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Mal Bedeli ve Navlun Ödenmiş Olarak(CFR)

1.1.3. Ana taşıma ödenmiş olarak: Grup C

1.1.3.1. Mal Bedeli ve Navlun Ödenmiş Olarak(CFR)

De acordo com Yin (2005), a análise de dados consiste em examinar, categorizar, classificar em tabelas, testar ou, do contrário, recombinar as evidências quantitativas e qualitativas para tratar as proposições iniciais de um estudo. Cada estudo de caso deve ter uma estratégia analítica geral, de modo a estabelecer as prioridades do que deve ser analisado e por quê.

Existem três estratégias gerais que são introduzidas por Yin (2005): a estratégia que se baseia em proposições teóricas, a estratégia que pensa sobre explanações concorrentes e a estratégia que desenvolve uma descrição do estudo de caso. No presente estudo, o pesquisador se baseará nas proposições teóricas gerais relacionadas à vantagem competitiva baseada em recursos relacionais, mas também estará aberto a achados referentes a argumentos teóricos concorrentes e/ou complementares, tais como os que ressaltam o papel do ambiente externo para a obtenção de vantagem competitiva.

A análise de dados desse trabalho foi feita em duas etapas, utilizando se métodos de análise diferentes. A primeira etapa consistiu em análises descritivas dos quatro casos estudados, cujos resultados são apresentados nos tópicos 4.2 e

5.2, separando se os tópicos de acordo com o setor estudado. As análises descritivas procuraram apresentar os principais achados referentes aos aspectos investigados, utilizando se trechos das entrevistas transcritas para ilustrar esses achados. Ademais, nas análises descritivas buscou se também relacionar os aspectos ilustrados com os pressupostos teóricos que compuseram o referencial teórico dessa tese. Para a análise descritiva dos dados, foi utilizada a técnica de análise do conteúdo que, de acordo com Quivy e Campenhoudt (1998), consiste em desmontar a estrutura e os elementos dos conteúdos das entrevistas para esclarecer suas diferentes características e extrair sua significação.

O procedimento básico da análise de conteúdo refere se à definição de categorias pertinentes aos propósitos da pesquisa. De acordo com Bardin (1977), as categorias são classes que reúnem um grupo de elementos sob um título genérico, sendo esse agrupamento realizado em razão dos caracteres comuns dos elementos. No presente trabalho definiram se quatro categorias analíticas, as quais foram apresentadas no tópico 3.3.

A segunda etapa foi denominada codificação analítica dos casos, cujos resultados são apresentados nos tópicos 4.3 e 5.3, os quais também estão separados por cada setor estudado. Nessa etapa, optou se por utilizar o procedimento analítico da estratégia de pesquisa ! " # (STRAUSS; CORBIN, 2008), denominado de método das comparações constantes (BANDEIRA DE MELLO; CUNHA, 2007), principalmente por esta se preocupar bastante com a questão do rigor na pesquisa qualitativa. Na verdade, tendo em vista que se partiu de teorias pré existentes para a análise dos dados, pode se afirmar que foram utilizados os fundamentos da " # ou teoria adaptativa (LAYDER, 1998). Nesse caso, buscou se a integração entre os principais aspectos que emergiram dos dados e a teoria pré existente relatada na literatura.

A ! " #, ou teoria fundamentada nos dados, foi desenvolvida na década de 1960, pelos sociólogos Barney Glaser e Anselm Strauss, como alternativa à tradição hipotético dedutiva da sociologia da época, tendo como objetivo a geração de explicações, com a mínima intervenção do pesquisador, sobre a ação dos indivíduos em um contexto delimitado, a partir da realidade destes (BANDEIRA DE MELLO; CUNHA, 2007).

Segundo Strauss e Corbin (2008), o termo “teoria fundamentada” relaciona se a uma teoria que foi derivada dos dados, sistematicamente reunidos e analisados

por meio de processo de pesquisa. Nesse método, coleta de dados, análise e eventual teoria mantêm uma relação próxima entre si; o pesquisador não começa um projeto com uma teoria preconcebida em mente, mas sim com uma área de estudo, permitindo que a teoria surja a partir dos dados.

Apesar de não se buscar a geração de teoria fundamentada nos dados no presente trabalho, e de se ter teorias preconcebidas para subsidiar a análise, a escolha por esse método de análise justifica se pelo fato de que a sistematização metodológica da ! " # e de seu processo de pesquisa utiliza procedimentos que ajudam a garantir padronização e rigor para o processo. Os procedimentos de codificação da ! " # podem ser assim resumidos (STRAUSS; CORBIN, 2008):

i. Construir teoria;

ii. Fornecer aos pesquisadores as ferramentas analíticas para lidar com as massas de dados brutos;

iii. Ajudar os analistas a considerar significados alternativos para os fenômenos: iv. Ser sistemático e criativo, simultaneamente e;

v. Identificar, desenvolver e relacionar os conceitos que são os blocos de construção da teoria.

Ademais, a estratégia metodológica da ! " # possui três características, conforme a visão de Bandeira de Mello e Cunha (2007), que se adaptam aos objetivos desse trabalho, especialmente a primeira: (a) o balanceamento entre sensibilidade (criatividade) e objetividade; (b) a circularidade entre as fases de coleta e análise dos dados e; (c) interação entre o pesquisador e a realidade dos sujeitos.

Um procedimento relevante assegurado pelo uso do método da !

" # é denominado, por Strauss e Corbin (2008), como ordenamento conceitual, que consiste na organização dos dados em categorias discretas segundo suas propriedades e dimensões, seguido de uma descrição para elucidar essas categorias. Assim como outros métodos de análise de dados utilizados em pesquisa qualitativa, no método da ! " # há a necessidade de se fazer a codificação que, nesse caso, está dividida em três fases (STRAUSS; CORBIN, 2008): codificação aberta, codificação axial e codificação seletiva.

A codificação aberta envolve a quebra, a análise, a comparação, a conceituação e a categorização dos dados. Durante a codificação aberta, os dados

são separados em partes distintas, rigorosamente examinados e comparados em termos de similaridades e diferenças. Eventos, acontecimentos, objetos e ações/interações considerados conceitualmente similares em natureza ou relacionados em significado são agrupados sob conceitos mais abstratos, as chamadas categorias. Um exame rigoroso dos dados em busca de diferenças e similaridades permite uma boa diferenciação entre as categorias (CORBIN; STRAUSS, 2008). Considerando a codificação aberta como um processo passo a passo, podem ser destacadas as seguintes etapas desse processo:

1. Conceituação: Consiste na rotulação de fenômenos presentes nos dados brutos, a partir do agrupamento de fatos, acontecimentos e objetos similares sob um tópico ou uma classificação comum, utilizando análise comparativa; 2. Descobrimento de categorias: Consiste no agrupamento dos conceitos

anteriores em conceitos mais abstratos, de ordem mais alta, baseando se em suas capacidades de explicar o que está acontecendo. Esse agrupamento forma as categorias que, por sua vez, podem ser divididas em subcategorias. Enquanto uma categoria representa um fenômeno, uma subcategoria responde a questões sobre o fenômeno, do tipo quando, onde, por que, quem, como e com que consequência, dando um maior poder explanatório ao conceito;

3. Desenvolvimento de categorias em termos de propriedades e dimensões: As propriedades são características ou atributos, gerais ou específicos, de uma categoria, enquanto as dimensões representam a localização de uma propriedade ao longo de uma linha ou de uma faixa. Ao se delinear propriedades e dimensões, pode se diferenciar as categorias e, portanto, dar precisão às mesmas.

A codificação axial examina as relações entre categorias que formam as proposições da teoria substantiva. O objetivo da codificação axial é começar o reagrupamento dos dados que foram divididos durante a codificação aberta, relacionando se as categorias às suas subcategorias para gerar explicações mais precisas e completas sobre os fenômenos. O relacionamento entre categorias e subcategorias é feito ao longo das linhas de suas propriedades e dimensões (CORBIN; STRAUSS, 2008). Em termos de procedimentos, a codificação axial envolve diversas tarefas básicas, que incluem:

a) Organizar as propriedades de uma categoria e suas dimensões, uma tarefa que começa na codificação aberta;

b) Identificar a variedade de condições, ações/interações e consequências associadas a um fenômeno;

c) Relacionar uma categoria à sua subcategoria por meio de declarações que denotem como elas se relacionam umas às outras;

d) Procurar nos dados pistas que denotem como as principais categorias podem estar relacionadas umas às outras.

Segundo Strauss e Corbin (2008), quando os analistas codificam axialmente, procuram respostas para questões do tipo por que ou de que forma, onde, quando, como e com que resultados e, ao fazê lo, os mesmos descobrem relações entre as categorias. Responder a essas questões ajuda ao pesquisador a contextualizar um fenômeno, ou seja, posicioná lo dentro de uma estrutura condicional e identificar “como” ou os meios pelos quais uma categoria se manifesta.

Finalmente, a codificação seletiva integra a teoria desenvolvida, examina possíveis incoerências, categorias com fraca fundamentação empírica ou relações não estáveis, ou seja, consiste no processo de integrar e de refinar categorias (STRAUSS; CORBIN, 2008). A Integração é um processo contínuo que ocorre com o tempo, constituindo uma interação entre o analista e os dados. Dentro dessa interação, está o formato analítico, que inclui não apenas quem o analisa é, mas também a evolução do pensamento que ocorre com o tempo por meio da imersão nos dados e o conjunto cumulativo de resultados registrados em memorandos e diagramas. Na visão de Strauss e Corbin (2008), o primeiro passo na integração é decidir a categoria central, a qual representa o tema central da pesquisa.

De acordo com Gomes (1994), a utilização de categorias visa estabelecer classificações de forma a agrupar elementos, idéias ou expressões em torno de um conceito capaz de abranger tudo isso, sendo que o estabelecimento das categorias pode ser feito antes do trabalho de campo ou a partir da coleta de dados.

As categorias chaves dessa pesquisa foram estabelecidas antes da coleta de dados, à luz do referencial teórico, do problema de pesquisa, dos objetivos geral e específicos, das questões norteadoras e das variáveis de pesquisa, conforme relatado anteriormente no tópico 3.3, as quais foram utilizadas também durante a análise de conteúdo.

Na visão de Kovacs (2009), a estratégia do método das comparações constantes consiste em comparar o padrão de resposta entre os pesquisados, além do padrão da comparação de incidentes particulares ocorridos nas entrevistas, registros em notas de campo e documentos com outros incidentes e padrões no mesmo conjunto de dados ou em outro conjunto. A teoria adaptativa (LAYDER, 1998) pressupõe a utilização de conceitos oriundos do referencial teórico para a comparação de dados no nível das dimensões.

Se um conceito emerge dos dados que parecem similares ou opostos ao que consta no referencial teórico, então estes podem ser comparados em termos de suas propriedades e dimensões, o que possibilita ao analista diferenciar e dar especificidade ao conceito emergente. Desse modo, as comparações evitam distorções e atenuam possíveis vieses do pesquisador na interpretação dos dados (KOVACS, 2009).

Na visão de Bandeira de Mello (2007a), uma categoria representa um fenômeno e deve ser definida em termos de propriedades e dimensões. As propriedades são códigos abstratos usados para permitir a validação em outros casos e aumentar a capacidade de modificação da teoria. Os códigos existentes, ligados a um mesmo tema, podem ser indicadores da categoria em si, ou das manifestações de suas propriedades.

Uma vez identificadas as propriedades, o pesquisador deve procurar por incidentes ou padrões de ocorrência da categoria, o que consiste num processo de volta aos dados. Cada incidente deve ser classificado ao longo das dimensões das propriedades, constituindo a comparação incidente incidente. Disso resultam categorias com propriedades bem definidas e padrões de ocorrência efetivamente encontrados nos dados, garantindo fundamentação empírica e parcimônia na explicação dos fenômenos representados pelas categorias (BANDEIRA DE MELLO, 2007a).

Consoante Kovacs (2009), quando se realiza a análise de dados com o auxílio de teorias preestabelecidas, de acordo com o método da teoria adaptativa de Layder (1998), além da comparação incidente incidente, deve se efetuar, também, a comparação teoria incidente. A comparação teoria incidente visa codificar os incidentes comparando se com o referencial teórico. Por outro lado, a comparação incidente incidente visa codificar um incidente em uma categoria e compará lo aos anteriores nos mesmos grupos e em grupos diferentes, já codificados na mesma

categoria. Desse modo, a comparação incidente incidente deve ser realizada após a definição das categorias, suas propriedades e dimensões. Os grupos semelhantes ou combinações de dimensões das propriedades em cada categoria são denominados manifestações das categorias.

Estando definidas as categorias chaves do trabalho, partiu se para a definição de suas propriedades e dimensões, conforme pressupõe o método das comparações constantes, considerando se o referencial teórico (comparações teoria incidente) e, também, utilizando se elementos que emergiram dos dados durante a análise e que, previamente, não estavam contemplados no referencial teórico. Para cada propriedade, verificou se o comportamento das dimensões nas diversas citações ( ), como, por exemplo, curto ( ) e longo (+). Partiu se, então, para a realização de comparações incidente incidente (BANDEIRA DE MELLO; CUNHA, 2007), no intuito de identificar o comportamento das dimensões das propriedades nos dados coletados. A partir da emersão de grupos semelhantes de dimensões das propriedades em cada categoria, os mais representativos foram denominados manifestações das categorias, que permitiram a formatação dos esquemas gráficos que relacionam as categorias, propriedades e manifestações em cada nível de análise. Nos tópicos 4.3 e 5.3, os quais apresentam os resultados da codificação analítica dos dados, são detalhadas as propriedades e manifestações de cada uma das categorias chaves.

É importante salientar, nesse processo de análise do método das comparações constantes, a importância dos memorandos e diagramas. De acordo com Strauss e Corbin (2008), os memorandos são registros escritos especializados que contêm os produtos da análise ou as direções para o analista. Os memorandos devem ser analíticos e conceituais, e não descritivos, podendo ter diversos formatos – notas de codificação, que contêm os produtos reais dos três tipos de codificação; notas teóricas, que contêm as considerações e as idéias do analista sobre a amostragem teórica e outras questões; e notas operacionais, que contêm direções de procedimento e lembretes. Os diagramas funcionam como memorandos visuais e não escritos, constituindo mecanismos que representam as relações entre conceitos. O uso dos memorandos e dos diagramas constitui um elemento adicional na busca por um maior rigor na análise, já que a consulta aos memorandos utilizados pode esclarecer a lógica da evolução do pensamento analítico do pesquisador durante o processo de análise.

Para proceder a análise dos dados em todas suas etapas, considerando se a quantidade relativamente grande de dados a ser analisada, foi utilizado um software como apoio à análise de dados, o Atlas/ti, cujos principais aspectos são detalhados no tópico seguinte.

Benzer Belgeler