5. TARTIŞMA
5.3. Doğumun 2 Evresinde Rutin Epidural Analjezi Almayan Anneye
Revisto em 2006 e atualizado em 2007, o novo PMDI (2007-2023), elaborado pelo CDES foi organizado em programas e estruturado em estratégias orientadas em suas diretrizes orçamentárias pelo PPAG (2008-2011). Os projetos desenvolvidos neste período parecem emergir da necessidade de elevar os indicadores sociais de Minas (8ª posição nos rankings sociais e 10ª posição no ranking nacional do IDHM).45 Além disso, a queda da participação de Minas no setor primário a partir da década de 1990 levantou a preocupação em estimular o crescimento deste setor.
Segundo a nova edição do PMDI, o Choque de Gestão foi exitoso em seu conjunto de medidas para introduzir “a concepção de um Estado que gasta menos com a máquina, e cada vez mais com o cidadão” (PMDI, 2007-2023, p.7). Nesta direção, foi confirmada a diretriz de construir um Estado para Resultados, pautado na qualidade fiscal e na gestão eficiente. Seria o início da segunda geração do Choque de Gestão, agora intitulado Estado para Resultados “com a inserção dos destinatários das políticas públicas no cerne do processo de planejamento e, a partir deste cerne, a definição das ações e metas para os próximos anos” (AÉCIO NEVES, PMDI 2007-2023, p.7).
Na reformulação do PMDI, as questões originárias do planejamento de 2003 foram mantidas e novos estudos foram desenvolvidos para respondê-las. As questões visavam a responder às seguintes indagações: “Qual será a dinâmica de desenvolvimento da economia brasileira no período 2007-2023?” e “Como evoluirão os ambientes social, econômico e político-institucional mineiro no período 2007-2023?”.
A influência dos contextos mundial e nacional foi atualizada revelando condicionantes. A globalização, a consolidação da “sociedade do conhecimento” e as mudanças no mercado de trabalho foram apresentadas como tendências mundiais consolidadas na economia. Na educação, a emergência de novas tecnologias e a importância crescente da educação para o desenvolvimento também foram apresentadas como tendências mundiais estabelecidas. No âmbito nacional, a educação ainda se apresenta como gargalo, pelo baixo nível educacional, enquanto o país gradativamente vai se inserindo no mercado mundial, o que passaria a exigir qualificação e maiores níveis de escolaridade da população. O diagnóstico da situação do
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IDHM trata-se do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, medida sintética do desenvolvimento humano. Disponível em <http://www.pnud.org.br/idh/>. Último acesso em 20 de Março de 2012.
estado foi incrementado por meio de pesquisas qualitativas desenvolvidas por especialistas e estudos comparativos quantitativos e qualitativos, revelando condicionantes internos que apontam para a consolidação de um elevado grau de especialização da economia mineira e o baixo nível educacional, com padrões insuficientes de infraestrutura e de qualidade, representando entraves ao futuro de Minas.
A visão de “Aonde se pode chegar” foi revisitada e atualizada, a partir dos cenários desenvolvidos em 2003, sendo mantida a visão de futuro desejável. A principal modificação se deu em resposta à questão: “Como chegar lá?”, que resultou no Estado para Resultados, pilar do Choque de Gestão de Segunda Geração, e no detalhamento de ações gerenciais contidas em 11 áreas de resultados que definem projetos estruturadores, metas físicas e valores orçados.46 Foi mantida a aplicação da prestação de contas e de resultados à população (accountability) e maior ênfase foi dada à mensuração dos resultados para sua apresentação à população.
A estratégia de desenvolvimento pautar-se-ia pelos programas de governo (gestão Aécio Neves da Cunha) para o período 2003-2010, sustentados pelo próprio governo, pela iniciativa privada e pela sociedade civil. O SIMAVE encontrou maior respaldo nesse governo, integrando os projetos estruturadores, que compõem o Choque de Gestão de Segunda Geração, tendo sido gerenciado e acompanhado em comitês em que participam a alta administração do governo, como estratégia mensurável para aferição da qualidade do serviço público educacional.
O SIMAVE situa-se dentro da área de resultados intitulada Educação de Qualidade. As áreas de resultados constituem o Estado para Resultados, e, por sua vez, são constituídas por ações que podem ser medidas a fim de serem acompanhadas a partir da estipulação de metas a serem atingidas, com base nos cenários I (Conquista do Melhor Futuro) e III (Superação das Adversidades).
A área de resultados Educação de Qualidade parte da premissa de que a educação constitui-se em investimento que produz retorno para a sociedade, para o indivíduo e para a economia do país. Percebe-se a influência da estratégia da Perspectiva Integrada do Capital
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O PMDI 2007-2023 definiu os destinatários das políticas em 5 eixos estratégicos, bases para as políticas públicas do período 2008-2011. São eles: pessoas qualificadas, saudáveis e instruídas, com foco no capital humano, essencial para o desenvolvimento econômico e social; jovens protagonistas, com vistas à inserção do jovem no mundo do trabalho, ao empreendedorismo e à inclusão social; empresas dinâmicas e inovadoras, que concebem o crescimento econômico como alavanca de crescimento social; cidades seguras e bem cuidadas, com vistas à melhoria da qualidade de vida e equidade entre pessoas e regiões, com programas voltados às regiões mais vulneráveis. (PMDI, 2007-2023)
Humano adotada no Estado para Resultados. Nessa linha, ampliar o estoque de Capital Humano é condição importante para o desenvolvimento dos países, tendo em vista que, segundo o documento, o conceito de Capital Humano abarca não somente a escolaridade e a qualidade da educação, como também, o grau de capacidade para o trabalho (medida por indicadores de saúde e nutrição) e o protagonismo social dos indivíduos.
Sob o ponto de vista econômico, o principal impacto do desenvolvimento do Capital Humano é o aumento da produtividade da economia. O investimento em educação, desde o ciclo básico até o Ensino Superior e a formação para o trabalho tem correlação direta com o retorno trazido pelo investimento em capital físico, ampliando os níveis de renda e bem-estar. Mas esse processo de formação do jovem depende de que o mesmo tenha recebido cuidados apropriados em saúde e nutrição, pois quanto mais saudável e bem nutrida uma população, maior será a sua capacidade cognitiva e a produtividade do seu trabalho. (PMDI, 2007-2023)
A adoção da Perspectiva Integrada do Capital Humano parte de sua determinação na competitividade socioeconômica aumentada e auferida pela qualificação da força de trabalho e pelo estoque de conhecimento da sociedade, mensurado, por sua vez, pela comparação com padrões internacionais (OCDE).
Por isso, a área de resultados Educação de Qualidade aponta, dentre outros objetivos estratégicos, para a promoção de um salto de qualidade no ensino, orientado por padrões internacionais, a ser alcançado por ações, como a construção de sistemas de avaliação, com o objetivo de “verificar periodicamente a qualidade do ensino em todas as escolas de Minas Gerais e subsidiar a gestão escolar orientada para resultados”. Constituem-se em ações a serem implantadas com o fim de atingir este objetivo, o monitoramento do desempenho e da qualificação dos professores visando a elevar sua performance e a concepção de novos padrões de gestão voltados para a eficácia operacional (PMDI, 2007-2023). O discurso adotado no Estado para Resultados é visivelmente voltado para a integração entre os setores social e econômico. A educação é colocada como propulsora do desenvolvimento econômico. Adota-se também uma perspectiva mais convergente com o planejamento federal, típica da Nova Administração Pública, justificando-a como derivada da consolidação dos valores democráticos.
Observa-se, portanto, um arranjo que busca substituir o controle burocrático pelo controle de mercado; incentivos para que a sociedade passe a financiar, participar ou ser corresponsável pelas ações do estado, por meio de parcerias ou do controle social; e a manutenção da estabilidade da democracia na descentralização de políticas públicas como forma de manutenção da acumulação capitalista moderna. Ball (2008) considera que a
expansão da sociedade capitalista vem acarretando novos modos de organizar a economia, introduzindo nas escolas a lógica de mercado, dos modelos gerenciais e da performatividade.
Nesse sentido, a base do Estado para Resultados é o desenvolvimento de mecanismos de controle, onde o cidadão é empoderado47 para assumir o papel de fiscal dos recursos derivados dos impostos que paga e que são devolvidos pelo estado na forma de bens e serviços, modelo defendido por Pereira (1998), numa perspectiva do cidadão-cliente-usuário.
O Choque de Gestão de Segunda Geração baseia-se ainda na prática da “gestão motivada por ganhos de produtividade do gasto governamental” (PMDI 2007-2023, p. 45). Por isso, foram colocados como objetivos estratégicos a serem perseguidos no período a implementação da governança social, ou seja, a ampliação da atuação da sociedade no controle das ações do governo; a disseminação de boas práticas de gestão, visão que na educação, tem sido bastante disseminada em vários países através de difusão de práticas das chamadas escolas eficazes (BROOKE; SOARES, 2008; FRANCO; BONAMINO, 2005); a profissionalização de servidores públicos; o aumento do terceiro setor na prestação de serviços; a efetivação política da prestação de contas à sociedade; dentre outras. Esses objetivos seriam atingidos por meio de ações que aprimorassem o sistema de estatística do estado, com o intuito de gerar resultados demonstráveis.
A própria construção do texto do PMDI denota a orientação gerencial potencialmente utilizada a partir de sua reformulação em 2006/2007. Análises comparativas, o uso de indicadores, metas e dados estatísticos revelam a incorporação de dados passíveis de mensuração e divulgação. Contudo, ainda que o uso de dados estatísticos tenha possibilitado a difusão de resultados e da evolução de indicadores sociais e econômicos, a modernização da gestão pública não tem conseguido eficácia para minimizar os grandes problemas sociais existentes.