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1. TASAVVUFUN ANLAMI VE KAYNAĞI

2.1. Tevhid

2.9.1. Divan-i Hüda-i den Seçmeler

Na arquitetura têxtil, como em toda arquitetura, a tríade Vitruviana também deverá ser cumprida, isto é, firmitas, utilitas e venustas. Essa tríade foi apresentada pelo arquiteto e engenheiro Vitruvio (27 a 16 a. C.), como sendo os três elementos fundamentais da arquitetura, referindo-se a solidez (integridade), funcionalidade e beleza. Carrió (2011) afirma que, para se assegurar que a tríade seja cumprida é necessário fazer uma análise das patologias que podem afetar este tipo de estrutura. Medidas preventivas e de manutenção deverão fazer parte do projeto da obra e da sua vida útil. Limpeza periódica das membranas, checagem da tensão (para evitar rugas) e checagem dos elementos metálicos (devido a processos de corrosão e oxidação) devem ser regulares, com periodicidade que

pode variar em função dos materiais usados e das condições climáticas do local onde a estrutura foi montada.

Uma das características marcantes desse tipo de estrutura é a sensação de leveza e de fluidez que elas conseguem passar. É possível construir formas “orgânicas” muito atraentes e em prefeita harmonia com o ambiente, apesar de cobrirem grandes espaços. O engenheiro Carrió (2011), descreve que essas são características específicas deste tipo de arquitetura cuja forma e composição. Promovem uma ruptura dos paradigmas clássicos de estruturas tradicionais feitas com madeira, ferro e argamassa. Ele menciona que as membranas de forma livre são fascinantes devido aos seus aspectos dinâmicos e contínuos.

Para o engenheiro Kawaguchi (1995), uma estrutura não é bonita por si mesma; uma estrutura pode ser considerada realmente bela quando o projetista que a idealiza conseguir combinar sensibilidade e riqueza de imaginação com a capacidade de compreender o comportamento dessa estrutura.

A beleza foi unanimemente mencionada por 100% dos profissionais brasileiros entrevistados na pesquisa deste trabalho com sendo uma das qualidades percebidas neste tipo de estrutura. Outras qualidades consideradas importantes são: modernidade, leveza e praticidade, qualidades estas também apontadas por profissionais que trabalham com esse padrão de estrutura em outros países.

Os princípios e requisitos desse tipo de arquitetura englobam características de expressão visual, aspecto, construção e geometria. Llorens (2011) fala sobre a necessidade de coerência e homogeneidade nas estruturas e expressa o seguinte ponto de vista:

O aspecto não é somente a manifestação da forma. Indica também o comportamento da estrutura e sua adequação funcional

”.

Como referido em páginas anteriores, o tecido é um dos mais antigos materiais usados pelo ser humano para construção de abrigos e se mantém como um importante material sendo usado atualmente em diversas aplicações, inclusive na própria construção civil. O seu papel será ainda mais importante para o futuro. Brownell (2011) diz tratar-se de um material leve, fácil de transportar e de manusear, pode gerar economia de energia, proteção térmica e proporcionar efeitos visuais interessantes.

Nos últimos anos percebe-se uma evolução das matérias-primas e dos componentes empregados na fabricação dos compósitos têxteis, dentre elas as membranas arquitetônicas. A utilização de membranas é mais indicada para cobertura de grandes vãos cujos espaços internos não terão colunas ou suportes que possam atrapalhar a movimentação interna. Quando usadas como extensão de prédios convencionais de alvenaria, podem ser uma boa alternativa para protegê-los contra sol excessivo, chuva, vento ou neve. É uma boa alternativa para a melhoria do rendimento energético do edifício ou, mesmo, para proporcionar maior conforto aos usuários que tenham acesso ou que saiam dele.

Até poucos anos atrás, as exigências para este tipo de arquitetura não eram as mesmas que aquelas requeridas para a arquitetura convencional. Por serem leves, finas e relativamente transparentes, eram utilizadas mais como filtro do que como barreira aos agentes atmosféricos e ruídos externos. Mas, de um tempo para cá, com o uso mais frequente em aplicações de caráter permanente, afloram as necessidades de se conseguir melhor condicionamento térmico e acústico, além de eficiência energética. Dentre as principais funções dessa arquitetura podemos destacar a função de proteção, juntamente com a possibilidade de se criar espaços sombreados e confortáveis. Nela a reflexão de radiação solar gira entre 65% e 80%. A opção por cores claras (de preferência branco) deve proporcionar melhores resultados, uma vez que cores escuras absorvem mais calor, gerando desconforto internamente (LLORENS, 2011).

A relação entre a forma e a funcionalidade das estruturas tensionadas é citada por Titotto et al. (2003). Esses autores asseguram que, quando esse modelo de estrutura é projetado, é essencial que haja um cuidado na determinação da forma da estrutura para que ela atenda às necessidades definidas no projeto original e que esteja devidamente inserida no contexto do ambiente. A relação entre o

potencial e a limitação deste tipo de sistema estrutural carece de um olhar cuidadoso na exploração de formas e composição.

Ao descrever estrutura tensionada montada ao lado de edifícios de alvenaria no Pátio Norte da Universidade de Melbourne (Austrália), Bahamón (2004) assim explica a funcionalidade deste espaço criado:

Tal como as tendas beduínas, primeiras construções têxteis, a estrutura tornou-se um símbolo social de reunião, local de refeições, comércio e entretenimento. Enquanto os edifícios adjacentes representam a longevidade e a permanência, a natureza desta peça é efêmera e passageira. A estrutura cobre uma superfície com cerca de 70m² e é utilizada durante o ano para diversas atividades, como simples zona de descanso ou de lazer (BAHÁMON, 2004, p.38).

Uma das principais potencialidades das membranas é a possibilidade que possuem de permitir a passagem parcial de luz, bloqueando as radiações infravermelha e ultravioleta, menciona Santomauro (2008), em seu livro sobre tensoestruturas. Parte da luz do sol é refletida quanto atinge a membrana (30% a 75%), parte é absorvida (10% a 60%) e outra parte penetra no espaço coberto (5% a 20%). A variação de cor pode afetar a transparência da membrana.

O mesmo assunto é assim abordado pelo arquiteto Carrió (1991): a radiação total incidente sobre a membrana é a soma da radiação direta do sol mais a radiação difusa. Do total incidente, 70% é refletido, aproximadamente 15% passa para o interior do ambiente; e 15% é absorvido pela membrana, que, em consequência, atua como difusora (cerca da metade desse percentual absorvido é passado também para o interior do ambiente em forma de calor, e metade é refletido). O coeficiente de transparência resultante gira em torno de 25%. Tal característica proporciona um ambiente com luz natural durante o dia e com possibilidade de interessantes efeitos de luz à noite, como, por exemplo, a iluminação da estrutura através de holofotes com diferentes cores.

Benzer Belgeler