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Dijital Kültür Ya Da Kültürün Dijitalle#mesi

Belgede OCTOBER 2012 (sayfa 43-46)

SOSYAL MEDYANIN KARANLIK YÜZÜ

1.1. Dijital Kültür Ya Da Kültürün Dijitalle#mesi

A teoria dos sistemas aplicada à administração e economia cogita a possibilidade de um padrão de desenvolvimento coerente com a idéia de continuidade e sustentabilidade do modelo produtivo ao longo dos tempos. Nos últimos anos, em especial no Brasil, os teóricos de sistemas têm procurado uma diferenciação semântica entre os termos desenvolvimento sustentável e desenvolvimento sistêmico, tendo em vista que os trabalhos acadêmicos associados à sustentabilidade de modelos produtivos passaram a enfocar apenas as questões relativas aos choques ambientais do desenvolvimento das sociedades humanas, além das alternativas para reduzi-los ou não amplia-los. Outras facetas do desenvolvimento sustentável têm sido negligenciadas, como o desenvolvimento econômico-social, político e educacional. Para recuperar o conceito original de sustentabilidade, propôs-se na literatura a utilização de um novo termo que represente a idéia de capacidade de reprodução de modelos produtivos ao longo do tempo sem riscos de pane sistêmica por escassez de recursos ou rupturas de relações relevantes, denominado desenvolvimento sistêmico.

Segundo Giancola e Hutchison (2005), “a noção de desenvolvimento sistêmico sugere a idéia de componentes discretos de um sistema começando a trabalharem juntos como um todo refinado” (GIANCOLA; HUTCHISON, 2005,p. 63). Significa dizer que sob as premissas do desenvolvimento sistêmico, a expansão do modelo se dá de forma sinérgica, com as partes envolvidas alinhadas em função de um objetivo maior, que é o de manutenção sistêmica. Esse alinhamento pode não se dar de forma declarada, mas percebido nos elementos que elencam a cultura organizacional que induz as partes a trabalharem de forma articulada, beneficiando o todo.

O tipo de desenvolvimento delimitado sob a ótica sistêmica é aquele que articula a melhoria de vida das pessoas envolvidas nos processos produtivos e dos indivíduos direta ou indiretamente conectados ao contexto de suas atividades, seja no âmbito social, econômico, educacional ou ambiental (MARTINELLI; JOYAL, 2004). Dessa forma, as organizações que operam visando o desenvolvimento sistêmico o fazem sob premissas que visam à obtenção de condições melhores de existência a cada ciclo operacional. Qualquer um dos fatores envolvidos em sua existência que acabe por comprometer a reprodutibilidade das melhorias alcançadas ou seu aprimoramento pode significar o rompimento do desenvolvimento sistêmico.

Os modelos gerados sob a lógica do desenvolvimento sistêmico devem, para que haja manutenção de sua existência, ser flexíveis no que toca à sua estrutura de relações. Se uma das entidades conectadas ao todo sofrer um colapso natural – tendo em mente que nem sempre é possível prolongar o ciclo de vida organizacional – deve ser possível o rearranjo interno para a manutenção das funcionalidades que permitam a reprodutibilidade do sistema ao longo do tempo. Isso remonta à idéia de adaptação a novos contextos, o que inclui entre as premissas do desenvolvimento sistêmico a preservação da capacidade de adaptação dos modelos. Segundo Honadle (1999), “a capacidade de adaptação requer capacidade de pesquisa e monitoramento. O desenvolvimento sistêmico será intensivo em informação e envolverá a criação de novos mecanismos de mensuração dos sucessos” (HONADLE, 1999, p. 23).

A afirmação de Honadle (1999) corrobora com a instituição da capacidade de adaptação entre os elementos típicos do conceito de desenvolvimento sistêmico e abre caminho para a questão da mudança paradigmática em torno dos mecanismos de aferição de resultados. As metodologias usuais de mensuração de resultados, como a tomada do Produto Interno Bruto em Macroeconomia, podem não refletir os resultados integrados sob a ótica do desenvolvimento sistêmico. Vários são os intentos atuais em direção do desenvolvimento de novas formas de mensurar a atividade produtiva humana em diversos setores, assim como a intensidade de suas relações e impactos em seus contextos de atuação. As tentativas em melhorar indicadores como o Índice de Desenvolvimento Humano (SEN, 1989) são exemplos claros de movimentos a favor de técnicas mais abrangentes de avaliar as ações desempenhadas em sociedade. A utilização de técnicas soft, como a Soft Systems

Methodology (CHECKLAND, 1981; 1999), para diagnóstico e avaliação dos modelos

observados sob a lógica do desenvolvimento sistêmico é necessária para a interpretação das relações existentes entre os elementos envolvidos no sistema.

No âmbito da prospecção e disseminação de informações presente na afirmação de Honadle (1999), encontra-se a efetividade comunicacional entre as partes envolvidas nos processos sistêmicos. A comunicação deve ser reflexiva, ou seja, exaurir os sentidos do que é percebido no ambiente em busca de um sentido coletivo mais próximo do que é percebido individualmente (ARCHER, 2003). A abrangência de sentidos no ato comunicativo deve ser colocado em pauta sempre que diversas Weltanschauungen (visões de mundo) coexistem, para que se possa extrair algum entendimento das ações coordenadas e relações estabelecidas entre partes de um mesmo sistema (MIRANDA, 2005).

Para que haja condições de adaptabilidade sistêmica, é preciso que nenhuma das partes seja insubstituível, a ponto de seu colapso significar também o colapso de todo o sistema. Outro elemento importante, talvez um dos mais expressivos, sob o ponto de vista do desenvolvimento sistêmico é a relativa equidade entre as partes. A equidade garante o equilíbrio sistêmico, que favorece a adaptabilidade frente às mudanças.

O conceito de desenvolvimento sistêmico está ainda em fase de transformação, assim como deve ser o elemento que o termo representa. Categoriza um tipo específico de desenvolvimento, no qual devem ser observados diversos fatores que permitam a reprodutibilidade do sistema no decorrer do tempo, sem rígida manutenção de estruturas. Flexibilidade, equidade e relações entre as partes que permitam fluxo contínuo de informações são alguns dos elementos que caracterizam o conceito.

2.3. Taxonomia dos Arranjos Produtivos: a busca pela diferenciação conceitual entre

Belgede OCTOBER 2012 (sayfa 43-46)

Benzer Belgeler