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2.4. DÜNYA YAŞLILIK İSTATİSTİKLERİ

2.4.1. Doğum Oranları

A elaboração de um projeto de arquitetura exige a combinação de uma série de requisitos que não podem ser esquecidos, pois compreendem a formalização de condições e necessidades que norteiam as decisões do projetista e são anteriores à proposição projetual. Entre os elementos que

limitam ou condicionam o projeto, direcionando o processo de sua elaboração, estão: as condições climáticas e físicas do terreno/local em que a obra será inserida, a legislação urbanística, o dimensionamento dos ambientes, as necessidades do cliente, os aspectos socioculturais, os materiais e mão de obra disponíveis, o sistema construtivo, as normas técnicas, os recursos financeiros existentes, os elementos estéticos, e até mesmo o repertório projetual do autor. O projeto arquitetônico seria, portanto, derivado da seleção e ordenação desses condicionantes (ODEBRECHT, 2006; NEVES, 1998), de modo que a proposta arquitetônica corresponderia à busca por alternativas de solução para uma determinada questão, considerando suas muitas nuances (SILVA, 1998). Para tanto, um passo decisivo corresponderia à adoção do partido, enquanto momento em que o projetista esboça sua solução para essa equação complexa.

De modo geral, a partir da identificação de um problema básico ou do programa de necessidades (definido pelo projetista e seu cliente), o arquiteto identifica os condicionantes que podem influenciar ou (de)limitar suas decisões, a fim de definir qual o caminho a seguir no processo de projetação. Como essa definição pressupõe uma síntese das principais ideais ligadas à fase conceptual (ZEIN, 2003), uma parte importante do produto imaginado muitas vezes é resultante da hierarquização dos condicionantes projetuais. A forma plástica, por exemplo, pode ser influenciada pela topografia local, pela funcionalidade exigida no programa (casos em que o zoneamento e a implantação sejam fundamentais para as decisões arquitetônicas), pela estrutura, pelos materiais, pelas condições de insolação das fachadas, e assim por diante, em função dos enfoques que se mostrem decisivos para as escolhas do projetista.

Os condicionantes projetuais podem ser divididos em físicos, locais e legais (ODEBRECHT, 2006). Os “físicos” envolvem questões climáticas (insolação, ventos, chuva, iluminação natural, pluviometria e umidade do ar), aspectos ligados à paisagem natural (localização geográfica, topografia da área, vegetação pré-existente e acidentes naturais) e paisagem urbana (arruamento, edificações circunvizinhas e visuais). Os “locais” contemplam outros aspectos do sitio onde a edificação será edificada, como acessos,

topografia própria e infraestrutura (água, esgoto, iluminação pública e da edificação, pavimentação, gás, sistemas de telecomunicações). Por fim, é essencial observar as condições para que o projeto seja “legal”, respeitando a legislação específica, normas sociais e/ou regras de convivências públicas; dentre os “condicionantes legais” destacam-se o Plano Diretor e Código de Obras da municipalidade ou do empreendimento (como no caso de condomínios ou shoppings), bem como as normas técnicas específicas a cada tipo de intervenção (hospitais e escolas, por exemplo, precisam atender às exigências de normas ministeriais).

Extrapolando os aspectos supracitados, a literatura de origem humanista (entre outros clássicos na área encontram-se os trabalhos de PREISER, VISCHER, WHITE, 1988 e SANOFF, 1992) indica também ser essencial analisar os usos e costumes que envolvem os futuros moradores ou empreendedores, sobretudo no que se refere à definição do programa de necessidades, ao estudo das relações entre cômodos e às necessidades- aspirações-preferências dos possíveis usuários.

Também a tectônica, além de meio para atingir o objetivo proposto (a materialização do objeto pretendido) pode ser considerada um condicionante projetual, pois os materiais escolhidos e o modo de execução previsto estão diretamente ligados ao processo de concepção projetual, delimitando os recursos materiais e humanos necessários, inclusive no tocante à necessidade de serviços especializados (LIMA, 2012; AMARAL, 2012). Dentre estes elementos o sistema estrutural tem papel preponderante na definição do partido arquitetônico, sendo defendido por Paulo Mendes Rocha como “a expressão da arquitetura” (SABBAG, 2000). Apesar da reconhecida importância do sistema estrutural, atualmente nem todos os arquitetos exploram suas inúmeras possibilidades, pois a separação da formação acadêmica de arquitetos e engenheiros tornou a estrutura objeto de maior interesse dos últimos.

Finalmente, a forma, elemento de extrema importância na composição do produto espacial, podendo tornar-se o principal condicionante do projeto, sobretudo em se tratando de situações nas quais as características visuais impressas no objeto arquitetônico irão expressar a imagem do evento ou da instituição. Nesse sentido, a forma relaciona-se intimamente à tectônica, sendo

preciso pensar tal imagem em conjunto com o custo final da obra e sua funcionalidade.

De fato, há íntima relação entre os diferentes condicionantes projetuais (funcionais, bioclimáticos, contextuais, legais, etc.) e a proposição final adotada no projeto arquitetônico, materializada através da forma escolhida e da tectônica (sistema estrutural e técnica construtiva) utilizada. Note-se que como cada um destes condicionantes se apoia no outro e todas essas questões (estética, conforto ambiental, estrutura e funcionalidade) precisam ser simultânea e adequadamente respondidas. Diante de tal necessidade, em cada situação o projetista refaz a seleção e hierarquização desses condicionantes, de maneira que algum aspecto (ou alguns) assume(m) o papel de ideia dominante naquela proposta, havendo, ainda, a possibilidade de novas combinações e associações no decorrer do exercício do projetar.

Assim, se, em linhas gerais, o projeto representa uma combinação de fatores que conduzem a solução de um problema, há que se considerar o papel da experiência e do repertório projetual do projetista no processo de seleção e organização destes elementos, cuja aquisição passa pelas suas características pessoais e pelos conhecimentos adquiridos ao longo do tempo. Assim, em sua prática profissional o projetista acumula informações e soluções de inúmeras origens e naturezas, as quais influenciam o exercício de projetar; suas habilidades específicas e conhecimento teórico e técnico, associadas às experiências (de diversas origens), não podem descartadas na análise da concepção projetual, pois com base nesse conjunto a proposta é concebida (LAWSON, 2011).

A arquitetura é um ofício que pressupõe o reconhecimento da especificidade da disciplina e o domínio dos meios de expressão que lhe são inerentes. O conhecimento arquitetônico repousa sobre o repertório de soluções do qual a história é o repositório; repertório aplicado com sensibilidade e razão a problemas específicos da arquitetura, segundo a teoria e a prática do ofício e a inventividade pessoal do arquiteto. (OLIVEIRA, 1986, p. 75).

Tradicionalmente, ao projetar o projetista analisa (tanto isoladamente quanto em conjunto) cada aspecto que pode influenciar o objeto arquitetônico, buscando a(s) solução(ões) mais adequadas à proposta em desenvolvimento. Surge daí a necessidade de ordenação/priorização dos condicionantes

projetuais, sendo preciso entender que tais condicionantes estão ligados a uma linha tênue, variável em função da sensibilidade de quem projeta.

Com relação especificamente a este tópico, esta tese investiga a arquitetura remontável a ser executada com base em sistemas pré-definidos, a partir de perguntas como: Nesse tipo de arquitetura os condicionantes projetuais se modificam ou se mantém os mesmos? Qual a relevância de cada um deles? Existe algum que seja preponderante sobre os demais?

A literatura no campo da arquitetura remontável (ROBBIN, 1996; SIEGAL, 2002; VANCE, 1998), indica que o processo de concepção desse tipo de edificação incorpora conhecimentos sobre engenharia e comunicação visual, e que o fato de utilizar um sistema previamente definido permite uma reavaliação constante do produto executado, possibilitando alterações mais eficazes. Além desta tese averiguar, mesmo que em caráter exploratório, se profissionais e estudantes de arquitetura corroboram esse entendimento, tem- se como premissa que, nessas condições, o sistema utilizado será valorizado pelos projetistas como facilitador do processo projetual em arquitetura, e que, nesses projetos, estrutura e estética serão priorizados.