2.7. ÖĞRENMEYİ GERÇEKLEŞTİRME (APPLY LEARNING)
2.7.2. DL Algoritmasının Modellenmesi
Neste trabalho, considera-se o e-Learning como um sistema de aprendizagem amplo, que envolve recursos tecnológicos computacionais. Segundo ROSENBERG (2002), para que uma estratégia de aprendizagem seja considerada um e-Learning, ela deve ter dois pontos básicos: a gestão do conhecimento e o treinamento on-line.
O treinamento pode ser presencial ou ministrado por intermédio de recursos computacionais. Quando utiliza esses recursos, ele é considerado “treinamento on-line”. Esta forma de treinamento tem também a característica de estar acessível por meio de uma rede ou
Internet, para que os treinandos o executem. O treinamento on-line é praticamente o centro de
um sistema e-Learning, e a sua confecção é um tema de grande importância, uma vez que faz parte da transferência de conhecimento, por meio de instrução direta.
Os treinamentos on-line também podem ser de duas formas: síncrona, ou seja, várias pessoas participando de um treinamento virtual, geralmente num ambiente colaborativo; assíncrona, ou seja, pode ser executado a qualquer momento pelo treinando.
cientistas, como Thomas Edison, previam a utilização da tecnologia para aprimorar a aprendizagem. Ou ainda quando o exército americano utilizava vídeos instrucionais para treinar grandes contingentes de soldados. Porém a utilização dos recursos computacionais em treinamento aconteceu por meio dos treinamentos baseados em computadores, chamados de CBTs, que tiveram uma grande repercussão na década de 70 e podem ser considerados os precursores do treinamento on-line.
Os CBTs ( Computer Based Training ) vieram como uma promessa de revolução para o ensino. Propunham um ensino mais rápido, barato e para muitos participantes. Prometiam dar aos treinandos o que os vídeos não poderiam proporcionar, interatividade. Pela primeira vez, os usuários conseguiam interagir com as lições. Mas, mesmo com esses avanços, os CBTs não duraram muito tempo, ainda tinham limitações, os programas dependiam de recursos multimídias para serem executados, e também eram pacotes fechados, que em pouco tempo estavam desatualizados.
Outro problema é que, em muitos casos, não se pensava no projeto instrucional do treinamento, tornando-o entediante para o usuário. Sua distribuição era também complicada, sendo necessário enviar disquetes ou CDs para vários lugares ou baixar pacotes pesados nas máquinas.
Com a utilização do ambiente WEB e a evolução da tecnologia, algumas barreiras foram quebradas e deu-se um novo fôlego ao treinamento que utiliza recursos computacionais. Com novas características e funcionalidades, surge o treinamento on-line e também o e-Learning.
O desenvolvimento de novas tecnologias baseadas em WEB está trazendo o treinamento
on-line para o centro da discussão, quando se trata de treinamento corporativo. Com a
tecnologia WEB, pode-se distribuir um treinamento diretamente na máquina dos usuários, sem a necessidade de enviar nada. Sua atualização pode ser feita a qualquer hora, de forma centralizada.
Quando se atualiza um treinamento on-line, automaticamente todos, quando o iniciar estarão executando a última versão, dando maior agilidade para a empresa acompanhar a evolução do conhecimento. Ganhou-se, também, na interatividade e didática das lições, que ficaram bem mais interessantes, ajudando a prender a atenção dos usuários. Novos programas de desenvolvimento de conteúdo proporcionam altos níveis de interatividade e bons recursos gráficos. Com novos programas ficou também mais fácil e barato desenvolver treinamento utilizando recursos avançados. E, por fim, o controle e administração desses recursos ficaram mais precisos, podendo ser identificados pontos falhos e sua correção ser feita rapidamente.
Alguns benefícios da utilização de treinamento on-line são apontados por ROSENBERG (2002):
• Redução de custos – Reduz custos de viagens, tempo de treinamento, infra-estrutura de salas de aula e instrutores;
• Melhora a resposta da empresa – Pode alcançar um número ilimitado pessoas ao mesmo tempo, e pode ser vital quando for necessário fazer uma mudança rápida na empresa;
• O conteúdo é apresentado na hora certa e de forma confiável – Como é WEB, pode ser atualizado instantaneamente, tornando a informação sempre útil e precisa;
• As mensagens são consistentes ou personalizadas – Os programas podem oferecer lições padrões ou personalizadas, dependendo do público e do conteúdo que se deseja transmitir;
• O aprendizado ocorre 24 horas por dia – As pessoas podem acessar o treinamento quando quiserem e onde quiserem;
• Evita perda de tempo – O ambiente WEB já esta cada vez mais familiar para as pessoas, evitando-se o tempo de aprendizado na utilização das lições;
• Universalidade – A maioria das plataformas tecnológicas são compatíveis com padrão WEB, evitando-se incompatibilidade de sistemas;
• Cria comunidades – A WEB permite a criação de ambientes colaborativos para que os usuários compartilhem experiências e informações;
• Escalabilidade – Esse tipo de tecnologia pode ser replicada para um número muito grande de pessoas ao mesmo tempo.
• Aproveita o investimento feito em WEB – Usa recursos de sistemas que já foram implementados, aproveitando-se investimentos anteriores;
• Oferece serviços com cada vez mais valor – Os recursos WEB estão cada vez mais avançados e possibilitando novas funcionalidades.
A elaboração de um treinamento on-line é uma das questões-chave quando se trata do assunto. ALISTAIR FRASER, da Penn State University, afirma que “um treinamento
tradicional não deve ser convertido em formato WEB, sem considerar como ele deve mudar para nova tecnologia”5.
Um treinamento presencial quase sempre pode ser transformado em treinamento on-line, porém o inverso não deveria ser verdadeiro. Se for possível converter um treinamento on-line
foi bem sucedida, já que os recursos utilizados para elaborar um treinamento WEB nem sempre têm uma relação direta com os recursos presenciais. Dessa forma, um treinamento não deve ser convertido simplesmente sem uma reavaliação da forma como se quer transferir este conhecimento. Devem-se considerar todas as alternativas tecnológicas a que se tem acesso, para poder combiná-las, de forma a obter uma maior eficácia no treinamento.
ROSENBERG (2002) afirma ser possível evitar o fracasso na elaboração do treinamento
on-line, se utilizado um melhor design instrucional, que aproveite os atributos oferecidos
pelas novas tecnologias de aprendizado. Definir os objetivos significativos e motivacionais também é outro passo importante. As pessoas querem saber por que estão fazendo o curso, qual será o impacto nas suas atividades de trabalho e a sua relevância para os resultados da sua unidade e da empresa.
O conteúdo para e-Learning pode ser comprado de uma empresa ou então desenvolvido. A decisão depende de muitas variáveis, como: que tipo de curso, qual o público alvo, a obsolescência do conteúdo. Mas um fato é importante: não se deve desprezar o produto pronto que existe disponível no mercado. Em algumas ocasiões, seria um erro caro tentar reinventar conteúdos que já estão aprovados no mercado. Existe um número cada vez maior de empresas que vendem este tipo de produto para os interessados.
Dentro da linha de treinamento on-line, pode-se enumerar uma série de formas. Desde apresentações em formato WEB, até software que simula o ambiente de trabalho do funcionário.
As simulações vêm ganhando cada vez mais espaço, em função de seu caráter prático. Simulações têm por objetivo criar um ambiente no computador que se pareça com o ambiente de trabalho em que se quer ensinar. Esta forma de treinamento tem se mostrado muito eficaz, principalmente quando o assunto que se quer ensinar é também um sistema computacional. Por exemplo, como capacitar os funcionários a utilizar ferramentas como: Word, Excel,
Outlook, sistemas contábeis, ERPs, e até sistemas que foram desenvolvidos internamente.
Com as simulações, os treinandos podem praticar a execução de uma atividade de trabalho sem que isso impacte diretamente no ambiente real. Os usuários podem testar inúmeras atividades, tornando os seus erros parte do aprendizado, e aprendendo o caminho correto para executar suas atividades do trabalho. Além disso, as simulações estimulam o aprendizado, porque requerem, na maioria das vezes, uma interação dos usuários, tornando-o mais dinâmico e natural.
Recursos multimídia também são um outro aliado no desenvolvimento de treinamentos para e-Learning. Gráficos, imagens, vídeos e áudio têm sido utilizados em treinamentos há
anos. No treinamento on-line, essas tecnologias podem ser combinadas dentro do computador, permitindo ainda que os usuários interajam com elas. Entretanto deve-se lembrar que recursos áudios-visuais elaborados são ótimos para entretenimento, mas, para que tenha efeito de aprendizado, é preciso combiná-lo com um projeto instrucional adequado. Agregar multimídia a um conteúdo ruim não vai torná-lo melhor. Outra dificuldade encontrada em se carregar muito um treinamento com multimídia é que o treinamento fica mais pesado, fica, às vezes, difícil distribuí-lo por meio da WEB, tornando-o lento e entediante.
4.2.1 Tipos de treinamentos on-line
Os treinamentos on-line poderiam ainda serem classificados de acordo com seu grau de complexidade e recursos que utilizam. Segundo algumas empresas e entendidos do assunto, dividem-se os treinamentos on-line em três níveis:
• Básico, que utiliza principalmente recursos de apresentação de textos como Power
Point e Flash, além de texto em HTML.
• Normal, que se constituem numa mistura de recursos de apresentação e exibição de textos em HTML, com softwares de simulações, que possibilitam interação dos usuários e prática dos conceitos aprendidos. Também pode incluir avaliações simuladas, em que os usuários interagem com o programa, tendo o seu desempenho registrado para futuro feedback.
• Prêmio, que, além dos recursos utilizados nas modalidades anteriores, inclui também um alto grau de recursos multimídia, como vídeos e áudio, e também com alto grau de interatividade por parte dos usuários.
Além dos três níveis de treinamento on-line é possível ter uma forma combinada ou mista, que engloba um ou mais tipos de treinamento on-line dispostos acima com treinamento presencial tradicional. Nesta modalidade, parte do curso tem instrução presencial e parte do treinamento é realizada de forma on-line.
Cada modalidade tem a sua funcionalidade, com suas vantagens e desvantagens. Cabe à empresa, por meio dos responsáveis pelo treinamento, saber qual se encaixa melhor nos objetivos de treinamento na ocasião. A escolha pode variar de acordo com o tipo de conteúdo, com o público alvo, com os recursos disponíveis, com a relevância do treinamento, ou com outros critérios importantes na hora de tomar a decisão. Deve-se, para isso, conhecer as vantagens e desvantagens em se utilizar essas modalidades. No Quadro 2, estão relacionadas
Quadro 2 - Modalidades de treinamentos on-line e suas características: Modalidade/
característica
Custo de desenvolvimento
Qualidade Público Conteúdo
Básico Baixo Baixa mais pessoas
autodidatas Assuntos conceituais; mais de baixa relevância; alta obsolescência.
Normal Médio Média Pessoas
habituadas à informática Abrange uma gama maior de conteúdo, desde conceituais até os que envolvem certa prática; boa relevância; baixa obsolescência.
Prêmio Alto Alta Pessoas
habituadas à informática Abrangente; com alta relevância; baixa obsolescência.
Combinado Alto Alta Pessoas não
tão habituadas à informática Abrangente; com alta relevância; obsolescência relativa (em alguns pontos)
Os treinamentos on-line ainda podem ser classificados segundo a forma como eles ocorrem. Eles podem ser síncronos ou assíncronos. Um treinamento on-line síncrono é aquele que ocorre de maneira sincronizada, com vários participantes em estações diferentes. O treinamento síncrono normalmente tem um horário pré-estabelecido em que os participantes iniciam os treinamentos concomitantemente. Este tipo de treinamento é marcado por utilização de recursos de colaboração entre os participantes, em que eles podem interagir entre si, trocando perguntas, informações e experiências. Também se pode incluir um instrutor virtual que ficaria num local com recursos de transmissão de vídeo, áudio ou texto, para que pudesse fornecer instruções, dicas e acompanhar o desenvolvimento dos participantes. Em alguns casos, também existe a figura de um moderador que filtra as informações que chegam ao instrutor, no caso de muitos participantes, para ordenar as perguntas de forma a dar mais dinamismo no treinamento.
O treinamento on-line assíncrono é aquele em que o participante pode iniciar o treinamento em qualquer momento. O treinamento fica disponível normalmente na Intranet ou Internet, e o participante fica livre para escolher o melhor momento para executá-lo. Este
tipo de treinamento também costuma contar com a possibilidade de o aluno parar o treinamento no meio de sua execução e retornar no ponto em que parou para dar prosseguimento. Quando existe a colaboração neste tipo de treinamento, ela também é realizada de forma assíncrona, por intermédio de e-mail ou outra forma de comunicação em texto. As dúvidas e informações são enviadas ao instrutor ou trocadas entre os participantes, que interagem cada um a seu tempo.
Os treinamentos on-line ainda podem ser mistos, ou seja, síncronos e assíncronos, para isso sendo realizados treinamentos assíncronos, no momento em que o participante quiser, além de sessões colaborativas, marcadas em horários pré-estabelecidos.
4.2.2 Infra-estrutura para e-Learning
“Na Internet, o conteúdo pode ser rei, mas a infra-estrutura é Deus”(Tom Kelly, vice- presidente mundial de treinamento da Cisco Systems, Inc)6
Um fator importante, quando se trata de e-Learning, é a infra-estrutura que se tem disponível. O treinamento on-line pode ficar excelente, mas se não funcionar a contento para os usuários, todo esforço terá sido em vão. O acesso ao treinamento deve ser confiável, não pode desconectar todo o tempo, do contrário, os usuários não irão mais acessá-lo. Então se torna necessário estabelecer uma forte parceria com o setor de infra-estrutura tecnológica da empresa, para garantir o bom funcionamento.
Testes deveriam ser feitos antes de se colocar os treinamentos on-line em atividade. Indicadores de desempenho de acesso deveriam ser estipulados, como tempo para executar uma lição, em diversas situações, as mais críticas possíveis. Estratégias alternativas devem ser pensadas, para que, caso ocorra algum problema, possa-se continuar com os treinamentos. Deve-se pensar também nos momentos de maior acesso, ou pontos de pico de utilização em rede. Deve-se incentivar os acessos fora desses momentos, para evitar um sobrecarregamento no sistema.
É importante também, em se tratando de infra-estrutura, verificar os pré-requisitos, para que as lições possam ser executadas pelos usuários. Se for necessário, por exemplo, instalar algum software para executar as lições do treinamento, ou mesmo um requisito mínimo de máquina. Portanto, deve-se garantir que todos os pré-requisitos sejam atendidos pelos usuários antes de divulgar o treinamento.
Buscar soluções tecnológicas mais leves e flexíveis para o desenvolvimento do treinamento on-line deve ser uma meta a ser perseguida, quando o assunto é e-Learning, pois isso torna o trabalho da área de infra-estrutura mais fácil e diminui a resistência dos usuários quando o mesmo foi implementado.
Quando se trata de e-Learning, existem alguns padrões de linguagem para o desenvolvimento de conteúdo e também ferramentas. O padrão de linguagem mais utilizado na WEB ainda é o HTML, mas outras linguagens como XML e Java estão crescendo a cada dia mais. O padrão de linguagem deve ser um critério importante na hora de decidir pela compra de uma ferramenta de desenvolvimento ou gerenciamento e-Learning. Algumas linguagens são mais flexíveis que outras, e às vezes, têm mais recursos também.