III. SADRAZAMLIK ÖNCESİNDEKİ GÖREVLERİ
2. Dinî Açıdan Faaliyetleri
Observou-se, no diagnóstico, que alguns problemas e nós críticos podem dificultar a implantação e manutenção dos Living Labs, prejudicando seu desempenho e a obtenção de resultados satisfatórios. Para solucionar essa lacuna, além da identificação dos potenciais Living Labs para a Linha Verde, a proposta contempla a constituição de uma estrutura, similar ao Gate 21 de Copenhague, que será responsável pela governança dos Living Labs e se tornará um centro de captação de ideias inovadoras para Curitiba.
Sugere-se que ela seja denominada Linha Viva: “Linha” porque sua área de atuação será a Linha Verde; “Viva” porque relaciona-se aos laboratórios vivos, em ambiente real, com a participação das pessoas, e contribuirá para transformar a imagem da antiga BR- 116 numa via mais humana, um dos nós críticos observados na árvore de problemas.
A Linha Viva poderia se estabelecer fisicamente em qualquer região da cidade, podendo ocupar, inclusive, as instalações já disponíveis da Prefeitura para evitar ou minimizar custos com reformas, aquisição/aluguel de imóveis, mobiliário entre outros. Para seu funcionamento, considera-se importante criar uma estrutura de governança, um centro de captação de ideias e a criação de um portal na internet, juntamente com mídias sociais.
6.2.1 Governança
Caberá à Linha Viva analisar quais Living Labs serão implantados na Linha Verde, selecionar projetos potenciais, identificar os atores, firmar parcerias, convidar as pessoas-chave, formar a rede de colaboração, acompanhar a implantação dos laboratórios e
avaliar os resultados. Concentrar a expertise dos Living Labs num único local facilita o aprendizado, a identificação de pontos fortes e oportunidades de melhoria dos projetos, a comunicação e a formação das redes de colaboração, propiciando a integração e governança dos Living Labs pela Prefeitura, problemas identificados no Programa Linha Verde Sustentável.
A proposta concebe que a Linha Viva seja constituída por uma equipe matricial e multidisciplinar, cujos membros tenham, dentre outras competências, a de gestão de projetos, visto que se pretende solucionar ou mitigar a dificuldade em estruturar e gerir projetos – nó crítico observado na árvore de problemas – para viabilizar a implantação e a manutenção dos laboratórios em Curitiba.
Sugere-se que a equipe se forme a partir de seleção interna entre os funcionários da Prefeitura, evitando a contratação de pessoal, e consequente aumento na folha de pagamento. Ressalta-se que a Secretaria de Informação e Tecnologia promove, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Paraná, capacitação para gestores com foco em gestão de TI, havendo, portanto, profissionais com potencial para serem alocados na Linha Viva.
Uma alternativa é que a Linha Viva seja coordenada pela Secretaria de Informação e Tecnologia, pois: (i) tem cultura em gestão de projetos; (ii) idealizou a capacitação dos funcionários da Prefeitura para esse propósito; (iii) é uma área meio, portanto abordaria qualquer tema nos Living Labs; (iv) está diretamente relacionada à tecnologia, base para a inovação; (v) permitiria a manutenção da estratégia de inovação dentro dos quadros da administração direta.
6.2.2 Centro de Captação de Ideias
Nas entrevistas realizadas, observou-se que a cultura de inovação está presente na gestão da cidade de Curitiba, mas não há um local específico, estruturado e organizado, para que essas novas sugestões possam ser tratadas de forma sistemática, ou seja, recebidas e analisadas por uma equipe com esse propósito e, quando for o caso, viabilizadas. Sugere-se que a Linha Viva se torne um centro de captação de ideias inovadoras, disponibilizando ferramentas e estrutura propícias para fomentar a participação da sociedade, de instituições, da iniciativa privada e até mesmo dos servidores da Prefeitura.
A exemplo do 22@ Urban Lab, de Barcelona, recomenda-se a criação de um formulário enxuto e simples para inscrição de projetos, pontuando as principais informações sobre a nova ideia (Figura 17).
Figura 17 - Sugestão de formulário para inscrição de projetos Fonte: elaboração própria
Aconselha-se que a Linha Viva mantenha, no mesmo local de inscrição dos projetos, as diretrizes para aceitação de uma ideia (aquelas apontadas na sessão 6.1) e a lista
atualizada com as demandas da Prefeitura, facilitando a formulação de projetos que atendam ao planejamento do Município. A sugestão é que priorizem as soluções para problemas críticos da Linha Verde: meio ambiente prejudicado; crescimento da população (inter) municipal; criminalidade; infraestrutura da Linha Verde inacabada; infraestrutura concentrada na faixa de domínio da OUC; via de acesso muito larga; outras questões sociais não resolvidas; e regiões heterogêneas com necessidades específicas.
A priorização atacaria diretamente três nós críticos da árvore de problemas: como tornar a via mais humana, infraestrutura inacabada na Linha Verde e Linha Verde é o eixo menos atrativo. Caberia à Linha Viva determinar ou validar o local de implantação dos projetos selecionados, considerando as condições adequadas para o desenvolvimento e a experimentação da solução. Seria interessante o mapeamento do processo de tratamento das demandas pela equipe da Linha Verde para que auxilie no encaminhamento dos projetos escolhidos.
6.2.3 Portal na Internet e mídias sociais
Sugere-se, ainda, a criação de um portal na Internet e perfil nas redes sociais para divulgação dos Living Labs, que funcione como um canal de comunicação permanente, de fácil acesso e amigável, a exemplo do 22@ Urban Lab (Barcelona) e do Gate 21 (Copenhague). O conteúdo sugerido para divulgação seria: histórico da Linha Verde; apresentação sobre Living Labs; diretrizes para implantação dos laboratórios; demandas prioritárias da Prefeitura; mapa com projetos potenciais, desenvolvidos e em andamento (figura 16); redes de colaboração constituídas; resultados obtidos; equipe envolvida entre outros.
A criação do portal e do perfil nas redes sociais é uma ação que independe da estruturação da Linha Viva. No entanto, a realização delas em conjunto gera maior dinamismo para o processo, dá transparência às atividades realizadas e fomenta a captação de ideias inovadoras dos atores externos à Prefeitura.