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Belgede Dünya ve Türkiye’de Özelle (sayfa 22-29)

Em 1893, com a Lei 169, foi autorizada a instalação de grupos escolares que, a princípio, consistiam na simples reunião de escolas preliminares em um mesmo prédio (escolas reunidas). Com os Decretos nº 248, de 26 de julho de 1894, e o Decreto nº 518, de 11 de janeiro de 1898, que aprovaram, respectivamente, o regimento interno das

escolas públicas e o regulamento para execução da Lei nº 520, de 26 de agosto de 1897, essa recém-criada unidade escolar foi adquirindo características próprias. Os grupos escolares deveriam seguir a orientação pedagógica adotada pela escola-modelo.

Com uma organização um pouco mais complexa, os grupos escolares foram constituídos de modo que o elemento controlador não fosse mais externo e sim interno: a figura do diretor. Ele, com certa notoriedade diante da administração superior, ganhava o direito de indicar seus adjuntos. Essa autonomia, no entanto, sofreria um certo controle, quando obrigada a seguir, rigorosamente, os programas e métodos de ensino das escolas-modelos, com uma rigorosa fiscalização por parte do poder central, a ser realizada pelos diretores e inspetores escolares.

O grupo escolar contava com um diretor, função atribuída a um dos professores da mesma escola, diplomado pela escola normal, tendo, por vantagem, ser auxiliado, na regência de classe, por um adjunto. O cargo de diretor era de livre escolha do governo, dentre aqueles que possuíssem diploma da Escola Normal e, na sua falta, dentre os que possuíssem diploma expedido por escola complementar.

As escolas absorvidas pelos grupos escolares deixariam de ter existência própria e seriam eliminadas do quadro geral das escolas, passando os respectivos professores efetivos a serem considerados adjuntos do diretor. O lugar de adjunto seria criado, pelo governo, por Decreto e as nomeações seriam feitas também pelo governo, sem dependência de concurso, e recairiam sobre professores intermediários, normalistas ou a esses equiparados. Os adjuntos poderiam ser dispensados, quando seus serviços se tornassem desnecessários ou quando assim conviesse ao ensino

A não-inclusão das cadeiras dos grupos escolares nos concursos foi aconselhada pelo secretário do Interior, Dino Bueno, que, no relatório de 1896, argumentou que a ação dos diretores seria enfraquecida caso os professores não fossem propostos pelo mesmo e, sem poder dispensá-los quando necessário, esses docentes se sentiriam com a mesma autoridade que os diretores. Isto provocaria embaraço na regularidade do serviço, ocasionando atritos entre professores e diretores, como a quebra da disciplina, ofensa ao prestígio moral que deveria ter a autoridade administrativa e, em geral, um incalculável prejuízo para a instrução.

Entretanto, os salários pagos aos adjuntos e ao diretor não refletiam a hierarquia funcional ou o grau de responsabilidade de cada um, mas a habilitação que possuíam, pois, todos eles, além da gratificação anual de 600$000, recebiam os vencimentos de

acordo com os respectivos títulos de habilitação, isto é, o professor intermédio, habilitado por concurso e de acordo com as leis do Império, 2:400$000; e os professores portadores de diploma, 3:600$000 anuais.

Com o Decreto nº 1216, de 27 de abril de 1904, apareceu, no regulamento dos grupos escolares, a figura do professor substituto, cujas nomeações seriam feitas por ato do secretário de Estado dos Negócios do Interior e recairiam sobre os professores diplomados pela escola normal ou pelas escolas complementares. Aos substitutos competia, por designação do diretor do grupo escolar, pôr-se no lugar do adjunto efetivo nas suas faltas, impedimentos e licenças. Os substitutos só receberiam os vencimentos dos adjuntos a quem substituíssem.

O corpo docente dos grupos escolares, em 1920, era composto de adjuntos e de substitutos efetivos. Os adjuntos dos grupos escolares do interior eram nomeados pelo governo, mediante proposta apresentada pelos respectivos diretores, sendo exigido, do indicado, o diploma de professor e, no mínimo, um ano de exercício em escola isolada ou de prática em grupo escolar. Aqueles propostos para adjuntos dos grupos da capital deveriam ser portadores de diploma de professor e terem sido aprovados em concurso para provimento de escolas da capital paulista.

Pela já citada reforma, foram previstos, para os grupos escolares, tantos substitutos efetivos quantas eram as classes em funcionamento. Havendo maior número de candidatos do que lugares de substitutos, eles seriam exonerados após dois anos de prática, para que, desse modo, abrissem vagas aos excedentes. Os substitutos deveriam estar diariamente na escola e a prática a que seriam sujeitos seria determinada pelo diretor. Só seriam remunerados quando assumissem a substituição, recebendo o salário do professor substituído.

No começo do ano letivo, os nomes dos professores seriam dispostos a partir de uma lista nominal organizada pelo diretor do grupo escolar, dispondo-os pela ordem decrescente da assiduidade verificada no ano anterior. O tempo de exercício dos substitutos efetivos não seria mais contado, para efeito de promoção no magistério. Pela lei anterior, aquele substituto que atuasse com bons resultados teria direito de fazer valer, para efeitos de nomeação, a porcentagem de promoção que conseguisse obter.

Em 1925, os professores substitutos continuaram existindo e seriam dispostos, a partir de uma lista nominal organizada pelo diretor do grupo escolar, no começo do ano letivo, pela ordem decrescente da assiduidade verificada no ano anterior. Aquele

substituto que atuasse com bons resultados teria direito de fazer valer, para efeitos de nomeação, a porcentagem de promoção que conseguisse obter.

Ademais, em 1925, as vagas de adjuntos dos grupos escolares do interior eram preenchidas por professores que tivessem, pelo menos, um ano de efetivo exercício em escola isolada urbana do interior, ou dois anos de efetivo exercício em escola isolada rural ou ainda, dois anos de exercício, sendo um ano de prática nos grupos escolares e um de efetivo exercício em escola isolada. Na classificação dos candidatos, a preferência era daqueles que possuíssem maior assiduidade, comprovada competência e estivessem no exercício de escolas do mesmo município do grupo escolar cuja vaga estivesse em concurso.

Os adjuntos de grupos escolares da capital seriam escolhidos dentre: 1) dois terços dos professores com um ano de exercício em escola urbana da capital e, quando não houvesse professores com esse tempo mínimo de exercício, prevaleceria a classificação do último concurso; 2) um terço dos professores, com cinco anos de exercício em grupo escolar do interior, mediante remoção por merecimento, requerida pelo professor. Fato que deveria ocorrer na segunda quinzena de dezembro de cada ano, juntando os seguintes documentos certidão de exercício, passada pelo tesouro; certidão, passada pelo diretor do grupo e selada com 20$000 estaduais, da qual constasse o número de alunos promovidos nos últimos anos, especificando a classe, número de alunos existentes em novembro de cada ano e número de dias letivos do professor, que não poderia ser inferior a 150.

A classificação por merecimento seguiria os seguintes critérios: cada candidato teria uma nota correspondente à promoção de cada ano e seria o coeficiente da porcentagem dividida por dez. Essa nota seria multiplicada por um coeficiente variável, de acordo com o ano do curso e com o número de alunos matriculados, existentes em novembro. Os coeficientes seriam assim distribuídos:

1) Para o 1º ano seria de 60, para a classe que tivesse até 20 alunos, acrescendo 0,5 para cada aluno a mais, até 40. Para os 2º, 3º e 4º anos, os coeficientes variavam de 55 a 65. Para classe com até 20 alunos, o coeficiente seria de 55, acrescendo 0,5 para cada aluno, até 40.

2) Tirada a média dos três anos, seria feita a média dos dias letivos do professor nesse período. O número de pontos

alcançados constituiria o grau para classificação do candidato, cuja ordem de classificação seria o número de pontos obtidos. Essa classificação, organizada e publicada até 31 de janeiro, vigoraria durante todo o ano.

Em 1927, os adjuntos de grupos escolares da capital, incluindo os de grupos- modelo seriam selecionados dentre: dois terços dos professores com 200 dias de efetivo exercício em escola da capital e, quando não houvesse professores com esse tempo mínimo de exercício, poderiam ser nomeados outros com tempo inferior, prevalecendo, na falta daqueles, a classificação do último concurso; um terço, dentre os professores com cinco anos de exercício em grupo escolar do interior, mediante remoção, por merecimento, requerida pelo professor, na segunda quinzena de dezembro de cada ano. Era preciso juntar os seguintes documentos: 1) certidão de exercício, passada pelo Tesouro; 2) certidão, passada pelo diretor do grupo e selada com 20$000 estaduais, da qual constasse o número de alunos promovidos nos três últimos anos, especificando a classe, número de alunos existentes em novembro de cada ano e número de dias letivos do professor, que não poderia ser inferior a 150.

A classificação por merecimento seguiria os seguintes critérios: cada candidato teria uma nota correspondente à promoção de cada ano e seria o coeficiente da porcentagem dividida por dez. Somada essa nota, ela seria multiplicada por um coeficiente variável, de acordo com o ano do curso e com o número de alunos matriculados existente em novembro. Os coeficientes seriam assim distribuídos:

a) cada candidato teria uma nota correspondente à promoção de cada ano, o coeficiente da porcentagem seria dividido por dez. Essa nota seria multiplicada por um coeficiente variável, de acordo com o ano do curso e com o número de alunos matriculados, existentes em novembro. O coeficiente para o 1º ano seria de 60 para a classe que tivesse até 20 alunos, acrescendo 0,5 para cada aluno a mais, até 40. Para os 2º, 3º. e 4º anos, os coeficientes variariam de 55 a 65. Para classes com até 20 alunos, o coeficiente seria de 55, acrescendo 0,5 para cada aluno, até 40.

b) Para a média dos três anos: seria tirada a média dos dias letivos do professor nesses três anos e o número de pontos alcançados

constituiria o grau para classificação do candidato, cuja ordem de classificação seria o número de pontos obtidos. Em igualdade de condições, prevalecia a antigüidade no magistério. Essa classificação, organizada e publicada até 31 de janeiro, vigoraria durante todo o ano.

As vagas de professores adjuntos de grupos escolares do interior seriam preenchidas por professores que tivessem 400 dias de efetivo exercício em escola urbana, ou 400 dias em escola rural, por substitutos efetivos que, até o dia 31 de dezembro de 1927, tivessem completado todos os requisitos, de acordo com a Lei anterior, para o cargo de adjunto de grupo escolar. Professores formados no regime das escolas normais de cinco anos, os que formassem na Escola Normal da Praça da República e os formados no curso ginasial completo, que tivessem 200 dias de efetivo exercício, também seriam aprovados.

3.2. As regras de recrutamento como definidoras da carreira do

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