• Sonuç bulunamadı

Diğer Taşıma Belgeleri

1.2. Taşıma Belgeleri

1.2.1.3. Diğer Taşıma Belgeleri

Tendo em vista o uso do método das comparações constantes na análise de dados, julgou se conveniente o uso do software Atlas/Ti como apoio à mesma, seguindo o processo de análise proposto por Bandeira de Mello (2007a), que envolve a codificação e rotulação, o desdobramento dos dados (microanálise) e o descobrimento e validação de categorias e suas relações, ou seja, os procedimentos de análise previstos no método da ! " #.

O atlas/ti se enquadra num grupo de conhecidos por $ %

& ' # ( – CAQDAS, ou análise de dados

qualitativos assistida por computador. É importante mencionar que, segundo Kelle (2002), esses pacotes de são instrumentos para mecanizar tarefas de organização e arquivamento de textos, se constituindo em para “tratamento e arquivamento de dados”, mas não são instrumentos para “análise de dados”, ou seja, atuam como ferramentas de apoio à análise de dados.

Como uma das principais vantagens associadas ao uso desse tipo de , Teixeira e Becker (2001) destacam que esses programas oferecem uma inovação extremamente importante, que é a possibilidade de testar e relacionar hipóteses valendo se dos recursos e benefícios trazidos pela informática, o que era até então um privilégio da pesquisa quantitativa, utilizando qualquer tipo de técnica qualitativa, com qualquer material que possa ser transformado em texto. No caso do Atlas/ti, permite se também a elaboração de memorandos e diagramas, de modo que todos os aspectos relevantes do processo de análise fiquem registrados e possam ser externados, caso haja necessidade (BANDEIRA DE MELLO, 2007a).

Sabendo se que o software constitui apenas uma ferramenta de apoio na análise de dados, houve o cuidado para não se cair nas chamadas “armadilhas” que são comuns quando se usa esse tipo de software, as quais são destacadas por Bandeira de Mello (2007a): 1) O pesquisador pode perder o contato com a realidade dos dados; 2) A facilidade de criar códigos e gerenciar uma base de dados mais ampla pode induzir o pesquisador a uma análise superficial, especialmente quando

há sobre valorização da codificação em detrimento da descoberta; 3) Um programa CAQDAS não é metodologicamente neutro, possuindo certo viés do grupo de acadêmicos que o desenvolveu; 4) A dificuldade em se avaliar a relação custo benefício do uso de um programa CAQDAS; 5) O uso de programas CAQDAS em projetos de pesquisa com múltiplos autores pode potencializar possíveis tensões entre os envolvidos e; 6) Um programa CAQDAS não transforma um pesquisador incompetente em competente.

De acordo com Bandeira de Mello (2007), o Atlas/ti foi desenvolvido no contexto de um projeto multidisciplinar, durante o período de 1989 a 1992, na Universidade Técnica de Berlim. A sigla Atlas ( " 0 " + 4 *

Alltagssprache) pode ser traduzida como “arquivo para tecnologia, o mundo e a linguagem cotidiana”, enquanto que a sigla ti ( 1 ) significa interpretação de texto. O software possui diversos elementos constitutivos, os quais são apresentados no quadro 3.7.

/ (! '$*"

Unidade Hermenêutica

(5 2 6 52)

Reúne todos os dados e demais elementos. Documentos primários

(- # )

Dados primários coletados, denominados de Px, sendo x o número de ordem. Em geral, são transcrições, reportagens, figuras etc. Citações (& 7 Segmentos de dados, como trechos relevantes das entrevistas, que

podem indicar a ocorrência de código. Sua referência é formada pelo número do documento primário onde está localizada, seguido do seu número de ordem dentro do documento. Também constam da referência as linhas inicial e final, no caso de texto.

Códigos ($ ) São conceitos ou categorias gerados pelas interpretações do pesquisador. Podem estar associados a uma citação ou a outros códigos para firmar uma teoria ou ordenação conceitual. Sua referência é formada por dois números: o primeiro refere se ao número de citações ligadas ao código; e o segundo, ao número de códigos associados. Os dois números representam, respectivamente, seu grau de

fundamentação empírica (! ) e de densidade teórica ( #).

Notas de análise ( s) Descrevem o histórico da pesquisa. Registram as interpretações do pesquisador, seus !" ao longo do processo de análise.

Esquemas gráficos

89 )

Auxiliam a visualização do desenvolvimento da teoria e atenuam o problema de gerenciamento da complexidade do processo de análise. São representações gráficas das associações entre os códigos. A natureza dessas relações é representadas por símbolos. Comentário 8$ ) Os elementos constitutivos podem ter comentários, que são

utilizados pelos pesquisadores para registrar informações sobre os seus significados, bem como registrar o histórico da importância do elemento para a teoria em desenvolvimento.

Quadro 3.7 Principais elementos constitutivos do Atlas/ti Fonte: Adaptado de Bandeira de Mello (2007a)

No presente trabalho foi utilizada a versão 5.6 do Atlas/ti. Foram criadas três unidades hermenêuticas, sendo uma geral, denominada Tese Fernando, à qual foram designados dezesseis documentos primários, sendo um para cada entrevista. Durante o processo de análise, foram gerados diversos códigos, os quais foram associados às citações que representavam, sendo que alguns desses códigos representaram categorias, propriedades ou manifestações. Em toda a análise foram utilizadas notas de análises para registrar as percepções, !" e conclusões do pesquisador, algumas das quais foram aproveitadas como parte do texto do relatório final da tese. A partir da finalização das análises das entrevistas, realizada na unidade hermenêutica geral (Tese Fernando), foram criadas mais duas unidades hermenêuticas, aproveitando todos os dados que já constavam na HU geral (utilizou se a ferramenta salvar como), sendo uma para cada um dos setores investigados, denominadas Tese Fernando Calçados e Tese Fernando Têxtil. Percebeu se a necessidade de separação das unidades hermenêuticas para a realização da codificação analítica dos casos, de modo a evitar que a contagem dos índices de fundamentação empírica e densidade teórica, gerados pelo Atlas/ti (ver explicação adiante) fosse totalizada nas análises separadas de cada setor.

Uma das principais consequências do processo de codificação analítica foi a geração dos esquemas gráficos, através do estabelecimento de conexões entre os códigos, citações e notas de análise. O atlas/ti possui diversos conectores padrões disponíveis, podendo se também gerar novos conectores a partir da necessidade do pesquisador. Os conectores utilizados para a construção dos esquemas gráficos desse trabalho são apresentados no quadro 3.8.

8 ) / '$*" # / *;

== O código origem é associado ao código destino

Isa O código origem é um tipo, ou forma, do código destino ⇒ O código origem é a causa da ocorrência do código destino [ ] O código origem é parte do código destino

Quadro 3.8: Conectores de códigos utilizados e seus símbolos Fonte Adaptado de Muhr (2004)

Para propiciar um maior entendimento dos esquemas gráficos, bem como uma melhor visualização e identificação dos códigos, os códigos inseridos no software que representam categorias iniciam com “C:”, os que representam as propriedades iniciam com “P:”, enquanto que aqueles que representam as manifestações iniciam com “M:”. Cada código possui dois números entre parênteses (A, B), onde o A representa a sua fundamentação empírica ou ! (quantidade de trechos

ou citações que estão vinculadas ao código) e B representa a densidade teórica ou # (quantidade de outros códigos a que está vinculado).

Para exemplificar a lógica supracitada, apresenta se um exemplo na figura 3.3 a seguir, que indica que o código “tipos de informações trocadas” possui vinte citações (ou trechos) relacionadas a ele (fundamentação empírica ou ! ) e outros nove códigos associados (densidade teórica ou #) com alguns conectores mostrados no quadro 3.8. Por sua vez, o código “tendências do mercado” constitui um tipo de informação trocada, que se relaciona apenas um código e fundamenta se empiricamente em seis citações.

Figura 3.3 Exemplo de códigos, fundamentação empírica (! ), densidade teórica ( #) e relações dos esquemas gráficos do Atlas/ti

Fonte: Elaboração do autor

É importante salientar que o Atlas/ti também foi utilizado como apoio para a análise de conteúdo. Assim sendo, os resultados apresentados na análise descritiva dos casos, nos tópicos 4.2 e 5.2 adiante, especificamente no que diz respeito aos trechos de entrevistas mostrados, também utilizam uma nomenclatura que possui relação com a localização dos dados na unidade hermenêutica do software. Como exemplo, apresenta se o trecho de entrevista a seguir:

Têm duas razões que eu acho que dá sentido para essa separação. A primeira razão é que o algodão, estrategicamente, é muito importante para a companhia. Porque, quando você pensa em termo de custos de produto, quando você vai lá no CPV, custo de produtos vendidos, você vai ver o que peso do algodão é muito importante, seguramente ele tem um peso no nosso produto final de uns 50% (Têxtil1Ent2, 3:1).

No exemplo acima, (Têxtil1Ent2, 3:1) indica que se trata da 1ª citação do terceiro documento da unidade hermenêutica, documento este que foi denominado Têxtil1Ent2. O nome do documento, elaborado pelo pesquisador, significa que este representa a segunda entrevista realizada na primeira empresa do setor têxtil pesquisada.

Um dos motivos considerados para o uso do software Atlas/ti é a possibilidade que o mesmo apresenta de rastreamento dos dados e do processo de construção da análise por parte do pesquisador, o que pode contribuir para uma maior qualidade

da pesquisa, em conjunto com outros procedimentos, os quais são relatados no tópico seguinte.

3.8 PROCEDIMENTOS DE ADEQUAÇÃO AOS CRITÉRIOS DE JULGAMENTO DE

Benzer Belgeler