BÖLÜM 2: ĐSTANBUL BASININA GÖRE MĐLLĐ MÜCADELE
2.1. Đstanbul Basınına Göre Đşgal Yıllarında Đstanbul’un Sosyal Durumu
2.2.3. Diğer Aile Fertleri ve Kadın
Como medida de primeira necessidade, com o fim de se tutelar efetivamente os direitos do consumidor, aparece o incremento e a utilização das vias informais de controle.
De nada adiantaria alterar a estrutura administrativa e dotá-la de independência, se não fosse devidamente preparado um campo de atuação que não se utiliza somente de aparatos de natureza jurídica, mas que também atua “extramuros”, num outro nível de intervenção.
Há de se notar que a sociedade brasileira não está preparada para o consumo, tendo em vista que lhe falta, além de todo o instrumento jurídico para sua defesa, entendimento de sua situação e consciência dos direitos que lhe cabem. Se não se sabe nem mesmo o que exigir, com mais razão não se sabe como exigir.
Assim, o primeiro enfoque deve ser a educação do consumidor para o consumo, já que, atualmente, é comum se observar o modo como muitas formas de publicidade interferem prejudicialmente na vida consumerista, bem como a falta de conhecimento do consumidor com relação aos seus direitos.
Há de ser implementada política pública, mediante esforço dos meios de comunicação midiáticos, com o fim de cientificar a população consumidora dos mecanismos dos quais dipõe para exercer tais direitos.
Não há dúvidas de que a educação para o consumo se mostra como a principal e primeira ferramenta para se evitar, logo de início, qualquer abuso aos direitos consumeristas.
Cabe ressaltar que diretivas provenientes da União Européia já apontam insistentemente para tal necessidade, haja vista reconhecerem a importância da educação para consumir, que aparece em primeiro plano quando se pensa na proteção do consumidor.261
261 Informação obtida na aula lecionada pelo professor português Mário Frota, membro da Associação
Portuguesa do Direito de Consumo, em 19 de agosto de 2009, na disciplina O Direito do Consumidor na Sociedade de Risco, presidida pela Prof. Teresa Ancona Lopez e pela Prof. Patrícia Faga Iglecias Lemos, na Pós Graduação da Universidade de São Paulo.
Além disso, o direito à informação é princípio basilar, que estrutura, juntamente com outros, a alma do Código de Defesa do Consumidor. Com fulcro neste direito, surge a necessidade de se formar Conselhos de Tutela ao Consumidor, com a finalidade de informar, ajudar e aconselhar o consumidor a exercer o consumo consciente.
É de se notar que, nos dias de hoje, faltam meios de se obter informações acerca de direitos consumeristas. Procons não possuem estrutura, nem pessoal suficiente para tanto e, há de se convir que apenas a presença de um Código de Defesa do Consumidor em estabelecimentos comerciais de nada ajuda no esclarecimento de tais dúvidas.
Também o fortalecimento de medidas preventivas no interesse econômico dos consumidores é primordial, já que sempre se deve primar por se evitar o dano ou lesão ao invés de reprimir ou punir a conduta que o gerou.
É sabido que, no âmbito dos bens jurídicos supraindividuais, o Direito tem que se organizar preventivamente – faz-se essencial a prevenção, pois a repressão, provavelmente, não surtirá os efeitos almejados, nem restituirá a situação à condição anterior. Assim, fundamental se faz a aplicação do princípio da precaução e, também, do princípio da prevenção.
Até mesmo porque existem situações impossíveis de serem ressarcidas por completo, tais como o tempo perdido pelo consumidor ao telefone ou indo atrás de algum órgão que o auxilie e a irritação sofrida com a negação imotivada de um direito que ele sabe que possui, e, justamente por isso, devem ser evitadas, o tanto quanto for possível.
Neste contexto, incluem-se também o aprimoramento dos meios de segurança nas atividades de consumo e a disposição de meios mais eficientes de compensação, à disposição do consumidor.
Nos dias atuais, um dos elementos que quase não está presente na sociedade de consumo é uma correta e eficiente representatividade dos interesses coletivos dos consumidores.
Tal fator se mostra extremamente importante, pois, muitas vezes, o simples fato de alguém, que conheça os direitos consumeristas e que esteja ciente de como se dá tal proteção, representar adequadamente o consumidor, estabelecendo uma conversa com o fornecedor, pode resolver o problema em questão, o que culmina por facilitar a vida do consumidor, evitando, até mesmo e naquilo que for possível, que este acione o Direito Administrativo Sancionador.
Cabe lembrar que já existem instrumentos que podem ser utilizados nestas situações, tal como a possibilidade de se firmar um litisconsórcio ativo entre órgãos existentes, tal como o Procon juntamente com o Idec. No entanto, a falta de conhecimento acerca destas prerrogativas impede que tais providências facilitadoras sejam tomadas.
Com tal postura e atuação, consequentemente, haverá o maior aprimoramento dos meios de satisfação do consumidor.262
Exemplo recente desta atuação das vias informais de controle no âmbito consumerista é a campanha do Idec denominada “Toda quinta é dia de pressão na Anatel”, iniciada em 13 de outubro de 2011. A Anatel é a agência que regula as telecomunicações.263
Por meio do site da associação, os consumidores poderão enviar mensagens aos representantes do Conselho, que se reúnem todas as quintas e, em breve, votarão resolução sobre a qualidade da internet.264
Entre as reivindicações propostas pelo Idec estão novas regras de qualidade de atendimento ao consumidor, com prazos máximos para reparo, instalação, resolução de reclamações, definição de variação máxima permitida da velocidade, abatimento
262 Estes mecanismos de atuação da vias informais de controle foram retiradas de FERRARI, Eduardo Reale. Direito Penal do Consumidor e a tutela de bens jurídicos supraindividuais: uma análise constitucional in
Direito Penal Contemporâneo: Estudos em Homenagem ao Professor José Cerezo Mir, Revista dos Tribunais, 2007, p.290
263 Nota publicada no jornal Folha de São Paulo, em 13 de outubro de 2011, p. E2. 264 Idem Op. Cit.
proporcional à velocidade não entregue e ferramenta certificada para o consumidor medir a qualidade de sua conexão.265
Esta ação demonstra a capacidade de órgãos situados “extramuros” do Direito atuarem de forma a protegerem o consumidor, por meio de via não formais de controle e atuação.
Neste sentido, primeiramente, atuam as vias informais de controle, criando todo um arcabouço de proteção ao consumidor, com possibilidade de resolução do problema atinente à relação consumerista sem o acionamento de qualquer ramo do ordenamento jurídico. Somente no caso em que se mostrar necessário e adequado, o Direito Administrativo Sancionador atuará e, de forma ainda mais restrita, o Direito Penal poderá intervir, em casos específicos.
As vias informais de controle acabam exigindo, da sociedade como um todo, uma mudança de mentalidade, pois, ao ganharem força e se tornarem o primeiro caminho para a proteção do consumidor, culminam por exigir, também, uma mudança de postura dos consumidores e fornecedores.
A idéia de que nem tudo precisa ser resolvido no Judiciário, ou seja, necessariamente por meio da utilização das vias formais de controle, inicia sua longa caminhada na sociedade de consumo.
Com efeito, a realidade dos fatos demonstra que esta problemática é muito mais uma questão de aculturamento do que de criação de normas.
3) Alternativas sancionatórias em detrimento às sanções penais nas relações de