BÖLÜM 2: CHARLES JOSEPH EDMOND DE BOİS LE COMTE’UN
2.1. Osmanlı Devleti’nde Gelirler ve Vergiler
2.1.1. Direkt Vergiler ve Sistemin Temeli
Antes de abordar os métodos empregados para a realização da pesquisa, faz-se necessário apresentar o processo de encaminhamento do projeto de pesquisa junto ao Comitê de Ética em Pesquisa da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (CEP/EERP), de acordo com a Figura 1, processo esse que precedeu e também compôs os procedimentos metodológicos das atividades de pesquisa.
Figura 1 – Processo de encaminhamento do projeto de pesquisa ao CEP/EERP.
No decorrer do ano de 2009 tomou-se ciência da necessidade de o projeto de pesquisa passar por análise junto ao CEP/EERP por se tratar de estudo que envolve seres humanos, como preconiza a Resolução nº. 196, de 10 de outubro de 1996, do Conselho Nacional de Saúde.
Como se observa na Figura 1, o primeiro passo antes de seu envio para apreciação pelo CEP/EERP, foi o cadastramento do projeto junto ao MS/CNS/CONEP, após o que, ele foi encaminhado, pela primeira vez, no dia 23 de outubro de 200929.
Desde o primeiro envio ao CEP/EERP até o findar do processo de análise, o projeto esteve em pendência por três vezes, por não estar em concordância com os preceitos éticos em pesquisa, tendo havido, portanto, a necessidade de efetuar todas as mudanças recomendadas pelos pareceristas, nesses três momentos. No intervalo de tempo entre a última recomendação
29 Recibo de entrega CAAE - 0055.0.153.000 -09
Encaminhamento do projeto ao CEP/EERP – 2009.
Período de análise do projeto pelo CEP/EERP – 2009/2010.
Aprovação do projeto pelo CEP/EERP – 2010. Envio das autorizações - 2010.
Cadastramento do projeto junto ao MS/CNS/CONEP - 2009
feita pelo CEP/EERP até a sinalização positiva para a realização da pesquisa, foi necessário coletar autorizações em metade do universo de pesquisa, ou seja, obter o aval de prefeitos (as) e secretários (as) municipais de saúde de treze municípios. Somente depois do envio desses documentos ao CEP/EERP, para serem anexados ao processo, é que foi concedida pelo CEP/EERP a autorização para a realização da pesquisa30.
Na primeira quinzena de março de 2010, com a pesquisa já autorizada pelo CEP/EERP, seis outros municípios formalizaram a autorização solicitada, de forma que, dos vinte e seis municípios localizados na UGRHI-PP, foi concedidos o total de dezenove autorizações pelos poderes públicos municipais, às quais se juntou também uma autorização da CETESB (Agência de Presidente Prudente), como se pode observar na Tabela 3.
Tabela 3 – Período de coleta das autorizações nos municípios e órgãos da UGRHI-PP
Município/Órgãos Data Álvares Machado 19/01/2010 Iepê 25/01/2010 Santo Anastácio 26/01/2010 Taciba 27/01/2010 Pirapozinho 27/01/2010 Piquerobi 27/01/2010 Estrela do Norte 29/01/2010 Tarabai 01/02/2010 Regente Feijó 04/02/2010 Presidente Bernardes 04/02/2010 Mirante do Paranapanema 05/02/2010 CBH – PP 08/02/2010 Narandiba 08/02/2010 Sandovalina 08/02/2010 Anhumas 23/03/2010 Presidente Venceslau 30/03/2010 Martinópolis 09/04/2010 Marabá Paulista 14/04/2010 Nantes 23/04/2010 Caiuá 10/05/2010
Agência Ambiental CETESB – Presidente Prudente
20/05/2010 Fonte: Autor, 2010
30 A aprovação do projeto de pesquisa foi emitida no Of. CEP-EERP/USP - 046/2010 de 18 de março
No entanto, para atingir esse número de participações, alguns obstáculos foram encontrados. Em alguns municípios, não foi possível encontrar os (as) prefeitos (as) pessoalmente, em de seus compromissos. Nesses casos, o projeto de pesquisa foi apresentado de forma sucinta para os (as) secretários (as) municipais de saúde, quando todas as dúvidas foram dirimidas e, logo após terem transmitido aos prefeitos o teor da visita e obtido o seu aval, enviaram via correio a autorização concedida, sendo que em alguns dos municípios houve a necessidade de lá voltar buscar estas autorizações devidamente assinadas, datadas e carimbadas31.
Em cinco cidades não foi possível apresentar a pesquisa, e em duas, houve dificuldades no momento de sua realização da pesquisa. Várias foram as situações que contribuíram para que houvesse tais sinalizações negativas por parte desses municípios.
No primeiro município, o contexto político do município não propiciou a realização do convite junto à prefeita municipal e ao secretário (a) municipal de saúde, em razão de haver problemas jurídicos envolvendo a chefe do executivo32. Além disso, conforme divulgado pela imprensa, resíduos de serviços de saúde estavam sendo dispostos de forma irregular em local destinado à disposição de resíduos de construção civil, havendo inclusive suspeita de que crianças estariam contaminadas por mercúrio devido a existência de termômetros quebrados nesse local.
No segundo município, não houve retorno por parte do gabinete do senhor prefeito, apesar das várias tentativas de contato, e as informações recebidas eram de que estava viajando. Situação semelhante ocorreu no terceiro município, onde estabeleceu-se contato tanto com o gabinete do prefeito quanto com seu secretário de saúde, sem que houvesse, porém, retorno.
A visita ao quarto município chegou a ser realizada, todavia, o prefeito municipal não atendeu o pesquisador, apesar de se encontrar no mesmo prédio e ter cruzado com ele no corredor do paço municipal. Assim mesmo, a pesquisa foi apresentada ao secretário municipal de saúde que, por sua vez, se comprometeu a repassar a solicitação ao prefeito municipal, à qual não respondeu. Por fim, no quinto município, todo o processo de estabelecimento de contato foi realizado, culminando com um telefonema ao secretário municipal de meio ambiente, a quem foi apresentada sucintamente a pesquisa. Ao término da ligação, o
31 O modelo de autorização utilizada está nos apêndices.
32 De acordo com a imprensa regional, oficiais de justiça não estavam encontrando-a para intimá-la a
pesquisador responsável foi informado que haveria retorno à solicitação, o que, no entanto, não ocorreu.
Além desses municípios que não demonstraram interesse em participar da pesquisa, um outro município, mesmo tendo sida concedida anteriormente a devida autorização, à ocasião em que foi feito o contato para agendar a visita e receber instruções sobre a reserva da amostra de geração dos resíduos de serviços de saúde, acabou desistindo de participar da pesquisa, sob a justificativa de que eram muitas as exigências feitas pela universidade, além de haver dúvidas sobre a importância do estudo, bem como sobre a idoneidade da pesquisa, no sentido de poder vir a criar algum tipo de problema ao município e, enfim, por haver coisas mais importantes a serem realizadas. Em consonância aos princípios éticos em pesquisa, o posicionamento do município foi respeitado, prevalecendo seu direito de desistir da participação a qualquer momento, tendo assim sido inutilizada a autorização concedida. Embora não se discuta esse direito, é lamentável que pessoas que ocupam cargos importantes tenham tais posicionamentos, prejudicando o andamento de atividades relacionadas à gestão e ao gerenciamento dos resíduos sólidos de maneira geral, e estendendo esse prejuízo a programas ambientais, como, por exemplo, o Município Verde Azul, que possuem entre os seus requisitos, a redução da geração de resíduos.
Por fim, no segundo município que apresentou dificuldades, não houve o apoio necessário para a realização das atividades de campo. Primeiramente, não foi possível apresentar a pesquisa pessoalmente ao prefeito ou ao secretário municipal da saúde, e a autorização foi encaminhada e concedida com o auxílio de funcionários ligados à secretaria. Depois, no momento da organização das atividades de campo, nenhuma pessoa responsável foi designada para acompanhá-las, especificamente nesse município, o maior da área de pesquisa.
Em função da aprovação do projeto de pesquisa pelo CEP/EERP, todos os procedimentos realizados em campo, que incluíram o emprego de formulário e questionários, foram autorizados pelos responsáveis de cada setor através de documentos assinados, datados e carimbados. Cada participante da pesquisa teve ciência e, assinou um termo de consentimento livre e esclarecido33, o qual lhe foi apresentado antes do início de sua participação.
Em apenas um estabelecimento gerador não foi possível aplicar o questionário, pois a responsável se recusou a participar da pesquisa e, de acordo com os preceitos éticos, a vontade da participante foi respeitada.
Apesar das dificuldades encontradas, a aprovação do CEP/EERP agregou maior credibilidade e transparência ao estudo e fez com que todo o processo de coleta de dados e informações em campo fosse realizado de forma mais efetiva.