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2. FERĠDÜDDĠN ATTÂR VE ESERĠ

3.2. Mantıku‟t-Tayr‟da Belirlenen Semboller ve Anlamları

3.2.2. Diğer Efsânevi KuĢlar

Para determinar o perfil da comunidade local da área em estudo, foram estudadas as variáveis sexo, faixa etária e escolaridade.

4.1.4.1 Sexo

Em relação ao sexo, em todas as praias entrevistadas, predomina o público Feminino totalizando 59,24% dos integrantes da comunidade entrevistados.

Gráfico 17 – Sexo.

Fonte: Pesquisa de campo 2007.

4.1.4.2 Faixa etária

Nas praias pesquisadas, 57,14% da população entrevistada têm idade até 40 anos. Predominando uma média de idade de 40 anos. Os 42,86% estão divididos em 20% entre 41 e 50 anos, 14, 29% entre 51 a 60 e 8,57% possuem mais de 60 anos de idade35.

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Gráfico 18 – Faixa Etária.

Fonte: Pesquisa de campo 2007.

4.1.4.3 Escolaridade

Quanto ao grau de escolaridade 62,86%36 concluíram o Ensino Médio, representando, portanto, o maior percentual. Os 37,15% estão distribuídos da seguinte forma: 22,86% são analfabetos e 14,29% concluíram o Ensino Fundamental.

As respostas relativas à dinâmica socioespacial, bem como aos impactos ambientais provocados pela atividade turística foram semelhantes. Quanto às questões culturais, os moradores mais antigos da localidade afirmam que a partir do momento que a atividade turística se inseriu no espaço e começou a provocar, através da especulação imobiliária, a migração dos nativos, começou a haver uma perda de determinadas manifestações culturais, como a dança do coco de roda, a lapinha e as quadrilhas; danças que faziam parte das tradições dos povos mais antigos.

Gráfico 19 – Escolaridade. Fonte: Pesquisa de campo 2007.

Outro fator limitante do ponto de vista do desenvolvimento da atividade turista, além dos já mencionados, diz respeito aos recursos do poder público local. De acordo com as Secretarias de Turismo dos municípios de Extremoz e Ceará - Mirim, eles não vêm sendo repassados, trazendo limitações para realização de seus trabalhos. Afirmam ainda que se trata de uma política centralizadora, tendo em vista que a receita proveniente do Turismo não é distribuída, concentrando-se apenas na capital.

Aliado a esse fato, a política de incentivo fiscal adotado pelo Estado e municípios inseridos na área destinada ao desenvolvimento do turismo, aos interessados em investir na região dificulta a arrecadação de impostos para as unidades administrativas, haja vista, a política de isenção fiscal. Para (MARCELINO 2006) tal procedimento se faz presente no caso do Turismo, contrariando a compreensão de um princípio fundamental para que esta atividade venha contribuir com o desenvolvimento econômico e social, pois as arrecadações são responsáveis por investimentos em infra-estrutura e serviços que tornem atraentes e viabilizem o capital privado.

Podemos perceber que esses fatores colaboram para a construção de paisagens pouco atrativas para o Turismo, bem como funcionam como obstáculos para o desenvolvimento do mesmo.

A partir dessas observações, parece-nos que da forma como a atividade turística vem sendo conduzida, o que não foge a regra do modelo de desenvolvimento de outras atividades econômicas, inseridas dentro do contexto do modo de produção capitalista, não vem contribuindo para o desenvolvimento socioespacial37,pois o que verificamos é um modelo de “desenvolvimento” concentrador de renda, excludente, contraditório e multiplicador de desigualdades sócio-espaciais.

Porém, o que se verifica na mídia38, é uma exaltação em seu discurso no que diz respeito à dimensão econômica do turismo, entendendo que essa dimensão por si só não constitui fator relevante e responsável por proporcionar o desenvolvimento socioespacial.

Ainda dentro desse contexto de exaltação, enveredando no caso mais específico do nosso Estado, é comum ao se falar em Turismo haver uma tendência à supervalorização da atividade enquanto fator econômico, gerador de renda, emprego e receita. Afirmando ser a atividade turística a principal responsável pelo papel que alavanca o desenvolvimento do mesmo, já ocupando o posto de segunda maior renda do Rio Grande do Norte.

Souza (2002, p.18), entende que “desenvolvimento não deve ser entendido como desenvolvimento econômico, embora muitos, e não apenas economistas continuem a reduzir aquele a este”. Para o autor o chamado desenvolvimento econômico é, basicamente, o binômio formado pelo crescimento econômico (mensurável por meio do PNB ou PNB) e pela modernização tecnológica, em que ambos se estimulam reciprocamente (SOUZA, 2002).

O autor, a título de exemplo, chama a atenção para o quadro histórico do Brasil, em espacial para a época do chamado “milagre econômico”, em fins dos anos 60 e 70, e diz que o desenvolvimento estritamente econômico pode acontecer, sem que automaticamente ou forçosamente (ou proporcionalmente) haja melhoria do quadro de concentração de renda ou dos indicadores sociais (SOUZA, 2002).

Para Cruz (1999), essa abordagem historicamente construída, que reduz a pratica social do Turismo a uma atividade econômica, dentro da base do discurso

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apologético ao turismo, negligencia seu entendimento antes de mais nada, como prática social. Não nos permitindo avançar, portanto, em nossas análises voltadas ao desenvolvimento socioespacial, pois subvalorizam as transformações provocadas pela atividade em estudo, assim como seus impactos em função de análises quantitativas.

Dentre os problemas observados, parece-nos que o descaso do poder público local se constitui talvez como principal, pois sua ausência vem contribuindo para a intensificação da degradação do meio, bem como dos conflitos sociais existentes na área.

Nesse processo de formação dos espaços turísticos, o poder público tem um papel primordial quanto aos encaminhamentos da atividade, indutor de investimentos bem como mediador de interesses, de maneira que a atividade se torne sustentável, ou seja, que haja um desenvolvimento não apenas do ponto de vista do crescimento econômico, mais que seja uma das alternativas propulsoras do desenvolvimento justo socialmente. Enquanto esse compromisso não existir, não se poderá esperar do Turismo mais do que ele pode oferecer: um Turismo de passagem.

5 TURISMO E MEIO AMBIENTE

As questões relacionadas ao meio ambiente vêm sendo uma das maiores preocupações dos cientistas neste fim de século e vem evoluindo ao longo do tempo, principalmente a partir dos anos 50, momento correspondente ao início dos movimentos ambientalistas.

A beleza cênica, formada pelo conjunto de componentes da morfologia costeira, é responsável pela atratividade turística. A zona costeira é colocada na Constituição brasileira como patrimônio nacional. A Carta Magna recomenda que a sua utilização deverá se dar de forma que seja assegurada a preservação do meio ambiente inclusive quanto ao uso dos recursos naturais.

O crescimento do interesse dos turistas pelos ambientes naturais tem elevado as preocupações sobre os impactos gerado pela atividade, porque a maior parte dos lugares que despertam a curiosidade dos viajantes é frágil e apresenta, de modo geral alto valor conservacionista. De acordo com Ruschamann (2004, p. 19), como meio ambiente

entende-se a biosfera, isto é, as rochas, a água e o ar que envolve a terra, juntamente com os ecossistemas que eles mantêm. Esses ecossistemas são constituídos de comunidades de indivíduos de diferentes populações (bióticos), que vivem numa área juntamente com seu meio não-vivente (abióticos) e se caracterizam por suas inter-relações, sejam elas simples ou mais complexas. Essa definição inclui também os recursos constituídos pelo homem, tais como casas, cidades, monumentos históricos, sítios arqueológicos, e os padrões comportamentais das populações – folclore, vestuário, comidas e o modo de vida em geral que as diferenciam de outras comunidades. No que diz respeito à relação Turismo e meio ambiente, amplia-se o debate e a busca do desenvolvimento sustentável do Turismo.

Ao falarmos desenvolvimento sustentável do Turismo, faz-se mister pensar a atividade turística e toda a complexidade que a envolve, visto que no sistema Capitalista a sustentabilidade de elementos do ambiente pode gerar a insustentabilidade econômica, e que todas as coisas funcionam segundo a lógica da sustentabilidade do capital. Diversos artifícios criados por essa ideologia consistem

predominando um interesse meramente mercadológico enquanto as questões relacionadas ao meio ambiente são relegadas a um plano inferior.

Como exemplo, podemos citar os complexos turísticos a serem implantados nos municípios, dentre eles o maior entre os grandes empreendimentos do Rio Grande do Norte, o Grand Natal Golf, localizado nos municípios de Extremoz e Ceará-Mirim. O projeto compreende catorze prédios e cinco campos de golfe desenvolvido pela Sociedade Potiguar de Empreendimentos LTDA (Spel) em parceria com o grupo espanhol Sanchez. De acordo com o Promotor Público de Extremoz, David da Costa Benavides, ainda não existe avaliação ambiental estratégica a respeito das conseqüências do impacto dessas obras. Trata-se de um empreendimento de grande porte que envolve um alto investimento estrangeiro, fato esse que tem gerado conflitos entre os vários órgãos envolvidos. Alguns questionamentos vêm sendo realizados por parte do Ministério Público de Extremoz ao IDEMA, como, por exemplo, a análise do impacto geral a ser causado no ecossistema pelos cinco campos de golfe. Qual o tipo de tratamento químico que será utilizado para a grama? Esse tipo de tratamento trará implicações para o lençol freático da área? E quanto ao abastecimento hídrico, não foram informadas as condições de explotação das águas subterrâneas.

Para agravar ainda mais a situação, Lobo (2008, p.1) chama a atenção para o fato de que:

O município de Ceará-Mirim, onde estará cerca de 40% do território do terreno do Grand Natal Golf, possui uma população de aproximadamente 70 mil pessoas. Já Extremoz, ainda menor, conta com apenas 20 mil habitantes fixos. De acordo com cálculos estimados no EIA, a capacidade total do complexo, contando novos moradores e visitantes, pode chegar a até 166 mil pessoas. Isso significa que a geração de lixo e o consumo de água vai praticamente dobrar. Segundo o Ministério Público, não há qualquer plano de destinação adequada dos resíduos sólidos.

É importante destacar a necessidade de se conhecer as condições ambientais antes da implantação e ou operação de um dado empreendimento, para poder estabelecer de maneira fidedigna as modificações ambientais provocadas por este.

Ainda nesse sentido, Dias (2003) afirma que o Turismo é uma atividade econômica que se desenvolveu com as características atuais, como fenômeno de

massa, em decorrência do desenvolvimento propiciado pela revolução industrial, a qual introduziu na sociedade moderna um modelo econômico que tem como seu objetivo principal a geração de renda, por meio da expropriação e exploração dos recursos naturais. Afirma ainda que estamos presenciando verdadeira revolução propiciada pelo incremento dos serviços e pelo aumento do processo de globalização. Em ambos os processos, o Turismo assume papel primordial e, tal qual as indústrias do passado, é altamente dependente dos recursos naturais. Desse modo, a relação Turismo e meio ambiente assume profunda relevância dentro de uma nova perspectiva de desenvolvimento que não assuma os erros do passado. No mundo que vivemos, onde o modelo econômico vigente é o modo de produção Capitalista, buscar a possibilidade de um desenvolvimento sustentável, socialmente justo, permitindo que as sociedades humanas atinjam melhor qualidade de vida em todos os aspectos, constitui-se um dos grandes desafios. Nesse sentido é fundamental salientar o que é entendido por desenvolvimento sustentável.

A partir do século XX pode-se identificar três fases distintas da evolução da preocupação ambiental; a primeira fase considera-se aquela em que ocorre a percepção dos problemas ambientais localizados e atribuídos à ignorância, à negligência ou indiferença das pessoas, produtores e consumidores, a ênfase é dada nas ações corretivas. Na segunda fase a degradação ambiental é percebida com um problema generalizado, porém dentro do Estado-Nação. As causas são as mesmas anteriores mais a gestão inadequada dos recursos. Ocorrem ações corretivas, intervenção governamental para a prevenção. Já na terceira fase a degradação ambiental é percebida como um problema planetário, resultado do tipo de desenvolvimento adotado. Surge uma nova maneira de perceber as soluções para os problemas globais, que não se reduzem à degradação do ambiente físico e biológico, mas incorporam a dimensões sociais, políticas e culturais como a pobreza e a exclusão social. Essa nova concepção é chamada de Desenvolvimento Sustentável.

De acordo com Barbieri (2000), o termo surge pela primeira vez em 1980 no documento denominado World conservation strategy, produzido pela IUCN e World Wildlife Fund (hoje, World Wide Fund for nature – WWF) por solicitação do Programa das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente (PNUMA). De acordo com esse

essenciais e os sistemas naturais vitais necessários à sobrevivência e ao desenvolvimento do Ser Humano. O segundo objetivo preservar a diversidade genética e o terceiro, assegurar o desenvolvimento sustentável das espécies e dos ecossistemas que constituem a base da vida humana. O objetivo da conservação, segundo esse documento, é o de manter a capacidade do planeta para sustentar o desenvolvimento, e este deve, por sua vez, levar em consideração a capacidade dos ecossistemas e as necessidades das futuras gerações. Porém, o termo ganha amplitude após 1987 com a publicação do relatório “Nosso Futuro Comum” que, em síntese, considera que é necessário continuar o desenvolvimento, mas levando em conta a possibilidade de recomposição dos ecossistemas naturais. Em outras palavras, procura estabelecer uma relação harmônica do homem com a natureza, como centro de um processo de desenvolvimento que deve satisfazer às necessidades e às aspirações humanas. Enfatiza também que a pobreza é incompatível com o desenvolvimento sustentável e indica a necessidade de que a política ambiental seja parte do processo de desenvolvimento e não mais uma responsabilidade setorial fragmentada, fato este que vêm sendo verificado. Ainda nesse sentido, Dias (2003, p.36) afirma que o documento “Nosso Futuro Comum” foi referência e base importante para os debates que aconteceram na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), realizada no Rio de Janeiro em 1992, na qual popularizou-se o conceito de Desenvolvimento Sustentável, tornando as questões ambientais e de desenvolvimento indissoluvelmente ligadas.

A CNUMAD ocorreu 20 anos após a de Estocolmo e concentrou-se em identificar as políticas que geram os efeitos ambientais negativos. Concluiu ela, de forma eloqüente, que “a proteção ambiental constitui parte integrante do processo de desenvolvimento, e não pode ser considerada isoladamente deste”. O meio ambiente e o desenvolvimento são duas faces da mesma moeda com nome próprio, desenvolvimento sustentável, o qual “não se constitui num problema técnico, mas social e político”. (GUIMARÃES, 1992, p. 1000).

Embora o termo sustentabilidade venha sendo usado como novo paradigma do desenvolvimento, a expressão desenvolvimento sustentável tem sido objeto de várias polêmicas, desde a sua formulação, a precisão do seu conceito, levando em consideração as divergências e contradições que carrega no seu escopo. E quando

o debate se amplia para a relação Desenvolvimento Sustentável e Turismo, as polêmicas tomam uma maior dimensão.

No que diz respeito à evolução das relações entre o turismo e o meio ambiente, Dias (2003, p.66) afirma que:

Tem um reflexo fiel nas diversas declarações e documentos patrocinados por organizações internaconais, como a ONU, a OMT, e o Conselho Mundial de Viagens e Turismo (World Travel and Tourism Concil – WTTC). Nesses documentos observa-se uma paulatina transição do predomínio dos aspectos socioculturais e econômicos ao paradigma onipresente da sustentabilidade. É importante relembrar que a dependência do turismo em relação aos recursos naturais aparece nos primeiros textos, e gradativamente vai acentuando-se a constatação da importância dos impactos ambientais negativos do turismo, e os riscos de que tais impactos se agravem com o imprevisível incremento da atividade turística.

Rodrigues (2002), em seu artigo intitulado “Desenvolvimento Sustentável e atividade turística”, defende que a atividade turística é, na própria essência, incompatível com uma idéia de Desenvolvimento Sustentável. Afirma ainda que a atividade turística não é compatível sequer com a noção de desenvolvimento auto- sustentado porque dirige o consumo aos lugares “exóticos”, transformando-os para serem comercializáveis, nos padrões de “conforto e qualidade de vida do mundo moderno”, retirando, portanto ao longo de curto espaço de tempo a característica de exótico.Como atividade econômica sua sustentação está pautada na contínua descoberta de paisagens naturais e históricas de novos lugares exóticos, que são rapidamente transformados para serem usufruídos.

Podemos perceber que quando a discussão é pautada no desenvolvimento sustentável do Turismo, os pontos de vistas se divergem, desde as visões exageradamente otimistas, que põe a atividade turística como a salvação para o desenvolvimento, como grande alternativa para a política econômica, superando setores tradicionais da economia como a indústria petrolífera no que diz respeito à geração de divisas internacionais; até as visões pessimistas, apoiadas nas discussões generalizadas do que o termo Desenvolvimento Sustentável do Turismo foi exposto, carregado de ambigüidades.

dentro de uma mesma geração e incorporou o meio ambiente no debate sobre o desenvolvimento de forma definitiva.

Há o reconhecimento por parte de muitos estudiosos do turismo quanto à importância crescente nas economias receptoras, assim como a degradação ambiental provocada pela mesma. Diante desse contexto, Silveira (2002) propõem que se adotem novas formas de Turismo, com menor impacto no meio ambiente. Entre as denominações que são dadas a essas novas formas, aparece o turismo sustentável, o qual é colocado como alternativa ao modelo de desenvolvimento turístico até hoje dominante na maioria dos países.

Para o desenvolvimento da presente pesquisa, utilizaremos o conceito da OMT, que define o desenvolvimento turístico sustentável como aquele que:

Atende às necessidades dos turistas atuais e das regiões receptoras e ao mesmo tempo protege e fomenta as oportunidades para o turismo futuro. Concebe-se como um caminho para gestão de todos os recursos de forma que possam satisfazer-se as necessidades econômicas, sociais e estéticas, respeitando ao mesmo tempo a integridade cultural, os processos ecológicos essenciais, a diversidade biológica e os sistemas que sustentam a vida sem comprometer a possibilidade do usufruto dos recursos pelas gerações futuras. (DIAS, 2003, p. 68).

Para Silveira (2002, p. 88):

A aplicação do conceito de Desenvolvimento Sustentável aplicado ao turismo representa estratégia válida para se buscar a integração entre uso turístico, preservação do meio ambiente e melhoria das condições de vida das comunidades locais. No entanto se esse conceito não for incorporado às políticas e práticas do planejamento territorial do turismo em nível local, a sustentabilidade não passa de retórica.

Na busca da sustentabilidade da atividade turística, os problemas socioambientais e a falta de implementação das políticas públicas de planejamento urbano e ambiental são os principais desafios que os municípios de Extremoz e Ceará-Mirim devem superar.

Cabe, portanto, analisar, discutir e buscar formas concretas de se promover o desenvolvimento do Turismo sob a ótica do desenvolvimento sustentável, na qual a sua gestão tenha por base a dinâmica local e o planejamento socialmente justo,

levando em consideração a sociedade, o meio ambiente e as exigências econômicas.

Antes de mais nada, faz-se mister reconhecer que algumas indagações se fazem necessárias, como: o que o turista busca no Turismo litorâneo? Existe aceitação da atividade turística pela comunidade local? Houve transformações na dinâmica sócio-espacial e cultural na localidade a partir da atividade turística? Se houve, quais foram os impactos provocados?Existe uma política ambiental definida? Caso exista, ela é posta em prática? E quanto ao Turismo, existe um planejamento para essa atividade? Qual a sua participação na geração de receita e renda? Que influências está trazendo para mudanças nas condições de vida da população local?

Essas entre outras questões tornam-se fundamentais para nortear nossa análise e discussão sobre a relação entre Turismo e meio ambiente no contexto do desenvolvimento turístico sustentável.

Petrocchi (1998) entende que para haver a sobrevivência de um sistema, quando falamos em sistemas estamos referindo-às organizações que compõe o sistema turístico, torna-se então necessário, a relação da sobrevivência da atividade turística com a satisfação do desejo dos clientes (os turistas) e a necessidade de conhecer os aspectos desses desejos e de inseri-los no processo de planejamento e nas especificações técnicas do produto, pois é dele que vem a receita que alimenta os negócios turísticos da cidade.

No que diz respeito ao processo histórico, Petrocchi (1998) afirma que até os anos 60 os administradores do Turismo objetivavam ampliar a demanda, tendo suas atenções concentradas nos números dos visitantes. Ainda segundo o autor:

A partir dessa época começou a tomar força, no mundo todo, a consciência de preservação do meio ambiente. Essas preocupações invadiram a gestão do turismo, que muito depende da preservação da natureza. Instalou-se então, um conflito que dura até os dias de

Benzer Belgeler