191 İNDİRİLECEK KDV (160X0,18=) 28,8
5. YURT DIŞI BAĞLANTILI İŞLEMLERDE KDV UYGULAMASI 1. Yurt Dışındaki Firmaların Ödediği Ciro Primlerinin KDV
Tal como vimos para os autores portugueses, a escrita em torno das actividades missionárias, normalmente feita por membros de ordens religiosas, concitou bastante interesse nas leituras conventuais. Estão neste caso, o agostinho Juan González de Mendoza (1545-1618) e o seu contemporâneo jesuíta Luís de Guzmán (1544-1605). O primeiro é autor da primeira história da China que se escreveu utilizando também caracteres chineses. A obra foi muito traduzida e editada mesmo em séculos posteriores, pela qualidade do texto apesar de González de Mendoza nunca ter ido à China mas ter utilizado relatos de missionários agostinhos e jesuítas217. A obra veio a ser ultrapassada pelos relatos dos jesuítas Matteo Ricci e Nicolas Trigault, de que trataremos adiante. O convento da Graça tinha um exemplar da edição de Madrid, 1586 que está na BNP. Um exemplar da edição em italiano, feita em Roma, no mesmo ano e que pertenceu a S. Francisco de Xabregas encontra-se na Biblioteca Central da Marinha (Lista nº 435).
Quanto ao padre Luis de Guzmán que foi reitor da universidade de Alcalá de Henares, a sua obra Historia de las missiones que han hecho los religiosos de la
Compañia de Jesus... en los reynos de Japon... insere-se no movimento editorial da
216 BNE. Autoridades XX825055. 217 BNE. Autoridades XX937410.
578 Companhia, reportando as diversas missões que no Oriente iam desenvolvendo e de que falámos a propósito dos autores jesuítas portugueses. Também o padre Guzmán nunca esteve no Japão, tendo, porém, sido encarregue de receber em Espanha, no ano de 1584, a primeira embaixada japonesa que veio à Europa visitar o Papa e os soberanos das principais cortes. Desta obra, muito considerada na época, o convento de S. Bento de Xabregas tinha um exemplar da edição de 1601, em dois volumes e, pelo catálogo de S. Vicente, se vê que também existia neste mosteiro (Lista nº 462).
No respeitante à América e num género diferente, destacamos o escritor crioulo, nascido no México, Luís Becerra Tanco (1603-1672) que foi, para além de historiador, também matemático e professor na universidade do México218, onde, aliás publicou a obra Felicidad de Mexico en el principio y milagroso origen que tubo el Santuario de la
Virgen Maria N. Señora de Guadalupe... de cuja segunda edição, de 1675, existiu um exemplar em S. Francisco de Xabregas (Lista nº 103).
Passando para autores e obras de outros géneros de história eclesiástica espanhola, destaca-se o jesuíta Pedro de Ribadeneira (1527-1611) que é, nesse domínio, o autor mais representado na Lista, o que, aliás está de acordo com o sucesso e a divulgação que as suas obras conheceram, demonstráveis nas múltiplas edições que delas se fizeram219. Desempenhou várias missões diplomáticas e administrativas em
diversos países da Europa e entre as obras que escreveu o Flos sanctorum alcançou, desde a primeira edição, uma grande popularidade. Na BNP encontrámos uma edição tardia, de 1761, já acrescentada pelos padres Juan Eusébio Nieremberg e Andrés Lopez Guerrero com marca do convento de Nossa Senhora da Conceição do Monte Olivete. A provar a popularidade da obra verificámos a sua existência nos catálogos de S. Vicente e de Santo Alberto, em edições de 1623 e 1688 e no de S. Francisco da Cidade, em quatro edições distintas, a mais antiga de 1675 e as outras de 1700, 1704 e 1741. Da Historia ecclesiastica del scisma del reyno de Inglaterra, que também conheceu grande sucesso e que continuou a ser editada no século XVIII, S. Francisco da Cidade assinala no catálogo duas edições, uma de 1589-1594, impressa em Lisboa, em língua espanhola e outra em português, de 1732. Na BNP existe um exemplar da
218 ESCAMILLA GONZÁLEZ, Juan – La Felicidad de Mexico, de Luis Becerra Tanco en la Biblioteca
del Instituto de Investigaciones Historicas. Disponível em:
http://www.historicas.unam.mx/publicaciones/revistas/boletin/pdf/bol82/bol8204.pdf.
579 referida edição seiscentista mas apenas do 2º volume, com pertence do convento dos Remédios e na Biblioteca Central da Marinha está o exemplar do convento de Santo António dos Capuchos, relativo a uma edição espanhola de 1674. Entre as biografias que escreveu destaca-se a de Santo Inácio de Loyola com quem Pedro de Ribadeneira conviveu e de que, mais uma vez, é no catálogo de S. Francisco da Cidade que encontramos duas referências, uma à edição de 1584 e a outra de 1616, ambas em latim e impressas em Espanha (Lista nº 858).
Destacam-se mais dois outros escritores jesuítas posteriores, Martin de Roa (1561-1637) e o atrás mencionado Juan Eusébio Nieremberg (1595-1658). O primeiro, natural de Córdova, é conhecido sobretudo pelas histórias religiosas que escreveu sobre várias cidades da Andaluzia220. No catálogo de S. Francisco da Cidade há referência a duas, Ecija, sus sanctos, su antiguedad ecclesiastica y secular, impressa em 1629 e Málaga, su fundación, su antiguedad ecclesiastica y secular, de 1622 mas também a outras quatro obras: Antiguedad, veneración i fruto de las sagradas
imagenes..., de 1623, Flos sanctorum, fiestas y santos naturales... de Cordova, de 1604,
Vida, santidad y milagros de S. Francisca Romana..., de 1615 e Vida de D. Anna Ponce
de Leon..., de 1604. Desta última tem a BNP o exemplar, em tradução italiana editada em 1666, que pertenceu ao convento de S. Francisco de Xabregas (Lista nº 870). Note-se, pois, o interesse que Martin de Roa e as suas obras mereceram aos conventos franciscanos da capital.
220 BNE. Autoridades XX1148218.
580 Figura 9 – H.G. 7381 P.
Quanto a Juan Eusébio Nieremberg, jesuíta espanhol filho de alemães, foi autor de obras de carácter devoto que conheceram sucesso editorial e foram traduzidas