca Phyllomedusa ayeaye (n=5, méd. CC=13.64 mm, méd. CRC=36.47 mm), única representante deste gênero, foi coletada em ambientes com vegetação arbustiva marginal, inseridos em áreas de cerrado típico, em campos sujos que margeiam as matas de galeria. Capturamos apenas machos, que vocalizam durante a estação chuvosa, com o auge no mês de novembro. A espécie utiliza poleiros com cerca de 1 m de altura sobre riachos temporários ou perenes. Foram observados agrupamentos com cerca de cinco machos vocalizando em um mesmo ambiente e no mês de janeiro observamos imagos com cerca de 1,5 cm, ainda com cauda. A espécie ocorre em áreas próximas ao Morro do Ferro, no norte do estado de São Paulo e no sudoeste do estado de Minas Gerais (Araújo et al. 2007a, Giovanelli et al. 2008, Baêta et al. 2009).

Em 1982, Cardoso & Haddad descreveram uma espécie para o PNSC, a qual o nome homenageou o parque, Scinax canastrensis (n=8, méd. CC=11.68 mm, méd. CRC=26.01 mm). Os autores apontam que a espécie apresenta características dos grupos rubra e catharinae. Coletamos exemplares da espécie tanto na parte baixa quanto na parte alta do parque e, embora tenhamos encontrado indivíduos na estação chuvosa, os machos cantam principalmente na estação mais seca e fria, em vegetação arbustiva na margem de riachos permanentes e temporários. Parece estar distribuída em diversas áreas do parque. Posteriormente, sua distribuição foi estendida para o município de Perdizes, também em Minas Gerais (Oliveira Filho & Kokubum 2003) e para o Parque Estadual das Furnas do Bom Jesus, cerca de 45 km a oeste do PNSC no estado de São Paulo (Araújo et al. 2007b).

A perereca Scinax maracaya (n=3, méd. CC=12.24 mm, méd. CRC=27.69 mm) foi descrita na região da Serra do Juca Leandro (Cardoso & Sazima 1980) e habita ambientes marginais de cursos de água permanentes ou temporários. Os machos no PNSC começaram a vocalizar na estação chuvosa, principalmente nos meses de janeiro, fevereiro e março, e permaneceram em atividade reprodutiva até o mês de abril (ver Barros & Feio 2011). Geralmente vocalizam em gramíneas e vegetação arbustiva nas margens de cursos de água, até no máximo a 1 m de altura do solo. No PNSC foi encontrada na região do vale da nascente do Rio São Francisco e em riachos temporários formados em áreas com campos limpos e rupestres. Esta espécie está distribuída em regiões de montanhas no sudeste de Minas Gerais (Frost 2010).

Amplamente distribuída, Scinax squalirostris (n=8, méd. CC=9.38 mm, méd. CRC=22.52 mm) ocorre no Sudeste e Sul do Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina (Eterovick & Sazima 2004, Brasileiro et al. 2005, Conte & Machado 2005, Loebmann 2005, Feio et al. 2007, Hiert & Moura 2007, Uetanabaro et al. 2007, São Pedro et al. 2010, Cintra et al. 2009). No PNSC, coletamos esta espécie vocalizando principalmente na estação chuvosa (com auge nos meses de novembro e dezembro). Utilizam ambientes de campos abertos, em poças temporárias formadas na beira da estrada. Os machos formam agrupamentos de até 30 indivíduos no mesmo ambiente. Geralmente são encontrados na base das gramíneas, dentro ou margeando poças de água.

Leiuperidae: Existem três representantes desta família no PNSC, Physalaemus cuvieri (n=8,

méd. CC=11.20 mm, méd. CRC=27.78 mm) Eupemphix nattereri (n=1, CC=16.03 mm, CRC=38.78 mm) e Pseudopaludicola saltica (n=4, méd. CC=5.41 mm, méd. CRC=16.01 mm). A espécie Physalaemus

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Eterovick & Sazima 2004, Brasileiro et al. 2005, Loebmann 2005; Feio 2007; Uetanabaro et al. 2007, São Pedro et al. 2010, Cintra et al. 2009).

Coletamos Eupemphix nattereri somente na estação chuvosa, no mês de novembro, em poça temporária na beira da estrada. Parecem ocorrer nos ambientes de campos limpos. Os machos vocalizam nas margens ou dentro da água. Esta espécie está distribuída nas regiões central e Sudeste do Brasil, atingindo porções do leste do Paraguai e Argentina (Frost 2010).

Observamos machos de Pseudopaludicola saltica vocalizando em regiões de campos abertos, cerrado típico e nas proximidades de afloramentos rochosos. Formam agrupamentos com mais de 10 indivíduos e vocalizam dentro das lâminas de água formada na estação chuvosa, em atividade entre os meses de novembro e fevereiro. Esta espécie ocorre no Cerrado, nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e São Paulo (Frost 2010).

Leptodactylidae: Representa a segunda família com maior número de espécies registradas no

PNSC. Dentre estes registros encontramos algumas espécies com distribuição em diversos biomas e bem adaptadas a ambientes antrópicos, tais como, Leptodactylus fuscus (n=2, méd. CC=20.77 mm, méd. CRC=47.56 mm), Leptodactylus labyrinthicus e Leptodactylus latrans (n=2, méd. CC=38.83 mm, méd. CRC= 105.61 mm) (Frost 2010).

A espécie Leptodactylus furnarius (n=7, méd. CC=15.71 mm, méd. CRC=34.72 mm) foi coletada no PNSC apenas na parte alta. Os machos vocalizam no solo, nas margens ou dentro de lâminas de água formada na estação chuvosa, principalmente em áreas de campos limpos, próximo a campos rupestres e em cerrado típico. Iniciam a vocalização no crespúsculo e não formam agrupamentos. Apresenta distribuição mais ampla no centro, Sudeste e Sul do Brasil e no Uruguai. (Eterovick & Sazima 2004, Brasileiro et al. 2005, Uetanabaro et al. 2007, Cintra et al. 2009, Frost 2010).

Registramos a ocorrência de Leptodactylus cunicularius (n=2, méd. CC=16.22 mm, méd. CRC=38.73 mm) principalmente na estação chuvosa entre os meses de novembro e janeiro, em áreas de campos limpos com drenagem de água temporária formada por cursos de água estreitos. Os machos vocalizam durante o dia e a noite e não observamos agrupamentos. A espécie está distribuída em regiões elevadas da Serra do Espinhaço (Frost 2010).

Leptodactylus jolyi (n=2, méd. CC=18.81 mm, méd. CRC=41.66 mm) foi coletado entre os

meses de novembro e dezembro vocalizando em área alagadiça com solo arenoso e vegetação típica de altitude com gramíneas rasteiras e poças temporárias, na base de elevações com afloramentos rochosos. Os machos vocalizam no período noturno e não formam agrupamentos. Esta espécie está distribuída nas Serras do centro e Sudeste do Brasil (Eterovick & Sazima 2004, Brasileiro et al. 2005, Uetanabaro et al. 2007, Cintra et al. 2009).

Microhylidae: Foi diagnosticada apenas uma espécie desta família no PNSC, Elachistocleis cesarii (n=4, méd. CC=9.91 mm, méd. CRC=35.70 mm), coletado dentro de matas de galeria, matas de

capão e na estrada do PNSC. Os machos vocalizam em cursos de água temporários. Iniciam a vocalização no mês de novembro até fevereiro. Não observamos desovas. A espécie ocorre principalmente nas regiões central e Sudeste do Brasil, atingindo alguns pontos do Nordeste, nos estados do Ceará, Sergipe e Bahia, e na divisa com a Bolívia (Caramaschi 2010).

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Benzer Belgeler