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4.2. Findings

5.1.1. Discussion

Caraterizar o serviço

Questão nº1 – O serviço de Medicina integra o serviço de Medicina I e de Medicina II. Uma vez que irá realizar o seu estágio no serviço de Medicina I vamos reportar-nos somente a este, cuja lotação é de 30 camas. As patologias mais frequentes neste serviço causadoras de internamento são os acidentes vasculares cerebrais e as infeções respiratórias. A DPOC surge frequentemente como patologia associada. Relativamente à taxa de ocupação, esta foi de 92,4 % no ano de 2011, com valores de 96,3% até Fevereiro do corrente ano, tendo sido o tempo médio de internamento de 13,7 dias, quer no ano transato, quer até fevereiro deste ano. Relativamente ao horário das visitas é o normalizado para esta instituição: a visita social tem o horário das 18h00 às 19h00 e a visita significativa das 13h00 às 19h00.

Questão nº2 – A população de doentes e suas famílias a quem prestamos cuidados tem poucas habilitações literárias e apresenta carências a nível social. Por isso é comum a existência de doentes/famílias encaminhados para o serviço social que, por não reunirem condições no momento da alta para regressar ao domicilio ou outra instituição que os acolha, são transferidos para o Hospital do Montijo, aguardando resolução do seu

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caso. No que diz respeito ao suporte familiar, as famílias de uma forma geral manifestam interesse pela situação do seu familiar e tentam acompanhar a sua situação/evolução. Por sua vez, a equipa de enfermagem privilegia o apoio à família dos doentes que cuida, procedendo aos ensinos aquando da preparação para a alta e permitindo, caso se justifique a presença dos familiares fora do horário das visitas.

Compreender a gestão de recursos humanos

Questão nº3 – A equipa de enfermagem é composta por 21 enfermeiros que prestam cuidados gerais aos doentes/famílias. A equipa conta ainda com a enfermeira chefe, com especialização na área da enfermagem médico cirúrgica e três enfermeiros especializados em reabilitação, sendo que um deles não presta cuidados ao doentes, colaborando só na gestão do serviço e substituindo a enfª chefe quando necessário. Outro destes 3 enfermeiros presta cuidados especializados, colaborando ainda na gestão, enquanto que o outro elemento, para além de prestar cuidados gerais aos doentes, presta ainda cuidados na sua área de especialização. A enfª que irá supervisionar o estágio da enfª Sandra Vilelas está em regime de horário fixo e presta cuidados na área da reabilitação há cerca de um ano e três meses.

Compreender a gestão de cuidados de enfermagem

Questão nº4 – O método de trabalho vigente no serviço é o método por enfermeiro responsável, privilegiando-se porém a entreajuda na equipa. A distribuição de trabalho é feita de acordo com a classificação de doentes por graus de dependência e no turno da manhã estão cinco enfermeiros, enquanto que no turno da tarde são em número de três, assim como na noite. A equipa preconiza o envolvimento da família nos cuidados,

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embora esta última não seja muito recetiva a este pedido de colaboração.

No que diz respeito aos registos de enfermagem são informatizados, realizados de acordo com a CIPE, quer os gerais quer os especializados.

Participante: Enfermeira especialista em enfermagem de reabilitação do Serviço de

Medicina

Compreender a gestão de cuidados especializados em enfermagem de reabilitação

Questão nº1 – Não tenho doentes atribuídos. Assisto sempre às passagens de turno, momento propício ao conhecimento da situação/evolução clínica de todos os doentes, assim como à tomada de conhecimento dos doentes admitidos, valorizando sempre os aspetos da reabilitação. Posteriormente procedo à avaliação dos doentes admitidos para avaliação da necessidade de cuidados especializados na minha área de intervenção. Relativamente à continuidade dos cuidados nos turnos seguintes, apesar de não serem prestados cuidados especializados nos turnos da tarde e da noite, dou conhecimento dos cuidados prestados aos enfermeiros responsáveis por esses doentes, sendo que a articulação com os enfermeiros de cuidados gerais é uma mais valia para toda a equipa da qual o doente é parte integrante. É oportuno referir ainda que procedo sempre à avaliação dos cuidados prestados atualizando o plano de cuidados sempre que necessário.

Quanto aos recursos materiais disponíveis para os cuidados de reabilitação temos os andarilhos, as cadeiras de rodas e o elevador de doentes.

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Questão nº2 – Os cuidados especializados que presto aos doentes são individualizados, adequados às necessidades dos mesmos e às suas patologias; por isso presto não só cuidados de reabilitação motora mas também respiratórios, embora a taxa de doentes com AVC no serviço muito elevada, o que justifica a elevada prestação de cuidados na área motora. Atuo ainda como agente de mudança de comportamentos promotores de saúde quer junto dos doentes e suas famílias quer junto dos profissionais de saúde. No que se refere à formação em serviço, privilegio os momentos das reuniões de serviço para a formação, uma vez que a disponibilidade da equipa em contexto de trabalho ou fora do horário de trabalho é escassa.

Questão nº3 – A equipa multidisciplinar valoriza e tem em consideração as minhas opiniões/decisões. Os fisioterapeutas que prestam cuidados aos doentes do serviço só o fazem a nível ou motor ou respiratório, sendo que quando necessitam de cuidados nas duas vertentes, a enfermeira de reabilitação articula a sua prestação de cuidados de acordo com estes técnicos, complementando assim o seu trabalho e satisfazendo as necessidades dos doentes. A partir do momento em que os doentes fazem o levante e reúnem condições para se deslocarem ao ginásio, os cuidados de reabilitação são prestados somente pelos fisioterapeutas. Os enfermeiros generalistas aguardam que seja o enfermeiro de reabilitação a fazer o 1º levante aos doentes e solicitam a sua colaboração sempre que necessário.

Questão nº4 – A partir do momento em que temos conhecimento da alta do doente, envolvemos a família/cuidador neste processo, fazendo os ensinos adequados às necessidades dos mesmos. É preocupação do serviço avaliar, até ao 10º dia de internamento, os cuidados prestados em casa para uma preparação adequada e atempada da sua alta. Caso o doente necessite de cuidados da equipa de saúde no domicílio, o enfermeiro e o médico referenciam o doente para uma unidade de convalescença (até

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30 dias) sendo a instituição responsabilizada por isso, para uma unidade de convalescença de média duração (60 dias), em que a família comporta uma parte dos custos ou de longa duração (90 dias), sendo os gastos imputados à segurança social. Claro que este processo tem que ter autorização do doente e da família. Caso seja necessário apoio domiciliário, o caso é referenciado para a assistência social.

As famílias e os próprios doentes verbalizam com frequência o grau de satisfação com o trabalho desenvolvido pela equipa de enfermagem, tanto de cuidados gerais como de reabilitação, fazendo-o por vezes pessoalmente.

Identificar projetos de melhoria contínua da qualidade de cuidados de enfermagem na área da reabilitação.

Questão nº5 – Não existe programa sistematizado de reabilitação. A intervenção de enfermagem de reabilitação é realizada de acordo com as necessidades de cada doente/família e todas essas intervenções têm como objetivo a melhoria da qualidade de vida individual, familiar e social do doente. Como já referi, avalio sempre o resultado das minhas intervenções e atualizo os planos de cuidados sempre que necessário.

Questão nº6 – Gostaria de ter mais disponibilidade para prestar cuidados especializados e para realizar formação em serviço nesta área do cuidar, fazendo-o sempre que a participação direta na gestão do serviço me permite. Gostaria também de dispor de mais ajudas técnicas para os cuidados especializados e de ter mais enfermeiros a prestar cuidados na área da reabilitação, para satisfazer na totalidade as necessidades dos doentes que assistimos.

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