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3.3. Arapça Konuşma Becerisinde Kullanılabilecek Teknikleri

3.3.2 Doğaçlama

Essa mulher demonstrou grande dependência da figura materna e sua mãe parece

estimular essa dependência com todos os filhos, tendo, a entrevistada, inclusive, um

irmão depressivo, que, de acordo com ela, mantém com a mãe um vínculo simbiótico

desde sua tenra idade, quando se mostrava mais frágil do que de fato o era, inclusive

ele é uma pessoa doce, depois fala que ele foi vítima, por ter perdido umas plantações,

por de problemas climáticos e ainda não ter conseguido se recuperar dessa situação nem

emocionalmente, nem financeiramente. O pai ocupa um lugar figurativo, sem

importância, do coitadinho

Em função dos atendimentos do filho, também se submeteu a alguns processos

terapêuticos e, atualmente, começa a fazer um movimento de separação de sua própria

mãe, mas de maneira tênue.

Na condição de esposa, o lugar que ocupa é o da submissão e dependência

emocional. Ela sempre soube, desde o namoro, que o marido era uma pessoa nervosa e

grosseira, mas continuou com o projeto de viver com ele. Mas não demonstrou sentir-se

afetada pessoalmente com o jeito rude dele, o único momento em que cogitou a

possibilidade de uma separação foi quando soube que ele a traiu. É chamada pela

família como aquela que não fez um bom casamento.

No início do relato, parece que se está falando de uma criança sem pai que tem

como cuidadores a mãe e a avó, como se essa criança fosse fruto desse relacionamento, elas fossem o “casal” que gerou aquela criança.

Quanto a esse item, esta-se falando, aqui, da segunda geração de “mães polvo”,

as quais enrolam seus tentáculos na presa, que nesse caso, são os filhos, elas

praticamente desconhecem a figura paterna, desconsiderando sua presença. Em seu

casamento, “optou” por alguém que serve bem para que ela possa seguir esses desígnios

familiares: um homem que foi vítima de abandono pelos pais e vitimizações por parte

da pessoa que assumiu sua responsabilidade, portanto, com dificuldades para o

exercício adequado da função paterna, já que a tendência, nesse caso, é repetir

que ela não soubesse de tudo isso conscientemente, houve uma eleição inconsciente

desse marido. Ela diz que sempre SALVOU o filho do pai. De fato, dado os exageros

dele, por um lado isso é verdade, mas, por outro, ela não cumpre sua função materna de

permitir a entrada de um terceiro na relação.

Além de não permitir a entrada do pai na relação com o filho, ela própria, por

vezes, se ausenta do lugar de mãe e entrega o filho para que sua mãe cuide dele,

distanciando-o ainda mais do pai. Foi possível perceber esse, comportamento, quando

disse que foi praticamente sua mãe quem criou o seu filho, já que trabalhava. O pai era

convocado apenas quando ela e sua mãe se enrolavam nos cuidados com a criança e,

porque não dizer, quando seus tentáculos se enrolavam e a crianças escorria por eles.

Apesar de se propagandear uma mãe zelosa, o que o seu discurso vai desvelando

é a necessidade de não permitir intervenções que possibilitem grandes modificações no

tipo de vinculação que mantém com o filho, por isso, fica muito chateada quando seus

familiares lhe cobram uma postura mais eficaz em relação a Júnior. Ela se sente

culpada, já que passa a impressão de ser negligente. Mas o que está implícito é a dificuldade de olhar o menino como algo fora dela mesma. Isso fica evidente pelo fato

do menino ter sido vítima de maus tratos na escola por tanto tempo, e isso só ter sido

descoberto por um terceiro que teve acesso à concretude da situação.

Tanto ela, quanto o marido possuem uma relação utilitária com o filho, pois o

idealizavam como um objeto precioso e quando ele se mostrou um objeto defeituoso ele

foi negado.

Essa relação desses pais com essa criança gerou um empobrecimento dos

processos de simbolização do garoto. Ele tem dificuldades de se relacionar com um

deficiência vai aumentando.

Quando o médico fez o diagnóstico de deficiência mental, ele deu a mãe um

dado concreto, algo para ela poder nomear seu filho.

Quanto ao pai, este precisou da intervenção dos profissionais do Programa de Liberdade Assistida para nomear seu filho, já que a mãe não havia lhe dado acesso a ele.

Apesar de ter feito uma escolha heterossexual, ter casado, e ter tido filhos, a

construção dessa identidade feminina vai ocorrendo de maneira sui generis: casa-se com alguém que já sabe de antemão que não conseguirá assumir grandes

responsabilidades. Não se distancia da figura materna, chegando a levar a mãe dela para

dentro de seu casamento; como quem, de maneira simbiótica, cuida de um filho, que é

percebido por ela mais como um objeto do que como sujeito. Ela demonstrou que

durante muitos anos, percebia sua mãe como a detentora do falo, ou seja, não conseguiu

se afastar dela em direção ao pai, visto por ela como alguém frágil, assim como seu

marido, que não tem condições de assumir responsabilidades. Atualmente, após ter se

submetido a terapias em função dos problemas com o filho, ela começou a se movimentar desse lugar, de forma muito lenta.