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1.2. Ergenlerin Dini Tutumları

1.2.1. Dini Duygu ve Ġnanç

Segundo Maria Aparecida Guedes Monção (2013), a singularidade das instituições que cuidam dos pequenos, “[...] é traduzida pela sua trajetória histórica, a necessária articulação entre cuidado e educação, a centralidade das brincadeiras e das relações sociais no currículo da educação infantil e o compartilhamento da educação entre educadores e famílias.” (MONÇÃO, 2013, p. 77)

É justamente este último item citado pela autora, o compartilhamento da educação entre as famílias e os educadores, a especificidade mais significativa da gestão na Educação Infantil, como afirmado também em outros estudos (CORREA, 2006; CAMPOS, 2012; KULHMANN JR, FERNANDES, 2012; ARIOSI; 2010).

Para Kulhmann Jr. e Fabiana Silva Fernandes (2012) é compreensível que ao procurar seu lugar no sistema educacional, a Educação Infantil se baseie em outras etapas, mas é imprescindível considerar que o trabalho da gestão nesta etapa envolva o cuidado e a educação, bem como alguns fatores peculiares, tais como:

[...] um arranjo organizacional que garanta o atendimento em tempo integral; a organização adequada do espaço físico, de modo que a criança se sinta acolhida e confortável; a realização de um projeto educativo sistemático, intencional que promova o desenvolvimento físico, afetivo e intelectual e a socialização e o diálogo frequente com as famílias. (KUHLMANN JR.; FERNANDES, 2012, p. 34)

Assim como estes autores, Monção (2013) também cita que a especificidade da gestão na Educação Infantil está na relação de compartilhamento do cuidado e da educação das crianças entre a instituição e as famílias:

O compartilhamento da educação e do cuidado das crianças com as famílias é uma das finalidades da educação infantil, e sua natureza revela a especificidade da gestão nessa modalidade educacional, que requer um diálogo permanente entre famílias e educadores, para compreender e respeitar as manifestações infantis e promover a educação da criança. A natureza do compartilhamento evidencia-se especialmente pela sua dimensão relacional, que historicamente é fonte de conflitos e tensões entre família e educadores. As emoções, expectativas, valores que circundam essa relação exigem um olhar crítico e uma escuta cuidadosa a respeito das impressões e sentimentos, tanto das famílias quanto dos educadores, nesse processo. (MONÇÃO, 2013, p. 79)

A partir destas afirmações, constata-se a diferença da gestão na Educação Infantil em relação às outras etapas de ensino, pois é necessário considerar que, devido a idade das crianças, o cuidado e educação ficam sob responsabilidade de educadores e

famílias. As famílias e os educadores necessitam ter um constante diálogo para que os pequenos aprendam e desenvolvam-se no contexto da creche e da pré-escola e estas relações interpessoais devem ser pautadas na democracia (MONÇÃO, 2013).

A este respeito, Correa (2006) afirma que a maneira como ocorrem as relações no interior da escola são verdadeiros modelos para as crianças, sendo consideradas um referencial:

Se o que se almeja, pois, como objetivo mais amplo da educação, é a formação de sujeitos livres que se respeitem e saibam respeitar seu próximo, que sejam solidários e não individualistas, que, em suma, tornem-se democratas; e se aceita-se que essa aprendizagem comece desde muito cedo, parece-nos que a única forma possível para alcançar tais objetivos seja por meio de experiências de relacionamento baseadas em princípios democráticos. Se assim é, a gestão democrática na educação infantil não se justifica apenas como princípio geral, mas, antes, como uma prática diretamente relacionada àquilo que poderíamos entender como um de seus principais “conteúdos”. (CORREA, 2006, p. 75)

Cinthia Magda Fernandes Ariosi (2010) também concorda com essa perspectiva democrática na gestão educacional e afirma que a escola é local de constituição de relações sociais que devem considerar a natureza do trabalho pedagógico que:

[...] congrega distintas concepções de mundo, de homem e de sociedade podendo gerar tensão e contradição nas relações, pois a escola é um espaço complexo de relações sociais, não devendo ser concebido como espaço de reprodução das relações sociais, mas de construção de novas formas de relações sociais. (ARIOSI, 2010, p. 113)

Monção (2013), cita a importância das instituições de Educação Infantil estabelecerem relações democráticas com as famílias e afirma que para os avanços sobre as discussões da gestão democrática é necessário investir na percepção das famílias e dos profissionais da escola, quanto ao

[...] sentido da democracia na formação da criança, por meio de experiências coletivas que possibilitem uma comunicação clara, a vivência de trocas sobre a educação das crianças e a reflexão aprofundada sobre como elas são tratadas em nossa sociedade, como a infância é compreendida e quais as respostas do Estado para as demandas da primeira infância. (MONÇAÕ, 2013, p. 81)

As instituições são espaços de encontros, relações e aprendizagens e reconhecer a importância da dimensão política na Educação Infantil exige uma compreensão acerca dos conflitos, sentimentos, emoções, das interações estabelecidas entre famílias,

crianças e educadores, sem desconsiderar os contextos político e social que proporcionam essas relações estabelecidas. (MONÇÃO, 2013).

Monção (2013) menciona, ainda, que essa dimensão política constitui o eixo da construção da gestão democrática e deve ter como alicerce uma prática que considere os contextos familiar e educacional e busque responder as questões acerca das infâncias das crianças, da escuta das manifestações infantis pelas famílias e instituição, das formas como ocorrem as interações, da maneira que as crianças experienciam relações democráticas, das concepções de desenvolvimento infantil, entre outras. Dessa forma, verifica-se que a especificidade da gestão na Educação Infantil concentra sua atenção no compartilhamento da educação e do cuidado das crianças.

Benzer Belgeler